Reconciliei-me com o cinema francês! É tãããooo pequena R., este filme! J'adore!
Por aqui passei eu
Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
Les emotifs anonymes
Reconciliei-me com o cinema francês! É tãããooo pequena R., este filme! J'adore!
Etiquetas:
Cinema,
Gosto de...,
♥
Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
Ovos moles
Parece que os ovos moles vão passar a poder ser consumidos pelo mundo fora. O meu coração divide-se. Por um lado, tenho a certeza que só os da Peixinho e comidos ainda frescos nos fazem render para a vida. Por outro, não podemos ser egoístas. Eu gosto de não ter de ir a Itália para comer tiramissú ou ao Brasil para enfardar brigadeiros, ou a França para pedir croissants para o lanche ou ou ou. Adoro ovos moles. Ou melhor, adoro os ovos moles da pastelaria Peixinho, em Aveiro. Vou lá, religiosamente, pelo menos uma vez por ano: na véspera da páscoa. Quem aprecia sabe que o ovo não deve estar nem demasiado líquido, nem ter cristalizado. Deve andar ali a meio caminho. E é só por isto que não aplaudo com ambas as mãos, desde já, a iniciativa de nos pormos a vender ovos moles, ou pastéis de Belém, ou fatias de Tomar, ou queijadas de Vila Franca, enfim. Tenho medo que nos tomem os gostos por baixa tabela, como quem não passa sem café em copo de plástico e do que mais gosta é dos bolos de microondas.
Etiquetas:
Gosto de...,
Verdades e assim-assim
O kit
No chão, em cima do tapete, está um tabuleiro com um bule de chá de menta, uma caneca com um boneco de neve, uma colher, um frasco com mel e um guardanapo. Na parte de cima das costas do sofá, encostado à parede, está um rolo de papel higiénico (já desisti dos lenços de papel...), uma embalagem de ben-u-ron 1g, o termómetro e o telefone. Está um livro do João Tordo (trabalhar está um bocadinho fora de questão) no meu regaço e o comando da televisão anda algures ali perto dos meus pés. Tenho calçados uns collants de cashmere e umas pantufas até ao joelho. Tenho uma camisola de gola alta de lã, um vestido de malha por cima e um casaco. Um elástico no cabelo e a sala à média luz. Estou a tornar-me repetitiva... e era bom que isto amainasse.
Verdades e assim assim
No mundo, há quem ache que pode haver mimo a mais. Isso é só normal.
Na minha profissão, há quem ache que pode haver mimo a mais. Isso pode ser muito perigoso.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Meu estado de sítio
Dói-me o corpo todinho. Desde a ponta do pé à ponta dos cabelos. As mãos, os joelhos, os ombros, a cabeça, os ouvidos, as costas... tudo. Tenho muuuiiito frio. Por hoje, já acabou. Agora devia por-me a trabalhar em casa, mas não consigo. Preciso de chá a ferver, de um banho quente e de uma botija de água a escaldar... e mantas... e sofá. E mimo.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
E levava-me ao altar #21
Acho a sonoridade jolie, que querem?!
E ando virada para o que é nacional... que é tão bom ;)
E ando virada para o que é nacional... que é tão bom ;)
Etiquetas:
E levava-me ao altar :)
Óscares
Se não tivesse os próximos 10 dias úteis com 18 orais (provas, minha gente, provas!) marcadas por dia e os sábados ocupados com aulas e um malbendito artigo para acabar às noites e aos domingos, era gaja para fazer directa. Assim, acho que amanhã me levanto um bocadinho mais cedo para enfrentar o mundo com as notícias fresquinhas e mais nadinha.
A fuga
Estive aqui a pensar se elogiava o José Pedro Gomes ou a Maria Rueff, mas depois lembrei-me do "mulhereeee, re, re, re" do Jorge Mourato, do ATM da Sónia Aragão e dos gemidos do João Maria Pinto e não consigo decidir-me. Vão ver. Dá muito para rir. E rir, minha gente, é o melhor remédio. Ou, como dizia na revista, nos idos de 93, não paga imposto!
Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
Vou ali
passar a tarde a aprender coisas jolies para a tese de doutoramento e ouvir falar gente que sabe e volto logo ou amanhã, sim?!
