terça-feira, 20 de junho de 2017

Do horror

Escolho não usar nenhuma das muitas imagens que já todos gravámos na memória e na retina. Escolho também não falar dos números que já todos tememos, tantas vezes, não estarem fechados. Escolho ainda não apelar à ajuda que cabe à consciência de cada um ponderar. Escolho, finalmente, não apontar o dedo a ninguém. Sobra-me uma palavra sobre uma Ministra que não arredou pé, um Secretário de Estado exausto e um sem número de operacionais, essencialmente bombeiros, que dão o peito às balas por um país e um povo. Força. E outra, a última, para o que resta dos vivos desta tragédia de Pedrógão Grande e arredores. Há que enterrar os mortos e seguir em frente, dizem. Não sei como, nem quando, nem onde. Sei que terá de ser assim. E que é tão injusto que parece mentira.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Maio


Gosto mesmo de Francisco. Já o vi ao vivo em Roma e acredito que não é por acaso que pede sempre que rezemos por ele. Escolheu um nome que me diz muito e que também escolhi para o meu filho. Por isso, ter Francisco em Fátima só pode ter sido, para quem lá esteve, um momento tão único como os momentos mágicos, de tão raros, que há na vida.
Gosto muito da música "Amar pelos dois" e muito antes de eu ouvir falar no Salvador já o meu filho adormecia ao som da voz da Luísa Sobral quando canta o Senhor Vinho. Há um qualquer fascínio do meu filho pela voz da Luísa e, especialmente, por esta música.
Maio estava a ser um mês generoso.
Depois o meu filho adoeceu pela primeira vez. Disseram-me que tinha de ser internado imediatamente, picaram-lhe os bracinhos pequeninos e enfiaram-lhe um cateter na mãozinha que só estava habituada a beijos e mimos. O meu filho esteve enfiado num tubo para fazer um exame e ficou com uma nódoa negra no pescoço porque tiveram de lhe tirar sangue da jugular. Vi tudo. Vimos tudo. Eu e o pai. Segurei-o para o aspirarem e passei horas a garantir que a máscara do oxigénio estava no sítio. Dormi uma semana sentada num cadeirão do Pediátrico. Conheci mães que vivem no hospital, que vão a casa a cada três ou quatro ou seis meses. Não fiz amigos, mas o meu coração ficou um bocadinho com cada um dos miúdos que conheci e que, caramba, estava tão pior que o meu filho... quando o meu filho, com seis semanas, já não estava nada bem. Pedi aos amigos que rezassem e que, se não soubessem rezar, se pusessem a torcer por nós. Vi a nossa família mobilizada porque o seu mainovo estava ali. Contei, mais uma vez, com um marido que, teimoso, me mandou dormir uma noite, tomar um banho decente e ganhar, assim, força para mais uns dias. Nunca tinha estado internada. Passei uma semana na maternidade porque tive o meu filho e passei uma semana no Pediátrico a acompanhar o meu filho. Ter um filho está a fazer de mim muitas coisas. Uma delas é esta - SER mãe. Antes e acima de qualquer outra coisa. Maio foi, apesar de tudo, um mês bom. Estamos em casa. Estamos bem. Estamos todos. 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

E o terço, caramba?!



A Joana Vasconcelos criou um terço para a comemoração do centenário das aparições. O terço é, na minha modesta opinião, uma ode ao mau gosto, suspenso ali numas coisas, a despropósito. Veio entretanto a público a notícia de que o terço gigante não seria inédito e que numa localidade brasileira o que mais se conhece são terços gigantes pendurados entre dois paus ou coisa que o valha. Caiu o Carmo e a Trindade. Entre acusações de plágio e uma defesa esfarrapada da artista, a coisa tem tudo para marcar a obra pela negativa. Ora bem, eu já fui ver coisas da Joana Vasconcelos e gostei. Lembro-me do sapato com panelas, por exemplo, do bule de ferro forjado ou do piano de meia cauda em croché e até, de certa maneira, do candelabro de tampões. Mas este terço é muito mau. E vem depois daquelas tiradas poéticas sobre o que a Joana levaria na mochila se fosse uma refugiada e em que a artista referiu as jóias e os cadernos e os lápis de cor... A Joana tem, numa linguagem que usamos cá por casa, virado um bocado à esquerda. Ultimamente, tem sido cada cavadela sua minhoca. O terço, enfim, vem por acréscimo. O discurso dela em Fátima é, então, a cereja no topo do bolo. E assim deixa de se apreciar uma artista. É uma pena. Passou-se. 

Le Pen

Uma pena se ganha!

Baleia azul

Sou só eu a achar assustador que miúdos informados e esclarecidos se metam numa coisa destas?! Venho-me perguntando sobre a informação e o esclarecimento que andamos a dar aos nossos filhos... Perturbador!

