quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Em 2015


casei-me e fui de lua de mel para a Lapónia.
Conto-vos tudo em breve.
Por agora, desejo-vos só o melhor do mundo para 2016: muita saúde, muita paz e muito amor.
Até para o ano, mais presente. É uma intenção. Bem boa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Querido Pai Natal,

faltam treze dias para visitar a tua Aldeia. Pensei escrever-te uma carta e pedir-te um sem fim de coisas pelo Natal. Afinal, talvez não volte a ter-te assim tão por perto, à mão dos mais que muitos pedidos que seriam normais nos meus Dezembros. Acontece, Pai Natal, que não tenho lista. Levo os recados no peito, guardados no mais fundo do meu coração. Quero saúde. Quero amor. Quero paz. Quero alegria. Quero tolerância, paciência e serenidade para ver o copo meio cheio. Todos os dias, ou, pelo menos, muitos, muitos dias, a maior parte deles, aquela que faz a balança das pessoas pender para um dos lados. Quero um casamento para toda a vida. E gente a vê-lo. E a vivê-lo connosco, a participar na construção diária da família de que queremos ser os pais. Quero isso. Gente. Boa. E corações com calma, a bater sem sobressaltos grandes. Quero manhãs de mimo e noites de sono descansado. Também quero uma casa, mas, mais que isso, muito antes, quero manter o lar para que trabalhamos vai para muitos meses. Quero isso. Para mim. Mas... acima de qualquer outra coisa, para os meus. São quatro. E mais uns poucos. Os melhores. Quero muito. Com muita força. Determinada a merecer e conservar o que me deres. Quero. E espero. Obrigada. Tua. R.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Pequena R., a dona de casa

Sei que o blog mudou definitivamente de rumo e a malta já nem sabe bem quem sou quando recebo este mail:

Boa tarde,

O programa “A Tarde é Sua”, emitido de segunda a sexta-feira na TVI, e apresentado por Fátima Lopes, encontra-se a preparar uma temática relacionada com donas-de-casa. Pretendemos que seja um tema divertido, com convidadas que gostem de ser donas-de-casa e não tenham qualquer tipo de problema em falar sobre isso. 

Assim, vimos por este meio perguntar se estaria interessada e disponível para participar nesta temática.

A temática em causa será abordada já na próxima quarta-feira, dia 09 de Dezembro. A participação no programa implica a presença dos convidados nos nossos estúdios (situados em Queluz de Baixo = sede da TVI), sendo necessário, da nossa parte, um contacto prévio, via telefone com a pessoa em causa. De referir que as despesas de deslocação serão da responsabilidade da produção do programa. Agradecemos a atenção dispensada e ficamos a aguardar uma resposta da V/ parte, com a maior brevidade possível.

Com os melhores cumprimentos,

Na realidade, eu até sou dona de casa. E gosto. Tirando o pequenino pormenor de cozinhar decentemente apenas rolo de carne e salmão, sei fazer tudo, tudo, tudo o que uma dona de casa faz. E gosto, repito. Digo com alguma frequência que podia ganhar a vida a limpar casas, ou a arrumar estantes, roupeiros e despensas em casa das pessoas. Sou perita a esfregar juntas de azulejo, passo a ferro decentemente, lavo a roupa delicada à mão, sei arear panelas e fazer bolos amassados com as mãos. Além disso, há quem diga que tinha futuro como manicure, gosto de decoração, leio sobre cenas do lar e poucas coisas me deixam mais feliz que receber os amigos em casa com uma mesa bem posta. 

Acontece, TVI, que eu não sou a "tua" dona de casa. Pelo menos, não o sou como julgas. Sou dona de casa nas horas vagas das aulas, das teses para ler ( e para fazer ), dos artigos para escrever, das conferências para preparar, dos detalhes de um casamento para organizar e da vida lá fora. Aí, concedo, sou dona de casa. De resto, lamento desiludir-te, mas estou muito, mesmo muito ao lado do que deves esperar de mim. Caindo na fácil tentação da generalização, não, eu não vejo muita televisão. Repara: eu não vejo o teu programa. Aliás, há muitos meses, recordo-me agora, que não devo pôr a televisão na TVI; eu só leio revistas cor de rosa quando vou pintar, cortar ou esticar o cabelo; eu não ligo para os prémios da sorte e; atenta bem, eu não sou (AINDA) dona (juridicamente falando) sequer, da minha casa. Lá chegaremos. A seu tempo. 
Por isso, TVI, lamento, mas não, dia 9 dá-me jeito ficar por cá. A três dias de casar, devo andar a mil. Não leves a mal. Declino o teu convite.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Despedida de solteira... muito comme il faut!

Fizeram-me falta:
A Mafa, a Inês, a Cristina, a Rosa, a Dulce, a Cláudia e a Joana. Se às despedidas de solteira também fossem rapazes, acrescentaria a esta lista o Nuno e o Gera. 

Quem esteve, ocupou a minha tarde como só quem me conhece muito bem podia fazer: um chá com scones quentinhos numa das salas mais bonitas da minha Quinta para casar, presentes em forma de livros sobre tudo e mais alguma coisa (dominando os temas bebés e Natal) e uma sushizada no rio. Não podia ter sido mais perfeita. Quentinha, em verde e vermelho, cheia de luz e riso. Foi a melhor do Mundo. Pelo menos, do meu. Obrigada, Carlinha!

P.S. E pronto, hoje há nomes. Porque sim.

Sobre a black friday

Estive 45 minutos à espera de um casaco azul escuro básico de criança.
Demorei 30 minutos para encontrar uma alma que me fosse ao armazém buscar umas meias de menina até ao joelho.
Precisei gastar um tudo-nada mais de uma hora para pagar um robe e uns chinelos (sim, numa fila para a caixa... e não... não foi na Primark, nem na Zara, que aí, pronto, a pessoa diz que já sabe ao que vai...). 
Encomendei umas sabrinas quase duas horas depois de ter decidido quais as que queria mesmo (decisão que não me tomou mais de dois minutos).
Perdi duas preciosas horas da minha vida dentro do carro: uma para entrar no parque, outra para sair.

Eu tinha há muito visto que só na sexta é que podia tratar de coisas miúdas para o casamento. Organizei a minha semana e tenho o privilégio de contar com uma profissão em que, na maior parte dos dias, posso fazer o meu horário. É impossível que esta seja a realidade de toda aquela maralhada de gente. Não acredito também que sejam todos uma cambada de desempregados porque, em boa verdade, a maioria trazia sacos nas mãos. Então impõe-se a pergunta: Há pessoas que faltam ao trabalho para ir às compras, não há?! 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Imitação

Veio ontem. Volta hoje. Estamos a ver se imitamos a vida lá para diante e nos olhamos nos olhos todas as manhãs. 

Falta um mês para o Natal

Falta um mês para o Natal e nesta casa já se respira o cheiro bom da época. Temos árvore, temos estrela, temos coroa na porta, temos presépio, temos louça vermelha e dourada, salpicada de estrelinhas, para o café do fim do almoço, temos chávenas grandes de chá com bonecos de neve estampados, temos individuais com debruo de verde e desenhos de folhas de azevinho, temos renas no pano do cesto do pão, temos luzes quentinhas e velas com aroma de baunilha, temos chá de gengibre e as gavetas com saquinhos de cheiro novos, de alfazema. Nesta casa é Natal e daqui a pouco mais de quinze dias será Natal em nós. A dois. 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Lua de mel

 Primeiro aqui.