Frases que... só comigo!
M. Ontem estive com o teu quentinho.
R. Já não gosto dele.
...
R. Mas sim... o tipo é quentinho.
Nota: vi a criatura três vezes, qual delas aquela em que estava mais gelada, e aquilo que mais me cativou foi o facto de, nos breves momentos em que se dão os beijinhos dos cumprimentos e se tocam as mãos das pessoas, ele estar tão quentinho. Desde então, toda uma linda saga de como uma relação com uma pessoa assim seria confortável para uma moça friorenta de meter dó. Depois soube-se que a melhor característica da criatura seria ser quentinho... e passou-me a vontade de esperar para ver :)
Etiquetas:
Frases com história
A saga do cabelo lambido
Ter caracóis é lindo. Eu cá... gosto. Mas ter caracóis cansa e dá um certo trabalho. Pelo menos quando os caracóis são como os meus, que lindos mesmo só estão no dia em que lavei o cabelo e ainda não o fiz amassar-se numa almofada ou então com espumas que deixam o cabelo peganhento. Eu não suporto cabelo peganhento. E sou uma pessoa que gosta de dormir, vá. E de perder a cabeça e até dormir deitada. Portanto, ter caracóis é lindo e eu gosto, mas isso não significa que não haja alturas em que me apeteça andar com o cabelo lambido ao melhor estilo levantar, abanar a cabeça e já estar penteada. Posto isto, e atendendo à fasquia imposta pela minha cabeleireira "da terra", gentil senhora que até vai anualmente a reciclagens em Milão e Paris e que leva a módica quantia de 6 euros por lavar e secar, todos os valores praticados nesta cidade são um insulto. Muito por não apreciar ser insultada, desafiei-me para a saga do cabelo lambido, o que me leva a correr cabeleireiras de todos os estilos. Já fui a uma criatura que há uns dois anos me levou 35 euros por lavar e secar o cabelo, já frequentei um espaço em que o preço era 28 euros, já fui a outro onde me esticaram mesmo muito bem o cabelo mas me levaram 18 euros e já passei meses a achar que tinha finalmente encontrado o melhor preço ao descobrir um salão todo pipi onde, pelo serviço, cobram 16 euros. Ainda assim, sou moça atenta e que não desiste. Mal ouço alguém falar em cabeleireiras baratas e boas e é verem-me a tirar a ficha das ditas. Ontem fui experimentar um sítio novo e, até novas conquistas, ficar-me-ei por este, onde levam 14 euros. Está um cabelo lambido e brilhante e a menina é simpática. Se houver por aí alguém que queira contribuir com dicas para a saga peregrina de pequena R., pequena R. agradece. Pequena R. é moça com cabelo um bocadinho abaixo dos ombros, sem corantes nem conservantes e caracóis para dar e vender. Prescinde de sprays e cenas, não é muito exigente com o champô porque, para bom, usa o que tem em casa, mas não pode é aceitar que não lhe ponham amaciador, sob pena de a descabelarem a tentar desembaraçar a juba para secar. É isto. O que uma pessoa passa para não assustar criancinhas quando sai à rua...
Saudade
Tenho duas coisas para te contar. Ouve-me bem. A primeira é que... te amo. A segunda é que... é todos os dias.
de ter vontade
de dizer isto a alguém.
Não tenho.
É pena.
Não tenho.
É pena.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim,
♥
Gosto de
jantares de amigos!
Adorei o de hoje. Por muitas razões. Algumas... tão minhas.
Etiquetas:
Gosto de...
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Também era bom
que a pessoa que escreveu a tese que estou a acabar de ler para arguir amanhã soubesse que é "o diploma assinala" e não "o diploma assiná-la" e que se abstivesse de escrever frases com 15 linhas com apenas um ponto no fim e um deserto pelo meio, que soubesse que a assuntos diferentes correspondem capítulos diferentes, mas, se for pedir muito, parágrafos diferentes e, no desespero, ao menos, orações diferentes. Era excelente se eu não tivesse de ler cada linha pelo menos 3 vezes para tentar captar a mensagem e em 60% das linhas não acabasse a sentir-me burra porque... não capto nada. Era inexcedível que alguém tivesse, em tempos idos da primária, explicado à pessoa que as vírgulas não são uma coisa que se vai buscar em punhados a uma arca velha quando se escreve um texto para depois serem lançadas no vento sem preocupação de onde caem. E, finalmente, que alguém, pelas alminhas, lhe dissesse que não podemos referir-nos às fontes bibliográficas de referência precedendo o nome dos ilustres pelo artigo. Os "o" e "a" estão a matar-me.