Hoje mais do que ontem e menos do que amanhã

Ninguém nos diz que o amor pelos filhos, aquele assim que é maior que o peito e não cabe cá dentro, não nasce no parto. Quando um filho nos nasce, há muito que nos nasceram já expectativas. Uma delas é a do "amor de mãe". Também eu a tinha, convicta desde o início que esse "amor de mãe" não seria maior, nunca por nunca ser, que o amor que tenho ao meu irmão. Tenho um irmão mais novo onze anos e dedico-lhe, desde que nasceu, o meu amor mais profundo e genuíno. Aquele amor desinteressado e que se espanta com o seu agigantar, esse amor, esse eu já o experimentava há 25 anos. Capaz de dar a vida por algumas pessoas, punha a cabeça na linha do comboio pelo meu irmão e sem hesitar. Criei com ele uma cumplicidade que ultrapassa as arrelias e que supera os silêncios. Somos, mais que irmãos, apaixonados um pelo outro. Acreditava, pois, que nada superaria isto. Que amores imensos eu conhecia já outros, pelos pais, pelo marido, enfim, mas que este "amor de mãe" era o que eu dava ao meu irmão e ponto final. Sucede que o meu filho nasceu e eu só o amei. Era capaz de por a cabeça na linha do comboio por ele, passei a primeira noite em claro a decorar-lhe as feições e descobri nele um perfume que transborda doçura, mas eu só o amava. O meu "amor de mãe" não era ainda um espanto a acontecer. Só os dias, a calma da vida a retomar o seu curso com um filho na bagagem, a paz do encontro que acontece sempre que ele acorda e reconhece o som da minha voz, só isso, assim, a vagar, me mostrou que o "amor de mãe" não nasce no parto. O "amor de mãe" não é nem maior, nem menor que os amores que eu já senti, assim desses que nos enchem a alma. O meu "amor de mãe", pelo menos o meu, é tão simplesmente uma coisa toda diferente. É amar na continuidade do amor que nos temos, como ritual de renovada esperança a cada momento. O meu "amor de mãe" sou eu e está fora de mim, transforma o que eu era e adivinha o que eu ainda não sou. O meu "amor de mãe" só faz amansar-me os dias e adoçar-me a vida. Hoje mais do que ontem e menos do que amanhã, o meu "amor de mãe" é um caminho à minha frente. O meu. Só nosso.

1 mês de KikoMi

O meu filho fez um mês na quarta feira. Fomos jantar fora e o pai trouxe bolinhos. Estive tentada a deixar-vos uma fotografia dele, mas desisti. É demasiado precioso para o expor. Como as coisas melhores, as mais de dentro, bem lá do fundo, quero-o guardado para o que tenho como certo: a vida real. Há, nas visitas ao blog, muita gente que me conhece, que nos conhece. Há também muita gente que, não nos conhecendo, só nos envia boa energia. Mas eu sei lá se não anda por um aí um maluco que me pega na fotografia do rapaz e a mete em sites patifes?! Assim sendo, guardo o meu filho dos vossos olhares, mas conto-vos que já dorme quatro horas seguidas de noite (quase sempre!), que adora tomar banho, que tem crises de stress quando lhe dá a fome e nessas alturas é capaz de até chuchar na palma da mão (!). O meu filho é loiro e tem um remoinho no alto da cabeça. Tem uns olhos grandes que engolem o mundo todo quando se abrem e me aquecem o coração de tão felizes. O meu filho sorri, inesperada e reflexamente, quando lhe dou beijinhos repenicados na bochecha ou quando o pai lhe faz ginástica com as pernas. KikoMi dorme sempre com as mãos para cima, posicionando invariavelmente a direita debaixo da cara. Faz bolinhas com saliva e treme todo quando espirra. Odeia quando lhe meto o soro fisiológico no nariz e ainda não se habituou a cortar as unhas. Fez um mês na quarta feira.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A data provável

28 de Abril era a data provável do parto. O meu filho faria hoje 40 semanas na minha barriga e, dizem, devia estar a sair. Veio antes. Há 25 dias que está nas nossas vidas e já não podíamos viver sem ele. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

03/04/2017, 20h11m

O Francisco Maria nasceu no dia 3 de Abril, às 20 horas e 11 minutos. Nasceu de parto normal, depois de dezoito longas horas de trabalho de parto, com 3090 kg e 49 cm. Tem os olhos mais expressivos que conheço, imenso cabelo, loiro, umas pestanas compridas imensas em beleza e um nariz tão perfeitinho que parece ter sido esculpido por artistas. Espreguiça-se com o corpo todo, adora tomar banhinho, bebe o leite até ao fim e ainda reclama por aquilo acabar e chora, em regra, aos soluços e baixinho, cheio de mimo. O meu filho esboça sorrisos quando está deitado no peito do pai e quando eu lhe dou beijinhos na testa. Às vezes, põe as duas mãos à volta do meu pescoço e o mundo acaba-se e recomeça naquele pequeno grande abraço que é só nosso. Prometi-lhe um mês só para ele. Volto em breve. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Coisas giras, que as futilidades também são precisas, caramba!


