quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Loggia

Ora bem, pois que lá fui. Eu, mais os "meus dois rapazes". E, como dizer?! Fomos, esperámos, esperámos mais um bocadinho, esperámos muito, desesperámos outro tanto, que todos tínhamos exames para fazer às três e alunos à espera, almoçámos e... combinámos voltar daqui a um mês e meio. Será uma segunda oportunidade. Pode ser que já se tenham organizado e já não tenhamos de esperar que venham facas, depois que venha comida para o buffet, depois que reponham a salada, depois que me sirvam a água e lhes sirvam o vinho, depois que confirmem se só têm mesmo dois leite creme, depois que nos tirem dois cafés e um descafeinado ou então não, pronto, três cafés, porque não há descafeinado... O N. diz que fomos almoçar a uma cantina, só que com vistas melhores. O G. não ama buffets. Aliás, odeia, para ser mais precisa. Mas pronto, vamos dar-vos mais uma oportunidade. A sério, o sítio está giro e tem muito potencial, mas organizem-se. Este tipo de coisas pode matar "uma casa" à nascença. Vamos dar-vos mais uma oportunidade de nos causarem boa impressão. Mas é mesmo só mais uma.

À noite, o sistema é diferente. Penso que será melhor, mas também tenho de experimentar. 

Yoga

Não punha lá os pés há duas semanas (eu hiberno, quando tenho exames para corrigir). Hoje saí mais cedo do que era suposto e consegui voltar. Duas horas. Estou derreada. É o que vos digo: derreada. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O código

Estava já atrasada, toquei na campainha para me abrirem a cancela que dá para o parque de estacionamento, o senhor atendeu e perguntou-me pelo meu código de entrada para hoje. Era P5. P de... E só me lembrava de Paris e puta. Escolhi Paris. P de Paris, 5. Imediatamente, do lado de lá, um suspiro fundo e um "Ai, oh Senhora Dra., aí ia eu, e era já". Enquanto avanço com o carro, penso "Ainda bem que não escolhi puta. Não fosse o homem ter aquela resposta já definida..."

A reter

Estou furiosa com os meus alunos. Nunca dei tão más notas. Nunca chumbei tanta gente na escrita. Nunca dei tanta nota abaixo de seis. Estou furiosa. Estou capaz de os correr à lambada. 

Pequena R. desafia o leitor

Sobretudo ao leitor que nunca a viu.

8) Se pequena R. fosse um aroma, seria...
9) Se pequena R. fosse uma cidade, seria...
10) Se pequena R. fosse um quadro, seria...
11) Se pequena R. fosse uma cor, seria...
12) Se pequena R. fosse um verbo, seria...

Continuação disto, a que também podem responder, claro está :)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Verdades e assim assim

:D

Eu: Queres que eu te escreva aquilo assim assim?
Ele: Não. Tu não podes dizer-me sequer isso. Eu tenho de ser responsável.
Eu: Queres alinhavar aquilo assim assim e enviar-me para eu corrigir e compor?
Ele: Sim...
Eu: Fico à espera, então.
Ele: Gostiiiiiii ;)

Boas notícias

Especialistas afirmam que caminhamos a passos largos para o dia em que o cancro se torne uma doença crónica. Ter uma doença crónica não é uma boa notícia, mas, quando olhada em comparação com uma doença que tem estado a devastar a raça humana com tamanha rapidez e aleatoriedade, transforma-se numa das melhores notícias possível. 

Tenho um medo terrível da doença. Tive uma colega de faculdade, da minha idade, que se foi embora por causa de um cancro. Embora o meu pai tenha mais onze irmãos, os meus avós não podem já, hoje, por muito que queiram, reunir os doze filhos. A minha tia A. adoeceu e morreu em dois meses. Deixou três filhos, todos pequenos, e um marido, uns pais, uns irmãos, uma família inteira desfeita. A C., prima da minha mãe, em casa de quem o meu irmão foi criado, levou menos tempo a lutar contra um cancro. Não chegou a um mês e meio. E depois há a L., madrinha do meu irmão, mãe de uma das minhas melhores amigas, uma das minhas pessoas incondicionais durante tantos anos, a amiga sempre presente da minha mãe, que viveu onze anos com um cancro, e depois, num domingo, foi almoçar a minha casa, entretanto ficou muito cansada e pediu-me para a levar a casa dela, se despediu de mim com um "Até amanhã, minha querida!", foi internada na segunda feira e morreu no sábado. Assim. 

Odeio o cancro com todas as minhas forças.

E aplaudirei de pé tudo o que se descobrir contra ele. Tomo-o por inimigo. Quero-o sumido para sempre. 

Açúcar e neve

E, com isto, não pude evitar lembrar-me de duas célebres frases:

"Nunca mais te vais esquecer que te trouxe a ver assim a neve, pois não?!"

e

"Sempre quero saber se o teu melhor amigo também se lembraria de andar com um pacotinho de açúcar no bolso para te evitar as camoecas..."

Ahahahahahahahah :)

Pequena R. Torre do Tombo, muito gosto!

Lá foram. Depois ligaram. Cada um de sua vez. Têm sempre mais qualquer coisinha para falar. Precisam muito de exclusividade, de me ter ali só para eles por um bocadinho, sem estar a dar atenção a mais ninguém. Ciumentos, pá. É impressionante. 

Eu tenho de me rir. A sério. Tenho mesmo de me rir :)

Verdades e assim assim

Às vezes, escrevo uma coisa sem qualquer segunda ou terceira intenção, uma verdade objectiva, nua, crua, algo que se esgota no que fica escrito e... vocês fazem um filme, sonham uma história completa, do princípio ao fim, os que me conhecem mandam mails e sms, ligam, querem saber, pedem muito "conta, conta, conta, vá lá, conta, conta".

Outras vezes, ponho tudo clarinho como a água à vossa frente e vocês... não veem.

Adoro-vos, pessoas! São os meus seguidores e são os melhores do Mundo. Suficientemente sonhadores  para me desejarem o melhor e parcimoniosamente cautelosos para não acreditarem que eu pudesse, mesmo, mesmo, contar tanto da minha vida num blog. Sou vossa fã, sim?!

:)

Chá das cinco

Pretexto: uns livros que eu cá tinha em casa e que interessavam a um deles.

Combinação: de última hora.

Local: aqui mesmo, que eles já andavam pela rua e engravatados, não me iam fazer perder tempo com fatiotas elaboradas para ir a qualquer lado.

Patrocínio: Mónica.

Ementa: verde Gorreana e queijadinhas de Vila Franca (não havia tempo para meter mais nada ao forno... estou a ver se me livro de vez destes exames (até segunda, que segunda já recebo outra vez uma avalanche deles)).