 Depois aqui.

E, por fim, aqui.

O lema da cidade de Paris

Fluctuat nec mergitur.

Está escrito no escudo da cidade desde a Idade Média, muito antes de se falar em terrorismo, ISIS ou Kalashnikovs. Significa: "É sacudida pelas ondas, mas não afunda!"

domingo, 15 de novembro de 2015

Ontem

Ontem dormimos descansados, estafados de uma semana como poucas, acordámos descansados, tomámos o pequeno almoço descansados, demos um jeito na casa descansados, tomámos um banho descansados, vestimo-nos descansados, arranjámos as coisas para levar para casa dos meus pais descansados e saímos de casa descansados, cerca do meio dia e meio. Na rua, em frente à nossa porta, havia muitos vidros de todas a cores e bocados de metal cinzento. Reparámos que o carro do B. tinha uma lateral desfeita. E perdemos o chão. Depois, virei a cara em desespero e encontrei o meu carro, do lado de lá da rua, estacionado num sítio onde eu não o tinha deixado, passível de se reconhecer única e exclusivamente pelos bocados de sacos da Vista Alegre que apareciam entre os destroços. Deixei cair tudo no meio da estrada e com o tanto que chorava e tremia, não sei como não caí também eu. O carro do B. está para consertar, sabe Deus quando. O meu, companheiro inseparável desde o dia 31 de Julho de 2004, em que me apareceu à porta de casa dos meus pais com um laço vermelho em cima porque o curso estava acabado, não tem conserto. O jovem que, sem carta, enquanto eu dormia depois de uma semana de trabalho, me "roubou" o meu carro, levou com ele bem mais que isso. Levou-me a paz que se deseja às noivas a quatro semanas de casarem e as memórias infinitas dos momentos bons e maus que passei naquele lugar. Têm sido anos complicados, estes. Quando estamos a ficar bem, vem uma puta de uma sombra de doença, uns chanfrados de uma Faculdade que permite que as teses não se marquem e as vidas das pessoas fiquem em suspenso, um cliente que faz ameaças ou um jovem sem carta que, numa rua inteira, resolve acertar nos nossos dois carros, e desorganiza-nos ainda mais a vida. Juro que me esforço por ver o copo meio cheio, que sei que em Paris morreu gente e que, é verdade, pode sempre ser pior. Pedia era que, entretanto, parassem os testes de resistência. Estou a ficar mesmo cansada. 

P.S. Nos sacos da Vista Alegre, por onde o reconheci, restavam os cacos em que se transformaram os pratos mandados fazer de propósito para o bolo do nosso casamento. Levantados na sexta à noite na loja para entregar ontem na Quinta. É isto.

P.S. 2: Eu precisava de escrever isto, a ver se páro com os ataques de choro. Trabalhei toda a tarde para tentar abstrair-me, mas não é fácil. Precisava escrever. Mas não quero falar. Não quero falar mais disto, pelo menos para já. 

sábado, 14 de novembro de 2015

Outra vez... não!

Atentados em Paris, 13 de novembro de 2015

Um murro no estômago para quem pensa pôr filhos no Mundo... O que é isto? Quem é esta espécie de gente que brinca assim às mortes como quem acha que a vida é pouco mais que nada?

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Scones (para intolerantes à lactose)

Desde que faço scones que sigo meticulosamente a receita da Raquel. Nunca me falha e por mais que inventem de me mostrar scones da bimby ou famosas receitas inglesas em que não se pode tocar na massa com as mãos, os meus scones continuam imperturbáveis no primeiro lugar do meu pódio. Sucede que hoje tenho gente em casa e, apesar de não ter deitado ao lixo o bolo pipi, achei por bem fazer uma coisa mais pequena R. Resolvi-me pelos scones, amplamente elogiados há muito pelos meus convidados. Tinha tudo em andamento e as mãos já sujas de massa quando... me lembro que não tenho leite em casa, que há um ano que não consumo disso. Sair à pressa para ir buscar leite não me pareceu razoável, não só porque precisava de tomar banho e mudar de roupa, como porque o forno estava no ponto e as minhas tarefas tinham hora. Vai daí, pensei muito e achei que a função do leite devia ser, sobretudo, a de dar algum líquido à massa, uma vez que a manteiga não era suficiente. Decidi que podia muito bem tentar com ovos. Para 600 gr. de farinha, usei quatro ovos médios. Não os bati antes de incluir na mistura, nem fiz mais nada de extraordinário. Meti-os inteiros lá para dentro e envolvi tudo com as mãos (como faço sempre, quando se trata de scones). Rezei para que a coisa não virasse à esquerda e não resisti a provar um quando saíram do forno. Ainda estava a tempo de descascar fruta e fazer disso a sobremesa da malta. Mas não foi preciso. Estão óptimos. E assim, sem querer, acho que arranjei uma receita boa para a minha Mafa e demais intolerantes à lactose! É isto!

A sessão de noivado, esse momento tão importante quanto assustador

Quem pretender casar nos próximos tempos, pode pedir-me ajuda. Basicamente, tenho tabelas para tudo e já vou no 21.º ensaio de combinações de gente nas mesas... Se calha a chegar ao dia e ficar tudo com cara de quem comeu e não gostou da companhia, corto os pulsos. Ora bem... uma das minha famosas tabelas, geradora de grande controvérsia cá em casa, é a dos fotógrafos. Tem preços e depois todos os prós e contras. Há coisas muito baratas, mas que não incluem filme e têm um ridículo limite de 5 horas de serviço; há coisas estupidamente caras que até incluem drones (é Dezembro... o mais certo é estar a chover a cântaros, gente), e há muita coisa entre os mil e quinhentos e os dois mil euros em que temos de ver o que diferencia cada proposta: o estilo do fotógrafo (para mim, factor mais importante de todos), a duração do serviço, a possibilidade de vídeo, a presença de mais do que uma pessoa no dia do casamento, a oferta de álbum, os prazos de disponibilização de link de fotos, a previsão de uma sessão de noivado,.... Confesso que nunca tinha pensado nisto da sessão de noivado, mas atendendo a que até hoje fui sempre fotografada por gente que conhecia e no dia do casamento o fotógrafo oficial era um perfeito desconhecido, achei que fazia sentido. Convenci o meu homem a custo, agendámos a coisa para o passado sábado e saímos debaixo de um dilúvio em direcção a Lisboa. Tinha pensado numa coisa descontraída, serena, num bairro típico, com um passeio de eléctrico pelo meio, uma ida a uma livraria ou a um museu, enfim. Podia ser que ainda desse para avisar algum amigo e juntar o útil ao agradável. Acontece que a capital nos recebeu em lágrimas. O céu todo a deixá-las cair, gordas e pesadas, inchadas de tanta alegria por nos verem prestes a casar. Vai daí, toda a sessão se resumiu a mil voltas pela Graça, nós e os guarda chuvas, mais a gabardina e o medo de escorregar e cair. O querido Miguel garante que se safa meia dúzia... Eu acho que devem ser aquelas em que nos mandou conversar descontraidamente para fotos mais casuais e acabou a repreender-nos porque acelerámos a fundo em considerações sobre as alterações à prescrição penal, gesticulando, encostados ao Miradouro, como dois tolos. Segundo o Miguel, não somos normais. Já desconfiávamos.

