quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Desejo-vos...

Feliz Natal, pessoas do meu coração! 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Capicua

Aos 11, nasceu-me o mano. Aos 22, acabei o curso. Aos 33... who knows?!

sábado, 20 de dezembro de 2014

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Missão hobby

É verdade que estou cheia de ideias para artigos, que até já pus livros novos em cima da secretária, que a partir de Janeiro volto ao yoga, que procuro manter as gavetas mais arrumadas, que, enfim. É verdade que já me associei a uma malta para fazer uns workshops de culinária. É verdade que até gosto muito de ler romances, ver filmes e ouvir música. Mas... sinto falta de um hobby. Outro. Mais manual. Gostava de saber fazer bijuterias, de costurar cenas com tecidos fabulosos, de pôr um talento qualquer em evidência. O problema, porém, é: qual talento?! Faço um ponto cruz jeitoso, mas também já gostei mais. Canto mal, danço pior, odeio correr e deixei morrer quatro bonsais. Se calhar, não sou muito boa a ter hobbies. Ando a ler muitos sites de notícias, a ver muitas revistas, a fazer listas, como mandam as leis da organização, mas... e o hobby? Tudo me diz que tricô rende e não precisa de grande reflexão. Além disso, profissionalizando-me, ainda posso poupar nos presentes do próximo Natal e fazer camisolas quentinhas à malta. Dei hoje o pontapé de saída. Comprei lã e duas agulhas. Cheguei a casa e pus-me a ver tutoriais na net. Ou sou muito limitada, ou aquilo ainda é difícil e coisa para me levar uns tempos a encarreirar. Anyone? Podiam vir cá explicar-me como ponho este cachecol em acção. Isso, ou sugerir-me outro hobby, caraças!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

De Roma













Águas de Coimbra - serviço público

Aconteceu uma vez, aborreci-me muito, mas pronto, passou.  Aconteceu outra e, basicamente, passei-me da marmita. Vamos, então, por partes. O post interessa a quem é de Coimbra (presumo), mas, mutatis mutandis, vai na volta e o que não falta é disto pelo país fora e eu é que andava na ignorância. Vivendo sozinha, cozinhando pouco e não tendo jardim, os meus gastos de água de maior monta limitam-se aos banhos e às limpezas gerais. Assim sendo, a conta da água não costuma ultrapassar os 15 euros, nos meses piores. Regra geral, faço a festa por 12 ou 13. Pois bem. No Verão, apareceu-me uma conta de 99,97 euros. Estranhei, ainda por cima por ser num mês em que tinha estado pouco tempo em casa, conferi o contador e pus-me de orelha à escuta perante as inúteis explicações da senhora que dizia que tinha havido um erro e mimimi e que a factura já tinha sido enviada para o banco e o diabo a sete, mas que iam corrigir no mês seguinte. A verdade é que fiquei sem o dinheiro na conta, indevidamente, durante um mês. Não era muito, mas, como expliquei à senhora que me atendeu, para muitas pessoas, enganos daquele podiam ter arruinado a economia doméstica para um mês inteiro. Pedi cautelas. Este mês, a conta aumentou: 120,24 euros. Ia-me dando uma coisa. Só pensava nos presentes de Natal que podia comprar com esse dinheiro. Voltei a verificar o contador e a ligar para as almas das Águas de Coimbra. Que leram mal, que se baralham às vezes (é sempre contra nós, curioso...), que iam ver, que iam tentar não cobrar a factura e rectificar a tempo de avisar o banco, que acontece. E é aqui que a coisa dá para o torto. Porque se há resposta que me tira do sério é o clássico "acontece". Soa-me quase a um "Olhe, azar!". Portanto, senti-me investida de toda a legitimidade para lhes chamar incompetentes com todas as letras e para dizer que para a próxima me aborrecia a sério. Fica o aviso, que é serviço público: confirmem sempre as facturas. Sobretudo, as das Águas de Coimbra. Esses inimigos do Natal alheio, invejosos de férias e mal intencionados cobradores de água.

O desejado

Se alguém o vir (ou próximo), avise-me. Plasalmas!

E pronto, vim dar as caras!

Precisei de um tempo longe do blog e tão afastada do computador quanto possível. Não desapareci, nem deixei de me interessar por isto, mas precisei de algum silêncio. Volto agora, hoje. Volto para dizer que o caos instalado pela tese não foi totalmente ultrapassado e que ainda não tenho todos os presentes comprados, para comunicar que me encontro em busca de um lindo emprego a somar ao que mantenho (ficar sem bolsa leva uma boa fatia do meu vencimento... o que, enfim, tem de ser compensado de alguma maneira), que estou cheia de ideias para artigos, que já deixei de abrir a tese de cada vez que venho à sala, à procura de gralhas, que as aulas já acabaram, que faço anos não tarda e que, da minha lista de desejos mesmo urgentes, me falta encontrar uma écharpe/manta quentinha e grande e com um padrão de tartan vermelho, preto, azul, bege... Já corri tudo. As lojas todas que possam imaginar... e n-a-d-a! Sobre Roma e sobre as Águas de Coimbra, tenho muito a dizer, mas fica para outro post.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Da vida por estes dias


Ainda não sinto o alívio que julgava que viria com isto... Ainda tenho muitos momentos em que o pensamento se desvia e me questiono se aquilo estará suficientemente bem para não me envergonhar. Apesar de tudo, a vida precisava de continuar e, portanto, ainda não parei propriamente. Já compensei mil aulas, já limpei esta casa de alto a baixo, já me fui pôr mais apresentável (fiz depilação, manicure e pedicure, pintei o cabelo e voltei a alisá-lo...), já namorei e já estive uma tarde inteira em família, a "discutir" os enfeites de Natal em casa dos meus pais. Este ano, pelo simbolismo, a nossa árvore tem seis andorinhas. Amanhã e quarta ponho os pendentes mais urgentes em dia e quinta partimos para Roma. A minha esperança é descansar muito, namorar muito e passear muito. De todo o modo, a tese está entregue. E agora é tempo de me dedicar a outras coisas :)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Habemus christmas tree :)


Nesta casa, já é Natal!



P.S. Eram cinco da manhã quando enviámos, juntos, a tese para a gráfica. 
Segunda, será entregue.  Em breve, conto-vos tudo.
Agora vou dormir... 

domingo, 23 de novembro de 2014

Ainda esta semana, se Deus quiser,


hei-de ter a recompensa de tantos dias, tantas noites, tantas semanas, tantos sábados e tantos domingos sentada a uma secretária. Hei-de ter tempo para fazer a mais bonita e desejada árvore de Natal, vestir a casa de christmas mood e acender grinaldas de luzes a guiarem o meu caminho de agora em diante.


Isto é muito difícil. Isto cansa-me como não podem supor. Já fechei as primeiras partes da tese mais de vinte vezes. Volto sempre para corrigir mais qualquer coisa, escrever mais meia dúzia de linhas, introduzir só mais um artigo, ver se agora as coisas fazem mais sentido, estão mais explicadinhas, eu sei lá. Tenho a terceira parte a sair-me com dores. São dores nas costas, muitas, muitas, muitas, são dores nos pulsos, dos movimentos rotineiros, são umas putas de umas guinadas aqui do lado direito da cabeça, são angústias a esfrangalhar-me o coração, e o diabo a sete. A terceira parte sai-me como um parto... um parto a ferros, quentes e afiados. Um parto a lâminas, ou o raio. Não estou sozinha e mesmo assim volta meia volta desabo e choro como se o mundo fosse acabar. O meu homem trabalha na mesa da cozinha, não descansa, dorme pouco, mima-me muito, faz-me as refeições, lava-me a louça e inventa novas disposições para as almofadas decorativas da cama. Ainda consegue vir aqui de hora a hora dar-me um beijinho na testa e dizer que está quase. A mim só me apetece desistir e arrumar as botas. Estou farta. E vazia de palavras.