Nike

Omnia

Omnia



Pretty Ballerinas

Michael Kors

Ti sento


Massimo Dutti

Com pequeno F. a nascer, sapatilhas e carteiras à tiracolo serão o meu novo must-have! Tenho muito pânico de cair. E de não ter mãos livres para as festinhas ao filho. Depois, bem, depois há as futilidades de sempre: brincos, sabrinas cheias de brilho e vestidos com rendinhas. Sou uma rapariga de detalhes.

terça-feira, 21 de março de 2017

Pê de Pai. O meu, que perdeu 54 quilos nos últimos seis meses, depois de quase nos ter deixado para sempre, deitado numa cama da sala de emergência de um hospital, o que só aceitou tratar-se para poder conhecer um neto que à altura não contava sequer com 12 semanas na minha barriga, mas se fez forte na determinação de também conhecer o avô, ansioso, estou certa, pelas tropelias a dois que serão só mesmo deles - o meu, esse mesmo, tinha um sonho. Tão fácil de realizar para qualquer um e tão inatingível para ele nos últimos 30 anos... Gostava que me dissessem, cada um de vós, o que representa para si vestir umas calças de ganga. Dou voltas à minha cabeça e não consigo imaginar a magia de uma coisa tão simples. Mas vi-o chorar no domingo, assim, contemplativo, perante umas calças de ganga. Limpou as lágrimas sem qualquer pressa ou vergonha e abraçou cada um dos filhos como se lhe tivéssemos, numas calças de ganga, devolvido a esperança numa vida com saúde. Pê de Pai. Coisa extraordinária.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Primeiras horas

A roupa interior é a que o pai usou quando nasceu. O resto, bem, o resto é NaturaPura. Nas primeiras horas tem tudo bege. A partir daí, o céu é o limite. Tem fofos de xadrez escocês, tem umas dez mantas diferentes, tem fraldas com o nome bordado, tem envelopes de tecido feitos à medida para cada toilette, tem gorros com a forma de pequenos animais, tem jeans, tem tapa fraldas feitos à mão, tem collants a condizer com cada casaco, tem saquinhos personalizados para tudo e mais alguma coisa, tem sapatos de atacadores e pantufas da Serra da Estrela para recém nascido, tem babetes de mil feitios, tem roupa com mensagens, um kikonico com o nome dele gravado e uma mala de viagem só dele, novinha em folha, azul cobalto. É um mimado. 

99

Percentil 99. Não é muito gordinho, mas está para lá de todas as médias quanto à altura. O meu homem sempre me disse que eu era praticamente anã e que o mais certo era termos filhos que a meio da adolescência já me olhassem de cima. Confirma-se. Resta apenas acrescentar que há consenso médico quanto ao facto de pequeno F. vir a ser mais alto que o pai. Muahhh... O pai vai passar a também ser um minorca nesta família!!!

Wishlist de uma grávida

Já informei o meu marido, os meus pais, o meu irmão e quase todos os amigos. Quando o pequeno F. nascer, dispenso, nas visitas à maternidade, flores e chocolates. Quero mesmo é que me levem sushi. Muito.

Fita cola


Costumamos brincar com o meu pai porque tem a mania que qualquer coisa se consegue resolver com "um cordelinho", "um palito", "trombocid" e "fita cola". Para tudo, para qualquer problema, o meu pai menciona uma ou várias destas maravilhas. Há alturas em que nos rimos só de olhar para ele e pensar que a pessoa que partiu a perna precisa é de trombocid e um cordelinho ou que o carro que se espatifou pode voltar a andar com um palito e fita cola. Sempre que o homem nos informa que "há um problema" (ele é muito drama queen), mesmo sem sabermos o que é, mas antecipando, pela cara, que é um dos problemas do pai, daqueles que só ele acha muito complexos, perguntamos, geralmente em coro "Já experimentaste trombocid? E um cordelinho? Se calhar isso vai lá é com um palito e fita cola!". Pois bem, o Trump não conhece o meu pai e o meu pai não simpatiza com o Trump, mas descobrimos agora que têm algo em comum. Depois de olharmos para esta fotografia, também achamos que o Trump sobrevaloriza a fita cola :)

segunda-feira, 6 de março de 2017

A sorte que é ter estrelas só nossas...


Temos quase tudo a postos para a chegada do pequeno F. Falta comprar umas fraldas descartáveis e enfiar tudo nas malas. Na minha. E na dele. Fazemos esta semana mais uma ecografia e estamos desejosos de saber novidades. A minha barriga cresce a olhos vistos, custa-me subir escadas, vestir os collants e esfregar o cabelo. Durmo de lado, mas acordo de duas em duas horas para fazer chichi.  Devo ter a bexiga do tamanho de uma ervilha, é o que é. De tão apertadinha para deixar o petiz à vontade.  Pergunta da praxe neste momento é se continuo a trabalhar. Continuo e não tenciono parar antes do parto. Ando cansada, mas não me estou a ver, ainda sem filho, a passar os dias enfiada em casa. Tenho um artigo para entregar até ao fim do mês (há muito tempo que a minha lista de pendentes urgentes não era tão curta) e por isso dava-me jeito não entrar em trabalho de parto entretanto. Há quem diga que já temos todo o ar de "fim de tempo" e quem aposte que ele só chega em Abril. Estamos à espera. Serenos, como nos pedem. A agradecer as coisas boas e a aprender alguma coisa com as partidas que sofremos durante os últimos meses. Temos um avô muito melhor, é certo, mas também passámos a ter uma avó no céu, em forma de estrela, há menos de um mês. Damos ao pai os mimos todos sem regatear e portamo-nos à altura do desafio. Tentamos ser e fazer o nosso homem grande feliz. É uma felicidade diferente, cheia de memórias, mas repleta de esperanças no futuro. Somos uma família com pessoas que vão embora, para o céu, em forma de estrela, e outras que estão a chegar. Somos a vida a acontecer. E é assim que temos de viver... Temos uma grande sorte. O nosso F. ainda tem quatro bisavós vivos. Tem os outros no céu, em forma de estrelas. O nosso F. ainda tem três avós por cá, cheios de vontade de o ver. Tem agora uma avó no céu, estrela que brilha mais que todas no escuro. O nosso F. tem uns pais que o adoram, e, também por cá, tem tios, tem primos e tem muitos amigos. Tem lá no céu uma constelação de estrelas boas que só podem olhar por ele e por nós, hoje e sempre, porque nos une, aqui, lá, em todo o lado e para todo o tempo, uma coisa chamada amor. É um F. rodeado de amor. E isso... isso é mesmo uma sorte!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Do enxoval #1