Finalmente... sobre as eleições!

Vamos supor que dez amigos se juntam para decidir a cor do serviço de jantar que pretendem oferecer a outros dois amigos. Há serviços de todas as cores, mas, em regra, os preferidos são um clássico azul escuro ou um modernaço amarelo canário. A votação, essa, foi no seguinte sentido:
Azul escuro - 3 amigos
Amarelo canário - 2 amigos
Café com leite - 2 amigos
Dourado - 2 amigos
Cor de rosa - 1 amigo
Feitas as contas, e parecendo ter vencido o azul escuro, resolvem encomendar o serviço. A impaciência do amigo A, que votara no amarelo canário e sempre disse que não havia cor mais bonita para alegrar uma mesa, há muito que se fazia sentir, mas foi já no interior da loja que decidiu armar uma cena e dizer que o serviço que tinham de levar era o amarelo canário. Se não, veja-se, argumentava A: amarelo canário teve dois votos apenas, é certo, mas se lhe somarmos café com leite e dourado, que puxam um bocado ao amarelo, quer se queira, quer não, então o "seu" serviço já perfaz seis votos. E, bolas, que não lhe viessem com tretas: seis era maioria, disso não havia dúvidas. Está bem que os seis podiam ter votado no amarelo canário e não o fizeram, mas, caramba, votaram todos dentro da mesma paleta de cores, mais quente ou mais fria, mas ali à volta dos amarelos. E, continuava A, esta seria a solução mais justa, tanto mais quanto parece impossível dizer que cor de rosa possa confundir-se com azul. São cores completamente diferentes, não têm nadinha a ver. E ainda por cima, juntas, perfazem menos de metade dos amigos votantes. Para A, conclui, não há dúvidas: avance-se para o serviço amarelo canário.

Vamos agora supor que eu sou especialista em cores e consigo explicar-vos que amarelo canário não é igual a café com leite e nem dourado se confunde com as duas cores precedentes. Vamos, finalmente, supor que eu consigo explicar-vos, como se fôssemos todos muito burros, que os amigos que foram à loja e votaram no café com leite e no dourado podiam... ter votado no amarelo canário. Não votaram, simplesmente porque não quiseram. Escolheram não votar nem no azul escuro, nem no amarelo canário, nem no cor de rosa. Dois escolheram ainda não votar no café com leite, porque já estão a imaginar que o dourado é que fica bem nos castiçais que a amiga põe sempre na mesa. E os outros dois, bem, acham que nada ficará tão bem com o tom das paredes da sala da amiga que um serviço café com leite. Se o amarelo canário lhes podia ser opção? Eh pá, até podia, se, por exemplo, antes desta votação tivessem pedido à amiga que limitasse a escolha a duas cores e ela tivesse dito que preferia azul ou amarelo canário. Acontece que não pediram, que a amiga nem sabe que vai receber o serviço, que a loja lhes perguntou que ideias traziam e eles disseram que o melhor era verem tudo e que vencesse o melhor. 

Eu cá, honestamente, não sei se o azul é o melhor, nem tão pouco se é daqueles que se estragam quando vão à máquina. Sei apenas, e é o que me interessa, que, pelas contas que aprendi a fazer há quase 30 anos, ganhou o azul. E o A não sabe é perder. E isso, deixem-me que vos diga, é mesmo pouco democrático!

P.S. "Puxar um bocado ao amarelo" e "andar à volta do amarelo" não significa "ser amarelo"!

It's a bridal report #5

Já tenho brincos e sapatos. Provavelmente, as duas coisas mais importantes (a seguir a ter noivo) para que um casamento se faça.

Cake design

Estou de volta da primeira experiência. Se não puser tudo no lixo, logo mais à noite mostro-vos o resultado.

Na hora h

Todos os grupos de amigos terão as suas peculiaridades e códigos secretos de amizade. Não digo que o meu seja melhor, ou pior, ou até diferente. Mas como me sinto muito confortável nele, sabe-me bem referir a massa de que somos feitos. Capazes de ganhar horas, dias, noites inteiras a dizer disparates, a rir dos disparates, a recordar velhos disparates, não conseguimos passar muito tempo longe. Podemos não concordar com todas as opções que cada um tem, chamar à razão quem nos parece mais perdido e até dar conselhos para lá do que nos é pedido. Ninguém se chateia, nem tão pouco se melindra ou aborrece. Entre nós há profunda liberdade de dizer tudo. Sabemos que as opiniões mais sinceras não serão mascaradas por palavras de conforto, mas sabemos também que, a seguir ao ralhete, nos pode faltar o mundo, mas não faltamos uns aos outros. Somos muito poucos. Destes, com esta certeza inabalável que, aconteça o que acontecer, estamos lá, somos mesmo poucos. Nada que nos apoquente por aí além. Na hora h, somos gigantes, fazemos as vezes de 5, cada um, ou de 10, ou de 20. Não desistimos, não abandonamos, não viramos costas, não nos demitimos, não dormimos, se for preciso. Na hora h, pode o mundo virar-se ao contrário e vir contra nós... nós somos imbatíveis. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

It's a bridal report #4

E parece que já temos bolo. Lindo. Mesmo especial, pá!

No entretantos, temos 1/10 dos convites entregues, mais ou menos dois meses até à boda e uma sensação até agora desconhecida de que o tempo, caracinhas, começa a apertar.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

domingo, 20 de setembro de 2015

Estou quase a voltar... quase, quase!

Assim espero. Isto faz-me falta. 

As semanas têm sido um bocado curtas, alguém me tem roubado horas aos dias e eu não tenho conseguido dar conta de todos os recados. Tem este ficado para trás. Tenho-vos poupado a desabafos que depois deixam de fazer sentido, é o que conta. Estou em Itália. Tenho amanhã uma apresentação num congresso mundial e dava-me jeito fazer boa figura. Mais que não seja porque fiz o meu homem saltar da cama às quatro da manhã e já hoje carreguei no lombo uma viagem de avião e três de comboio (Adoro quando os horários dos aviões não me permitem estar nos sítios sem ter de vir com uma carrada de dias de antecedência... ). E pronto, é isto. Quinta feira, se tudo correr como previsto, volto ao burgo e pode ser que depois deste congresso passar eu volte a ter tempo para vos falar da vida e das minhas pertinentes interpretações de tudo e mais alguma coisa. Temos de ser uns para os outros. Amanhã, se não se esquecerem, rezem por mim. Com muita força. Uma hora a palrar em inglês é uma coisa que me deixa tão à vontade como imaginar vestir umas calças 34.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

167

167 currículos enviados em duas semanas. Um título profissional do mais pomposo e um título académico a meses de se tornar de topo (se tudo correr bem...). 167 currículos enviados. Todos os dias cartas, mails e telefonemas. Que aguarde. Que espere. Que me doutore e depois é que é. Que a crise e a puta que pariu isto tudo. 167 currículos enviados. Os dias ocupados a fazer coisas espertas e que metem imensa figura. Cá. E lá fora. 167 currículos enviados. E uma frustração do tamanho do Mundo. Este país não está para pessoas.