Personagens: me, melhor melhor amigo e amigo para lá de extraordinário mas com crises de ciumite aguda e frequente por não ser o melhor melhor (enfim...).

Quarenta minutos de parlapié, um bule de chá, três cafés fraquinhos e uns docinhos depois, cada um voltou ao trabalho.

Gosto disto.

E levava-me ao altar #31


Gosto de homens que não têm vergonha de chorar. Não é de homens choramingas. É de homens suficientemente seguros e valentes (e apaixonados) para chorar assim.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A vossa semana pode ter começado bem

mas a minha começou melhor ainda.

Pela manhãzinha, abri a porta ao carteiro. Tinha lá uma encomenda e não cabia na caixa de correio. De uma caixinha vinda directamente dos Açores (ai... os meus amados Açores), saíram o ansiado doce de figo, um chá verde da Gorreana (adoro!) e seis queijadas de Vila França (uma tentação). Mais. Lá dentro vinham palavrinhas amigas e uma imagem dos meus Açores em forma de postal. 

Já tirei fotografias a tudo com a máquina e com o telemóvel e não sei o que se passa hoje que com cabo nenhum consigo passar isto para o computador. Assim que conseguir, mostro-vos tudo. Mas tinha de vir cá contar. Uma semana que começa assim, promete ser uma boa semana. 

Obrigada, Mónica! Muito, muito, muito obrigada! 




E pensar que tudo começou há tanto tempo, numa viagem tão gostosa que deixou tantas saudades. E que já não me lembro como, lá pelo meio, nas Furnas, a dada altura, alguma coisa me terá dito que podia confiar-lhe este segredo em forma de Pequena R.. Não me enganei :)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Verdades e assim assim

Eu ainda sou do tempo

do bilhete de identidade. Tem os dias contados, o meu, paz à sua alma, e vai deixar-me falta, que gosto mais daquele bocado de papel vintage que do novo cartão do cidadão. Mas enfim, lá terá de ser. Esta semana, tenho de tratar disso. Há bocadinho, aqui ao lanche, com os meus pais, ocorreu-me, em voz alta, que devia deixar sumir estas borbulhas alpinas que me me povoam a cara desde há uns dois dias e, já agora, esticar o cabelo e vestir-me de senhora para ir à Loja do Cidadão. A minha mãezinha, pessoa sensata que só ela, olhou-me com uma certa condescendência e, a custo, mas firme, retorquiu:

"Não vale a pena. Por mais que faças, ficarás sempre com ar de presidiária na fotografia que te tiram lá."

O sítio

Não, não é o da Nazaré. É este.

Ai, ai :)

Está de chuva

E lá se vão os planos de almoçar à beira rio, retemperando-me em forças para uma tarde rodeada de papeis por todos os lados. Cá nos arranjaremos, então, não tarda. Janelas abertas, pingos miúdos como brilho decorando as flores da varanda, risotto de espargos verdes e um café de máquina. Vamos perder a cabeça e beber café. Isto está em modo domingo pés quentes e orelhinhas murchas a consumir televisão sem freio e não pode mesmo ser. Ooohhhhh, que pena temos. Mas não pode ser.

sábado, 26 de janeiro de 2013

A minha vida é uma animação

Lembram-se disto?!

E se eu vos disser que nos conhecemos hoje?! Há pouco?! E que foi em minha casa?! E que antes de entrar ele disse "Cheira tão bem. Cheira a lanche."?! E se eu vos disser que ele cá lanchou?! E se eu vos disser que soube que ele cá ia lanchar, que ele cá ia entrar, que nos íamos conhecer, uns dois minutinhos apenas antes de tudo isso acontecer?!

Tenho amigos que gostam de brincar de cupido, está visto.

Estava de leggins, pantufas pelo joelho e um casaco cheio de borboto. Com o cabelo mal amanhado num rabo de cavalo, com dezenas de exames espalhados pelo sofá e livros pelo chão. Tinha scones quentinhos, chá de canela a fumegar e um bolo de maçã no forno. 
Gosta de chá. Muito. Diz. Gosta da vista. Muito. Diz. Gosta dos scones e do bolo. Muito. Diz. De mim, não sei. Não percebi. 
Foi-se embora. Jantar ao sítio da cidade onde mais quero ir jantar, mas que só abriu há meia dúzia de dias. Ficou de me dizer se vale a pena. 

É tudo muito estranho. Até porque não tem o meu número.

vhm

Findei hoje "O remorso de Baltazar Serapião". Anseio já pelos minutinhos em que lá muito mais para logo ou amanhã pela madrugada vou começar "O apocalipse dos trabalhadores". 

A ignorância é, definitivamente, uma coisa muito triste #2

Isto, não comento. Por me terem sumido as palavras capazes de o fazer. Não é nada que me espante. Depois disto.

Do Estado das coisas

A isto, chama-se mau jornalismo.

Por razões que não vêm ao caso, perguntam-me muitas vezes, a propósito de casos assim, se não acredito nas famílias biológicas. É uma maneira fácil de pôr as coisas, como se isto pudesse ser só preto ou só branco. Não pode. E pensar-se que a complexidade deste tipo de caso pode desconstruir-se pela simplificação das questões só mostra como se percebe pouco, muito pouco do assunto. Acredito nas famílias biológicas. Sou pelas oportunidades. Até pelas segundas. E, em casos contados, pelas terceiras. Não acredito é nas famílias só porque são biológicas, o que é muito diferente. A adopção não está isenta de críticas, muito pelo contrário. O apadrinhamento tem sido estupidamente ignorado. A institucionalização não pode ser, sem mais, um projecto de vida. Mas cinco anos é tempo de mais. Cinco anos, lamento, são mil oitocentas e trinta oportunidades. Uma por cada dia. E famílias que não se erguem ou reinventam na protecção dos seus e na promoção do que lhes devia vir de dentro do peito durante mil oitocentos e trinta dias não merecem outra oportunidade. Nem mais uma. Devastaram mil oitocentas e trinta vezes o colosso de esperanças que a cada filho devia ser erguido. E isso, lamento, isso não pode ficar esquecido. O resto são flores. Tudo murcho ou de plástico, que serve tão só e apenas para entreter jornalistas que sabem nada do que escrevem. É assim. É este o Estado das coisas. Não. Embora eu acredite, em abstracto, nas famílias biológicas trapaceadas pela vida a meio do seu caminho, nesta não, nesta não acredito. E aplaudo, com ambas as minhas mãos, a resiliência dos que forem capazes de, todos os dias de agora em diante, manter o valor de uma decisão judicial.

Às 9

Podem seguir a Sofia aqui, como sempre. A partir de agora, podem seguir a Sofia também aqui. A Sofia, já vos disse, dá-nos lições todos os dias. Vão por mim.