Chegámos às 30 semanas sem ter comprado NADA para o nosso filho. E notem, quando digo NADA,  é N-A-D-A! Num uma fralda, nem um babete, nem uma chucha, nem umas meias. N-A-D-A! O nosso filho tinha já alguns brinquedos que os amigos lhe foram dando e uma colecção de roupa considerável, patrocinada também por amigos e por familiares, especialmente pela minha mãe, que não pode sair de casa sem comprar alguma coisa ao crianço. Tem livros e Cds. Começávamos, porém, a sentir-nos um tanto estranhos, sobretudo depois dos olhares de reprovação quando confessávamos que não, o menino não tinha berço, nem carrinho, nem quase tudo. Confesso que me tenho exercitado na arte de não consumir desenfreadamente, para o que muito contribuiu ter combinado com o pai que faríamos as primeiras compras juntos. Fomos adiando. Fomos fechando trabalhos pendentes nas horas vagas. Nunca mais nos dava para enfiar numa loja e deixar lá vários ordenados. Foi ontem, por isso, o dia. Finalmente. Depois de até a médica nos dizer que, se calhar,  convinha começarmos a pensar a sério nesse assunto. Assustava-nos as mil e uma opções que nos iriam apresentar, a parafernália de nomes de que nunca ouvimos falar, o excesso de informação dado a pessoas que só querem criar um filho em condições, não pretendendo entupi-lo de cenas tão esquisitas como baldes de lixo perfumados e que selam fraldas ou higrómetros. Somos fãs de creme barral, achamos que o algodão é perfeito para bebés, optamos por cores neutras porque queremos ter mais filhos (!!!), esforçamo-nos por não cair em deslumbres de ocasião. Se estivermos para aí virados,  acho que quase dá para pedir empréstimos para o enxoval. Não vale a pena. Queremos coisas boas, duráveis, confortáveis, confiáveis e que façam falta. Não queremos ter de trabalhar cada um mais 10 horas por dia para dar ao nosso filho tudo menos tempo. Vai ser, por natureza, mimado. Vai ser neto de avós que já não falam noutra coisa, sobrinho de tios embevecidos, o caçula de um grupo de amigos sem igual, um filho muito desejado. Acho que estamos cheios de amor para o receber e, para além disso, tirando algumas coisas, o que quero mesmo dar-lhe é tempo. Vai daí, e não se apoquentem, aviámos para já o berço, o carro, o ovo, a alcofa, a banheira, o muda fraldas, a luz de presença, a almofada de amamentação e mais duas chuchas (a tia H. já lhe tinha dado uma). Começa a parecer cada vez mais que o F. está a chegar, caramba!

Alguns eleitos:


Chicco Next To Me Dream Legend

Tem doze posições em altura, é adaptável a sommiers, tem rodinhas, pelo que podemos mudá-lo facilmente de divisão, serve de espreguiçadeira, pode usar-se fixo ou a balançar.


Trio Love da Chicco

Monta-se e desmonta-se só com uma mão, tem alcofa, o chassis não é muito pesado e cabe na mala do Smart.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pequeno F. de sua mãe

está enorme e saudável e mexido que se farta. Há momentos em que a minha barriga ganha formas tão complexas que temos dificuldade em perceber a posição em que o rapaz está. Temos uma dor ciática fininha quando passamos dias inteiros a corrigir exames e um peso maluco sempre que demoramos mais de uma hora nos intervalos dos chichis, mas, de resto, estamos finos. Já temos de usar vestidos de grávida e calças com encaixe, mas o resto continua a servir. Pequeno F. delira com dias de provas orais. Ainda não percebi se gosta de ouvir os meus alunos dissertar (mal) sobre penal ou se dá tantas voltas aqui dentro na esperança que eu entenda que só me quer dizer "Mãe, tira-me daqui...". É isto. Gostamos dos beijinhos do pai e do quentinho da mão grande que ele põe na nossa barriga sempre que quer sentir-nos. Besuntamo-nos com cremes, mas temos verdadeiras auto-estradas a ser construídas no meu tronco de mamã. É a vida. Estamos bem. Temos um bocado de sono, também, mas ainda temos muito que fazer antes de podermos ficar uns meses a namorar. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pequena R. sugere ao leitor



Ontem fomos assistir ao concerto d"Os quatro e meia" no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra. Estamos rendidos. A mim, deixem-me da mão, transportam-me para as delícias de um tempo em que não se perdiam Saraus Académicos por nada e as noites de sexta de Queima terminavam por volta das oito da manhã na primeira fila do TAGV. São tão bons, pá!