Depois vê-se a Grande Reportagem de ontem, na Sic, e fica-se sem pio. Uma pessoa acomoda-se e acha que, enfim, podia ser pior. Ganha 1/4 (sim, leram bem) do que ganhava em 2011 e põe tudo em causa, mas acha que, enfim, podia ser pior. Podia não ter nada. Nem pais. Nem B. Nem amigos. Nem nada. E podia ter nascido na Síria. E obriga-se a ver o copo meio cheio. Mais um bocadinho. Outra semana, outro mês.  

Depois assiste ao debate das legislativas e apetece-lhe mandar gente à merda, dar murros em caras e partir canelas. Mas acha que, enfim, podia ser pior.

Podia. Mas também podia ser melhor, porra. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O equilíbrio é difícil, mas...

Guia prático para cada um fazer a diferença na ajuda aos refugiados

Pode dar dinheiro, ser voluntário, comprar uma lanterna que vai ajudar um refugiado, ou apenas clicar no sítio certo. É professor de português? Há quem precise de si. Veja a lista e decida.

Já ninguém tem dúvidas, esta é a maior crise humanitária depois da II Guerra Mundial. Milhares de pessoas estão a fugir da guerra e a chegar à Europa. Muitas morrem pelo caminho, muitas nem conseguem sair dos seus países onde correm risco de vida. Serão cada vez mais. E precisam de ajuda. Precisam de ajuda na Europa, precisam de ajuda ao longo do caminho e precisam de ajuda nos países de origem. Aqui fica um guia (que vai sendo atualizado) do que pode fazer para ajudar. Pode ser pouco, pode ser muito. Pode significar oferecer a sua casa, ou apenas clicar no sítio certo. A escolha é de cada um.

Ser voluntário, oferecer a casa, doar bens… e dar aulas

Centro Português para os Refugiados
Há dois centros de acolhimento, um na Bobadela, e outro apenas para crianças, em Lisboa. Nestas duas casas, são sempre necessários alimentos não perecíveis.
Mas é preciso mais. O CPR está constantemente à procura de voluntários que queiram ajudar. Nesta altura precisa especificamente de professores de português, que possam ensinar os refugiados a falar a nossa língua.
Se quiser oferecer a sua casa, ou outra habitação que possa acolher pessoas, também é bem-vindo.
Todas as propostas de ajuda devem ser enviadas para o mail: geral@cpr.pt
Serviço Jesuíta aos Refugiados
Já foi criado um email para centralizar todas as ajudas:par@jrsportugal.pt. Envie a mensagem a explicar como quer e pode ajudar.
Em breve haverá uma conta bancária específica para a ajuda aos refugiados e ainda um número de telefone.
O SRJ procura sempre voluntários.
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados
O ACNUR está à procura de estagiários que possam fornecer ajuda no apoio legal aos refugiados, na angariação de fundos e na formação de equipas para tratarem de assuntos externos e questões administrativas.

Faça você mesmo, sem sair do sofá

Vender no Ebay e doar ao mesmo tempo
Costuma usar o Ebay para vender e comprar coisas? Pois bem, este site de compras online tem um “braço voluntário”, o Missionfish, que também agrega os pagamentos através do PayPal. Basta ir aqui e dizer quanto quer doar do dinheiro que conseguiu através da venda de um produto. A percentagem a doar é escolha sua.
Uma lista de bens para refugiados na Amazon
A Amazon criou uma lista de produtos que estão em falta nos campos de refugiados de Calais. Sapatos, lanternas, sacos-cama, aqui está apenas o que os refugiados precisam. Pode escolher o que comprar. Todos os produtos serão entregues em Calais no dia 17 de setembro.

Informe-se e ensine os seus filhos

Saber o que está a acontecer e explicar às crianças que crise é esta também é importante. Por isso, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados criou um documento especial para todos os professores, um kit com informações, jogos, exercícios e um DVD que vai permitir a quem educa trabalhar este tema nas aulas. O documento — Manual do Professor “NÃO SÃO APENAS NÚMEROS”/ Jogo de ferramentas educacional sobre migração e asilo na Europa — pode ser descarregado aqui, e está em português.
Para lhe facilitar o trabalho, pode consultar o pdf aqui mesmo ao lado.

Donativos em dinheiro

UNICEF Portugal
Pode fazer os donativos aqui. A UNICEF explica o que cada euro pode fazer pelas crianças. “Com 7€ por mês , a UNICEF pode fornecer 264 saquetas de PlumpyNut, um alimento terapêutica especial para crianças gravemente mal nutridas; com 60€ por mês , é possível fornecer 2.000 biscoitos de alto teor proteico para crianças mal nutridas em situações de emergência; com 194 € por mês , a UNICEF fornece um kit escola para 40 alunos e um professor.”
Serviço Jesuíta aos Refugiados
Poderá fazer o seu donativo através das seguintes opções:
  • Transferência bancária para o NIB 0036.0071.99100093831.32
    (Montepio)
  • Cheque / vale postal dirigido a: JRS-Portugal Serviço Jesuíta aos Refugiados,
    para a seguinte morada: Rua Rogério de Moura, Lote 59, Alto do Lumiar, 1750-342 Lisboa
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados
Pode fazer um donativo, a título único ou ajudar mensalmente. A ONU diz que há quatro milhões de refugiados sírios. Com os donativos que recebeu até agora já conseguiu ajudar mais de duas mil famílias. Algumas estão em campos de refugiados na Jordânia, mas 84% vivem fora dos campos e é preciso dar-lhes assistência. No site da Agência para os Refugiados pode ver quanto custa ajudar uma família durante uma semana ou durante um ano inteiro.
Save The Children
As caras das crianças refugiadas não deixam ninguém indiferente e sabe-se que muitas delas viajam sozinhas, sem os pais. A organização internacional Save The Children existe para cuidar delas e pede donativos. São já dois milhões de crianças a viver em campos de refugiados.
Esta organização não governamental diz que já conseguiu ajudar, dentro da Síria, 275 mil crianças e famílias com comida, água potável, medicamentos e alojamento.
Cruz Vermelha Internacional
Enquanto a Cruz Vermelha Portuguesa não tem uma campanha específica para a crise dos refugiados, pode fazer donativos na Cruz Vermelha Internacional.
Artigo do Observador.
Reconheço que não se possa dizer "As fronteiras estão abertas, venham todos!", que a Europa não tem capacidade para assimilar todos aqueles que fogem dos seus países em busca do European Dream. Sei que os sonhos, porque são sonhos, não têm uma concretização ao alcance de todos e que à grande maioria resta mesmo só sonhar. Estou consciente de tudo isso. Mas nenhum de nós pode ficar indiferente à vala comum em que se transformou o Mediterrâneo. A imagem da criança de três anos a "dar à costa" é só mais uma. Mais pesada, porventura, pela idade da vítima e até pelas memórias que todos temos recentes, de meninos e meninas como aquele, junto ao mar, mas felizes e acompanhados, no Verão que ainda não findou. Acontece que trazer a imagem e dizer que é triste não me pareceu de grande valia. Parto do princípio, que assumo como bom, que quem passa por aqui não me toma por alguém sem coração. Por isso, vir contar-vos do murro no estômago que foi olhar para aquilo seria pouco mais que redundante. A somar a este guia prático, acho mesmo que o Mundo deve pensar numa estratégia concertada para devolver os países desta gente a esta gente... implementar regimes democráticos, ainda que transitoriamente de empréstimo. E, enfim, responder à guerra sem oferecer a outra face de mais inocentes. Sou pela paz, mas é preciso que haja condições para sermos por ela. Se não, a paz é só verbo de encher. E verbo de encher, infelizmente, não salva ninguém. Talvez os nossos donativos nos permitam dormir de consciência mais tranquila mais logo e não resolvam mais nada. Mas enfim... acender, no breu, uma chama pequenina na esperança pode ser muito.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

É um de cada, fáxabôr!