Para memória futura...

Há dias em que acho que não vou conseguir levar isto até ao fim. Hoje é um desses dias.

sábado, 22 de novembro de 2014

Sócas, o reinadio

Andou o Sócas a meter medo às pessoas, que o Mimi vinha e comia crianças ao pequeno almoço e o raio, e vai na volta o Sócas é que nos andava a ir ao bolso como se não houvesse amanhã. Eu, que sou uma pessoa justa, digo já que entendo o Sócas. Por um apartamento de três milhões em Paris também era gaja para lavar notas. Com a diferença de no meu caso a única maneira conhecida de as lavar é deitando-lhes vanish para cima, mas pronto. Metido no imbróglio em que está, o PS deve estar com uma dor de cabeça daqui até para lá de Bagdad. Safa-se o Seguro que, digo eu, que não sou de intrigas, deve esfregar, por esta altura, as mãos de contente ("Eu avisei... Muuuaaahhhhh (riso maléfico)"). João Soares, que há alturas (muitas) em que fala para não estar calado, já deu o pontapé de saída para a tese da cabala. Tenho a sensação de ter ouvido isto no Caso Casa Pia. É, pois, um argumento vintage dos socialistas. E assim vai Portugal. It's the final countdown. Eu tenho cinco dias para acabar a tese. O maroto do Carlos Alexandre meteu na cabeça que em pouco mais nos livra da classe política. É um lírico. Adoro!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

É um desabafo, só isso!

Há uns anos atrás, li, muitas vezes durante a noite, duas teses de doutoramento de fio a pavio, discuti ideias e sugeri alterações. Hoje, a braços com a minha, tenho muitos amigos a ajudar (uns lêem, outros ajudam a escrever coisas, há o M. que me fez a capa, dezenas trouxeram-me livros dos mais diversos sítios do mundo, tantos aparecem só para dar um beijinho, imensos telefonam só para dar uma palavra amiga, sei lá...), mas daquelas duas pessoas, das pessoas a quem também eu ajudei numa tarefa destas, nem sinal. Nada. O mais profundo e seco silêncio. O N., que é um dos meus melhores amigos e alguém que tem vivido esta tese de muito perto, conforta-me, diz-me que não tem mal sentir uma ponta de ingratidão nisto tudo, que não estou a ser má, estou só a ser humana. No outro dia, enquanto me recolhia mais meia dúzia de artigos e mos vinha deixar propositadamente a casa, encontrou-me outra vez a pensar no mesmo e resumiu esta coisa que me abala os fígados. De facto, quem me ajuda, tal como eu, quando ajudei, não o faz numa lógica pura de reciprocidade, à espera seja do que for, além de um "muito obrigada"! Acontece que, porém, lá no fundo surge como absolutamente natural um empenho semelhante numa outra hora em que também tenham uma coisa destas em mãos. Não me passa pela cabeça não ajudar o N. (a seguir, fazemos a dele, dê por onde der!), o G., a H., a C., o M., o meu homem e todos aqueles que agora me fazem sentir que, aconteça o que acontecer, não estou sozinha... Por isso é que, por mais voltas que dê à cabeça, não entendo. Não entendo este vazio, este telefone sem tocar, nem que seja para dizer que estão a rezar para que corra tudo bem. Não percebo. E, honestamente, magoa-me um bocadinho. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Homenagem a Carlos do Carmo

Não sou uma fã incondicional de Carlos do Carmo. Há, efectivamente, muitos outros fadistas que prefiro e cuja interpretação do fado me toca mais profundamente. No entanto, é incontornável o orgulho nacional devido a Carlos do Carmo no dia de hoje, pelo Grammy que recebe, mais logo, nos Estado Unidos da América. A Rádio Comercial, a esse propósito, fez-lhe uma homenagem belíssima e, numa altura em que procuro não invadir o blog com queixumes, esta pareceu-me a maneira mais bonita de dizer que falta uma semana para pôr a tese a fotocopiar e, apesar disso, o mundo, à minha volta, continua, maravilhoso, a surpreender-me também com coisas boas.

sábado, 15 de novembro de 2014

Mum - a composição

A minha mãe sonhou que não ia ao meu casamento porque tinha de ir para a escola dar o 9!
A minha mãe tem, este ano, a primeira classe. 
A minha mãe anda preocupada com a escola.
Mesmo. Muito.
Depois o sonho continuava com a colega dela a dizer que lhe ficava com os alunos um bocadinho para ela dar um salto à cerimónia.
A minha mãe ia, mas a cerimónia já tinha acabado.
Segundo a minha mãe, no entanto, o grave é que, com a atrapalhação, tinha ido de leggins.


Acho que andamos todos a precisar de descanso. 

Ao acordar

Eu, num esquema de pergunta-resposta a que ele só consegue assistir, sem nada dizer: Sabes qual vai ser a primeira coisa que vou fazer quando acabar a tese?! A árvore de natal. E sabes qual vai ser a segunda?! Uma limpeza a fundo a esta casa.
Ele, ainda ensonado: Tu não és normal!
Eu: Depois... durmo!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Pequena R. sugere ao leitor

Antes de cair na cama, duas ideias para quem for de Coimbra ou arredores ou, não sendo, queira vir até cá :)

Um Mercado de Natal, nos dias 22 e 23 de Novembro. Já fui desafiada e quero muito ir, mas duvido que na data em que se realiza consiga pôr o nariz fora da porta. A ver vamos. De todo o modo, é um mercado de Natal, bolas... e há poucas coisas mais mimentas que isso. Vejam tudo na página de facebook da Quinta do Ribeiro, aqui.

E uma Feira de Marcas, no dia 13 de Dezembro. É num espaço que ando doida por conhecer, bem no centro da cidade, e, para além de podermos comprar o que nos apetecer, estamos num evento que visa angariar bens alimentares para a Comunidade Juvenil de S. Francisco de Assis. Tudo, aqui.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

December


Nunca tanto como este ano quis Dezembro. E, no entanto, nunca tanto como este ano temi Dezembro. Dia 1, pela manhã, se tudo correr como previsto, vejo-me livre deste fardo, deste peso, desta angústia permanente. Não sou ingénua ao ponto de achar que há uma vida antes e outra depois de dia 1 de Dezembro, mas sei que, por agora, preciso de abrandar, atingi há muito o limite máximo da minha energia, da minha força e da minha determinação. Somado ao medo imenso que não abranda, há um descaso com o depois e uma concentração genuína no Dezembro. Quero chegar bem a Dezembro, quero que Dezembro comece e acabe livre de sobressaltos. Só para ver se me reergo e ganho em tamanho a coragem para voltar às lutas. Tenho feito esta tese em condições pouco saudáveis. Tenho tido mil coisas mais importantes a chamarem por mim. E, nas horas vagas, lá volto eu a arrastar-me para escrever mais duas linhas. Mais que uma coisa brilhante, ambiciono qualquer coisa acabada. Um dia, quando isto acabar, conto-vos dos sobressaltos que apareceram desde Agosto, das tardes inteiras em que as lágrimas me molharam o teclado do computador e de como, mais que uma tese, este é um trabalho demasiado árduo de superação. Não porque esteja muito bem (começo a achar que, se calhar, nem está), mas porque, contra todas as expectativas, se vai fazendo. Não sei se e como hei-de pôr termo ao demónio, mas continuo focada numa verdade indesmentível: já faltou mais. 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Paps... o idoso!