Amor é

Não comíamos, ambos, há mais de cinco horas. Eu estou grávida e ele é diabético. Só tínhamos uma maçã e um iogurte. Bebemos o iogurte a meias. Dou-lhe a maçã, preocupada com ele. Ele diz para a dividirmos. Eu relembro-o que a maçã não está amukinada e que eu tenho de amukinar tudo. Ele, com uma mão no volante e outra na maçã, vira-se para mim e diz "Então, eu como a casca!". E foi vê-lo descascar a maçã à dentada, sofregamente, até me passar o "miolo" para a mão. Ri-me. E amei-o ainda mais um bocadinho. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Baby Love #2


Baby Love


Alexandra Vieira, obrigada pelo mail tão simpático :) É isto mesmo. Derreto-me toda.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Plasalmas

Alguém me diga onde encontro aquele anúncio novo de TV com um bebé a agradecer a todos os pais o tempo que dedicam aos seus filhos, em detrimento de outras tarefas. Fico sempre tão embevecida quando a criança aparece que ainda não decorei o produto de que fala o anúncio. Quero mostrar o puto ao meu homem e não encontro o raio da publicidade. Uma ajudinha?! Plasalmas!!!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

8 anos

O blog fez 8 anos há dias. É um infinito...

Na casa nova

recebemos já alguns amigos, arrumámos já os nossos livros, pendurámos já alguns dos nossos quadros, enturmámo-nos já com alguns vizinhos, acendemos já a lareira muitas vezes, dormimos já sestas no sofá, vimos já séries pela noite dentro, plantámos já plantas, apanhámos já gengibre do nosso, dormimos já em conchinha, "profitámos" já toda a tardinha, lemos já para o nosso filho, ouvimos já música, começámos já a montar um quarto com brinquedos, tomámos já pequenos almoços tardios, jantámos já ração de combate (pão com cenas ou flocos ou iogurtes), soubemos já que o nosso filho vai ser mais alto que o pai, descobrimos já que não tenho diabetes, crescemos já na esperança de que isto vai correr tudo bem... Estamos na casa nova há menos de um mês e estamos felizes. Uma mudança feita por muitos braços amigos e que eu achei que só estaria arrumada lá para 2030. A casa ganhou contornos de nossa há menos de uma semana, mas hoje até já arrumei a garagem. Já cheira tudo a nós e isso sabe bem. Não há tamanhos pequenos que não se agigantem nem espaços vazios que não se encham de vida. É uma casa a virar lar e à espera de um bebé. É o que tem de ser. E isso só pode estar certo. 

Felicidade é

uma tarde à lareira a montar legos com o meu marido.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Bodas de papel


Um ano cheio de tudo... E hoje, a três, as Bodas de Papel.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Repouso absoluto

E depois das novidades do último post, chego um dia à casa de banho e percebo o que nenhuma grávida quer perceber: estou a perder sangue... Entre o muito desespero e os muitos exames, lá me deixaram sair da maternidade, mas com recomendação clara de repouso absoluto. Trabalho ao computador às meias horas, enquanto não me volta a dor que só passa se estiver deitada do lado esquerdo, como, vou à casa de banho e divido o resto do meu tempo entre a cama e o sofá. Não me deixam fazer coisas tão simples como conduzir, varrer umas folhas que estão caídas na varanda, começar a encaixotar livros, pegar no saco do lixo ou entrar na banheira se estiver sozinha. É uma coisa que cansa. Acreditem que não fazer nada cansa... e muito. Continuo com tudo o que tinha para fazer à espera de ser feito, com a agravante de estar ainda mais atrasado. Depois lembro-me das últimas palavras da médica "O principal, é manter a calma. Isso é fundamental para o bebé." e penso que o resto, à falta de melhor solução, enfim, terá de esperar. Repousemos, pois.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estou grávida e... vou mudar de casa e...

Pois. Devem perceber agora melhor os silêncios. Tenho dois artigos MESMO importantes para entregar até dia 15. Passei a noite acordada (ouvi o sino de S. José bater as seis da manhã), apesar de deitada desde cedo e a contar carneiros. Tenho perdido tempo precioso a cumprir uma modernice que só quem é docente universitário ou investigador percebe (O ORCID é tão mau como o DeGóis... importam-se de deixar de inventar plataformas em que temos de inserir o curriculum à mão, por items?! Gostava que reconhecessem a minha existência só de vos enviar um curriculum normal e em Word. Está lá tudo. Não me aborreçam!). Entretanto, vou mudar de casa e a minha médica diz para não subir cadeiras ou escadotes nem carregar pesos. Adoro a pertinência da equação. Tenho livros até ao tecto. Tenho tralha  que dava para encher um T6, enfiada neste ovo que é um T1. Ainda tenho mais três semanas de aulas. E os artigos, já disse?! E as mudanças. E um pai que ainda não está bom. E um mano que precisa de motivação constante. E uma mãe cansada. E uns avós que são internados nos HUC à vez. E um tio que só arranja encrencas. E uns amigos que tiveram um segundo semestre de 2016 de merda. E um marido que, bolas, tem de ter muita paciência, mas também precisa de alguma atenção. Gosto dele e tal... E um bebé a crescer aqui dentro e que já mexe, mas gosta muito é quando a mãe se deita e fica sossegadinha a ler para ele ou a ouvir música com ele (já nasce a saber o que é bom, este meu filho). E pronto. É dia 7 de Dezembro, tenho, ao fim de não sei quantos anos, novamente, um pinheiro nórdico, natural, para enfeitar e... ainda o podem encontrar em casa dos meus pais, à espera que eu tenha tempo de o levar para a casa nova (o meu marido tenha tempo, dizia) e para o enfeitar. Mas... lembrei-me agora... tenho os enfeites aqui nesta casa. Talvez devesse começar a empacotar coisas. Mas... já disse que ainda tenho aulas e dois artigos MESMO importantes para escrever até dia 15? E faltam ainda presentes de Natal. Ah... e, já agora, continuo à procura de mais um emprego. Se calhar assim já percebem por que é que ando calada... Venho cá pouco, mas, a sério, para já, não dá para mais. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Eu não lhes chamaria nuvens...