Quero. Tanto. Tudo.

It's a bridal report #2

Já escolhemos as alianças.
Ainda não escolhemos o padre.

Lagoa do Canário


From Açores... with all my love! E sim... a foto é minha :)

Pica boi


Voltei.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Férias

Volto amanhã aos meus Açores. Sou uma criança à espera de verde e azul. Emocionada.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Contra os nervos, limpar e arrumar, limpar e arrumar

O meu carro pifou. Acendeu uma puta de uma luz e juntou-lhe uma gritaria a piscar STOP e deixou-me a pé. Tinha uma casa para ver e tive de cancelar meia vida que tinha para governar ontem porque sua excelência resolveu que eu tinha pouco com que me entreter e pifou. Os incómodos da avaria valeram-me uma pilha de nervos digna de gente histérica, com choro à mistura e tudo. Para ver se me acalmava, puxei muito pela cabeça e resolvi que nada melhor que uma boa limpeza a fundo a qualquer coisa. Comecei eram seis da tarde e acabei à uma da manhã. Tirei todos os livros da estante da sala e organizei-os por temas. Limpei tudo com o rigor de um militar. Pus os papéis por ordem e redefini os lugares das fotografias e demais coisas de enfeitar. A aventura permitiu-me levar ao lixo uma sacada de papel do meu tamanho e separar duas caixas gigantes de teses de mestrado que hão-de ir morar para outra freguesia. Fui dormir muito mais calma.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Tempo


Eu não quero o calor, nem a praia. Prescindo da água quente dos oceanos transparentes e das marcas das alças nos ombros. Vivo bem sem comprar mais sandálias ou protectores solares. Eu nem anseio propriamente por deixar tudo para trás das costas e partir vazia, em branco. Pode cacimbar de manhã e à noite, posso vestir casaco todos os dias e chegar a Setembro tão branca como inaugurei Agosto. Não me apoquenta estalar o verniz dos pés em sabrinas gastas de caminhadas pela fresca. Eu só quero é tempo. Tempo para estar e ser devagar e a preceito. Eu preciso mesmo é de ficar, de assentar e deixar o relógio sem pilha. Do que eu não prescindo agora é de coisas miúdas, tão pequenas que se perdem no resto do ano, entre as grandes, tão grandes que engolem tudo. Mais que férias, quero tempo. Comigo, com ele e com os meus. Tempo. Até me amadurecer a calma. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Esta semana está a atropelar-me... todos os dias!

Ou é por estarmos no fim de um ano lectivo difícil, ou porque o calor não me dá tréguas, ou porque não tenho conseguido ter tempo para dormir mais de quatro ou cinco horas por noite, ou porque até o couro cabeludo me dói quando me penteio... sei que esta semana está a demorar demasiado...

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Soma e segue


O Piódão era um sítio que há muito queria conhecer. Massacrei, literalmente, o meu homem para me fazer a vontade. Por qualquer alinhamento estranho dos astros, quando eu tinha quase abandonado a ideia, mais do que convicta de que ele nunca, em bom rigor, sequer me ouvira, acenou-me com um fim de semana a dois na aldeia de xisto. No sábado, levantei-me eram sete menos um quarto, depois de na sexta me deitar às duas, para conseguir levar para o fim de semana a cabeça vazia de trabalhos urgentes. Corrigi provas com o mesmo sono que ganas que tinha de dois dias (quase) inteiros de namoro, passeio e descanso. Consegui. Acordei-o com a boa nova, arranjámos meia dúzia de coisas e lá fomos. O Piódão é bonito. Então à noite, da varanda de um quarto sobranceiro à aldeia, as luzes em presépio são mesmo, mesmo, mesmo bonitas. É bonito, mas é um daqueles sítios a que se vai uma vez e está visto. A estrada para lá faz enjoar até os condutores, obriga todos os ocupantes do carro a contrair os músculos da cara com medo das ravinas. É selvagem, inexplorado, com a pacatez de um tempo que só se encontra depois de dobrados vários montes e outros tantos vales, quase incompreensível para os adeptos dos dias frenéticos de sons e afazeres. O Piódão obriga a desacelerar, quanto mais não seja pelas ruas íngremes, difíceis de subir (e também de descer), pelo polimento traiçoeiro das pedras a chamar os rabos ao chão e pelas soleiras das portas enfeitadas de gente a mastigar o vagar de sair pouco ou nada dali. Gostámos muito. Tirámos muitas fotografias. Mas está somado à nossa lista de lugares e agora, bem, agora é tempo de somar outros lugares à lista. Nas férias... que só fazem tardar, caracinhas. Boa semana.

P.S. Foto do meu rapaz.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Estou-me a passar e vou começar à lambada

No exame que estão a fazer, num dos acórdãos que têm para comentar, a propósito da seguinte expressão "A arguida proferiu contra o assistente...", já vou no sexto a perguntar "Se ela tem um assistente, o caso não devia dizer qual era o seu trabalho? Ou isso não é importante?" 

Levantei os olhos e a voz e esclareci, há minutos:

"Para que dúvidas não restem, no terceiro grupo, o assistente a que o acórdão se refere é o assistente enquanto figura processual penal."

Estão a olhar para mim como se eu estivesse a falar-lhes de física quântica e em malaio.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

OXI

Eu não sei o que vai ser feito da Grécia, nem de nós, nem da Europa como nos querem vender que ela 
é (ou pode, ou devia, ou tem de ser). Eu sei que não consigo deixar de admirar os gregos, de lhes invejar a força de virarem a mesa. Eu nem sequer sei se o que fizeram ontem reproduz a sua coragem, ou a sua falta de noção. Sei apenas que quando não nos resta mais nada, sobra sempre a derradeira hipótese de dizer não. Parece-me que, se não for por mais nada, os gregos merecem ser aplaudidos pelo orgulho com que disseram: "No fim pode só haver abismo, mas então... escolhemos nós o caminho para lá chegar!"

Tenho magnólias à porta

quinta-feira, 25 de junho de 2015

It's a bridal report #1


Já temos data.
Já temos padrinhos.
Já temos igreja.
Já temos coro da igreja.
Já temos sítio.
Já temos animação para o "noite dentro".
Já temos destino de lua de mel.
\
Ainda não temos mais nada... nem os meus sapatos...

Começámos por tratar da companhia. Portanto, também já nos temos um ao outro. Até porque, sem isso, era difícil arranjar o resto.

Má como as cobras

Tenho fama de má como as cobras. Acabam de me dizer que lhes corre muito bem a vida quando tiram 10 comigo, porque isso significa que teriam 15 com outro professor. 