O meu pai está com gripe. Como qualquer homem, faz render os sintomas da doença e pedincha mimo constantemente. Ontem, quando a minha mãe lhe perguntou, à noite, se estava melhor, a resposta foi pronta:

- Eu, eu não. Eu estou na mesma. Mas também já decidi, se continuar assim mais dez dias, vou aceitar que sou velho. Sabes, costumo ver os da minha idade já todos caídos, mas achar que eu não, eu ainda sou um garoto. Está na altura de aceitar: estou a ficar velho. Mas não gosto.

Ele bem tenta...

Eu: Diz-me coisas boas que vão acontecer quando eu entregar a tese, por favor, para ver se eu me aguento mais uns dias sem me ir completamente abaixo...
Ele: Olha, vamos poder viajar muito, passar fins de semana fora, dar imensas jantaradas para os amigos, sei lá, dormir até às duas da tarde ao fim de semana, casar, ter filhos, escolher casas, ler romances... e ver televisão.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Chegou finalmente o Inverno

e essa é a boa notícia. Trabalhar e pantufas e manta nos joelhos faz milagres por mim. Abaixo o calor, pim. Viva o Inverno. E o frio. E a lã. E as botas, casacos e cachecóis. Abaixo as pernas sem collants. Viva o chá. Viva. Viva a lareira acesa. Viva o Natal. Viva. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Desabafo... (que o circo parece que nunca mais acaba)

Tanta coisa a ocupar a minha pobre cabeça, tanta página ainda para escrever, tanto autor por citar, tanta merda por resolver, e esta vem-me agora com o problema da antiguidade. Eu devo ter cuspido no meu Santo, só pode. Puta que pariu, a Sorte.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Todos os dias

Todos os dias há mais medo. Todos os dias o desespero aumenta. Todos os dias levantar-me da cama custa mais. Todos os dias me apetece desistir com mais força. Todos os dias, todos, tenho uma vontade imensa de me afogar nas lágrimas que não vou chorando para não me embaciarem a vista. Todos os dias penso que não vale a pena, que isto não vai acabar, que se isto acabar vai acabar muito mal e porcamente, pronto a encher-me de vergonha e pena de mim, da desilusão em que me transformei. Todos os dias aparece um problema novo, uma chatice pior, uma preocupação grande. Todos os dias tenho de me arrastar para o mundo e fingir que resisto, que vou resistindo. Todos os dias. Todos. Hoje, agora, outra vez. O N. diz que o meu Santo meteu férias. Eu vou-me esforçando, para lá das forças que me conhecia, para não atirar a toalha ao chão, não dizer que já chega, não suplicar pelo fim pacífico deste tormento. Vou-me esforçando, todos os dias, por perceber a mensagem. Se entregar esta tese, na sua versão definitiva, decente, a 1 de Dezembro, mais que do meu brio, da minha inteligência ou do meu trabalho, ela será, isso sim, o fruto de um imenso milagre. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mini M. lá longe


A notícia já corre solta por aí e portanto custa-me crer que alguém ainda não tenha dado por ela. De todo o modo, estou desde ontem, à hora do telejornal, com a súplica daquele pai na cabeça e no coração e não consigo mesmo ficar indiferente. Pode acontecer que este meu apelo chegue só a mais uma pessoa, mas já vale a pena. A mini M. precisa de ajuda. Não custa nada. Cada um dá o que pode. Basta que dê. A mini M. agradece, os pais também e eu, eu acredito ainda mais um bocadinho na grandiosidade humana. Este é o Nib da mãe da pequenina: 0035 0655 0000 1439 200 65. Vá lá.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Trabalho movida a esperanças

Mas sai-me tudo a ferros, juro!

E é isto!

Eu: Gosto tanto de ti e estou tão cheia de saudadinhas tuas, que não vieste ontem, caraças, que só me apetece dar-te milhões de beijinhos e ficar agarrada a ti muito tempo, pá!
Ele: LAPA!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sushiiiii

Dois casais amigos à mesa, num sábado à noite, num restaurante da moda e com um sushi de babar. O meu homem e a C. dissertavam sobre os meandros da advocacia. Eu aproveitava a folga da tese e o P. a noite livre de sábado e, à socapa dos nossos amores, enfardávamos sushi como se não houvesse amanhã. Faltou pouco para vir a rebolar... Ai, Jesus. Um sushi decente em Coimbra. Estou desgraçada!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Pequena R. pede ao leitor

No dia em que me virem publicar no facebook o dente acabado de cair a um filho meu, ainda com sangue e tudo, prantem-me duas lambadas.

Grata.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Se um dia tiver filhos, não quero que dissertem assim

Com o calor que está, trabalha-se melhor de janelas abertas. Estou para aqui numa luta de titãs com Aquilo, a ler e a escrever (a ler mais do que devia e a escrever menos do que gostaria, mas enfim), quando, há pouco, os miúdos do prédio decidiram vir brincar, como é de seu costume, para os terraços que dão acesso às garagens. Jogam à bola, andam de bicicleta, inventam nomes para cartadas novas, trazem skates e patins e sei lá mais o quê.  Depois de um bocado, cansaram-se e puseram-se todos numa amena cavaqueira, sentados nos muros ou apoiados nos gradeamentos. Falavam não sei de quê, que não lhes prestava muita atenção, quando os ouço, mais afectados, erguerem as vozes com nomes em estrangeiro. Apurei o ouvido (melhor, pelas almas!) e descobri então que a "questã", como dizem lá na minha aldeia, se prendia com as condições "assustadoras" e o espaço "minúsculo" dos quartos dos hotéis em Veneza. Todos lá tinham ido, mas havia um mais indignado que os outros, barafustando que o pai já ameaçara não estar para dar mais vezes aos 500 e 600 euros por noite em hotéis que enganam nas fotografias. Que bom, mesmo, parecia o da Abumamaimu (e pronuncia correctamente o nome da mulher do Clooney, coisa que eu ainda não faço...), mas que a mãe tinha escolhido outro, porque uma amiga lhe tinha dito que era superior. Os outros não se ficavam. E adiantavam as más experiências nas capitais praí de dez países. Os putos não têm mais de oito anos. E isto faz-me impressão. Tanta coisa linda em que pensarem e apoquentam-nos as condições "assustadoras" e os espaços "minúsculos" dos hotéis de cinco estrelas. Ai Mundo, Mundo! 

Do essencial

Estamos ambos a trabalhar. Muito. Mas estamos descalços e com "roupa de casa". Estamos ambos a trabalhar, eu na secretária da sala, ele na mesa da cozinha. Estamos ambos a trabalhar, mas estamos os dois da mesma porta para dentro. Estamos ambos a trabalhar, mas não me está a custar tanto.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Não desapareci

Nem desisti de ter um blog. Estou só a ver se chego inteira a Dezembro, com a tese entregue. E a recordar como é viver um dia de cada vez...  insistir em ser feliz... ver o bright side das coisas... defender os meus e defender-me, com os meus, dos maus e das coisas más que cirandam pelo nosso caminho. Estou só a ver se não desabo. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014


Daqui.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Malala


E o Mundo é hoje, apesar de tudo, um lugar um bocadinho melhor.