Eu não lhes chamaria nuvens, mas apenas porque sou uma pessoa do Inverno e a quem as nuvens só trazem boas sensações. Capaz de passar dias inteiros fechada em casa, a ver a chuva a cair lá fora, com uma chávena de chá na mão e uma manta nas pernas, trabalho e descanso melhor no Inverno, nos dias que não reclamam uma algazarra que não me apetece muito, em regra, fazer. Não gosto de praia, não gosto de tomar banho e ficar logo suada de tanto calor, não aprecio especialmente roupas de Verão, não morro de amores por esplanadas, por isso, eu sou uma pessoa do Inverno. Só por isso, notem, é que eu não lhes chamaria nuvens. A maior parte das pessoas, no entanto, é assim que o conhece e, por isso, para facilitar a identificação, vou falar dele como período de nuvens. Negras e densas. Daquelas que, por mais longínquas que fiquem, apagam tudo cá em baixo. Pois bem, não sei como é convosco, mas eu tenho alturas em que parece que só vejo nuvens, que só há nuvens, que teimam em não desarredar com as nuvens, que durmo e acordo e elas só fazem crescer, as nuvens. São alturas em que não há chá que me valha, nem manta nas pernas, nem trabalho e nem descanso, só nuvens. São alturas em que o céu se abate sobre mim e me esmaga como se eu não passasse de uma barata. Tonta. Ando há meses assim. Com umas nuvens do demo a rondar-me, em forma de doença, fogo, desarmonia, impaciência e falta de coisas. Às vezes, pior, com falta de pessoas, mas, felizmente, tem sido mais raro. Não sei como é convosco, mas sempre achei que se gritasse, esperneasse e mandasse um murro na mesa, a coisa melhorava. Não melhorava nunca. Por isso, de há uns tempos para cá, passei a calar as nuvens em mim. A fechar-me, em conchinha, à espera que passem. A fingir-me de morta, para ver se me esquecem e abalam para longe. Dizem que é a melhor estratégia. Aguentar e calar. Aprender, reflectir na aprendizagem, mas calar. Guardar fundo a lição. Não alardear. Estou a fazer como me mandam. As nuvens não passam. Vão devagar. Parecem paradas. Há dias em que olho para cima, ponho as mãos na barriga e só penso: estou a fazer tudo bem, porra... podem ir embora?! Queria paz e sossego. E saúde e os meus. E alegria. E poucas bocas. E que as nuvens abalassem. Queria que só me restasse o Inverno. O meu, do Natal. Para mostrar ao F. como, caramba, isto aqui em baixo vale mesmo a pena. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Amor é

ir passar uma noite fora, porque tinha de botar faladura bem cedo e bem longe, e receber a seguinte mensagem do meu marido:

"Descasquei duas romãs só para ti. Deixei-as no frigorífico, numa taça com película aderente."

Coisas

Ganhou o Trump! No mesmo dia, assistimos em directo a um episódio do CSI gravado pela RTP. Está tudo virado do avesso. 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Today


Às vezes, ponho-me a pensar no que faria se fosse americana. Por não gostar particularmente de nenhum, nem lhes reconhecer especial habilidade e/ou competência para o cargo a que se candidatam, não me restaria solução outra se não escolher o mal menor. Não acho que Clinton seja a pessoa certa, mas ter Trump a comandar os destinos da América é coisa para me fazer temer (ainda mais) o futuro. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Voltámos