São pessoas que escrevem "A vítima já estava sem se mecher." 
Têm 10 porque a média das desgraças me dá 9,5 e eu não ando aqui para contrariar a matemática.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Pidesco é

pôr o nome das pessoas na internet para saber o que elas andam a fazer com o seu tempo, sem comprometer o seu compromisso com a entidade patronal, sem pôr em causa o seu trabalho e sem diminuir a qualidade daquilo para que são pagas. Gosto tanto destas investigações como de garfos espetados nas articulações. Enfim!

sábado, 30 de maio de 2015

Bethânia nos Coliseus - 50 anos de carreira



Gostei tanto de a ouvir cantar esta música só para nós!
50 anos de carreira nos Coliseus... 
Bethânia no seu melhor...

A rica vida

Amigos pertinho, o homem no paraíso dos queijos, enchidos na brasa e um terraço inteiro de gargalhadas ao cair da tarde morna de um Maio a chegar ao fim. É a vida a ser solidária com quem merece tréguas. O nosso tempo a voltar à doçura de quando passa lentamente porque saboreado a preceito. É o coração a reencontrar a paz às apalpadelas. O caminho a fazer-se rumo ao que nos faz bem. E o som do riso a embalar a hora de descansarmos baixinho nos braços da rica vida, enternecidos pela esperança que se renova e inchados de orgulho da perseverança na busca do melhor lugar para se estar. Junto.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Modo off

Odeio este calor!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Barrigada de rir!


No sábado, lá fomos, os dois, ver As Marias, com o Raminhos. Muitos dos vídeos já são conhecidos de quem o acompanha, mas há imensas piadas novas e histórias hilariantes. Se quiserem mesmo rir a bom rir por duas horas, vão ver o Raminhos.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Dia do abraço


O meu abraço preferido chega daqui a nada cá a casa :)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sabes que já não és (bem) estudante de Coimbra quando

numa noite de Serenata, ficas a pé até às duas e meia da manhã... a preparar a apresentação que tens de fazer num colóquio, no dia seguinte. 

É a triste realidade. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Pequena R. N-Ã-O sugere ao leitor

O serviço demora, paga-se imeeeeensooo e nenhum dos petiscos é especial. O bife, por seu turno, mesmo depois de o mandarmos para trás 3 (t-r-ê-s) vezes, para passar, continua a fazer MUUUUUHHH quando se lhe espeta o garfo. E é isto. Pequena R. não recomenda mesmo nada. 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A-D-O-R-O!





Sandálias Christian Louboutin, pela módica quantia de € 485,00
Quero muito. Assim... com muita força.

Tempo

É o tempo que mais amansa. Só o tempo põe as coisas no sítio, resgata os melhores momentos e relativiza os piores. É o tempo, com os dias a passarem, uns a seguir aos outros, todos com manhãs e tardes e noites apesar de em nós o tempo estar parado, que nos devolve a paz ao peito. Com o tempo, amaciamos a voz, serenamos os gestos e voltamos a confiar. Só com o tempo. A confiar que as manhãs e as tardes e as noites lá fora são manhãs e tardes e noites em nós e que não há amanhecer sem anoitecer nem vice versa. É o tempo que nos mostra que as curvas são parte do caminho. E que seguir em frente é o destino.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Continuo com coisas para dizer

Continuo com muitas coisas para dizer. Umas mais pequeninas e outras maiores, todos os dias tenho tido coisas, muitas, para dizer. Não tenho sequer escolhido não as dizer, tem acontecido de não saber bem como dizê-las e de, na dúvida, estar a preferir manter-me calada. Tenho tido o coração dividido por muitos sentimentos diferentes e viajado, sentada no meu sofá de casa, ao melhor lugar de mim. Depois, como se o tempo ainda não tivesse todo passado, nem levado a dor fininha de há uns tempos, mergulho numa melancolia que me tolhe o riso. Vou caminhando, devagar, para não o fazer sem os pés firmes, em direcção ao que tenho acreditado desde há muito que é o meu lugar feliz - um coração em paz, a certeza de não estar sozinha, a incontornável evidência de que não me transformo em nada que seja um dia uma sombra de mim. Vou caminhando devagar, para não cair. Vou caminhando rodeada dos pais e do mano, sempre lá, dos amigos que não desarmam, do futuro a nascer todos os dias pela manhã e a prometer-me mais, sempre que recolho ao sono. Vou caminhando devagar, com o B. pela mão.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Verdades e assim assim

Poemário essencial

Amor como em casa

Regresso devagar ao teu 
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que 
não é nada comigo. Distraído percorro 
o caminho familiar da saudade, 
pequeninas coisas me prendem, 
uma tarde num café, um livro. Devagar 
te amo e às vezes depressa, 
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo, 
regresso devagar a tua casa, 
compro um livro, entro no 
amor como em casa. 
Manuel António Pina

*








terça-feira, 14 de abril de 2015

Dos laços que se desatam e dos botões que caem

Não sei se já vos aconteceu comprarem por exemplo um par de sapatos lindo de morrer, com um lacinho perfeitinho em cima e que um dia, sem que nada o fizesse prever, calcado por alguém ou puído pelo tempo, simplesmente se desata. A mim acontece-me muito. Regra geral, o primeiro sentimento vai no sentido de que o laço nunca mais será como dantes, nunca mais será o original, aquele que nos fez apaixonar pelos sapatos e abdicar de qualquer coisa para poder levá-los para casa. Com o tempo, e porque adoramos os sapatos, sentamo-nos pacientemente e treinamos laços novos, a ver se algum se ajeita como deve ao topo dos nossos sapatos. Raramente acertamos à primeira, ou porque as orelhas não ficam simétricas ou porque o fio de seda ou de pele encarquilha e teima em não parecer já tão bem. Às vezes, no entanto, lá conseguimos. E damos um laço mesmo parecido com o primeiro. Só nós, naquele momento, e porque assistimos a tudo, podemos dizer que este novo não veio de fábrica. Nessas situações, ainda a medo que o laço se desfaça novamente, costumo dá-lo com mais precisão e garantir que não me esqueço de, por cima, lhe dar ainda um nó. Um nó cego, à prova de encontrões e do tempo. Acontece-me o mesmo com os botões. Muitas vezes, lá da loja onde raio cosem os botões agora, nem dão uma laçada no fim e aquilo mal uma pessoa começa a levar a peça à máquina e sujeitá-la a mais reviravoltas e é ver as linhas a crescer para fora do botão. Um dia, inevitavelmente, ou o botão cai (às vezes até se perde) ou, cansados de andar de mansinho para não abanar o botão, uma pessoa decide mesmo é puxá-lo. Também nesses casos, muitas vezes, o problema está para vir. Pelo menos eu, quase nunca encontro uma linha exactamente do mesmo tom para coser o botão que caiu. Regra geral, então uma pessoa procura uma linha que se aproxime e cose o botão o melhor que pode. Assegura-se que a camisa ou o vestido ou as calças hão-de acabar por ficar rotas, mas aquele botão, aquele botão não há-de voltar a cair. Como sou uma perfeccionista, no entanto, nunca me fico por aí. Acabo por cortar as linhas dos outros botões todos e coser um a um, com a linha nova, com as voltas todas que me parecem assegurar que não mais ficarei apeada. Dar os laços com nós cegos por cima e coser os botões com tantas voltas que eles se encavalitam em linha, leva tempo e carece de alguma disponibilidade mental. Tem valido a pena. Daí em diante, quase nunca me volto a lembrar que o laço não veio de fábrica e a linha era de outra cor. Há um dia em que o laço que eu dou até me parece melhor e a linha nova que escolho mais acertada. Mas preciso de me sentar, respirar fundo e deitar mãos à obra. Leva tempo. Não sei como é convosco. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

De Aveiro, com amor*






*Despedida de solteira da X., sábado, 11 de Abril de 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Eu seja cadela

se vejo aqui algum vestido azul e preto.


