sábado, 31 de julho de 2010

Família (quase) cupuleta

Amanhã há almoço de família. Estou em pulguíssimas. São as histórias da avó e a grande boa nova de que, ao avô, com 90 anos, renovaram a carta por mais dois. Além disso, há tios recém chegados de tudo quanto é sítio. Vai ser uma tal algazarra... que só nos havemos de calar para a tradicional foto de grupo!

P.S. Para quem não percebe o título, mais informações aqui.

Projectos a dois

Se é verdade que "cada um sai-se com o que tem e ninguém se pode rir", não é menos verdade que há sempre, para quase toda a gente, os seus projectos a solo e os projectos comuns. Podia falar de muitos projectos a solo e de outros tantos projectos comuns, mas a lua já vai alta e chega-me lembrar o que investimos, solitariamente, em projectos como uma carreira profissional. Consoante a nossa opção, abdicamos de muitas coisas, passamos ao lado, vesgos, de muitas oportunidades de "dar o fora", coleccionamos angústias sobre se aquele será, mesmo, o melhor caminho para nós... eu sei lá... o diabo a sete. Na investigação, por exemplo, tornamo-nos seres de rotinas muito solitárias, com um ritmo muito próprio e dificuldades em fazer o Mundo entender que, naquele dia, àquela hora, ter apagado aquelas 5 linhas é mesmo uma coisa capaz de nos arrumar com a auto-estima. Todos os trabalhos têm as suas dificuldades. No nosso, tenho para mim, esta é a pior: explicar o inexplicável, a sensação absurda de constante dívida a um projecto que às vezes não passa de ideia, a piração doentia de quem, de folga, de férias, a dormir, pode lembrar-se de uma coisa tão importante que é preciso anotar e, por isso, nunca descansa mesmo. O pior desta vida, tenho para mim, é a consciência da necessidade de um fim que parece que nunca vamos alcançar e que só alcançamos quando não dá mesmo mais. Isto, por outro lado, também pode ser o melhor. A permanente descoberta, o afinamento de uma ideia, a insatisfação eterna, a busca interminável. São visões diferentes do mesmo fenómeno. Este, digo-vos, parece-me bem um projecto a sós. Porque, rodeados de gente empenhada, ainda assim, aquele projecto não anda sem nós e só anda connosco. Pode falhar-nos quase tudo... nós é que não.

Depois há os projectos comuns. Dentro destes, para o que me interessa para este post, os projectos a dois. Ter filhos é um desses. Talvez o maior. Nada contra as maneiras diversas de ver este projecto, longe disso. Falo de mim. Só. Sem qualquer pretensão ou oportunidade em generalizações. Que fique claro. Posto isto... encontrar um pai/mãe para os filhos parece-me das mais grandiosas tarefas do ser humano. É a responsabilidade partilhada, para o melhor e para o pior. A incapacidade de controlar os 100% de maturação daquela relação. A certeza que, se fizermos tudo, mesmo tudo, não chega. Porque há aquilo a que se chama o ponto óptimo de equilíbrio necessário: aquele exacto espaço e tempo em que ninguém mede nada, ninguém cobra nada, está tudo certo por natureza. Isto, digo eu que sou leiga, não se alcança de qualquer maneira. O que não significa que dê trabalho. Não se encontra porque se procurou. Encontra-se simplesmente porque... somos encontrados. É o passo dois da empreitada de ser feliz com alguém que também pensou em passos para além do um. E com ser feliz com alguém, aqui, não me venham chatear, quero significar viver um amor, desses que não são de pais, nem de mães, nem de filhos, nem de irmãos, nem de amigos. Desses que são disso tudo e do que falta ao todo que isso tudo pode ser. Desses em que faz sentido que até os projectos a solo se acomodem na cumplicidade de uma gestão de afectos maiores por projectos comuns. É de ser feliz assim que eu estou a falar. Se há por aí quem queira ser feliz doutra maneira, força! Mas agora estou eu a falar!

Sublinhe-se, que não é de mais, que há quem tenha só projectos a solo, quem tenha só projectos comuns e até, estou em crer, quem não tenha projectos. Mas isso, está-se mesmo a ver, não quer dizer nada. Não há lei que mude a singularidade de cada um cunhar os sonhos da vida como bem lhe aprouver, não há guarda, nem retirada, nem ameaça, nem temporal, nem maleita ou pior desgraça que arrase um sonho só porque sim. Um sonho morre quando deixa de ser sonhado. Só assim. E podemos andar todos meio mastigados, quase escravos do projecto eternamente eleito para maior de acordar vivo no dia a seguir, que o resto há-de vir depois... que, mesmo assim, se houver um sonho, há uma luta por travar. Sem armas. Que é como se alcançam as maiores conquistas e se perdem os maiores tesouros.

Como diria o homem que só sonhou a solo, hoje à tarde,

"Eu tinha tudo isso
E era sozinho
Havia um vazio
Faltava alguém
Mas... quem?"

É que há sempre, para quem sempre quis sonhar os sonhos todos, um sonho que só pode ser a dois. Não morreu. Não está esquecido. Está apenas à procura do caminho.

Annie

A-D-O-R-E-I

Tirando as 1547 calorias que devo ter assimilado no almoço de hoje e o facto de logo a seguir nos termos alapado no autocarro turístico (elas não se calavam que queriam, que queriam...), acho que foi um dia muito saudável. Como quase todos os que passamos com as pessoas que gostam assim de nós... o tanto muito que gostamos delas.

Today

Vou ao teatro com as afilhadas. Já me telefonaram para avisar que se eu não puder andar depressa me dão a mão. Entretanto, também já sei que passaram a semana a fazer-me desenhos e coisas para presente.

Lá vou eu acrescentar material ao meu "quadro de afilhados*" da casa de Coimbra. De facto... ainda só tem desenhos do Natal e da Páscoa... Estava a faltar qualquer coisinha a lembrar o Verão.

* Já são cinco... Mas ando com saudadinhas de um assim bebé. O caçula já fez 4 anos... Está um homem.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ao António Feio*

De que me rio eu?... Eu rio horas e horas
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.

Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio para não ouvir a voz do mau presságio
nem a das coisas mudas a chorar.

Rio para não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.

António Patrício


* Porque o vi, o aplaudi, me ri muito com ele e me apaixonei pelo humor descomplexado com que desenhava cada pinta de cada i da história deste país... muito antes do seu pâncreas o ter tornado herói. Só por isso.