Voltei. E não vim sozinha. É a notícia do ano, a maravilha da vida a acontecer e a apaziguar as outras coisas que às vezes nos obrigam a pôr em perspectiva o que é isso da vida. Soube que estava grávida no dia 31 de Agosto. Confirmei com três testes. Pus o meu marido louco. De lá para cá, o pequeno F. tem apanhado valentes sustos e eu não tenho conseguido organizar suficientemente a cabeça para escrever seja o que for. Passo por aqui. Tenho uma vontade grande de transformar isto novamente em diário, mas ainda não tinha conseguido. Ontem, foi o B. que me perguntou se não estaria na altura de voltar. E talvez esteja. Porque sobrou vida, apesar dos sustos por que passámos, e isso é o mais importante. Desde a última vez que por aqui passei, despedi-me de um emprego, tive o meu pai internado em estado grave (não está bom, mas está melhor), vi o meu melhor amigo perder tudo, excepto a vida (a dele, a da mulher e a dos filhos) à conta de um filho da puta de um incêndio que abriu telejornais, deixei de comprar uma casa, redefini uma série de prioridades e tomei, com o B., decisões que mudam o nosso futuro mais próximo. Soube sempre, apesar de tudo, em todas as tardes passadas no hospital, em todas as noites de insónia, em todos os serões em busca de soluções, que havia um bebé a caminho e que isso, desse por onde desse, era o mais importante. O pequeno F. está bem e recomenda-se. É um matulão e ainda hoje lhe ouvi o "trote" do coração. Posso quase jurar que se mexeu no sábado, mas dizem que ainda é cedo e pode ser impressão. Visto as mesmas roupas de antes, excepto uma coisa milagrosa que se chama cinta de grávida e que nos dá um conforto danado debaixo da barriguinha. Ainda não engordei, mas temo que esse feito não dure muito mais tempo. Tive quase quatro meses de sono incontrolável e há dias em que tenho tanta moleza que só consigo dar aulas sentada. De enjoos, conto apenas três semanas, mas já me deram bem para o gasto.  Tenho uns pais agarrados à ideia do primeiro neto e embevecidos pela nova fase desta vida em família, um irmão mais mimento que nunca e um marido que, nestes meses de tantos trovões, tem sabido, como mais ninguém, transformar os momentos em que estamos juntos em arco-íris de esperança. É o melhor pai que se pode dar a um filho por nascer e o companheiro que a vida, tão cheia de si, me trouxe a tempo de ser feliz assim. Aconteceram muitas coisas, mas, sobre todas elas, há a vida a crescer aqui dentro e isso, aconteça o que acontecer, há-de ser sempre o que fica, no fim dos dias, para sempre. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Pode piorar!

Na televisão, agora, está a dar a casa dos segredos. Pelos vistos, há uma nova casa dos segredos. Há homens de fato e gravata e senhoras de vestido de cabedal a discutir a imbecilidade de quem gosta da casa... enquanto vêem a casa!

Vou mandá-lo contra uma parede!

Voltamos à saga. Haverá, prometo, sempre coisas. Isto está à pinha de fenómenos. Estou aqui sentada desde as onze horas da manhã. São quatro e meia da tarde. Trouxe almoço. Comi aqui. Por isso, desde as onze, levantei-me apenas para fazer chichi e ir à biblioteca digitalizar uma coisa que não demorou mais de meia hora. Há um telefone que ainda não parou de tocar. E quando digo não parou, é não parou. Nunca foi atendido. E nunca desligaram, do lado de lá. Está alguém desde as onze da manhã, pelo menos, a ligar para aqui. Ou então o telefone está avariado e ninguém o cala. Tornou-se um barulho de fundo, que se junta ao programa do Goucha de manhã e ao da Fátima Lopes à tarde (sim, a sala dos professores tem uma televisão... ligada na TVI). Não há comando, nem conseguimos entrar na cabine onde está o telefone. Não posso calar a televisão, nem destruir o telefone. Está aqui uma colega que diz que o telefone nos enlouquece. Para evitar enlouquecer, fala enquanto escreve. Sabem aquelas pessoas que não conseguem ler em silêncio, para dentro? Esta colega é assim! O que me eleva os níveis de stress para patamares estratosféricos.  Eu não me queixo. Não vale a pena. Beberico a minha água. Como uma bolacha de água e sal. Preparo aulas. Actualizo as mil plataformas em que nos mandam pôr o curriculum e tento avançar com artigos pendentes. Tirando isso, abro a boca e sonho com a minha cama. Às segundas feiras, sou violentamente arrancada da minha cama e dos braços do meu rapaz. É um trauma que só supero aos fins de semana. É complicado. Espero ao menos ficar rica com o que me vão pagar. Era o mínimo. Mas, vai na volta, se calhar nem isso!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Sou uma fraquinha

Acordei às seis da manhã. Fintei o despertador e levantei-me cinco minutos depois. Estava escuro como breu em Coimbra. Tomei um banho, vesti-me, tomei o pequeno almoço, pincelei a cara e saí. Apanhei uma puta de uma fila ao chegar ao Porto. Tinha esperança de poder adiar a saída de Coimbra um quarto de hora, mas estou a ver é que tenho de a acelerar. Apesar de tudo, cheguei a tempo, até porque não chovia e não houve acidentes. Dei duas horas de aulas. Trabalhei. Podia ter dormido uma sesta no carro, mas tive medo de ser apanhada por algum aluno e nunca mais conseguir mandar-lhes um berro. São do primeiro ano. Chamam-me "Stôra", que é uma coisa que me tira do sério. Tenho uma aula para dar até às nove e meia. Mais papéis para assinar no fim. Devo chegar a casa lá para as onze. Tenho frio, que é uma coisa que se apodera de mim quando tenho sono. Estou cheia de frio. Tenho um casaco vestido e estou toda arrepiada. Aqui anda tudo de manga curta, portanto, eu não tenho frio... eu tenho sono... aquele sono imenso que me dá frio e rabugice. Uma pessoa tem de trabalhar e ganhar a vida, há quem esteja muito pior, mas eu, que vim cá dar três horas de aulas, das 9h00m às 11h00m e das 20h30m às 21h30m, acho isto tudo um bocado surreal. Trouxe trabalho, mas dou-me mal em open spaces em que só há mulheres a falar das modas. Devia ter escrito mais um bocado da anotação ao Código Civil. Só consegui enervar-me. Estou cheia de sono, já disse? Estive aqui nove horas e meia à espera para dar uma aula. A 11 alunos. Comecei hoje e já não me apetece brincar mais. Tenho muito que fazer em casa. Doutorei-me. Era suposto reconhecerem que agora as minhas noites precisam de ser bem dormidas. Está tudo tolo! Mesmo eu! A prostituição intelectual é do caracinhas!