Health report


Continuo com dores de ouvidos horríveis, principalmente ao fim do dia, aí entre as oito e as onze. Não sei porquê, mas é o período mais crítico. Dá-me vontade de arrancar a orelha. Parece que ferve e que incha, sei lá. Uma coisa nunca vista. A somar a isso, porque de facto estou num momento da minha vida em que tenho tempo para achaques, não haja dúvida, reapareceu-me uma alergia horrível nas mãos. Tive isto pela primeira vez em Agosto. Levou semanas a sarar e até a pele voltar ao normal e os meus dedos desincharem. Desta vez, atacou ainda com mais força. Não sei a que faço alergia. Não mudei nenhum creme, não mudei nenhum verniz, não andei a mexer em nada estranho, não vivo no meio do pó, enfim. O meu rapaz acha que faço alergia a um toner específico, usado na minha faculdade, porque pioro quando mexo em fotocópias tiradas lá. Se mexer em livros ou em outras fotocópias, a coisa não fica tão grave. Portanto... vejam a chiqueza: alergia a um toner. Não tenho a certeza. Para quem não sofre de alergias, isto pode parecer uma coisa menor, mas não é. Não consigo juntar os dedos. Escrevo de mãos muito abertas e demoro mais tempo. Mesmo assim, estou em luta constante comigo para não coçar e fazer ferida ou rebentar as bolhas de água. É desesperante. Assim sendo, procuro bruxa das boas. Daquelas cuja reza chega longe. Quem me queria mal, está vingado, porra. Já chega.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Vou ali

conhecer os alunos deste ano e já volto. Quer dizer, não é bem já, que hoje hei-de pô-los a dissertar sobre a ciência do direito penal total, a tratar o Liszt por tu e a fazer cara feia às não pessoas do "inimigo". Isso e a dizer "sistema jurídico-penal teleológico-funcional e racional" como quem bebe água. Volto à noite, pronto!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Um buraquinho, ófaxabôr!

Toca o telefone de casa. No visor, leio "B - casa".
Atendo e digo "Então, meu amor?!", com a voz mais melosa que sei fazer.










A irmã do B. avisa-me que foi por um triz que quem ligou foi ela e não o pai.

Otite means

- dores que começam a moer num ouvido e ao fim de uns dias estão indiscriminadamente espalhadas por um dos lados da cabeça, fazendo uma pessoa ter vontade de arrancar pelo menos uma orelha, um olho, meia dúzia de molares e um bocado de escalpe. 
- doença que não convém ignorar estoicamente durante duas semanas, nem que seja porque com uma tese de doutoramento não se tem tempo para esperar nas urgências, pois pode calhar de se ir da primeira vez ao hospital e mesmo assim não resultar e então ter de se ir uma segunda e ter o tímpano perfurado e dores a que se associam tonturas e vómitos, sensação de cabeça à roda e uma incapacidade tremenda de andar a direito ou ler, que é uma coisa que dá jeito para quem tem a dita tese de doutoramento em mãos.
- cena que só começa a ir ao sítio com o consumo de carradas de remédio, daquele que põe bom o resto do corpo mas deixa a barriga a mandar guinadas durante dias.
- a justificação para o meu silêncio nos últimos tempos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

B.

Aquilo

Está entregue a versão provisória.
Não se ponham a dar-me os parabéns, que ainda há muito trabalho pela frente. Daqui a dois meses, falamos. Ou para vos dizer que foi duro e mimimi mas acabou em bem, ou para vos pedir colinho porque colapsei. Já não há volta a dar. Nem terceiras vias.

O mail que eu recebi hoje... (Ou: vou mesmo comprar umas Josefinas Moscovo, pessoas! Dê por onde der!)

Olá R.,
Muito obrigada pelo post que fez sobre as Josefinas: http://poraquipasseimesmoeu.blogspot.pt/2014_09_01_archive.html!
Um grande beijinho,

Sofia Oliveira


"Onde te levam as tuas Josefinas?"

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Tinha de vir cá contar


Foram lançadas as Josefinas Moscovo, muito provavelmente as sabrinas mais delicadas de que há memória. Ai, Deus meu... Será que se fizer uma tese mais ou menos um dia começo a ganhar dinheiro suficiente para comprar as sabrinas todas que me apetecerem, será?! (Eu sei que não, mas deixem-me sonhar um bocadinho!)

É acenar e continuar, minha gente, é acenar e continuar

Diz que segue amanhã a versão provisória d'Aquilo. 

Os meus nervos são compensados com guloseimas. As minhas insónias, com uma choradeira todas as manhãs, no banho, para não se notar muito. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Uma excepção

Tenho uma tese a consumir-me. Muito, muito, muito. Mas hoje páro tudo para ver o Prós e Contras. Toda a gente sabe que eu não suporto o Prós e Contras e que, mesmo que me pagassem, dificilmente lá punha algum dia os pés, mas hoje páro tudo, reúno junto a mim um calmante e um copo de água, tento esquecer o facto de a Fátima Campos Ferreira, para não variar, já ir com uma puta de uma ideia formada, peregrina, é quase certo, e que não há quem lha tire... e vou ver o Prós e Contras. 

Pontapé de saída

Já pedi a "Criação de coleção no Estudo Geral". 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Fomos ao Indiano


Já foi no sábado, mas só hoje é que consegui pensar em pôr aqui a fotografia (não têm sido dias propriamente folgados...). Recomendo vivamente. Não é uma pechincha, mas dá para variar e conhecer um sítio bem giro cá na cidade. Chama-se Mint Leaf e fica na Praça da República. Quanto ao rapaz bem parecido que aparece na foto, escusam de se acotovelar que é meu e só meu e não o partilho com ninguém :)

Namorar também é

ter a quem ligar na hora em que a vida parece virar-se do avesso.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Serviço público


E eis que aos 32 anos encontro, finalmente, a máscara que não me faz alergia!

Diz que é stress...

Sou das que lava o cabelo com muito cuidadinho, embora o esfregue duas vezes com champô e o pentei com um pente de dentes largos com o condicionador. Sou das que volta meia volta faz máscara, das que põe ampolas, das que não usa elásticos que não sejam de algodão, das que o seca com distância e das que não usa placa, nem pinta o cabelo às cores, nem faz madeixas. Sou uma rapariga que, atendendo ao tempo livre de que dispõe, até trata o cabelo como deve ser.  Apesar disso, estou a perder imenso cabelo. É toda uma juba que me fica no ralo da banheira, é todo um fofo enchimento de almofada que me cai para o chão da casa de banho. Já não sei mais o que fazer. É cabelo a cair por todo o lado. O que me vai resistindo cabeça está cada vez mais fino e parece uma flor no deserto de tão inanimado. Há uma linha que separa o cabelo que eu supostamente devia ter e o que eu, neste momento, apresento na rua. Dizem a cabeleireira e o médico que é stress. Advoga o meu homem que só pode ser o nervoso miúdinho que me anda a consumir os nervos o traste que também me leva o cabelo. Alguém tem dicas? Coisas que não falham? Gostava de não chegar careca ao fim desta empreitada.