A.

Ontem, podíamos ter tirado uma fotografia ao jantar... Nada que nos denunciasse, mas suficientemente eterna aqui pelo blog para te ir lembrando que fazias parte dos maravilhosos cinco :)

Gostei tanto :)))

:)

Ontem, estava eu sentada numa sala com mais umas 30/40 pessoas quando me prega um susto e se senta ao meu lado. A primeira coisa que me diz é "Eu não olhei para as cabeças. Vi lá da porta estes sapatos a luzir e não tive dúvidas que só podias ser tu."

Hoje, ambos tínhamos de acordar cedo. E somos pessoas que facilmente ignoram despertadores. Vai daí, marcámos uma hora comum. Quem acordasse primeiro, ligava ao outro. Faltavam dez minutos para a hora, quando sou acordada aos Trrrrrriiiiiiiiiinnnnnnnn. Atendi a contragosto e com a fala ainda dormente do sono. Do lado de lá, todo ele era energia. Que era espectacular, não era?! E eu, és, és. Agora ciao. E o aviso "São horas de levantar, minha menina."

Já disse que tenho um melhor melhor amigo?!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Banda sonora

Birdy.




Um dia você vai encontrar alguém que te lembre todos os dias que a vida é feita para ser vivida. Alguém que é perfeito de tão imperfeito, alguém que não desista de você por mais que você tente afastá-lo. Naquele dia que você não estiver procurando por ninguém, naquele dia que você não ia sair de casa e acabou colocando a primeira roupa que viu pela frente, quando você não estiver procurando, você vai achar aquela pessoa que faz você sentir que poderia parar de procurar… 

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Poemário essencial


Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
 um dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega ― o pior já passou
 muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor  ―

a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas; as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me ― eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos

agora e sossega ― a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei no caminho. Por isso, dorme,

meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos ― a noite é um poema
que conheço de cor e vou contar-to até adormeceres.

Maria do Rosário Pedreira

Troca directa


O Teatro Nacional Dona Maria II está a trocar cultura por alimentos. Adoro a iniciativa, a razão de ser dela, o recado que nos dá, no momento concreto que vivemos. Ainda se por cá vão tendo muito boas ideias, afinal*.

* Não achei piada ao vídeo promocional da Feira do Fumeiro, lamento.

Devagar, devagarinho, parando

O ritmo a que vão estas correcções é assustador. Tenho de ler cada frase duas ou três vezes. Escrevem estranho. Acabo de dar um 2. Odeio isto. Até fico nauseada. Se fosse mesmo espectacular, lançava notas amanhã. Neste momento, o meu grande objectivo é amanhã ter ao menos metade disto corrigido. A sério. Estou tão lenta...

Tréguas

Parem de me enviar mails com sugestões para dia 14 de Fevereiro. 

Coisa escrever

Lembram-se deste post?!

Começa hoje novo empreendimento de reforço do meu ego. Acabo de aceitar escrever um artigo a pedido de um dos eminentes saídos desta malta. M-e-d-i-n-h-o.

Seja o assim como for...

Destilemos

veneno.

Se não fosse absolutamente apaixonada pelo que faço (menos teses, isso não gosto, tem de ser, mas angustio-me só de pensar no assunto; e corrigir exames, blhac), prescindia de alimento para alma e dedicava-me a ficar rica sem grande mérito, ou pelo menos sem outro que ao chico espertismo se juntasse. Dedicava-me à política uns tempos. Assim, fácil assim. Ia lá, ganhava uns trocos e uma agenda cheia de conects e depois ia viver dos rendimentos a ler coisas giras, a passear por capitais do Mundo e a assistir aos espectáculos todos que me dessem no génio. Ainda haverá gente informada do que é isso de interesse público. Rara. E longe de onde se serve o público. Ironicamente. Por isso, ia, sorrateira, matreira, toda sorrisos e caciquismos, fazia o esforço e engolia a dignidade por uns tempos e virava política de algibeira. Não lhes é exigida qualquer especial qualidade, podem dizer o que querem e lhes apetece e ainda lhes sobra tempo, não dão bons exemplos, não são de bem. Ia lá uns tempos, amealhava para amanhã e vinha-me embora, toda empenhada em rezas e cumprimento de injunções até ao fim da vida que me curassem do vírus que trouxesse. Mas ia. Que se eu não fosse absolutamente apaixonada pelo que faço, errante num país sem luz, era menina para também me deslumbrar e querer virar poderosa em pouco tempo. É uma tristeza. A sério. Alguém vá dar educação àquela gente.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Essa coisa chamada descoberta

O facebook é uma coisa com a qual tenho uma relação de algum gostar e profundo ódio. Separo cirurgicamente o que por lá aparece e esta R. cor de rosa que tão muito mais sou e em muito vos deixo aqui. Sou, cromaticamente falando, cinzenta escura lá por aquelas bandas. Tenho dissabores. Reconheço-lhe utilidades e não me decido a esquecer aquilo de vez. Mas canso-me muito do que por lá descubro, do que por lá nos cede tão acriticamente à curiosidade que não devíamos ter... se fossemos pessoas melhorzinhas. Pronto, que não devia ter, se fosse uma pessoa melhor. Tenho. Há dias em que calha e tenho. Não consigo. E descubro sempre mais qualquer coisa, mais qualquer coisa que não gostava de descobrir, que, sobretudo, não gostava que fosse verdade. É uma alcoviteira sem lei, aquilo. Gananciosa de nos dar dores gratuitas. Apartada de emoção alguma que nos poupe. É um inferno cheio de janelas escancaradas. Aquilo.

Acaso

Enfim

"Se saíres de casa, agasalha-te!"

Tem um problema. Sério. Acha que sou uma garota.

Verdades e assim assim

Poucas coisas me têm dado mais prazer que acordar cedo e gastar uma boa meia hora, no conforto morno dos lençóis usados uma noite inteira, a ler "O remorso de Baltazar Serapião". Só não se lê de uma assentada porque há coisas a chamar por mim fora da cama e a que, por mais que queira, não posso mesmo fugir, tipo, sei lá, o trabalho.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Crédito

Clonaram-me o cartão de crédito. Assim. Sem eu dar por ela. Não tiveram tempo de movimentar nada e o banco foi quem deu o alerta. Uso o cartão de crédito única e exclusivamente para compras online, em 95% dos casos para livros profissionais, para a tese. Sempre em sites normalíssimos, que eu cá não ando a fazer uma tese em pornografia (e vai daí, já comprei muita tralha de estudo deste tema, para a de mestrado...). Não sei como, clonaram-me o cartão de crédito. O meu cartão de crédito, que raramente sai de cima da minha secretária. Enfim.