Ia jurar

António Feio
6 de Dezembro de 1954 - 29 de Julho de 2010

que, para ser justa, esta história não acabava assim!

Os meninos maus*

Os meninos maus são dois manos praticamente da minha idade que fizeram todas as maldades possíveis e imaginárias à minha pessoa quando tínhamos entre uns 3 e uns 6 anos. Puxavam-me as tranças, pregavam-me sustos atrás da porta, diziam que estava uma cobra no meu cabelo e na praia ameaçavam jogar-me ao mar. Os meninos maus têm, hoje em dia, o dobro do meu tamanho. Mas já não fazem mal a uma mosca. Ontem na Feira estavam um bocadinho alegres. E pronto... isto é só para dizer que os meninos maus existem e que eu gosto deles. Ah... e que tinha muito gosto se uma determinada amiga se encaminhasse com o mais novo. Porque pronto... ela gostou. Depois... gostou ele. E agora teimam ambos. Ora... dizem que "o difícil do amor é amar ao mesmo tempo", mas ainda ninguém veio dizer que era melhor desistir!

* Ou: como meter-se descaradamente na vida dos amigos como se se estivesse só a assobiar para o lado!

Conversas que dão para deixar uma pessoa com o coração como a noite escura*

A: Ah... e sei que namorou com uma gaja muito gira.
B: Fogo... isso é que é pior.
A: Pois.
B: Hey... A resposta certa é "Tu também és gira", ora bolas!
A: Pois. Claro. Sim.
...
...
...
A: Oh pá... mas olha que eu acho que a gaja era mesmo gira!

*Ou "A adolescência tardia"

Sissi

Tenho um galo na cabeça. Estava a dormir e acordei a pensar que ia morrer. Afinal, tinha sido uma abelha que me tinha entrado no quarto, se tinha escondido não sei onde e escolheu a minha cabecinha para pregar a sua partida.
Descobri que faço alergia às picadas das moscas (não é melgas... é mesmo moscas), o que se traduz em braços e pernas às bolinhas vermelhas.

Segundo a O., a mãe dela é parecida com a Meryl Streep e eu, bem... eu não sou parecida com ninguém, mas na outra vida fui a Sissi... Uma versão actualizada do "princesa ervilha".

Cid

Foi uma viagem daqui...



Até aqui...


Com um coração de papelão no meio e ruas ladrilhadas com o brilho de um olhar no dia em que determinado rei fez anos...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Deixem-me rir*

Sócrates: “A verdade acaba sempre por vir ao de cima”


* que chorar não vale a pena... (Venceu a tese da sucessão de palavras compridas sem sentido... pelo menos para quem sabe o que significam...)

Levo para o mar


"...
queres o espaço impossível
queres arder o que apagou
queres a escolha que passou
mas tudo é o que tem que ser
tudo flui ou te faz crescer
levo para o mar
tudo é o que tem que ser
..."

Novas

Tirei os pontos. Segundo o médico e as enfermeiras, está uma cicatriz muito bonita. Eu, da minha parte, continuo a não perceber onde está a beleza... Parece-me um ponto cruz mal amanhado e do avesso...

Mas...
Posso conduzir!!!
Posso fazer a depilação com cera quase pertinho da cicatriz!
Posso por o meu creme nas pernas, sem medo, sendo certo que, por enquanto, na cicatriz só outra coisa que me deram!
Posso caminhar na areia (desde que não molhe a cicatriz com água do mar... mas, como também não a posso expor ao sol, já tenho uns pensos pequenitos para quando estiver a trabalhar para o bronze. Vou ficar ali com uma tatuagem quadrada branca, mas não se pode ter tudo...)!!!
Posso ir uma noite à Expofacic e arriscar-me a ficar de pé metade da noite!
Lá para Outubro já devo poder vestir collants. Se não for de outra maneira, com um pensito na cicatriz.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Apelo

Alguém sabe o nome de uma pomada que pelos vistos faz com que as cicatrizes pareçam até feitas de propósito de tão jeitosas que ficam?

Cada farmacêutico amigo diz um nome. E os ortopedistas não ligam muito a isso... é serrar e andar. Temo que amanhã também não me saiba esclarecer. Está por aí alguém da estética? Sem alergias, pelo amor da Santa. Vejam lá... Pela vossa saúde.

Prémio: Um xi e um beijinho

Tão kikis

No chapéu atrás do nosso está um casal de, sei lá, uns 70 anos. Andam de mãos dadas, espalham creme um ao outro, fazem passeios e... tão kikis... hoje antes de almoço foram ao mar e começaram a atirar água, assim... a meterem-se um com o outro... Tão... tudo! Apeteceu-me ir lá perguntar a receita :)

Acontecimento

Esteve bandeira verde.

P.S. Ainda não posso ir ao mar...

Wishlist*

Uma semaninha nos Açores.

Quanto mais lá vou, mais vontade tenho de lá voltar. E apetecia-me muito isto!

E já que é para pedir... Flores, Graciosa ou São Jorge... Embora continue certinha que não morro sem ir ao Corvo e hei-de arranjar companhia (para não dizerem que sou a única maluca do bairro!). Queria vidinha de hotel misturada com mar e trilhos. Era isso. Pronto. Fica para a próxima... Nem sempre, nem nunca :)

*Para estes dias me saberem mesmo a férias!

domingo, 25 de julho de 2010

Verdades e assim assim


Eu não sou filiada em qualquer partido. Nem tenho intenção de algum dia me filiar.

Posto isto, quanto mais insistem, menos probabilidades têm de que seja no vosso. E não, não é para ser noutro. É não, porque não. Porque sou maior, tenho as vacinas em dia, pago impostos como gente grande, cumpro os meus deveres cívicos, orgulho-me de pensar pela minha cabeça, onde quer que tenha chegado, cheguei sem me ter posto em bicos de pés ou ter pisado quem quer que seja e... acima de tudo, sou livre, herdeira legitimária da primeira classe de todos quantos lutaram pelos meus direitos. Portanto, minhas alminhas do purgatório, quero-vos longe. E não. Porque não. E sim... isto para mim vale como resposta!