Afinar a mão

Somos de um tempo em que tudo se alcança com um clique. Procura-se a bibliografia em bases de dados digitais, copia-se um número, preenche-se uma requisição e os livros aparecem. É tudo muito lindo. É. O pior é fazer teses sobre coisas onde tem de se citar gente de mil nove e troca o passo. Aí é ver-nos encher as pontas dos dedos de pó, a procurar, separando ficha de leitura por ficha de leitura, o nome dos tipos, escritos à mão com letra de história de encantar. Hoje era Pessina e Mezger. Ainda não ficamos por aí. Há sempre mais um desgraçado que se lembra de me citar uma alma penada e me faz ganhar comichões de pensar em ignorar o defunto. Sou uma mariquinhas. E meti na cabeça que os apuds não são para abusar. Faz-me tãããooo mal ser assim...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

*

Elogiar em público. Criticar em privado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Este post não tem nada a ver com a tese... Mesmo!

E entretanto

Porque me estava a custar estar completamente a leste do debate, decidi rebobinar o Meo e ir vê-lo. Tinha uma certa simpatia por António Costa, que me decepcionou manifestamente com a demagogia das suas afirmações e o compromisso acrítico com Sócrates. Numa altura em que o Governo me merece cada vez mais críticas, Seguro ainda não me convence, António Costa me faz isto e o resto se mantém como verbo de encher, sinto-me órfã de candidato.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Costa vs Seguro

Não vi. Contem-me tudo.

Para não parecer que ando alheada, ou, pelo menos, muito alheada

Quando é que a Ministra da Justiça se demite?!

A minha melhor metade

é ele. E o jeito meiguinho com que me enxuga as lágrimas e diz que acredita que eu sou capaz. Por ele, às vezes até eu acredito. Depois caio em mim.

Sabes que não andas bem quando:

1) tens de tomar comprimidos para dormir;
2) o teu chefe te pergunta se não devias incluir o teu nome num trabalho para o qual contribuíste modestamente e tu, provavelmente por estares habituada é a ter quem te faça trabalhar arduamente e  sem qualquer reconhecimento, desatas num pranto, sozinha em casa. 

Esfrangalhar

Fazer uma tese é uma coisa que me esfrangalha, que me deixa abaixo dos limites, que me suga a luz, a paciência, a energia, o humor e o brilho. Pode haver quem goste disto, que cada tolo com a sua mania, mas eu não gosto. Não gosto nada. Detesto muito. Tenho um medo permanente de falhar, uma dormência mental que me enerva, uma vontade louca de trabalhar e uma produção pouco a condizer, um sonho que quase toco com as mãos, de tão grande e vívido que é, de a acabar, e uma certeza muito pequena de o cumprir. Não acho nada que uma pessoa seja mais feliz por escrever mais coisas, coisas maiores, mais reconhecidas, mais inovadoras, mais eficazes, mais duradouras. O que faz uma pessoa feliz é dormir em conchinha, porra!!! É acordar com um beijinho de bom dia, é ter um mano que dá xis apertadinhos, amigos que nunca falham e o conforto de um colo de pais. O que faz uma pessoa feliz é o coração cheio de gente, gente daquela que nos trata pelo diminutivo e não pelo nome profissional, daquela que incluímos numa lista de casamento, a quem podemos apresentar um bolo a que se perdoa o mau aspecto pelo sabor a caseiro. O que faz uma pessoa feliz é ter para onde voltar e continuar a viver com capacidade para ir. É saber o seu lugar no mundo e perceber que o mundo lhe abre uma clareira de cada vez que é preciso mais espaço... e tempo. O que faz uma pessoa feliz não é o momento em que descobre uma citação, a convidam para uma conferência ou recebe um mail em que lhe elogiam as aulas. Isso passa. Insufla o ego, mas passa. Esta tese está a esfrangalhar-me. Está a deixar-me apática para o mundo, atada de mãos e pés para as coisas boas da vida, culpada de não viver nem a ver a acabar-se como devia. Há dias em que parece que me puseram num beco. Daqueles sem saída. E só me apetece dizer que isto, não sei como, nem quando, tem de acabar. Se for este ano e com um trabalho mediano entregue, faço uma festa. E vou ser feliz. Com o que interessa.

Há coisas que não dão saúde às pessoas

E fazer teses estará, certamente, num lugar cimeiro do ranking!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eeerrrrr!!!

O antes:





E o depois:



Alguém me explica como é que uma mulher que já se vestiu tão bem consegue casar com este vestido versão Festinoivos 1999?! Não gosto das alças, não gosto do drapeado, não gosto do corte e abomino o tecido. Quanto aos desenhos, acho lindo que os putos sejam criativos e mimimi, mas não dava para meter as obras de arte na decoração das mesas, no papel da ementa ou simplesmente numa caixa muito linda e harmoniosamente guardada na sala lá de casa?!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

*


É uma parte da varanda cá de casa. Mostra como dá cá um sol que me faz gastar a legítima em flores e mesmo assim estar sempre com as floreiras que é uma miséria (agora vou plantar amores perfeitos, mas só quando amainar o tempo), mas mostra também mais uma experiência do meu rapaz com uma máquina fotográfica na mão.

Palavra da semana

R E L A T I V I Z A R

Mine, by mum!

2015 - 2020

Acabo de comprometer-me com alguns projectos profissionais para o período 2015 - 2020. Estou numa felicidade só. A chefia achou as ideias todas mesmo boas e a mim só me apetece livrar da tese rapidamente porque o que estou a pensar fazer depois é tãããooo giro. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

...

Escusam de se pôr a atirar pedras

Mas eu acho, muito sinceramente, exagerada a reacção da clientela da Zara e um bocado tonhó a resposta da própria Zara a propósito da camisola às riscas e com a estrela. Anda tudo um bocadinho susceptível, parece-me. A história, aqui.

Phd mode

Deitei-me eram onze e meia. Pus o relógio a despertar para as oito e toda eu era boas intenções. São duas e meia da manhã. Eu, a pessoa que se gaba de, para dormir, precisar apenas de ter sono, já dei voltas mil na cama, já me levantei e fui para a secretária, já trouxe um livro útil para o estudo e estive a ler, já pus música e tentei relaxar com técnicas do meu yoga, já li literatura de lazer, já desesperei. Estou a morrer de sono, tenho uma dor de cabeça daqui até à Gare do Oriente e preciso muito de descansar um bocadinho para poder fazer o tanto que tenho em cima da mesa, pendente. Estou a dar em doida. Precisava desabafar.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Gostava muito de ser do amanhecer

A sério. Acho que devem ser pessoas mais claras. Não sei. Tenho essa mania. Eu, bem, eu não sou. Amo demais dormir para poder ser do amanhecer. Acordo cedo quando tem mesmo de ser e é a muito custo. Rendo pouco de manhã. Gostava de render mais. Surpreendo-me sempre com a capacidade elástica dos meus dias quando acordo cedo. Parece que cabem neles muito mais horas. Mas não sou capaz de os instituir como regra. Vergo facilmente à tentação de continuar esticadinha e a aproveitar os vincos morninhos dos lençóis claros e a cheirar a lavado. Sou dos anoiteceres, do pôr do sol, do lusco-fusco. Sou do tempo que arrefece, da morrinha da noite, das estrelas e da lua. Sou das luzes a acender, da hora de chegar a casa, do silêncio porque os outros dormem, dos sons do breu. Sou do cair do dia, do emergir da noite. Sou dos jantares e da moleza de ir rindo à toa. Sou dos banhos do fim do dia, do fresquinho dos pés à solta, do chá antes de deitar. Sou da noite. Gostava de ser do amanhecer, de enfiar mais horas nos meus dias e ser das que correm às seis da manhã. Sou da noite. Do sofá e da mantinha. Do mais acomodado dos preguiçares. E, tenho para mim, isto não ajuda nada a quem tem teses para fazer... Damn it!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Engolindo em seco..