Comovente

Eu: Voltei lá.
Melhor melhor amigo: Não acredito.
Eu: Podes acreditar.
Melhor melhor amigo: E como foi?
Eu: Calmo.
Melhor melhor amigo: E como estás?
Eu: Bem.
Melhor melhor amigo: Mesmo?!
Eu: Mesmo.
Melhor melhor amigo: E é assim que mais uma vez a minha pipoca me deixa tão orgulhoso dela.


Da Gabriela


"Às vezes a gente magoa quem a gente mais ama. Mas se é amor, sempre se deve voltar atrás. Ou tu vais esperar ficar velho para ter lembranças de um amor que não foi, mas que podia ter sido?!"

Nota pessoal: Foi no quarto de hora final. 

A orientanda

Uma das minhas orientandas de mestrado está a dar o tilt. É a mais empenhada. E a mais esperta. É a melhor, pronto, mas está a dar o tilt. Hoje à tarde olhei para ela e revi-me naquela angústia, naquelas dúvidas, naquele caos de ideias a nascerem e que uma pessoa acha que deve matar logo à nascença, mas hesita porque até podem ser de génio, enfim. Mandei-a respirar fundo. Conseguiu não chorar (e ainda bem, porque eu não saberia lidar profissionalmente com a coisa). Depois mandei-a ir jantar fora com os amigos e ao cinema. E, no próximo fim de semana, ir a Faro, visitar a família. Tive mesmo pena dela. Embora ache, tal como lhe disse, que está no bom caminho. Desesperar faz muito parte disto tudo.

P.S. É nestes dias que eu penso que podia ter ido para esteticista. 

Entretanto

Lá fui, novamente. Dois anos depois. Foi sereno. Uma paz. Um dia, volto.

Actualização

Fez-se luz.
Seguiu reclamação oral e escrita para a EDP.
Seguiu exposição para a DECO.
Estou a ver se me passo da marmita e atafulho a secretária de mais alguém.

Actualização

Continuam sem luz.

domingo, 20 de janeiro de 2013

EDP

Estão a gozar comigo?! A sério... estão a gozar comigo?!

É a 11.ª vez que vos ligo hoje. De cada uma das vezes me deram uma previsão diferente de restabelecimento da energia numa determinada zona deste país. Descobrimos o sítio da avaria, por fios caídos, num lugar para onde só se passa de jipe, ligámos e o meu irmão ficou à espera do técnico que estava a caminho. Desde as 13h45m. São 23h49 e ainda lá não chegou. EDP, estão a gozar comigo. Os meus pais têm um acerto de quase trezentos euros pago há dias e três casas a dar-vos dinheiro a ganhar, até quando o mercado se regulou de outra maneira. EDP, estão a gozar comigo. Estou há 01h24m com o telefone pousado no ombro e em fila de espera a ouvir-vos darem-me música. Isto porque a vossa última informação era de que a avaria estaria a ser solucionada de outra maneira, quase quase, e que o mais tardar às 21h45 teriam luz. A luz ainda não chegou. Deve vir a pé. Estou-me nas tintas para o número de avarias detectadas. Sei que ganham suficientemente para ter técnicos que cheguem ou pelo menos para procurarem os que vos faltem para prestar serviços em casos destes. Amanhã segue reclamação. Estou absolutamente incrédula convosco. E como tenho ali exames que darão para vários dias de correcção e, felizmente, sei fazer várias coisas ao mesmo tempo, por aqui ficarei, em fila de espera, até quando quiserem. Nem que seja para vos mandar a um sítio que eu cá sei, na pessoa do desgraçado que me atender. Isto porque já não é uma pergunta, é uma afirmação: EDP, estão a gozar comigo.

Café de subir


Faz-se ao lume, numa cafeteira destas.

Gabriela

Filha, gravas-me a Gabriela, que acaba hoje e por este andar ainda vamos estar sem luz?! Vejo domingo quando aí formos almoçar. (Mum dixit)

E, sendo assim, está a Gabriela a gravar.

Solitário

Gosto pouco de solitários. Para além do nome, que acho pouco feliz para o efeito, acho sempre que um solitário na minha mão corresponderia a um acréscimo de trezentos por cento do meu gasto em collants. E eu já gasto que chegue em collants, já contribuo suficientemente para essa indústria. Mas por este, da Tiffany, ainda podia pensar no assunto, vá.

Lá para os lados do campo

onde moram os meus pais não há luz desde sexta feira. Hoje almoçámos à luz de velas. O meu irmão diz que acha muito giro, se pensarmos que é de propósito. A minha mãe e o meu pai já não estão a conseguir ver o lado poético do cenário... São muitas horas sem luz. Fizemos café de subir, ao lume, e conversámos ainda mais que de costume. Rodeada de pinhal por todos os lados, a casa dos meus pais, os carros, o jardim, tudo escapou ileso por um triz. Há um cedro tombado junto ao muro, mas nada que apoquente. E isso é tanto mais impressionante quando penso que há muito tempo não se via a mata tão pouco densa por ali. Caíram, seguramente, pelo menos metade dos pinheiros que rodeavam a casa. Há fios eléctricos pelo chão e um manto de folhas e agulhas pela estrada fora. Não temos vizinhos, mas a casa mais próxima viu ruir uma parte do muro. O lago da aldeia vizinha transbordou e ensopou as culturas que por ali resistiam. Enfim. Não há acho que nada que mais tema que o fogo, mas esta coisa do céu a chorar e a vociferar contra nós com tamanha desilusão também não me deixa muito alegre.

Blhac

Gosto tanto de corrigir exames como de cortar os pulsos. Nunca cortei os pulsos, mas imagino que doa e suje tudo. Não aprecio coisas que doem. Nem coisas que sujam tudo.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Lonjuras

Densifiquemos, pois então

Diz-me agora que pink também é ser lírica. Com jeito e calma, ainda faz uma tese de doutoramento sobre ser cor de rosa. Ai, paciência. Dai-me paciência, por esmolinha.

E perguntam vocês

E como estás tu, pequena R.?!

E eu respondo:

Conservada em frio, meu amores.

Estive numa sala com um pé direito altíssimo, toda em pedra, com centenas de anos e janelas de madeira por onde entra vento, mais um vidro estalado que também não ajuda e uma porta que não fecha bem, todo o santo dia. Não aqueci a falar e nem aquela espécie de dança da chuva que fazia entre mudanças de power point me permitiu começar a sentir os pés. Nunca tirei o casaco e podia fazer gelados com as mãos, hoje. Não estão bem a ver. Para grande consolo, tive de ir a rezar aos santinhos todo o caminho porque estava a ver que levava com um poste ou uma árvore em cima do carro. É assim. Estava uma aluna de Bragança na aula e eu sou obrigada a achar que sou mesmo espectacular. Aliás, mais que espectacular, que eu nem por uma professora espectacular me abalava de Bragança a Coimbra num dia destes. Era isto. Vou ver se aqueço.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Gosto de


Adoro rosas de Santa Teresinha.