Ilustração de Rafael Bordalo Pinheiro

Das bolhas nas unhas e outros assuntos da actualidade nacional e transfronteiriça

Pipoca, este assunto era desconhecido para mim. Eu não tinha ainda sido abalroada pelas p#$%& das bolhas nas unhas e, portanto, desconsiderei o teu apelo. Até ontem. Assim sendo, vai por mim: é do verniz. É que só pode. Pinto as unhas há, deixa cá ver, uns 18 anos (comecei com verniz transparente, para evitar roê-las antes dos testes. Na faculdade, voltou a triste a saga...) e só ontem é que experimentei o teu drama. Não, o verniz não é fatela. Comprado na cent&doze do dolce vita da cidade dos estudantes, é da marca que alimenta, por esta altura, o maior escândalo em terras de madame Bruni. Pois bem. Cor da moda. Toda eu em êxtase com a aquisição. Base perfeitamente aplicada e seca. Uns minutos depois, primeira camada. Mais adiante, a segunda. Perfeitas. Caneta correctora de excessos enquanto ouvia a entrevista mais famosa dos últimos tempos feita pelo Daniel Oliveira (não o acho assim tão tótó...). E eis se não quando... elas começam a aparecer... essas mesmo, as p#$%& das bolhas. Nem te passa pela cabeça, rapariga. Parecia que tinha varicela nas 20 extremidades mais extremas de mim. Um desassossego. Ainda assim, não me rendi. Já não tinha tempo de repetir a operação com outro verniz. Por isso, e porque quem não tem cão caça com gato, dei uma última de mão com um verniz transparente brilhante. Está que é uma categoria. Idealizado, não tinha dado tão certo :)

sábado, 24 de julho de 2010

Ora bem...

vou pintar as unhas.

Achei que iam gostar de saber.

Dúvidas muito pertinentes*

Posso conduzir? (gosto tanto)
Posso fazer a depilação com cera? (não gosto, mas... "sofrer para bela ser...")
Posso por o meu creme nas pernas, sem medo? (tenho contornado a cicatriz e não me dá muito jeito)
Posso caminhar na areia? (tenho saudadinhas...)
Posso ir uma noite à Expofacic e arriscar-me a ficar de pé metade da noite? (toda a gente sabe que eu gosto disto)
Lá para Outubro já posso vestir collants? (eu sou uma pessoa friorenta)

Posso?!

*Não me posso esquecer, 3.ª feira, de perguntar isto tudo.

24 de Julho

Chove...

Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?

Chove...

Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.

José Gomes Ferreira

Ódio de estimação XII


Farturas!
Só de pensar naquele óleo, tudo peganhento, já fico enjoada...

Eu

ando ansiosa e baralhada. Acho que podia acalmar se me receitassem um gelado por dia.

Verdades e assim assim

Eu bem sabia que o Hi5 ainda me podia ser útil um dia. Sobretudo, atendendo a que não aderi ao facebook.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Gosto tanto...

Clic off

Têm ambos a minha idade. Nasce-lhes o primeiro filho no fim do próximo mês. Pergunto ao futuro pai se já anda nos treinos para mudar fraldas. Responde-me, sem fazer piada, que tomar conta de putos é coisa que "não sabe, não quer saber e tem raiva de quem souber". Tive pena da mulher. Mas ela riu-se.

P.S. Século XXI chama dinossauro... Escuto...

Do sítio do costume :)

Mimo #2

Oh p'ra isto!

Tem alguns defeitos, sendo os mais complicados de gerir gostar de vectores e achar os animais com penas todos muito lindos, mas não é mau moço :)

Não nasci para isto...

Implorei à minha mãe que só levasse fruta para o lanche. Eram cinco da tarde e estava a chamar a menina das queijadinhas para vir ao chapéu. Eu não sou em condições...

Julgar alunos

Ontem estive na faculdade. Tinha assumido há muito tempo o compromisso de falar para os miúdos da Universidade de Verão e não quis faltar. Com a mamã de motorista e passinhos lentos, lá cheguei à mais bonita de todas as salas da casa, para falar com os candidatos a sofredores nos bancos daquela escola. Acho que correu bem. Contei a história das batatas fritas. Também disse que um dia já quis ser juíza e que há quem diga que não morro sem chegar a sê-lo, embora eu não esteja muito para aí virada por agora. Penitenciei-me por falar sentada, anunciei que se chegassem a ser meus alunos não seria assim porque nunca me sento... mas estava empenada, talvez castigo por me ter inscrito em doutoramento dois dias depois de defender mestrado, tendo andado os dois anos anteriores a pedir aos amigos que me partissem as duas perninhas se algum dia me passasse pela cabeça meter-me em mais teses... Depois lá falei de coisas sérias, com ar de mete nojo, que a casa tem uma fama a manter e ainda me despedem se deito eu por terra o que os mestres levaram séculos a erguer (Brincadeirinha... Cá beijinho à colega :))
Tudo certo. Palminhas no fim e tudo.
Pois bem...
Passado algum tempo (eu ando devagar), encontro um dos ouvintes, no corredor, a olhar com atenção minuciosa a maquete do Tribunal Universitário que há-de nascer em Coimbra (quando os meus netos forem avós, talvez... Não acredito naqueles projectos. Lamento. Quando entrei para a faculdade já se falava no subterrâneo no D. Dinis e ainda hoje só estaciono bem quando me dão código para entrar no Parque. Quando não dão, normalmente, pago multa... Estou habituada. Até já conheço os senhores da Polícia.). Dizia eu... estava o ouvinte futuro aluno, embevecido com o projecto. Repara em mim e pergunta-me: "Oh professora, pode explicar-me o que é isto?". Quando introduzo a minha resposta, refiro que é "O Tribunal Universitário". E sou interrompida. Um ar de pânico, acompanhado por uma gota de suor traiçoeira a correr-lhe pela testa anunciam a sua perplexidade. E é aí que, a medo, questiona: "Para julgar os alunos?". Desato a rir... mas recomponho-me rapidamente. Explico-lhe que os alunos ali só são julgados... nas orais... e faço um ar maléfico (Não... estou a brincar... Expliquei-lhe, despedi-me e fui à minha vida, que tinha o orientador à espera :)).

Cenas tristes

Só porque fui operada a uma perna e ainda ando devagarinho não posso ter as unhas pintadas da cor da moda... um vermelhinho a puxar para o coral? Não?! Oh pá... a sério... vão-se entreter com outras coisas...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Balanço

3 maxi dresses (O mais jolie é da Globe e foi a mamã que ofereceu! Os outros são da Lanidor, que em equipa que ganha não se mexe!) e mais 1 sandálias rasas (Pretas... lindas... Miss Sixty, que a Romeu é uma perdição... Ah... também foi a mamã que patrocinou!)!