Dou-me conta de que faltam quatro meses para o Natal... e não consigo evitar uma certa esquizofrenia de pensamentos: terei eu uma tese para pôr no sapatinho da malta?!?!?!

Se

um dia perder a noção do ridículo, peço muito que me chamem à razão. É isto.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Tenho um cisco na pestana e sono até aos joelhos

E pronto. Estamos em pleno modo d'Aquilo, com direito a insónias e tudo. Esta noite ainda levei um relatório sobre a LTE para a cama e estive a ler até à uma e tal da manhã. Achei, por fim, que já era boa hora de apagar a luz e dormir para voltar hoje a sentar-me à secretária. Bem o pensei, melhor o não fiz. Eram cinco e meia da madrugada e ainda eu dava voltas na cama, com o coração em prantos e a barriga a doer em ânsias. Quando, vergada pelo cansaço, finalmente cedi ao sono, a saga continuou e no meu descanso periclitante ainda houve lugar para uma linda conversa com uma alma que não vejo há dez anos e que displicente me informava que agora as teses tinham de ter cinco mil páginas. Toda eu barafustava, mas indicavam vozes canoras lá da Secretaria Geral que era a lei e a lei é para todos. Como podem imaginar, foi uma noite do mais reparador que há. Ergui-me a custo pela manhã, recomendando-me mais juízo para a próxima e educação a declinar ideias de me pôr a fazer teses (blhac). E tenho estado, desde então, com um raio de uma impressão de que me pousou um cisco na pestana. Já esfreguei a pestana à exaustão, lavei os olhos em água corrente, limpei os óculos como nunca e tomei um banho dos pés à cabeça. E nada. O cisco é do sono. Ou um micro chip contador de páginas que me apoquenta o olho a rir-se da miséria pegada que para aqui vai. Se alguma vez pensarem num doutoramento, tranquem-se em casa, ofereçam-se uma traulitada e durmam dois dias. Se a coisa não passar entretanto, com gosto hei-de contar-vos histórias de ir às lágrimas. Não se deixem é cair em tentação. Ide viver a vida. Tão linda. Lá fora.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Santini aqui tão perto


Isto é serviço público. O Supercor tem à venda, na zona gourmet, gelados da Santini. Não há a mesma escolha que na casa mãe, mas dá para ir matando saudades. Ainda andei desconfiada uns tempos, mas ontem lá me decidi e trouxe uma embalagem de sorvete de morango para casa. É igual! É o original! As minhas papilas gustativas bateram palminhas de tão contentes que estavam. Corram... Não precisam de agradecer. Somos uns para os outros.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Pôr do sol - 15 de Agosto


Créditos do meu rapaz que, além do mais, tem jeito para fotografar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Portugal à gargalhada e o Soler nos meus ouvidos

Cumprindo a anual tradição de abalar os ossos à Capital para nos pormos a par das andanças de La Feria, este sábado, lá fomos. Assim se findava o tempo de ler o Laborinho Lúcio, mas em versão romance, e de acordar depois das oito. Por estes dias, com convicção mais forte dos outros que minha, mas cá vamos indo, já damos o litro de roda d' Aquilo, a ver se acabamos Aquilo antes que Aquilo acabe connosco. Dizia, lá fomos. Vão longe os tempos de My Fair Lady, Música no Coração, Piaf ou Uma noite na casa da Amália. O espectáculo agora em cena é uma revista. E uma revista em que, na economia global, ganham a dança sapateada e o Ricardo Soler. Deixei de poder com o Ricardo Soler. Cansou-me a beleza. Privou-nos tempo de mais das peripécias da Marina, do Raposo ou do Monchique. Cantou de tudo e mais alguma coisa e prolongou uma segunda parte em agonia até às oito da noite. Do camarote onde me encontrava, via parte dos bastidores e isso, pensando que não, também diminui a magia do teatro. La Feria continua a merecer que me abale anualmente ao Politeama. Mas tem de voltar a conquistar-me com piadas das boas e não daquelas que já ouvi mil vezes e estão no Sagrado Caderno das Piadas Secas. Seja como for, valeu pelo gelado da Santini, pelo jantar no Cais da Pedra e pela descoberta, arrebatadora, ao cabo de tantos anos, dos Painéis de São Vicente e das Tentações de Santo Antão, no Museu Nacional de Arte Antiga.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

Cinema do bom


Começámos as férias no cinema e a escolha não podia ter sido melhor. São duas horas de humor em estado puro e é um bom remédio para quem anda macambúzio. Ide, minha gente. À confiança!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Fiz a prova dos professores

E passei. Quem nos ouvir falar disto, há-de legitimamente pensar que não temos mais o que fazer ao tempo, mas a verdade é que gostamos de desafios e somos um bocado doidos. Ontem, já perto das oito, quando cada um acalmou o ritmo para jantar e depois voltar ao trabalho, dessa feita já em casa, na secretária mas de pés descalços, soube pelo meu rapaz que o Público tinha disponibilizado a prova dos professores. Resolvemos imprimi-la e fazê-la, cada um na sua cidade. Demorámos uma hora, ambos cheios de interrupções (ele ainda atendeu um cliente pelo meio e eu ainda marquei orais e respondi a três mails de dúvidas... ah... e comi um pêssego!). E passámos ambos. Falo por mim. Tive cinco erradas, sendo que contesto o resultado de duas. Uma em que era para contar estações e eu acho que se deviam contar a de partida e a de destino e os critérios de correcção só contam as intermédias, e outra em que era preciso encontrar sinónimos para um provérbio e eu tenho para mim que a minha solução é que está certa. Mas pronto, supondo que eu era uma das professoras avaliadas mas que não me queria dar ao trabalho de impugnar os critérios porque me apetecia era ir para férias, ficava com 87,5%. Feito o exame numa hora, quando o dito estava pensado para ser acabado em duas. Ou seja, sendo por demais conhecido que não sou um génio, fica claro que a prova dos professores é uma grandessíssima tanga. E explico porquê. Em primeiro lugar, porque é uma prova de raciocínio, de lógica e não de cultura geral, sequer. Ou seja, é uma prova para ser feita por qualquer alma com dois dedos de testa e que já saiba ler, interpretar e fazer contas simples. Assim sendo, é uma prova que não pode achar-se útil para alguém que já concluiu um curso superior, porque algo andará muuuuuiiiiito, mas mesmo muito mal quando um professor chumbar. Significa, notem, não que a prova é útil, mas tão só e apenas que alguma universidade deste país fez muito mal, mesmo, mesmo, mesmo muito mal o seu serviço, porque permitiu que uma nódoa se licenciasse. Em segundo lugar, porque, sendo uma prova de raciocínio, não avalia aquilo que eu acho que pode legitimar uma avaliação no acesso à carreira docente: a aptidão pedagógica. Os conhecimentos são avaliados ao longo de uma licenciatura. Mas a aptidão pedagógica, não. E o que mais há para aí é gente que até pode ter a prova muito bem cotada, mas que é tão bom a dar aulas como eu a matar frangos. Ou seja, esta prova não avalia coisíssima nenhuma que seja de utilidade para saber se determinada criatura pode ou não ser professor. Acho eu. E, também por isso, a prova é, na minha opinião, um enorme disparate. Mas enfim... isto sou eu que digo. 