Actualidade

Tenho optado por não comentar os pretensos assuntos da actualidade. Da Pepa, do Zico, do dador que antes de o ser já o não era e afinal vai-se a ver e nunca o foi, das fatiotas dos Globos de Ouro, do herói que se dopava, da Troika que sugere impostos sobre a maternidade, do FMI que nos elogia mas diz que os esforços ainda não acabaram, do Seguro que diz que está pronto para governar e me parece muito, mas muito pouco seguro disso, do Coelho que vai a França desdizer o que disse cá, enfim. Não ando distraída, ando calada. É muito diferente. Ando a pensar nas coisas e a preferir calar-me. Quase sempre por achar que falar não ia adiantar grande coisa e, nos casos em concreto, não precisar sequer de alívio, que, só por si, seria já mote bastante para dizer de minha justiça. Simplesmente, como disse há dias a uma amiga, ando a ver se priorizo as prioridades que merecem sê-lo. A família, os amigos. A saúde da família, a saúde dos amigos. Os meus em paz. Os meus felizes. Os meus apaixonados, vibrantes, cheios de luz, grávidos de muitas coisas que devem ser agradecidas e valorizadas. Tudo isto me tem parecido muito mais importante que comentar os assuntos da actualidade de hoje e que amanhã já não são actualidade coisíssima nenhuma. Tenho-me dedicado mais a ler, a ouvir música, a saborear os chás novos que recebi pelo Natal, a pensar nos artigos incompletos, na tese impaciente. Tenho-me esforçado por ver como sou abençoada por, além de tudo o resto, poder continuar a fazer o que mais gosto. Tenho-me dedicado ao mano, às conquistas do mano, à mãe, ao pai, aos amigos que me preferem junto. Tenho até preferido pintar as unhas, mudar a decoração de casa, fazer mais yoga e pôr-me a par da Gabriela que comentar esta actualidade. 
Até hoje.
Não sei qual é formação deste senhor deputado (deliberadamente em minúsculas) e não me interessa saber. Independentemente da matriz jurídica que crassamente falha ao senhor (o que só por si já seria grave, pelo menos a partir do momento em que se dispõe a comentar um assunto destes), falha-lhe ali uma consciência humanista que me deixa perplexa e assustada. Perplexa por só ter dado agora à estampa o seu profundo desgoverno intelectual a propósito de um assunto sobre o qual terá sido "ouvido" em votação, assustada porque se sente capaz de abrir a boca para dizer isto, para deixar que lhe saia uma coisa destas. Não vou aqui dar nenhuma aula de direito da família e portanto não vou avançar com a definição de impedimentos dirimentes absolutos ao casamento. Prefiro pôr as coisas noutro plano, mais apetecível a quem nunca abriu o livro IV do código civil português. Já nem a igreja católica faz redundar o casamento num prelúdio de procriação, portanto, o argumento das novas famílias aliado à encapotada discussão da adopção não pode ser o que leva o senhor deputado a abrir a boca. Honestamente, acho, e já aqui o disse, que não é pela lei que negamos a adopção a estes casais, portanto, para mim, se quisermos levar a questão ao limite, até constitucionalmente a solução que se mantém deixa muito a desejar e pode, sem grande esforço, estou em crer, cair por terra se nos decidirmos a arregaçar as mangas. Não o fizemos ainda por reconhecermos que a mudança de mentalidades não se dá por decreto e, se querem saber, acho avisado não o termos ainda feito. Mas, que fique claro, não é porque a lei isto ou aquilo. A lei está ao serviço do homem e não o contrário, estamos entendidos?! Deixando para trás esta questão da filiação adoptiva, que foi o senhor deputado que juntou, em amena confusão, à sua esquizofrénica equiparação, como se o cu tivesse a ver com as calças, passemos ao casamento. Também não me vou remeter ao óbvio e esclarecer que o casamento é uma fonte de relações jurídicas familiares que, nos casos todos que apresenta já existem por outra via, o parentesco, porque, enfim, em casos contados parentes podem casar. Esclareço o senhor deputado que primos podem casar entre si e, quando razões ponderosas o anunciem e se verifiquem determinadas formalidades, tios também podem casar com sobrinhas e tias com sobrinhos. Espante-se. Somos mesmo vanguardistas, já viu?! Mas não, pais ainda não podem casar com filhos e irmãos ainda não podem casar entre si. Quanto mais próximo for o laço de parentesco, maiores são os riscos de vicissitude genética que pode ajudar a fundamentar a solução. Mas depois há o resto. As relações afectivas que presidem às formas de construção de relações jurídicas familiares têm conteúdos muito próprios. E os vínculos próprios da filiação (conceito indeterminado presente na nossa lei amiúde), os vínculos próprios do relação fraterna e os vínculos próprios da conjugalidade são distintos. Querem-se distintos. Apetece-nos, no fundo. Foi, aliás, precisamente por isto que a decisão de condenação do casal de irmãos, alemão, de há meses, não me pareceu assim tão líquida. Porque aí os vínculos próprios da relação biológica não eram os mesmos que se haviam desenvolvido afectivamente, uma vez que não se conheciam antes de se apaixonarem. E, mais importante, porque entendo, sem transigir, que isto não é, não pode ser uma questão penal. É uma questão civil, de regulação da família, não é um crime. Mas enfim, não é desse caso que falamos aqui. Voltando: levando os argumentos ao absurdo, o que o senhor deputado anuncia é a escravatura de todos os referentes de família perante uma amplíssima ideia de autodeterminação. Não estaria mal, não fosse o pequeníssimo pormenor de termos evoluído em termos civilizacionais no sentido da regulação mínima da convivência entre pares. Sabe, senhor deputado, olho para tudo o que escrevi até agora e pondero apagar, porque quem não quiser perceber, sempre terá oportunidade de avançar um "Mas" ou um "E se", mais ou menos tão válidos como os "Porquês" das crianças de 3 anos. No fundo, o que me apetecia era mesmo desabafar. Desabafar a tristeza imensa que só posso ter quando, em nome de um preconceito um bocado alheado do que seja isso amar, alguém se dá ao trabalho de rebuscar conteúdos ao limite do absurdo. Podia ficar-me pela fineza de dizer-lhe que não é a mesma coisa. E, se calhar, dizia-lhe o mesmo que com tudo o que fica para trás, mas apetecia-me desabafar. E eu desabafo lentamente, preciso de muito espaço. Era isto. Para que lhe conste, não sou lésbica. Sabe, tenho até na minha vida uma história chata que mete uma dúvida aborrecida e que se não houvesse gajos gays ficava esclarecida e me dava descanso. Mas, acima de tudo, sabe, sou pelo amor, que eu cá, sou cor de rosa. E não, não vá por aí. Também não sou socialista. 