Pequena R. sugere ao leitor

Spaghetti Notte
Porque sim. Sem mais. À confiança.

Carlos, o Alex.

Não tinha nada que esperar o que quer que seja do homem, mas a verdade é que esperava outra coisa. Esperava silêncio. Tenho-o por inteligente. Sempre acreditei na sua competência. E isso bastava-me. Agora, deu-me demasiada informação. Mostrou-me um certo complexo de inferioridade por ter sido o "Saloio do Mação". Da imagem que tinha feito dele, esperava que a alcunha o orgulhasse. Sucede que esses orgulhos são visíveis no que se cala. Repristinar à toa uma coisa assim soa a bacoco. Pode ter-lhe apetecido dar uma chapada de luva branca a alguém, mas este tipo de frase faz-me logo pensar numa luva puída, muito gasta, é certo que honesta, mas acima de tudo incomodada pela sua origem, muito menos boa do que esforçadinha. E os esforçadinhos armados em coitadinhos enervam-me. Deu-me pena. Ser filha de porqueiro, ter estudado, viajado e crescido muito pelo que ele é, fez-me enxergar com outros olhos, mais serenos, essa coisa do que é a nossa história. Custa-me um bocado quem a nega. Fico sempre com a sensação que se embadalhocam tanto mais quanto mais de mão passam na história, numa tentativa, tão tola, tão tola, de, aos seus olhos, parecerem melhores. Como se isso se medisse por aí. Depois, bem, depois descambou e lembrou-se de "piadar" convicto de uma inocência que um homem como ele não pode ter. À mulher de César não basta ser séria, é preciso parecer séria. Dávamos todos de barato que tem contas para pagar, que trabalha aos sábados (quem não trabalhar, que levante a mão) e que não tem amigos perdulários. Não era preciso aquele número. Deviam ter-lhe ensinado que vale mais cair em graça do que ser engraçado. Pior, nem sequer foi engraçado. Esperava outra coisa. Tanto tempo depois, tantos episódios passados, escusava de ter-se tornado numa personagem de revista. Está a um telefonema de fazer férias na ilha da Caras, é a sensação que dá. E não lhe cai bem. Tenho pena. Esperava outra coisa. Esperava que se mantivesse mudo e quedo. Era isso.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Manuela Maria


Fiquei toda contente quando percebi que seria com ela, a peça do sábado passado. Tenho uma implicação grande com a Eunice Muñoz e uma admiração ainda maior pela Manuela. Basta olhar para o cartaz em que aparecem lado a lado para perceber porquê, para que se veja que tipo de interpretação prefiro. Foi um deleite para os sentidos. Depois de já ter chorado a rir no Politeama e bebido lágrimas baixinho com histórias tão densas com a de uma Piaf no mesmo sítio, encontrei, no sábado, muito provavelmente, uma das melhores produções do Filipe La Féria. No ano passado tinha conseguido desiludir-me com uma coisa meio circense no Casino Estoril e eu ia de pé atrás. Vim de lá rendida novamente ao teatro e, cada vez mais, à Manuela Maria. 

Palácio

No Chiado. Lindo de morrer. A respirar Lisboa. Com uns petiscos de babar e uma limonada fresquinha. É a cidade a chamar por mim, outra vez. Adoro a luz de Lisboa. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

No Dia Mundial do Cão


Tufão... um amor de quatro patas!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Independentemente de se gostar ou não do Pedro... é isto*!

A grande pessoa aumenta as outras. 
Expande-as. Porque não tem medo de quem é grande. O grande adora os grandes. O pequeno com a mania que é grande teme de morte os grandes. Ataca-os; acusa-os de, afinal, não serem grandes nenhuns. O grande de trazer por casa quer ser o único grande do pedaço. E é por isso que não passa de um minorcazinho. 
Ser grande é sobretudo isto: ajudar todos os que estão à volta a serem grandes também. Com inteligência, com carácter, com sonho, com uma dose bem grande de loucura e de sensibilidade. E com um egocentrismo particular: a felicidade dos grandes é também a felicidade de todos os que vê passarem, aos poucos, a ser grandes. Só os grandes crescem. A grande pessoa aumenta o mundo. Aprende. 
_________________
Pedro Chagas Freitas, in "Prometo Perder"


*É isto, diria a minha C.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pequena R. sugere ao leitor


Bronze. Praia da Costa Nova.
Provem a sopa de peixe.
De nada!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Casas onde pequena R. adoraria viver




Esta, que também é bem gira.

Pequena R. sugere ao leitor


La Vara. Ambiente descontraído. Hamburgueres do melhor que há (o de salmão com wasabi... ai o de salmão com wasabi...). Batatas fritas caseiras. E um bolo de chocolate de fazer pecar um Santo. 

Demagogicamente falando

Não vejo grande diferença entre as afirmações da Ministra Constança Urbano de Sousa de pôr os incendiários a pagar os estragos e a ira do meu avô quando garante que isto só lá vai quando os atarmos a um pinheiro, os regarmos com gasolina e lhes chegarmos um fósforo aceso. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Voltei ao trabalho!



Ou terei de apresentar o Doutor Wilson a alguém.