Portanto, estou equipada para quando tirar os pontos!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Amei


Sugestão da minha P.

Ólhááá alergia fresquinha!

Começou!
Tenho pena, a sério!
Estão a ver o drama da pessoa. Verões de "catrapiscação", lua de mel, férias em família e fins de semana a dois à beira mar e eu... numa sorna descomunal, com caixas de anti-histamínicos consumidas de empreitada! É triste.

Cena possível:

(De manhã, em casa, enquanto se vestem os putos e se imprimem os últimos trabalhos. Tenho esta mania que vou ser a super-mulher!)

Homem da minha vida: "R..inha, que tal um fim de tarde a apanhar solinho?! Deixamos os pequenos aos avós (ou padrinhos, tios, amigos... Que isto não é só ir lá de vez em quando dizer que são lindos e fofos!) e podemos namorar... ver o por do sol..."
Me: "Adorei! (Beijinhos e xis a provar que gostei mesmo)"

(Todo o santo dia com troca de mensagens lamechas que vão desde o "I love you" ao "Está na hora dos nossos filhos terem um irmão, alinhas? :)")

(Fim de tarde na praia, com beijinhos e mimos e passeio e solinho e um passar pelas brasas daquele assim mesmo bom!)

(Casa, hotel, pensão, carro ou sei lá...)

Ele: "Linda, tens umas manchas estranhas por todo o corpo.
Eu: (Ar de "Tu já não vais gostar mais de mim... Oh desgraça...")
Ele: Não te preocupes. Pensei que podia acontecer. Vim prevenido. Vou buscar-te o neostil, sim?!"
Eu: "Obrigada, amor!"

(Deitados, que uma pessoa não pode estar sempre na vertical...)

Ele: "Amo-te, querida! (Mãozinha traiçoeira!)"
Eu: "Dorme bem, tu também! (E viro-me, já com os olhos fechados!)"

É triste. Ninguém resiste.

Wishlist

Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar

Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz

Vinícius de Moraes

Este post não é agendado

Estou no "meu" bar da praia. Trouxe computador. Estou a despachar trabalho porque, como agora tenho de fiel lapa a minha alergia, chego à noite, tomo o neostil depois do banho, besunto-me com o gel e praticamente já não me lembro do "lavar os dentes, chichi, cama"! Por isso... tenho de trabalhar de dia... A acrescentar a isso, não me estou para arriscar ao sol nos próximos dias, que tenho um lado um bocado responsável e não gosto de parecer uma pele-vermelha. Portanto, estou aqui à sombrinha, de vestido (pois claro) e casaquinho, que está uma brisa, e com o computador. Enquanto despachava mais um documento ( Já disse que estou a trabalhar? Pois... estou. Não vale a pensa darem-me nas orelhas!) , olho para a frente e na mesa do canto da esplanada está o ex-reitor. Volto a olhar... E confirma-se. Está fartinho de olhar para mim. Já me deve ter visto, embora com um ar mais decente. Estou a ponderar ir lá contar-lhe da minha contratação e perguntar-lhe se não está mesmo contente por me ter na família da sua UC. Era menina até para sondar se não quer mesmo abrir-me um concurso a 100%, mesmo sem doutoramento... já que, afinal..., o dito ainda não existe... mas eu sou uma gaja que até trabalha e, inconscientemente, até tem esperança que um dia venha a existir!

Vizinhança

E a minha nova vizinha de chapéu na praia é...
...
...
...
a minha professora da 1.ª classe!!!

Oh pá, tão kika... a tratar-me pelo diminutivo...
Isto... só na minha praia!

Verdades e assim assim

Aderi ao agendamento de posts.

Coisas simples

Nunca são as coisas mais simples que aparecem
quando as esperamos. O que é mais simples,
como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se
encontra no curso previsível da vida. Porém, se
nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos
nos empurrou para fora do caminho habitual,
então as coisas são outras. Nada do que se espera
transforma o que somos se não for isso:
um desvio no olhar; ou a mão que se demora
no teu ombro, forçando uma aproximação
dos lábios.

Nuno Júdice

*

Icanread, ora pois :)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Mimo

Olhem só para isto!

Eu vou!


No fim de semana logo a seguir a tirar os pontos!!! Chegar, ver e virar. Com promessa solene a toda a família de não querer mesmo ir para as compras para a Rua de Santa Catarina!

P.S. Agora...sei lá... tenho-me lembrado que... estando proibida de usar calças nos próximos tempos... eu preciso de vestidos...

Leituras para os dias de papo ao ar




Chega o Verão

Começam as minhas consultas no domicílio.

Clientela habitual: emigrantes em França, Luxemburgo, Suíça, Venezuela, Estados Unidos da América e Alemanha.

Questões mais comuns: servidões de passagem, obras clandestinas (normalmente, janelas para o pátio do vizinho, churrasqueiras e piscinas), partilhas em vida e sucessões, divórcios e separações (não há nada escrito, oh menina!), regulações das responsabilidades parentais e intenções de deixar menores a cargo de familiares. Aqui..., basicamente, há de tudo como na farmácia!

Contexto mais normal: Ouviram dizer que o meu carro está parado em casa dos meus pais. Viram logo que se não estava de férias, pelo menos à noitinha havia de parar em casa. Tocam à campainha. Peço que entrem. Sentamo-nos e explicam, com muitos "eu não sei como é que se diz aqui" à mistura. Digo o que sei, estudo o que não sei para dizer mais tarde. Aviamos o recado em nunca mais de meia hora. Passam as restantes duas horas e meia a contar episódios de quando eu era pequena. Vão desde o fatídico dia em que eu e o meu primo Pedro acendemos velas ao menino e pusemos o fogo ao presépio, até aos banhos de rio e a como andava sempre toda esfacelada nos joelhos porque tinha a mania de descer a ladeira que dá para fonte, de bicicleta e sem mãos!!! Às vezes, lembram-se ainda de como fui tida e achada para todo o santo casamento das redondezas, investida que estive durante anos na nobre tarefa de menina das alianças de tudo quanto era noiva, mesmo que não a conhecesse lá muito bem.