Wishlist

A banda sonora d' "Os Miseráveis". Não me canso...






Ser cor de rosa - diz que é ser romântica e crente.

Moita


Mata espessa de plantas de pouca altura.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Açucaremos

Vou então ali ser (mais) feliz e já volto. Amanhã.

P.S. Levo computador. Era importante acabar estas apresentações das aulas de sábado ainda hoje. Assim, amanhã, calmamente, logo pela fresca, enfrentava esta montanha de exames para corrigir, bem dispostinha, com um chazinho ao lado e toda a paciência infinita do mundo para entender que estes pré juristas do meu coração não dizem as asneiras por mal... é mesmo porque são distraídos.

É para o que dá

13h00
Já almoçaste?
Não.
Depois diz que ficas anémica...

16h00
Então?
Já almocei e também já fiz os brownies para o cinema e a sobremesa para o jantar.
E quanto é que roubaste no açúcar?
Não roubei.
Custa-me a acreditar. Dizes isso, mas eu sei bem que és sempre a mesma coisa.

16h30
Manda-me uma musiquinha da nossa Mercedes para o mail.


Não é mau mocinho, mas cansa-me a beleza. Não sei se percebem porquê...

Private

Como quando passas seis dias por uma vitrine de pastelaria e babas sempre por aquele bolo de chocolate, ao sétimo dia entras, pedes uma fatia dele e dás por ti a pensar que devias ter pedido um pão com manteiga.

Os Miseráveis


Precisava vir cá dizer que é provavelmente um dos melhores filmes que vi nos últimos anos. Saí do cinema lavada em lágrimas. Funguei um bocadinho enquanto ainda estava escuro, também, confesso. É maravilhoso. É um hino ao amor. É uma lição de bem querer. É uma jóia. Raríssima. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Alimão

Tive 16. Sou ainda pior do que imaginava. Acertei coisas que pus ao calhas e errei a meia dúzia em que tinha algumas certezas. Balanço final: não percebo nada daquilo, mas tenho 16. Sexta inscrevo-me no nível seguinte. Pode ser que de não saber em não saber, algum dia venha a saber alguma coisa. Não me levem a mal. Tive mesmo uma branca. Sei tanto daquilo como de física quântica. E eu não sei física quântica. Mas um 16, sempre é um 16. Vou então ali ao cinema para comemorar. Inté.

151

O número de provas para corrigir, preferencialmente até de amanhã a oito. Pelo meio, cenas várias à carrada, tudo coisas que levam tempo e, quer-me parecer, um Sábado inteiro de aulas para preparar. Está bonito, isto, está sim senhor.

Não resisto :D


Última actualização do dicionário de língua portuguesa - novas entradas (percebe-se melhor lido com sotaque de português do Brasil):

Arbusto: Busto com um certo ar
Testículo: Texto pequeno
Abismado: Sujeito que caiu de um abismo
Pressupor: Colocar preço em alguma coisa
Biscoito: Fazer sexo duas vezes
Bigode: Duplo Deus britânico 
Coitado: Pessoa vítima de coito
Padrão: Padre muito alto
Estouro: Boi que sofreu operação de mudança de sexo
Democracia: Sistema de governo do inferno
Barracão: Proíbe a entrada de caninos
Homossexual: Sabão em pó para lavar as partes íntimas
Ministério: Aparelho de som de dimensões muito reduzidas
Detergente: Acto de prender seres humanos
Eficiência: Estudo das propriedades da letra F
Conversão: Conversa prolongada
Halogéneo: Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes
Piano: Ano Internacional da descoberta de Pi (3,1416) 
Expedidor: Mendigo que mudou de classe social
Luz solar: Sapato que emite luz por baixo
Cleptomaníaco: Mania por Eric Clapton
Tripulante: Especialista em salto triplo
Contribuir: Ir para algum lugar com vários índios
Aspirado: Carta de baralho completamente maluca
Assaltante: Um 'A' que salta
Determine: Prender a namorada do Mickey Mouse
Vidente: O que o dentista diz ao paciente
Barbicha: Bar frequentado por gays
Ortográfico: Horta feita com letras
Destilado: do lado contrário a esse
Pornográfico: O mesmo que colocar no desenho
Coordenada: Que não tem cor
Presidiário: Aquele que é preso diariamente
Ratificar: Tornar-se um rato
Violentamente: Viu com lentidão

E

Língua "perteguesa"... PORQUE O SABER NÃO OCUPA LUGAR!

Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.

Númaro
Também com a vertente 'númbaro'. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!

Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.

Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina 

Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.

Amandar
O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'

Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.

Capom
Tampa de motor de carros que quando se fecha faz POM!

Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.

Disvorciada
Mulher que diz por aí que se vai divorciar.

É assim...
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase.

Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.

Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Também conhecida por "aéreos"

Falastes, dissestes...
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES...

Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.

Há-des
Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'

Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'Inclusivel'


A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?

Nha
Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma poupança extraordinária.

Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex: 'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.

Prutugal
País ao lado da Espanha. Não é a Francia.

Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.

Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'...

Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?

Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

Chama-se reverso

Entre chatear-me quando não me responde ou aborrecer-me porque adia o cinema para a noite de S. Nunca, preferi marcar para ir ao cinema com outra pessoa e rir-me à gargalhada quando cheguei a casa e me apercebi que isto continuava. Estamos quase a ser amigos. Nunca nos vimos. Tenho de me rir. E não me chatear, nem me aborrecer. Já vou ao cinema e ontem o primeiro acabou com um discurso de virgem ofendida e um eloquente "Vou para casa. Dorme bem.". Ai, vida, vida, quão sapeca és.