Estraga-me com mimos!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eu procuro

Um sítio onde haja alguma coisinha para ver, mas também um hotel com spa e jardim e sombra e comida boa boa. Prescindo bem de praia e bateria palmas de contentamento se lá no destino não fizesse mais de 25 graus. Era bem bom que não fosse longe, mas também não nos apetece ir propriamente para aqui ao lado. São só dois ou três dias. Convém que sejam perfeitos. Nós merecemos. E Roma ainda está lá tão longe... Ai, ai! Ideias, minha gente... Ideias. Somos uns comodistas comichosos. Não nos proponham campismos, plasalminhas!

Piadas à parte

Ainda há aviões da Malaysia Airlines?!

A sério que tenho esta dúvida!

Ide-vos...

Minuto um: Clico no "Disponibilizar pauta aos alunos"
Minutos dois: Ligo a informar os serviços, que me dizem, com muita normalidade "Já sabíamos, Senhora Dra. Já estamos a receber inscrições para melhoria..."

Esta gente não quer ir de férias? Esta malta não curte descanso? Alguém lhes pagou para me fazerem penar até dia 31? 

É esta, a sonsa!

O drama e o horror

O meu homem tem uma fixação pela Sophie Marceau. A rameirona, ao que parece, divorciou-se, ou o raio. Para o que conta, a gaja está livre. Viseu vai ter aviões a chegar e a sair. A rameirona deve andar de avião como eu bebo água. Eu não ando nos meus melhores dias. Não tenho tempo para nada e passo a vida aqui enfiada, com palitos nos olhos, a ver se despacho os últimos exames. Nos bocaditos em que vou à cama, tenho pesadelos de que o homem me deixa porque vou ao médico e tenho as costas tortas. Definitivamente, preciso de férias, em suma. O rapaz, cheio de piada, acha lindo, no contexto descrito, ir-me informando que a p*ta está vaga. Estou capaz de ir à França...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tufão Manuel e a meia maratona!


Dormi esta noite em casa dos meus pais. Pela manhã, levantei-me para ir ao dentista e brinquei um bocadinho com ele. A nossa F. andava a arranjar canteiros no jardim, o meu pai e o meu tio estavam junto ao portão, o portão estava aberto. E é este o enquadramento. Tufão Manuel já se tinha conformado com o facto de eu ter mesmo de ir para o dentista e então sirigaitava por perto do meu pai, dava uma lambidela na mão da F., tentava arrancar-lhe a luva, quase podia jurar que, se soubesse fazê-lo, Tufão Manuel se preparava para assobiar para o ar o resto da manhã. Nisto, um desgraçado de um cão pequenito decide passar na estrada, em andar de passeio. Tufão Manuel deve-o ter cheirado, ou o raio, e foi vê-lo correr como um foguete. Eu e a F. gritávamos para que voltasse, o meu pai ia de carro atrás dele e o meu tio tinha sido o primeiro a sair disparado, em cima de uma bicicleta, para ver se não perdia o cão de vista. Tufão Manuel perseguiu o cachorrito uns duzentos metros, depois fez uma tangente à bicla e outra ao jipe em que seguia o meu pai e veio sentar-se confortavelmente numa espreguiçadeira lá de casa. Como se não fosse nada com ele.  Do cachorro, não há sinais... Acho que se desintegrou com o susto.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mine, by mum!

É (quase) sempre a minha voz da razão

Adiámos Nova Iorque a custo, a muito custo, deixámos Roma para Dezembro, altura em que a coisa ou se deu, ou já tivemos de lhe perder o sentido, engonhamos de cada vez que alguém fala em férias. Andamos estoirados. Assim mesmo a dar o cu aos cães, como se diz na minha terra, de tão exaustos, de tão cheios de sono e dores de cabeça e costas e pernas e tudo. Apetece-nos é deitar e dormir uns três dias seguidos. Sem comer, sem beber, sem falar, sem nada. Apetece-nos parar e arrumar na cabeça a ideia boa de que as coisas podem (e vão mesmo) ter de esperar que nos sintamos recompostos. Ao fim de semana, planeamos mil e uma coisas e acabamos quase sempre a meter acções (ele) e a corrigir provas ou a escrever arguições de mestrado (eu). Vamos para cama cedo. Abrimos os livros cheios de ganas, mas estamos é apenas a ver quem é que o fecha primeiro para lhe seguir o caminho. Estamos, basicamente, mais para lá do que para cá. Fartinhos de calor e de trabalho ao calor. Por isso, hoje, matreira, sedutora, acenei-lhe com quatro dias em Amesterdão. Sabia que o plano era arriscado, mas não resisti. Ele, certamente numa voz sumida de quem trabalhou a sério muitas horas deste dia que já vai longo, disse-me só "Temos a tese... Tens de acabar a tese...". Até me dói o peito só de pensar na razão toda do lado deste homem, até se me aperta o nó na garganta de ver os prazos minguarem e eu prensada ali no meio a clamar por férias... e a vê-las passar... sem mim. Quando um amigo voz disser que quer ser académico e que não se importa de ter de fazer um doutoramento, mandem-no falar comigo. Eu tiro-lhe essas manias. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

(...)

Eu choro muito. Choro muito de tristeza e choro muito de alegria. Expulso as mágoas e espalho as alegrias com a água a sair-me pelos olhos. Choro de alegria lágrimas miúdas, que se formam nos cantinhos dos olhos e não chegam a escorrer. Não fico de nariz vermelho, mas encho-me de calor. Transpiro e é só alegria a sair-me pela pele. Pela pele toda, poro a poro, a alegria a multiplicar-se, a perfumar-me o ar à volta, a contagiar. Mas choro de tristeza lágrimas gordas e que se escusam a viajar sozinhas. Formam rios inteiros a desaguar-me no pescoço e no peito. Vêm com funguices de nariz e um frio muito frio, um desconforto muito desconfortável e um negrume que se abate sobre o meu peito e me mina o momento, o dia e a vida. Naquele parêntesis em que é tudo breu em mim, choro umas lágrimas profundas de uma dor que nunca desferra. Nem sempre choro essas lágrimas maiores, como regatos de água, mas maiores, nas perdas. Às vezes, aí, calo-me fundo e choro para dentro, como a ver se o barulho da água a correr-me em direcção ao coração o desperta do sono mudo em que mergulha nas dores irrecuperáveis. Não é tanto nessas que as lágrimas se atropelam nos meus olhos. É nas dores dos dias, nos episódios espinhosos do quotidiano, nas falhas da vida normal, nos engodos brutais das irreflexões. O que me faz cair em desgosto frio é o drama que passa, que vai passar, mas magoa e perturba, vira a mesa e fala mais alto. É aí, aí mesmo que os meus olhos viram nascente e o frio me entra todo cá dentro e eu passo a dar o meu reino e mais um doce por um abraço. Caladinho.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

É oficial!

O hotsushi do Estado Líquido, em Santos, é o melhor do mundo e arredores!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Há dias em que...

uma pessoa parece mil...
Acabei de corrigir uns exames, lendo ininterruptamente entre as 9h00m e as 15h30m, sem me levantar da cadeira (mesmo!), lancei notas a 134 almas, conferi os nomes um a um (e as notas), marquei orais, respondi a uns vinte mails, fiz uns dez telefonemas de trabalho, corrigi um texto de dez páginas, actualizei o currículo, fiz uns critérios de correcção, fiz quatro mini pizzas (amassei a massa, pus lá a tralha toda e mimimi), fiz um bolo de cenoura, aspirei o chão da casa toda, varri a varanda, reguei as plantas e mudei as toalhas da casa de banho. Lembrei-me eram 5 da tarde que não comia desde as 9 da manhã, mas isso são pormenores. Agora vou tomar um banho, besuntar-me de hidratante, vestir uma roupa cheirosa e preparar-me para jantar na melhor das companhias. Ufa. Amanhã começo a corrigir os outros exames. E a ler a tese que tenho de arguir. E a preparar as orais da próxima semana. E a ler o Manual que ali tenho para ver se está operacional e que devia ter seguido viagem para o computador do chefe hoje, mas... não deu.