Honorários: "Não é nada. Tenha juízo. Boas férias." seguido de uma camioneta de perguntas sobre se não me fazem falta: jogos de toalhas, toalhas de mesa, panos da cozinha (bordados à mão, que ficam que é uma categoria!!!)... Se tenho varanda e se se lá dá toda a raça de flores e plantas, com nomes ditos em estrangeiro e que eu fico sem saber se me dão laranjas ou flores para os vasos... Se gosto de compota de ameixa, tomate e marmelo, se aprecio bolos da páscoa ainda quentinhos cozidos com folha de couve por baixo, se não é verdade que podia perder a cabeça por caramelos da fronteira ou broas caseiras...

Depois de dizer a tudo que não, não vale a pena, não é preciso... a sorrir (acho piada a isto, pronto!), dão-me fortes abraços e beijos na testa, juram que vão rezar para (normalmente) que eu "encontre um homem que me encha os braços" e a seguir sondam o dia em que podem, na praia, pagar-me uma Língua da Sogra ou um geladinho.

Não me canso disto. Farto-me de rir.

Sometimes

Sometimes...
One





Sometimes...
Other


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Silêncio


O silêncio é, definitivamente, das melhores coisas que pode haver. Também pode ser das piores, mas essa sua faceta está mais batida. Do que vos falo é de como o silêncio pode ser a melhor companhia de uma pessoa. Acredito que nem todos apreciem o som do nada, mas... paciência. Falo do som do nada interrompido por uma onda que rebenta, um vento norte e um preguiçar muito lento de quem não está para nada. Dias desse apetecer são dias bem diferentes dos dias de pensar na vida. Quando me ponho a pensar na vida, normalmente fico em casa, sozinha, sentada no chão ou no sofá, com as pernas à chinês. E depois falo alto, para ouvir as minhas próprias conclusões e ver se assim, faladas, repetidas, audíveis, fazem sentido. Às vezes, chego a escrever, a decompor em tópicos os must dos dias, meses ou anos vindouros. E, nos balanços, choro muito e rio muito. Mas sozinha. E em casa. Sossegada. Houve noites em que decidi dançar e dancei. Outras em que decidi acabar com a embalagem de gelado do congelador e... acabei (quando me empenho numa tarefa, sou assim!). Lembro-me de já me ter enroscado numa manta, à varanda, com um café forte e quente a fumegar de uma chávena e um cd de instrumental a soar. As letras não me deixam pensar na vida. Distraio-me. Tenho pena, mas acontece. Isto tudo... para pensar na vida. Coisa toda muito diversa de querer silêncio. Nada mais que isso. Pensar na vida faz barulho. Ideias a buzinarem e a ultrapassarem-se umas às outras dentro da cabeça. O silêncio não se dá com essas andanças. Quer-se só. Numa calmaria que só dá gozo a meia dúzia. E a mim... que há dias em que não há nadinha melhor que não pensar em nada.

Hoje fui à praia. Sim, tenho pontos e não ando ainda fresca e fofa. Mas o médico deixou. Meia hora para chegar ao chapéu, posição variável entre deitada e sentada e a perna bem tapadinha, para proteger do sol. Um factor 50 em toda eu. Gracinha de trocar o chapéu da cabeça por um lenço e logo umas audazes manchinhas rosadas no delicado nariz. Portanto, resto do dia com R. em versão portadora de sombra... a olhar para o mar... e para o céu. E caladinha. Só assim, sem pensar em nada. Com um livro no colo, que, ora lia, ora me servia de almofada (é grande, diga-se). Caladinha. Sem pensar. Só a ouvir os sons do mundo e a coá-los com o meu silêncio.

sábado, 17 de julho de 2010

Pai

O meu pai está mais impressionado com a pisadura que tenho no braço direito, no sítio onde fiz alergia e onde a veia decidiu ceder, do que propriamente com a minha perna, que tem a miséria tapada por um penso. Por volta da meia noite, já estava deitada e a dormir, acordei com ele a por-me thrombocid na nódoa negra.

Mar adentro


Gosto dele, muito, também por este filme. Gosto dela. Parece que casaram. E eu gosto desta história.

Actualização

Ia-me ficando ontem quando vi a cicatriz. Ou melhor, a costura, qual bordado da Lixa. Fizeram-me um penso mais jeitoso. Adeus ligadura. Não posso usar calças (ohhh... Lá vou eu ter de comprar mais uns vestidos... que chatice... ohhh...). Tiro os pontos daqui a pouco mais de uma semana. Não há-de ser nada.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Já está!

Tenho dores, mas é normal...
Pareço a abominável mulher das neves, com a perna toda ligadinha...
Como não podia deixar de ser:
1) Quando tentaram dar-me um medicamento mais forte injectável, a minha veia foi à vidinha dela... Segundo a menina enfermeira, tenho as veias fraquinhas...
2) A tensão decidiu disparar a meio do processo de selecção dos medicamentos a injectar...
3) Feita a opção... adivinhem lá... fiz uma brutal alergia!!! Tenho os braços, nas dobrinhas poente dos cotovelos, com nódoas negras do meu tamanho...

Não há-de ser nada! Estou aqui, estou como nova :)

Beijos e xis
Merci por tuditudi

É hoje!!!


Se estou com medo? Estou.
Mas não há-de ser nada!
Dou notícias...

Todos juntos: Nossa Senhora das Cicatrizes lhe valha...


P.S. Para quem não está a perceber o post, mais explicações aqui, aqui e aqui.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Conquista


Isto é tão jolie...
Diz que se preenche um questionário e depois escrevem a história da pessoa numa frase ou num texto, em peças de roupa, roupa de cama, almofadas, etc...
Isto é tão jolie...
Uma coisa só nossa... e de quem nos oferece...

Recado: Gosto das almofadas, das gabardines, dos "capuchinhos vermelhos"... Faço anos perto do Natal...

Acho que estou a precisar


Podia levar meia dúzia de livros de penal... mas até me nascia uma alma nova se os pudesse ler ali...

Estou a tentar mentalizar-me que este ano não haverá disto... e está difícil!