Será?! ;-D

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Mas expliquem-me

como é que eu posso não gostar deste homem, se até quando é ranhoso, calha de o ser com malta que já foi ranhosa comigo?! E liga-me, a contar. Todo contente. E desatamos a rir. E a pensar como, se a coisa não se der aqui, é capaz de se dar no inferno. Ahahahahahahahahahahahah :) 

Verdades e assim assim

Com uma boa notícia destas por semana, 2013, vou ser para sempre muito tua fã!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Branca

Acho que é desta que conheço o amargo sabor da reprovação. Deve ser castigo por andar a chumbar tanta gente. Nunca na vida me tinha acontecido tal coisa. Nem na primária, nem no ciclo, nem no liceu, nem na faculdade, nem em nenhum outro momento de possível avaliação. Simplesmente... varreu-se-me. Estive duas horas a tentar lembrar-me que vos se escrevia ihr, para terem uma pequena ideia. Da conjugação verbal, lembrava-me de ich bin e empancava. Sempre desconfiei de quem dizia, sobretudo em orais, que estava com uma branca. Mas olhem, ficam a saber que as há. É assim uma coisa estranha, em que parece que a cabeça fica oca. Definitivamente, por mais que assobie para o lado, isto ainda não anda muito bem aqui para os lados da minha cabecinha. Varreu-se-me tudinho. Até meteu aflição. Não desatei a chorar, que era só um teste de alimão. Mas que me anda aqui a moer o juízo a ideia que se me dá uma coisa destas numa aula ou assim noutra coisa de maior responsabilidade me atiro para o chão em prantos, lá isso anda. Varreu-se-me. Tão simplesmente isto. Varreu-se-me tudo.

Mais precisamente


Raquel, é este. Juicy coral.

Still love

Indicador de que não é por certo amor. Hábito, medo de outra dor, obsessão, outra coisa qualquer desconhecida da razão ou balanço elástico do coração é:

- (a preencher)

Verdades e assim assim

Tenho as unhas pintadas da cor das laranjas desenhadas nos papéis dos rebuçados de frutas. Vá-se lá entender, acho que isto pode ajudar-me a curar a constipação. Continuo tão ranhosinha. Não imaginam.

Seguidores

É sabido que não me condiciono por ter mais ou menos seguidores, posts muito ou pouco comentados, enfim, mas esta coisa de andar a perder gente ali na lista do lado está a fazer-me pensar que ando demasiado umbiguista aqui no blog, pouco arejada e, enfim, uma miséria pegada. Isto anda assim tão sem interesse nenhum?! Pessoas, contem-me tudo!

Da profissão

Sei que estes seis anos de trabalho específico com este tema me moldaram indiscutivelmente quando, ao ler este post, me emociono, é certo, mas também tenho medo. Muito medo. E desejo secretamente que a moda não pegue.

Sou muito mais disto que das discussões em torno da unilateralidade ou bilateralidade da culpa, da imputação objectiva de resultados a condutas ou de erros intelectuais ou de valoração. Há dias em que me pergunto secretamente o que teria sido de mim se tivesse deixado tudo isto esquecido nos apontamentos do quarto ano da faculdade. E sei responder. Seria uma inconformada profissional, uma errante em busca das águas em que melhor me saberia mergulhar. Agradeço talvez demasiado poucas vezes esta mudança de rota inesperada que o destino me depositou nas mãos. Gosto tanto de ter descoberto o que mais gosto de estudar na vida e aquilo em que mais gosto de trabalhar. Não serei certamente a melhor, mas sou tão feliz aqui.

Poemário essencial

Lê , são estes os nomes das coisas que
deixaste – eu, livros, o teu perfume

livros, risos que não consigo arrumar,
e numa gaveta
dois bilhetes para um filme de amor que
não viste comigo, e mais livros, e também
uma camisa desbotada com que durmo
de noite para estar mais perto de ti; e, por
todo o lado, livros, tantos livros, tantas
palavras que nunca me disseste 
e eu,

eu que ainda acredito que vais voltar, que
voltas, mesmo que seja só pelos teus livros.

Coisas que deixaste (recortado), Maria do Rosário Pedreira

Verdades e assim assim

domingo, 13 de janeiro de 2013

Complicómetro

Delicodoces, calimeros, inseguros crónicos, caranguejos de personalidade, vítimas incompreendidas de todos os sistemas e personagens que ao segundo encontro já tomam uma pessoa por sua psicóloga particular são tão maus ou piores que os bad boys assumidos, que os cafajestes mesmo.  É que não há pachorra. Tenho dito.


Estou a alongar-me mais que há pouco, quando resumi o que penso a propósito com um:

Portanto, amiga, esquece lá isso. É que já não vai dar nada. Nunca mais o homem te parecerá um príncipe. Olha o que eu te digo.

A verdade é que, pelo menos às românticas, este tipo de pessoa até pode encantar numa primeira fase. Mas atentos todos os esforços que os rapazes desenvolvem a partir daí para nos ir caindo menos no goto, em pouco tempo estamos incapazes de achar que a nossa vida pode passar por ali. Não precisamos de quem nos complique a viva, de quem nos sugue a energia, de quem nos tire a disponibilidade porque está sempre muito mal, tem sempre um grande drama, é sempre uma grande vítima, um profundo incompreendido. Este tipo de pessoa responde aquele irritante "Foi um dia complicado! Tu não entendes!" se lhe cobramos por nos ter ignorado estoicamente um dia inteiro. É. Na véspera eram todos disponibilidade e depois vai e desligam o botão e vão à vidinha deles. Uma pessoa fica ali às aranhas, pergunta se fez alguma coisa e eles sacam da pérola "Tu não entendes!". Não. Não entendo eu, não entende a minha amiga que está agora com um energúmeno destes às costas e não entende mulher nenhuma que tenha as três quartas bem aferidas. Uma pessoa no início de uma história lá quer saber de tudo quanto o outro passou, lá quer andar a fazer concursos de mágoas, lá quer ver-vos carpir dores pela ex, pelo avô, pelo tio, pelo piriquito, pelo patrão ou pelo melhor amigo?! Não quer. Quer ser prioridade. Mais. Ficam a saber, pessoas, que se "já passaram muito", a outra pessoa também passou. Passámos todos, está bem?! O sofrimento não é produto exclusivo aí de casa. Não há pachorra para gente que, não sabendo o que quer, não sabe sequer o que não quer. Não há. São cansativos. Enchem-nos a bagagem até ao cimo, cimo, cimo. Nunca mais conseguimos olhar para eles e abstrair-nos daquilo tudo, daquela insegurança, daquela vez em que preferiu falar da ex a saber do que gostamos nós. Lamento informar-vos mas conseguem transformar um início de história numa valente seca. E não há pachorra, acho que já vos disse, para gente que nos prega seca. Que uma seca dada por quem uma pessoa já conhece há muito, custa, mas tem de se aguentar, agora uma seca pregada por um alien que nos cai de para quedas de fronte, não, que não somos a Madre Teresa de Calcutá. Não ajuda cagarem de alto para uma pessoa depois de descarregarem a vossa bagagem sobre ela, sob o pretexto mais estúpido e esfarrapado de que lhe estão a dar um tempo para "digerir". Estamos que já não vos digerimos, nem passados. Voltarem três ou quatro dias depois e encherem-nos a cabeça porque já não somos como éramos, parecemos distantes e não percebem o que mudou e mimimi, só nos irrita ainda mais. A sério, mas será que já não se fazem pessoas normaizinhas neste mundo de Cristo?!