Tive de roubar... É demasiado bom, pessoas!!!

Manos felizes

O mano anda feliz... Deve andar moura na costa, ou o raio, mas anda. Hoje, chegou cá a casa, aviou o recado que tinha a aviar e à despedida deu-me um xi quebra costelas, enquanto me sussurrava ao ouvido: "Gosto tanto de ti, mana, tanto, tanto, garota!"

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Estou tão ranhosa

tão ranhosa, tão ranhosa... 
Estou naquele ponto em que já desisti dos lenços de papel e corrijo exames com um rolo de papel higiénico ao lado...

Uma casa de luxaria

Agora que o homem me apresentou o maravilhoso mundo do meo go, descobri o bom que é ver televisão na cama, a olhar para o ecrã do ipad ou do mac. Pois bem... não sou propriamente uma alma que se dedique a ver televisão todo o dia, mas há coisas a que gosto de tentar não faltar - e os jogos da selecção são uma delas. Ontem, pelo adiantado da hora para que o jogo estava marcado, tinha antecipado que a malta me encontraria era já em vale de mantas, a ver se recuperava do cansaço mais que acumulado um dia após o outro e a que, estou convencida, só um mês inteiro de férias agora daria tréguas. Mas não. A diversidade cultural desta casa permitiu que ele estivesse a ver, deitado do seu lado, muito solene, um programa do Canal História, enquanto eu, a básica de serviço, me degladiava com os auscultadores e berrava ao Ronaldo que chutasse na bola. Às duas por três, sensato, o meu homem apagou a luz do lado dele e abeirou-se de mim com calma. Pedi-lhe mais dez minutos de paciência e continuei o meu monólogo praguejante contra a triste sina do Nani, coitadinho, que se tinha esforçado tanto para nada, rien de rien. Dava já a tarefa por mal empregue, quando o homem me  diz, meio ensonado, que é golo. Atrevi-me a desgostar do pouco que fazia do meu sofrimento e adiantei-lhe que vínhamos para casa mais cedo. Dez segundos depois, em atrapalhada comemoração, saltaram-me os óculos, caiu-me o ipad, abanou-se o candeeiro, fez-se a festa. Estava capaz de o pôr a render, agora que o polvo Paul cedeu, e felicitei-o pelos seus poderes adivinhatórios. Não podia, mesmo, acreditar, quando, sempre deitado de lado e com um ar de quem quer mais é dormir, me diz que o vizinho de cima tinha gritado golo um tudo nada antes e que o meu ipad é que estava atrasado dez segundos... 

domingo, 22 de junho de 2014

Mine, by him!



Nota: Por vontade do homem, o título seria "Roam-se de inveja!!!"

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Gosto muito!


Carminho gold, da novíssima Ros Lisbon, a marca que é da maçã mas não é apple :)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

M-E-D-O

Tenho medo do poder nas mãos erradas. Tenho medo dos medíocres com títulos. Tenho medo dos Dr.s aldrabados e feitos à pressa. Tenho medo dos chicos espertos pouco sensatos. Tenho medo dos maus. Tenho medo dos lobos em pele de cordeiro. E tenho muito, muito, muito medo dos vaidosos. É gente que mete os pés pelas mãos com convicção. É malta que não pode por nada ser posta em causa. Gente desta com poder nas mãos é arma mortífera. Tenho pânico de incompetentes a mandar, credo!

Eu avalio, tu avalias, eles nem avaliam

Pois é. Eles nem avaliam a responsabilidade que isto é. Não é por ter de fazer perguntas como as que faço sempre aos meus alunos, nem por ter de lidar com gente mais velha que eu, ou do meu ano, que também não seria novidade, nem por ter de pegar decentemente no processo, que me anda a falhar há muito, nem por ter de ir para fora de casa numa altura em que a minha secretária está transformada numa pilha imensa de provas para corrigir e teses para avaliar... Não... É mesmo porque não consigo evitar pensar que se um dia me dá na cabeça mudar de vida e voltar ao sonho antigo de andar de martelo na mão a decidir a vida das pessoas, não posso, MESMO, permitir-me fazer uma linda cagada em três actos nas provas. Seria imperdível: a tipa que já os andou a avaliar, depois chumbar. E com isto, se calhar, dedico-me mesmo ao ensino até ser velhinha.  Se fizer uma tese de doutoramento. Aaaaahhh, ca nervos... As portas todas a fecharem-se, porra. Vou fazer bolos para fora. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O burro a olhar para a cenoura


Acabamos de marcar uns dias em Roma. Agora só preciso trabalhar muito para aproveitar decentemente. E esperar que chegue Dezembro.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

De grátes

Uma pilha de nervos.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Estou rendida!


É tão boa fresquinha... É tão Verão...

Não sei se é uma regra para ser um casal feliz

mas a verdade é que é muito importante não ir dormir zangado, ou sequer aborrecido. Podemos ainda estar a lamber uma feridita (há quem demore mais tempo a seguir em frente) mas é bom perceber as virtudes de um "Eu amo-te!" antes de dormir. Sempre, sempre, sempre, seguido de um "Eu também!". Quando falhar isto... estará a coisa mal parada... acho eu. É como deixar secar a flor no vaso ali diante dos nossos olhos. Ou permitir que se apague a vela que podia resguardar-se do vento. Ou morrer de sede com uma garrafa de água ao lado. É preguiça. E toda a gente sabe que se há coisa que não se compadece com a preguiça é o amor. Preguiça de amar é veneno para a alma. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Sinais

Cavaco desmaiou durante o discurso do Dia de Portugal.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Pessoas amigas de complicar

Sabem aquelas pessoas que complicam tudo, que fazem de tudo um bicho de sete cabeças, que precisam de pedir autorização a meio mundo para se sentirem habilitadas a mexer um pé e depois o outro? Sabem aquelas pessoas a quem pedem um papel e que vos pedem dez papeis de autorização a dez entidades diferentes para vos darem o primeiro papel, que tinham ali ao lado e que SABEM que podem dar-vos, mas gostam de complicar? Sabem aquelas pessoas que vos ligam a pedir o mail de um colega e levam à vontade meia hora a dizer ao que vêm? Sabem aquelas pessoas que vos param no corredor e tudo o que dizem tem mais palavras que as necessárias para fazer passar a mensagem? Sabem aquelas pessoas que a dada altura já nem conseguem ver bem de tão enervados que estão de as ouvir, porque dissertam longamente sobre tudo, desde a política na Coreia do Norte à utilização do toalhete de papel no tabuleiro do almoço? Sabem? Cansam-me a beleza.

terça-feira, 3 de junho de 2014

CEJ


E lá vou, fazer perguntas aos grandes. Eu, tão pequenita. É um misto de pânico e outra coisa. Às vezes, quase me parece ser vontade. Depois pestanejo com força e percebo o disparate. Ahhh... insegurança... mãe dos meus defeitos... Zazus, pequena R.... no que tu te metes!