Faculdade

Vi, à hora de almoço, alguns candidatos ao ensino superior naquelas intermináveis filas de candidatura em pavilhões manhosos. Lembrei-me de quando foi a minha vez. Corria o ano da graça de 1999 (C'um caraças, no outro século!!!) quando me levantei uma manhã pela fresquinha e fui com a mamã e a melhor amiga (era um ano mais velha, já andava no superior, para mim era mais sabida que os Livros de Acesso) para a cidade do meu distrito. A mãe estacionou no Fórum (Já existia... afinal não sou assim tão antiga!) e daí, pela Lourenço Peixinho, seguimos para o degredo. Uma casa a cair aos bocados, com uma fila que parecia que tinha lá parido uma galega... tudo para apanhar um papelinho. O papelinho preenchia-se com o enchimento de umas bolinhas. Não se podia só riscar, tinha de se encher a bolinha toda, com caneta... e jeitinho... para não haver enganos. Decidimos almoçar no Centro Comercial e voltar à tarde para entregar os impressos. Sentei-me numa das mesinhas ao ar. Nem tinha apetite. Já me estava a ver a por um código mal ou a preencher o número errado e a ir parar a cursos com agulhas (enfermagens, medicinas, coisas dessas) ou animais com penas (veterinárias, biologias e assim) ou, pior, cenas com fios e vectores, tipo física... (Sou um bocado dramática, eu sei!) Chegada a hora da verdade, lembro-me como se fosse hoje, viro-me para a minha mãe e digo "Acho que afinal quero ser professora de português." Deviam ter visto a cara dela, coitadinha. Pálida. Aliás... mais que isso... sem cor, mesmo... E uma voz meia sumida a repetir "Oh Ana (os meus pais chamam-me assim, o que é que se há-de fazer?), mas tu sempre disseste que quando fosses grande querias entrar em direito em Coimbra, ser advogada e abrir um escritório em Águeda para defender os menores que vão trabalhar para as fábricas da batata frita...". E eu... "Pois foi... Mas agora não sei...". A minha amiga não falava. Lembrava-se bem do Verão em que me acabara o mantimento de livros e, como sempre passei férias com um advogado, me dediquei uma tarde inteira a ler o Código Penal. E da minha superioridade quando corrigia os senhores da TV e explicava à família a diferença entre um roubo e um furto. E da folha de papel de cavalinho que tive colada durante anos na porta da biblioteca de casa e onde se lia o meu nome e depois "Advogada. Horário de Atendimento...". E daquela gabarolice pegada que ainda hoje ponho no famoso episódio em que entro pela primeira vez na FDUC, com 5 anos, para ser menina das alianças na Capela de São Miguel, no casamento do advogado que anos mais tarde me havia de dar o CP para ler na praia. Passou-me a dúvida. Combinei com a minha mãe que quando tivesse tempo daria explicações de português aos filhos dos amigos, para não me afastar completamente dessa vontade (e dei, alguns anos). Preenchi tudinho. A mãe e a amiga confirmaram números, códigos e bolinhas 100 vezes cada uma. Tinha média de 18,5 e 19 nas específicas e andei todo o santo Verão com medo de não entrar (enfim... era a mesma lógica de nunca ter dito que um teste me correra bem. Na faculdade, achei uma vez, só uma, que tinha feito um exame brilhante, fui comemorar ao chinês de ao pé do Continente e tive 8... Portanto, não é da minha natureza ser boa a prever resultados!). Soube que tinha entrado no dia 17 de Setembro. Tive a primeira aula por volta de 15 de Outubro. Questionei algumas vezes se estava no sítio certo. Nunca me rendi suficientemente à advocacia para abrir um escritório em Águeda (acho que queria que fosse lá porque foi onde a minha mãe começou a carreira... uma espécie de sucessão...), nunca defendi directamente os menores que trabalham nas fábricas, menos ainda de batata frita :)... mas não me afastei muito do registo dos menores... de uma maneira ou outra, fui lá parar... Ser professora de português, não fui... Mas tornei-me professora... por paixão. E... ainda hoje, quando entro na capela de São Miguel, lembro-me de ter passado uma cerimónia inteira ao colo de um noivo e... quando chego ao bar... recordo-o velhinho e com um banco corrido onde dormi uma bela sesta tapada com o casaco do fato do meu pai. Por isso... talvez não esteja num sítio muito errado... nem me tenha desviado muito do meu caminho...

***

Icanread, where else?!

Deliro com estas coisas...


Acho que ainda me rendia se hoje me mandassem uma coisa assim... E então se tivesse a sacramental opção das cruzes no sim ou não... isso é que era!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Viram a reportagem?


Provavelmente, muitos dos que me leem terão já passado pela dúvida de um amor. Aqueles instantes em que nem nós sabemos definir o que sentimos. Nunca me aconteceu um amor à primeira vista, por isso, desse não falo. Posso só contar-vos de como me revi nas palavras daquela senhora que, há minutos, dizia que um dia percebeu que ele também se sentia bem com ela por perto. E, tanto, nas daquele outro entrevistado que disse que é preciso ser coerente e não fugir de um sentimento. E que, naturalmente, o amor às vezes nasce. Porque eu também acho que é assim. Que, naturalmente, vamos ficando mais felizes com a hora do encontro, com o recado que nos enviam, com as coincidências interpretadas como sinais. Sem régua ou esquadro, constrói-se uma cumplicidade que não há com mais ninguém, aprende-se a retribuir olhares como se se tratasse de uma longa conversa. Há uma linguagem comum que é feita de tudo menos de verbos e adjectivos e advérbios e nomes e pontuação. Algumas vezes, a história ainda não se nos revelou todinha e já ocupa as conversas dos nossos amigos. Até que há um momento, no meio de um dia qualquer, de uma semana qualquer, de um mês qualquer, de um ano qualquer, que não estava previsto e em que o coração acelera. As mãos suam frio, a voz some-se, há uma tontura ligeira que nos descola os pés do chão e nos põe a dançar no vento mesmo que não nos mexamos. Normalmente, fazemos por seduzir e sai-nos tudo trocado. Uma qualquer conspiração enervante de darmos ar de tótó quando mais precisávamos de dar ares de princesa. Isto, digo eu, que falo só por mim, não nos acontece porque reparámos nos olhos, nas mãos, na barriga, no rabo, nas pernas, nas unhas ou na boca. Isto acontece quando tem de acontecer. E, quando acontece, desconsidera olhos, mãos, barrigas, rabos, pernas, unhas e bocas. É um encantamento inexplicável por uma coisa que não se vê, só se sente. Que não precisa de se enfeitar para se revelar no seu melhor. Que ou há ou não há para nós. E, se há, desconfio, é aí que nasce o amor.