Deixei amainar a discussão e vim agora contar-vos que nunca consegui ver onde raio está o vestido azul e preto. Olhei para as três fotos vezes sem conta. Vejo SEMPRE branco e dourado. Lá em casa, sou a única. No fundo... embora toda a gente, menos o meu irmão, use óculos, só eu é que sofro das vistas.

Sou fã do Raminhos


Há imensos para verem. Escolhi este, mas a sério... vejam-nos todos...

Flor de laranjeira


Adoro o cheiro da flor de laranjeira. Hoje, estacionei o carro junto a um pequeno laranjal. Até me começou melhor o dia.

É a mais pura das verdades

Tenho imensas saudades de dar Direito da Família. Tantas saudades. Era tão feliz a dar aulas de Direito da Família. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Para pensar...



Estou sem palavras.

Chama-se Lei da Compensação



Logo hoje, voltei a fazer uma invertida perfeitinha.

Da minha avó

Já várias vezes tinha pensado nisso de como o facto de o blog ser conhecido de algumas pessoas que me conhecem me coarcta a liberdade de escrever. Por estes dias, o pensamento voltou a rondar-me e mantive-me calada em busca do lugar onde ninguém me conhecesse e eu pudesse dizer tudo, escrever sobre tudo. A sensatez que vem com o tempo pôs-me os pontos nos is e mostrou-me que ninguém vive sem passado, que todos temos o nosso, e que eu não serei a única a ter coisas que me apetece gritar ao mundo mas que o bom senso manda recolher ao peito. Por isso, não vos escrevo sobre a Páscoa, nem sobre os sentimentos com que a vivi, nem sobre a maneira como tenho dormido, ou acordado, ou comido, nem sobre o esforço que tem sido manter-me de pé, cara alegre que o Mundo não tem culpa. Por isso, hoje escrevo para vos recordar de um tempo em que prometia pegar nas histórias da minha avó e transformá-las num legado para os Homens. É uma pena haver quem não a aproveite. É uma delícia, a minha avó. Por isso, hoje conto-vos a saga da D. Rosa em busca do falecido Manel da Fruta.


Chegou certo dia da semana passada, à casa humilde dos meus avós, a cachopa Noémia com a má notícia. A cachopa Noémia, com os seus oitenta e muitos, comunicava solene à amiga Rosa que o rebate do sino se dera minutos antes por ocasião do falecimento do Manel da Fruta. D. Rosa, muito expedita, abeirou-se do marido que o cansaço dos anos vai afastando, todos os dias, um bocadinho mais de nós, e ter-lhe-á dito "Morreu oprimo Manel da Fruta. Ficas aqui em casa um pouco, que eu cá, tem lá paciência, não posso passar sem ir dar os sentimentos à Maria Candongueira e encomendar ó menos um ramo." D. Rosa alça-se então na sua bicicleta eléctrica, o meio de transporte que mais usa desde que há um ano, ao marido com 94 anos, um AVC obrigou, finalmente, a deixar de conduzir. E pôs-se a caminho. Do Monte ao Porto não distam três quilómetros e D. Rosa assapa que é uma beleza, passando por cima de toda a folha. Conta-nos, olhos nos olhos para que ninguém a duvide, que ao dar a curva do Dr. indiano viu ao alto, mesmo ao indireito da casa do Manel, duas mulheres. E que se lhe enegreceu ainda mais o coração, enquanto sussurrava para si "Morreu mesmo. Já se lá junta gente!". Prosseguindo o trajecto, as duas mulheres que lhe fazem paragem acabam, porém, por começar a baralhar a história. Ambas vizinhas, ainda em camisa de dormir e robe por cima, perguntam a D. Rosa o que faz por ali. D. Rosa encara com uma e diz-lhe em espanto "Tu nem vais acreditar. Eu vinha aqui dar-te os sentimentos p'lo teu home, que foi agora a Noémia à minha casa dar-me a triste notícia de ter morrido o Manel da Fruta. E eu cá Manel da Fruta só conheço o teu. " O espanto que a situação causará no leitor há-de no entanto aumentar agora que lhe afianço que Maria Candongueira se abraçou à D. Rosa e lhe disse "Por hoje, ainda não! Olhe ali o meu homem a apanhar sol no jardim. Mas obrigadinha pelo respeito,  Ti Rosa. Ai que grande amizade você me mostrou hoje, vejam lá vocês bem. Muitos beijinhos." O mistério do Manel da Fruta permanecia e D. Rosa, compreenderá quem a conhece, não leva dúvidas para casa. Vinha a curvada anciã no caminho de volta e, um pouco mais adiante do alçado da capela, encontra o Ferro com o menino mai novo pela mão. Afrouxa a bicicleta e pergunta-lhe quem morreu, que o sino tocou não há muito. É o Ferro quem lhe diz, "Olhe, o primo. O Manel da Fruta." D. Rosa acaba a ripostar "Tem paciência, mas não foi. De ver se dava os sentimentos à Maria Candongueira venho eu e o Manel estava no jardim, todo luzidio, a apanhar sol." A tristeza do primo morto dá lugar a uma certa estupefacção, à mistura com desvelo pela importância de chegar a casa com notícias frescas. É porém outra vizinha, já mesmo ao sarrente do portão, que lhe diz que Manel da Fruta morrera. Era outro. De bem mais longe e que nem do tempo das feiras ela conhece. "Nem lá fui dar uma palavra à família. E olhem, nem um ramo pus ao defunto. Que é um grande respeito que uma pessoa dá, mas eu não os conhecia. Tenho-lhe rezado pela alma... lá isso tenho".

quinta-feira, 26 de março de 2015

É a igualdade, estúpido!

Uma pessoa habitua-se a ver que discriminação em função da orientação sexual é uma coisa inconstitucional, que matar pessoas por causa disso entra num dos exemplos padrão do homicídio qualificado, que a liberdade é um bem fundamental, que as sociedades estão mais tolerantes, que uma série de outras coisas... Depois lê uma notícia destas e procura o calendário, à pressa, em busca de uma justificação esfarrapada que associe a má piada ao dia das mentiras, mas verifica que estamos em Março e é obrigada a deitar as mãos à cabeça e a pensar que a raça humana tem laivos de estupidez preocupantes, assim, de tempos a tempos, que abanam o Mundo e nos fazem questionar para onde raio caminhamos... Há dias em que até tenho vergonha de pertencer à categoria das sobranceiras pessoas humanas. Sinceramente. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

quarta-feira, 18 de março de 2015

Hoje de manhã, enquanto fazia o caminho para vir trabalhar, à minha frente circulava um autocarro. No vidro traseiro do dito, uma folha de papel A4 com o seguinte dizer:

Se fez amor hoje, sorria!

Mesmo não tendo feito, não consegui evitar sorrir. Ele há ideias do catano.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Hoje visitei uma casa sem terraços, nem varandas, nem portas sacadas

Foi uma tristeza.