A festa

foi boa, pá! Embora não tenha sequer chegado a ir à Praça do Peixe ou avistado uma mísera cavava, a festa durou, animada como poucas, até depois das duas da manhã, aqui.

Já conheci a este sítio umas trezentas e quarenta e duas gerências. Umas melhores, outras piores. Não sei quem manda lá agora, mas sei que ontem, indiscutivelmente, não poderia ter tido uma noite melhor.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Já vos disse


que sou moça amiga de arraial, certo?! Ora pois, gosto muito deste. Em tempos, havia tradição de me juntar com uns amigos, jantarmos na Pizzarte e irmos para a festa. Há anos, uns cinco, que não me meto nessa aventura. Hoje volto, qual filha boazinha da terra. E pronto, lá vamos nós às cavacas. 

Qualidade de vida

é acabar uma semana num concerto da Ana Moura que não foi só muito bom, foi irrepreensível.

4 anos

Fizemos ontem quatro anos de blog.  Quatro anos.

E pensar que o criei por tua causa...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Saudades

Tenho saudades da Miss Glittering. Muitas saudades.

Muitas vezes era no blog dela que encontrava a paz necessária para reorganizar as prioridades, hipotecando para bem depois o que me atormentava e não era assim tão essencial. A Sofia (eu não a conheço) é daquelas bloggers que nos apequenam com a serenidade com que quase sempre descobrem o bright side da coisa. Acontece o mesmo com a Raquel. São inspiradoras. E fazem-me muita falta, como flores frescas nas jarras de casa ou chá quente pelo meio da tarde. São uma brisa amena nos passeios virtuais das pessoas atabalhoadas, como eu.

Por favor

Alguém que me conheça e que lê o blog me venha dizer que EU NÃO SOU UMA BARBIE. A Marisa V avançou essa hipótese de tradução e tem legitimidade para isso, que não me conhece, mas alguém, pelas almas, que já falou para mim, me diga que não é isso. Muito obrigada. Estou efectivamente em cuidados.

Desabafo


Talvez seja esse teu jeito de ser que me leva assim tão depressa da vontade de te abraçar e dar mimos "no cabelo mais macio sem ser de criança" à vontade de te virar para uma parede, obrigando-te a pensar se é mesmo assim que queres continuar o resto da vida. Enervas-me todos os dias, é o que é. Oh, pessoínha difícil. 

Traduza-se

"És cor de rosa!"

Logo à noitinha, ao vivo ;)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O famoso artigo

Ou nos dá a glória ou nos atira para a desgraça. Está visto. Dou por mim a pensar "Mas já não tinhas com que te entreter?! Já não escreveste coisas que cheguem com o rapaz?! Já não estava na altura de te dedicares mais à tese e de te deixares de tanto fait divers?! Sei lá... já pensaste que por alguma razão pensaram escrever o artigo há dois anos e nunca tiveram coragem de avançar?! Se calhar era um aviso... a dizer... "Eh pá, esqueçam lá isso... Não avancem nada."". O G. garante que o parimos em Fevereiro. Eu acho que o parto vai doer. E não avanço datas. M-e-d-i-n-h-o, minha gente.  Sei que parece que nunca escrevi nada na vida. É mentira. Escrevi. Continuo a escrever. Mas acho que nunca me passei tanto da marmita como neste artigo. A ver.

Também é possível que só um número muito residual de gente estude aquilo o suficiente para conseguir decifrar se somos loucos ou génios. É o que nos há-de valer, vá.

Gosto de

casas arrumadas, gavetas fechadas, vasos de vidro, assimetrias, livros sublinhados, poemas recitados, fotografias a preto e branco, mãos entrelaçadas, dias de frio, erva aparada, móveis antigos, casas isoladas, nenúfares em flor, músicas, terra molhada, curvas ascendentes do rosto, em sorrisos que estreitam os olhos, rendas por entertelar, laços fartos, mangas fluidas em vestidos de corte império, sabrinas com detalhes, quebra luzes, varinhas de condão, serões de trivial pursuit, suecadas a amendoins, fins de tarde na praia deserta, água do banho a escaldar, pernas depiladas, unhas pintadas, pisa papéis, puxadores em porcelana, crónicas em colectânea, desenhos atabalhoados de crianças, velas de jasmim, guias de viagem em italiano ou em francês, abraços e mimos do mano, cumplicidades mudas, letras desenhadas, pipocas caseiras, quadros coloridos, dicionários, marcas de livros de museus, cremes de frangipani, mostarda. E de ti.

Ontem à noite, hoje de manhã

Sou tanto da tua vida...

Verdades e assim assim

Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.

Caio Fernando Abreu

Gosto desta, em português

Livros

Acabei "O nosso reino". Embora tenha gostado e ache que poucos autores conseguem ser tão brutais na descrição dos fenómenos da consciência íntima dos personagens, não gostei tanto como do meu "O filho de mil homens". Segue-se, na tetralogia do VHM, que ando a lê-la por ordem (sou niquenta, não batam mais), "O remorso de Baltazar Serapião". Neste momento, faço um pausa miúda e leio uma coisa mais levezinha, que o P. me emprestou em tempos. Tenho de lhe devolver o livro um dia destes, que detesto eternizar empréstimos, portanto, "Fado, samba e beijos com língua" anda agora comigo para trás e para diante por uns dias. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Nur

é somente, apenas.

E pronto, vou ali à última aula de alimão antes do exame final e ocorre-me dizer que... sei quase nada daquilo. Sei nada, para ser mais exacta. 

Fumo

Começámos o artigo. Lá para 2020 devemos acabá-lo. Estamos numa de revolucionar uma determinada área do direito. Podia ter-nos dado pior. Não, deu-nos para isto. Deitámos fumo pelas orelhas. E pelo olhos. Escrevemos e apagámos muita coisa. Discutimos conceitos que ambos já ensinámos a centenas de pessoas e descobrimos que... se calhar... andávamos enganados. Estamos no bom caminho. Já dizia o outro que é da discussão que nasce a luz. Fartámo-nos de falar. Amanhã continuamos. Empenhadíssimos. É uma grande pena não podermos fazer também os doutoramentos assim a quatro mãos. Ter um melhor melhor amigo que estuda e pensa as mesmas coisas que nós é muito bom. É muito melhor do que podem imaginar. Chega a ser divertido. Estamos prestes a criar private jokes só nossas, que metam as palavras titularidade, poliédrico e inibição ao barulho. E mais não digo. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Wishlist


Três dias. Em Março.

Verdades e assim assim

Falam tanto da nossa vida que há alturas em que acho que sabem todos muito mais dela que nós. Que nós os dois juntos, até.