Polvo rosa


É um bocado teimoso. Deu-me a resposta que não queria. Perguntei-lhe mais umas 3 vezes. Manteve-se incorruptível. Estou fula com ele.

Wishlist

Ainda só fiz até à Régua...

E levava-me ao altar #6

domingo, 11 de julho de 2010

Pronto, fiquem lá com os parabéns...


Já tinham pouca mania...
Agora, ninguém vos atura!

Para que conste

Eu estou a torcer pela Holanda.

Vodafone

Querida, não queria deixar-te triste. Afinal, foste tu quem me acompanhou durante toda a faculdade, com um cartão de memória que enfiei em telemóveis ultrapassados porque sempre disse ao pai que podia ficar com os que ele já não quisesse porque era mais feliz sem ter uma coisa que andasse colada a mim e desse para me controlarem tipo chip. Sabes bem que foi a ti que dei dinheiro a ganhar quando ligava horas seguidas para a Xana ou trocava mensagens de quarto em quarto de hora com o David. Não havia nada que pusesse a nossa amizade em causa. Um dia, lembras-te, chegaram os pacotes empresa e eu mudei-me para a concorrência, porque passei a andar com um mono que pertencia ao negócio de papai e ia para uma factura comum. E foi assim muitos anos. Não me dei mal com a concorrência e, melhor ainda, a concorrência não me obrigava, quando estava na terra, a vir falar à varanda da cozinha ou a debruçar-me no peitoril da janela quase ao ponto de cair só para ter um pauzinho de rede. Os amigos também se tinham bandeado para a concorrência e eu, amigas na mesma, despedi-me de ti com um adeus. Quis o destino que caísse, um dia, de amores por uma alma fiel a ti e que, ao segundo ano de uma média de 30 mensagens diárias, tivesse achado que não era má ideia voltar a ligar-te (bom trocadilho, ãh?!). Como tudo o que mais contava era o símbolo das sms, paguei uma pipa de massa para me desbloquearem o telemóvel do "amour" e foi lá que depositei com mágica gentileza o cartão 91 em que repousavam as minhas esperanças mais profundas. Aderimos àquela coisa das 1500 mensagens semanais, conscientes que poderia ainda dar-se o caso de alguma semana termos alguma coisa para pagar por fora, mas éramos ambos grandes e pessoas com rendimentos suficientes para acalentar o vício de jogar conversa fora com uma destreza manual que poria a um canto qualquer concorrente. O telemóvel chama-se chocolate e o som das sms, esse, ouvia-o a qualquer distância. Dei beijinhos no visor e cheguei a dormir agarradinha a ele enquanto repetia "pisca lá, pisca lá". Piscou sempre. Ainda pisca, diga-se. Quando decidi soletrar com solenidade um "f-i-n-i-t-o", ficou combinado que, primeiro, acabava-se a ponte aérea e depois logo se via como se havia de resolver o resto. Adoeceste. Viste que o movimento era menor e o teu coração cedeu. Ias-te a baixo, como que em síncope. E, quando recuperavas, via-se tudo branco, como se me dissesses "casa-te lá". Não casámos. Já sabes, não é? Por ti passaram as nossas maiores crises e as nossas melhores pazes. És apenas um número, de uma rede. A nossa. E, apesar de tudo, devo dizer-te, é quando pondero acabar contigo que há motivos para abrir a pestana. É que, vai-se a ver e, um dia destes, saco-te do chocolate, mando a máquina à fava e atiro-te ao rio. Assim, como nos filmes.

Verdades e assim assim

Cada vez dou mais valor às pessoas e menos valor às coisas. Sinceramente.

Wishlist



Eu AMO este casal de ogres!!!

Sem sombra de pecado

É a Reportagem de amanhã da TVI, a seguir ao Jornal Nacional. E eu não a quero perder por nada.

sábado, 10 de julho de 2010

*

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.


Miguel Torga, Súplica

Love

Estou lavada em lágrimas. Descarga absoluta. Uma comédia romântica na tarde de um dos nossos 4 canais. A história de duas pessoas que não se conheciam, que, quando se conhecem, acham que nunca por nunca ser poderão acabar juntas, que, pelo meio, combinam um falso casamento só para ganhar umas prendas e que acabam a jurar amor eterno mesmo a sério, quer dizer, no filme, mas a sério. Estou lavada em lágrimas... não pelo beijo, não pelos amo-te, mas pelos olhares que ambos os actores ensaiaram para denunciarem a cumplicidade crescente... e pela espontaneidade de um amor que, mal de quem já deixou de acreditar, podemos encontrar onde menos esperamos. Vou trabalhar. Chega de intervalo. Antes, vou só lavar a cara. Não tenho emenda possível.

Maybe true

Do sítio do costume.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sabem quando

há aquele momento em que precisavam mesmo muito que ele lá estivesse e ele... não está?! É aí que percebem que ele não pode ser Ele! Ele estaria. Ou viria a caminho.

Clic off


Maquilhagem e afins!

Ora bem, corre por aí o boato de que Cristiano, o que também é Ronaldo, pinta as unhas dos pés!!! Pessoas: não sou eu que digo, é a imprensa, baseada que está nesta foto que vos apresento! Pois bem. Se é verdade, se, é mau. Pode não ser mau para a Irina, mas é mau para mim. E o blog é meu, pelo que... ser mau é a opinião que conta por agora. Irina, filha, se quiseres dizer que achas sexy partilhar as novidades da Risqué com o teu homem, usa o facebook ou arranja um blog só teu. Pintar as unhas dos pés, homens deste país, é um clic off tão grande como pintar as das mãos, usar eyeliner ou blush e destruir o nosso gloss tentando dar cor aos vossos lábios. Portanto, muita cor, ou até tons pastel ou terra, não interessa, é mau em maquilhagem. Uma pessoa não vos pede que serenem no Neandertal, nada disso. Mas deve haver poucas coisas mais irritantes que discussões matinais sobre quem deixou aberto o contorno de olhos, quem deixou cair o vidrinho da base ou quem sujou o lavatório com rímel. Há coisas que nós não queremos ter de discutir convosco. A sério. Se vos favorece mais um pó compacto ou se o vosso tónico é adequado para a vossa pele seca, são alguns exemplos. Portanto, aceitem a vossa nobre condição de apreciadores e sejam felizes com isso, sim?! Não haja confusões. Dúvidas existenciais sobre se o verniz rosa fica bem nas sandálias azuis são coisas para nós. O vosso papel é apoiarem a nossa decisão, seja ela qual for, e dizerem que estamos lindas e que aquela cor de veniz nos faz um pé tão jeitoso que até vos apetece dar beijinhos. E pronto, era isto. Ah... não precisam de agradecer. É um gosto dar-vos estas dicas!