Reflexos de uma mãe ainda sem filhos

Sempre que vou a conduzir e preciso de travar, deixo que tudo dentro do carro e eu própria nos embardalhemos à vontade, mas o que vai no banco do pendura é suportado pela força de um braço rápido que, ligado ao coração, me obriga a verificar bem, mais do que uma vez, se o mano não vai mesmo ali ao lado. Fui muito motorista do meu irmão, está visto. Foram demasiadas viagens para a música, para a natação, para o inglês, para a catequese, para o jazz, para sei lá mais o quê. Estou traumatizada. Levava a pessoa preferida no carro e ainda era meio maçarica. Travar era uma grande arrelia. 

terça-feira, 10 de março de 2015

Estava-se agora muito bem


era neste sítio. É um descanso!

O dia em que o blog mudou de rumo

Houve um dia, um dia que eu não consigo dizer qual foi mas que juro que existiu, em que este blog mudou de rumo. Sei disso bem. O dia existiu. Só isso justifica que numa das fases mais complicadas da minha vida tenha sentido que este não era o sítio para desatar num pranto. Tem havido dias em que o blog de antigamente, escrito na penumbra de uma identidade desconhecida de todos, menos de mim, me tem feito muita, muita, muita falta. Depois conformo-me e até me alegro com o que aconteceu. Talvez por não poder desabar no blog, ganho calo para não desabar tantas vezes. Poupo-me e poupo-vos às inevitabilidades. Vou aprendendo, com cada vez mais paciência, que a vida é feita de altos e de baixos e que se os segundos não existissem não apreciaríamos convenientemente os primeiros. Vou por aqui passando... é verdade. Mas tenho calado mais do que tenho escrito. Talvez porque tudo aquilo que tenho para escrever seja demasiado importante para caber nas palavras que eu sei de cor. Ando há meses a descobrir prioridades. Mais uma vez. Por novas razões. Há-de ter um sentido, isto tudo. Devo estar a caminho... todos os dias... Haja paciência. E paz. E o amor. Sobretudo ele... cheio de saúde.

Sou uma sortuda!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Eu e a Ana Sousa

Durante anos, consegui comprar roupa na Ana Sousa. Juntamente com a Massimo Dutti, a Lanidor, a Tintoretto, a Caroll, a Naf Naf e a Benetton, era um dos meus locais de abastecimento habitual quando precisava de alguma coisa para vestir. Depois a Tintoretto desapareceu, a Caroll também, a Sisley começou a piscar-me muitas vezes os olhos e acabei por me render também à Kookai. Nesse meio tempo, a Ana Sousa deu em radical e era ver-me entrar e sair vezes a fio de mãos a abanar. Era só roupa ponta acima e ponta abaixo, corpetes, tachas, drapeados com brilhos à mistura, caras nas camisolas, leões em calças, vestidos de transparências para o dia a dia, enfim. Deixei de entrar na Ana Sousa e nunca mais lhe senti a falta. Guardei o cartão por descargo de consciência, mas há anos que lá não vou. Ontem, sem que nada o fizesse prever, reconciliei-me um bocadinho com a marca. A grande responsabilidade é destas três grandes queridas que, quer-me parecer, não tarda muito hão-de vir morar cá para o armário. São todas muito, mas muito mais giras e cor de rosinha o vivo. E acho que ficam todas bem melhor com calças de ganga. Tão sweet princess...



Deve ser da idade

Gosto pouco do sol e a minha estação é o Inverno. Se a chuva me cansa, o frio deixa-me numa felicidade sem fim. Mas este ano, por muitas razões, os primeiros sinais de Primavera souberam-me muito bem. Não sei se pelas amendoeiras a florir, os pés a pedirem sapatos abertos ou a brisa de uma época nova a inaugurar... Sei que esta semana há-de ser melhor que a que passou. E que depois há-de vir outra ainda melhor. E depois outra melhor ainda. E assim sucessivamente. 

Por aí


Para pensar... sem pirar

Hoje, há minutos, ao voltar para casa, fiz a maior parte do caminho no meio de um trânsito infernal. À minha frente, um daqueles veículos da categoria da geringonça, entre a mota e o carro, mais estranho que os papa reformas, uma espécie de Buggy, mas de alcatrão, não sei explicar.  Colado no vidro traseiro, o seguinte dizer "Suicide industry". Pensei no quão difícil seria adequar mais as palavras à realidade de circular naquilo...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

*

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Muita parra... pouca uva!

Acabo de receber um mail em que me pedem o envio de um documento "até ao dia 27 de Fevereiro, impetrivelmente". Mando duas valentes cabeçadas na Secretária onde tenho dezenas de livros espalhados, para ver se me cultivo, respiro fundo e penso "Tanta mania... para isto. Impetrivelmente!!! É um semestre de prostituição intelectual, deixa lá!" 

Do amor


O amor é também muito das palavras em silêncio, daquelas que se dizem com um beijinho na testa, um cafuné e um xi apertadinho. O amor é também a dor do outro aqui, do lado mais de dentro do peito. O amor é também a vida meio torta se o outro não puder sorrir.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pequena R. sugere ao leitor

um paraíso na terra. 
Chama-se Contemporâneo e é o restaurante do Sana Lisboa, na capital. Parece que o novo chef faz milagres. Há muito, muito, muito tempo que não tinha uma refeição tão perfeita. Talvez desde que jantámos no Marmoris. Experimentem a entrada de camarões em massa filo e não percam por nada a oportunidade de acabar a vossa experiência com uma tatin de marmelo. Ao que sei, aos almoços o restaurante tem um serviço mais informal, mas ao jantar não. O restaurante transfigura-se e acolhe-nos num ambiente muito intimista, perfeito para acabar um dia cansativo e deixar os problemas por um bocadinho. Vão por mim. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Diz que é hoje

que começamos num novo emprego. A somar ao velho. Fingers crossed, minha gente!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Rir junto


A cada dia que passa me convenço mais que temos mesmo de casar com alguém com quem gostemos de conversar... Quando o tempo já for longo e quiser, como dizem, tornar-se nosso inimigo, restarão sempre bons momentos de conversa com alguém que viveu connosco muitas histórias, que segurou as nossas mãos inúmeras vezes, que nos abraçou quando sabia que precisávamos e que nos disse sempre a melhor palavra no tempo mais certo. Só construindo a vida ao lado de alguém com quem conversamos, vamos poder lembrar-nos, juntos, ao longo da caminhada, dos momentos felizes. Nunca me angustiou particularmente que a beleza passasse. Sempre entendi que não era por ela que o amor vingava. A beleza pode até desencadear o primeiro interesse, mas ela sozinha, como saca vazia no vento, não sustentará nunca nada de precioso. É a personalidade, a inteligência, o respeito, o sentido de humor, ..., aquilo que verdadeiramente nos aprisiona na cela dourada que é o coração do outro. Só ficando com alguém com quem realmente se goste de conversar, ao longo dos anos, se amansarão as diferenças. É por isso que não gosto das palavras travadas, das que ficam entaladas, a consumir o tempo que pode ser gasto a conversar... ou a ficar no silêncio bom de quem diz tudo com as mãos dadas e os olhares cúmplices. Melhor que encontrar alguém com quem gostemos de conversar, só mesmo encontrar alguém com quem gostemos de conversar e que ainda nos faça rir. Isso, sim, fará sempre toda a diferença... E as conchinhas também, claro.