E levava-me ao altar #5

Roubado à pré mãmã Miss Glitering

Ontem,

a Rainha saiu à rua... e eu saí com ela. Só depois da Ponte e dos fogos. Tenho medo de foguetes.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Quero muito,



mesmo muito, ir ver este filme. Reconciliei-me com o cinema português n' "A Bela e o Paparazzo". E agora quero, mesmo, mesmo, ir ver este filme.

Porque sim. E porque, vai-se a ver e daqui a 100 anos, é verdade, nem eu, nem tu, sejas lá tu quem fores, cá estaremos. Mas... teremos já começado a viver em... contraluz?!

Meninas

Portámo-nos lindamente ao escolher um peixinho grelhado... para desgraçarmos tudo uma hora depois, com uma fatia de bolo de bolacha do nosso tamanho. E mais conversinha. Muita. De tudo. Para meninas. Que dia. Almoço com uma, jantar com outra. Isto das amigas terem de andar a par da nossa vida tem muito que se lhe diga...

Agora vou dormir. Doem-me a cabeça, os olhos e o ouvido esquerdo. Em suma, estou toda avariada. Não vale mesmo a pena achar que neste estado vou ver a luz sobre os fundamentos, os conteúdos e os limites do penal.

Nota: Jantas de meninas são importantes. E de meninos também. Assim como de todos. E só de dois. Há tempo para tudo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A minha frase


Digo isto tantas, tantas, tantas vezes... que às tantas acredito!

O.

Soube tão bem. Somos umas traíras e trocámos o Parque Verde pelo italiano da capital do consumo cá da terra, mas com este calor não se podia andar a passear ao sol. Saímos da mesa do restaurante quando o menino empregado já devia ter feito uma macumba por não nos poder ver lá mais e viemos até casinha. Pusemos a conversa toda em dia. Os balanços, esses, foram acompanhados de alguns ralhetes e puxões de orelhas, mas fazem falta, que fazem...

O meu reino por um minuto de paz com alguém de fora dele...

Ainda estou um bocadinho danada, mas uma noite de sono ajuda muito a priorizar o que é realmente importante...

terça-feira, 6 de julho de 2010

E sim,

agora precisava mesmo de uma mãozinha na cabeça. F&%$-#?, pá!

E pronto

já estragaste o resto do meu dia, da minha semana, do meu mês, quem sabe do meu Verão... Não é por mais nada, é mesmo só por teres achado, um segundo que tenha sido, que eu não penso. É que, vai-se a ver e... pode haver gente normal e que... olha... também PENSA! Ai ca nervos!

Se há coisa que me irrita solenemente

é que duvidem da minha honestidade intelectual.

Sensação

Tenho a estranha sensação de que algumas pessoas que visitam o blog só leem o último post que eu tenho. Explico: fazconta que a pessoa vem cá de manhã. Ok. Leu. Fez ligação do seu blog para o link que lá aparecia, do último post publicado. Leu e andou. Essa pessoa, bem-haja, pessoa, está todo o diazinho sem cá pôr os delicados pezinhos. Chega à noite, vai ao seu blog (tinha-me esquecido de avisar que isto é mais para quem tem blog), vê lá um link diferente, clica e... Eccolo! Leu e andou. E assim sucessivamente. Pessoa, clica lá no nome do blog, não é do post, e lê tudo. Tudo. Tás a ver?! Tudo. É que tenho pena. Ao longo do dia, é raro, mas pode assuceder que tenha um pico imaginativo e tu perdes a tirada se só vires o que eu já escrevi na fase em queda. Portanto, pessoas que tenham blog onde apareça o nome do último post de quem visitam... façam o favor a toda a gente e leiam tudo. O essencial pode estar mais abaixo. E assim se evitam algumas dúvidas. Não é, pessoa?! Sim, tu... Tu que hoje passou o dia a pesquisar sempre o mesmo post, virada do avesso por já estar um nome diferente na tua ligação. O sitemeter conta-me tudo. Ou melhor, quase. Porque, a bem dizer, estou aqui sem saber quem és. Se és uma menina ou... nem por isso. Se és... uma carrada de coisas, pronto...
Vá... e volta sempre, sim?! Coisinha mais fiel da sua R., cá beijinho!!!

Este mês...


... como é difícil este mês...

Há muitos anos atrás, era o primeiro de praia. Ia para ficar. De malas e vontades. Fazia a famosa reportagem do dégradé: uma foto no início da praia, uma no meio, uma no fim. Depois, o fotógrafo deixava exposta a cara da miúda das duas tranças e ar trigueiro, muitas semanas, pelo outono dentro. Também costumava, neste mês, voltar às gaivotas, às lagoas, aos passeios até ao segundo paredão e às visitas à hora de saída da rede. Neste mês, vivia com gente muito amiga. Havia churrascos dia sim, dia também, banhos de mangueira aos 5 por dia, castelos de areia e escondidas nos chapéus dos faltosos. E camarinhas. E gelados. Permissão para calipos se o almoço tivesse sido peixe e não tivesse havido fita e se prometesse, prometidinho, que à noite comia sopa. Mas isso foi há muitos anos atrás.

Acho que preciso de recuperar alguma da magia deste mês, abalroada no último que o calendário contou. Mas isso, isso, isso sim está uma conquista difícil de fazer... A ver vamos. Ainda Julho não vai no meio...

Cá por casa


Numa jarra de água fresquinha.

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Paloma Barceló

Calor

Já disse que não gosto?! Que detesto, mesmo?! Pois... não sou feliz com este tempo!

Ora muito bem...

... a verdade é que isto anda tudo ligadinho!

Então, é assim...


Recebido por mail, tirado daqui.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Verdades e assim assim

Hoje comprei um telemóvel. Amanhã vou devolvê-lo. Não gosto do símbolo das mensagens recebidas.

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Mesmo que não conheças nem o mês nem o lugar
caminha para o mar pelo verão.


Ruy Belo