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Wishlist
Ficar em casa, embrulhada em mantas quentinhas e com a caneca do chá sempre a fumegar juntinho a mim. Sempre que voltam a constipação e a febre, todo o meu corpo parece que quebra e, não sei se sabem como é, mas parece que funciono em piloto automático e que os meus braços e as minhas pernas mandam sozinhos e, coisa mais estranha, vejo-me de fora, como se estivesse drogada (nunca me droguei, mas imagino que seja assim!). Quero a minha casinha... Dói-me a cabeça e estou ranhosa.
Etiquetas:
Wishlist
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Curiosas parcerias
Por causa do doutoramento, hoje passei a manhã a contactar pessoas que, por uma ou outra razão, preciso encontrar ou, pelo menos, e quando não estão aqui muito perto, saber que estão disponíveis para irmos trocando uns mails.
Uma dessas pessoas é um professor e juiz brasileiro, com inúmeras publicações e tréu-téu-téu-pardais-ao-ninho, a cujo contacto me atrevi apenas porque um colega meu de mestrado já foi assistente da pessoa em tempos e me preparou o terreno.
Pois muito bem... Escrevi-lhe um mail cheio de nove horas, que começou com um Exmo. Senhor Professor Doutor e terminou com o Muito cordialmente da praxe. Há pouco tinha a resposta no mail.
Oi R.!
...
...
...
Conte comigo, viu!
Abraço você,
A.
:)
Verdade e assim assim
Gosto do vagar do amanhecer e do que faz durar mais o cair da tarde. Não gosto tanto da vertigem do meio do dia nem de quando o mundo se cala porque passou metade da noite.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
Carnaval
Dormi até às 10h, almocei em família, apanhei solinho na espreguiçadeira do jardim, meti as coisas numa mala pequenina, voltei a Coimbra, descalcei-me, arrumei coisas no frigorífico, pus roupa a lavar, reguei as plantas de dentro e de fora de casa, tirei as folhas secas dos vasos da varanda, amassei pão com um restinho de farinha que ali tinha, tomei banho, pintei as unhas dos pés de vermelho e as das mãos de branco aguado, vi um filme que estava a dar na TV e só depois retomei o trabalho. Soube como se fosse mesmo feriado!
Etiquetas:
Gosto de...
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
Da serra ao mar... amo a Boa Viagem!
Hoje voltei a percorrer os caminhos dos piqueniques, a caminhar na areia amaciada pelas vagas lentas do mar que mora no sopé da serra, a sonhar com a Casa dos Cogumelos, a ver anunciar-se-me a Figueira no recorte da estrada do norte. Hoje voltei a ouvir que a Feira de Paião era a 19 e a da Marinha das Ondas era a 2. Hoje fiz quilómetros e redescobri os caminhos de quem sai da minha praia e enfrenta a floresta sem se deixar perder do perfume da maresia. Cheguei mais longe do que outras vezes, fui mais além. Hoje, o sol no mar pedia, quente, que se soltassem versos no tempo e se dissesse às pessoas que nunca mais farão piqueniques connosco que temos pena, porque era tão bom.
Etiquetas:
Lugares,
Verdades e assim-assim,
♥
Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
Da vida
Lembram-se disto?!
Parece que o caso chegou ao fim. Da única maneira que podia chegar. Tão dolorosa e simultaneamente justa como saber-se que não há boas soluções para os precipícios da vida
Mais, aqui.
Etiquetas:
Do Estado das coisas...
Mum
A minha mãe fez anos ontem. O mano ofereceu-lhe um lenço, eu ofereci-lhe um vestido, o paps ofereceu-lhe uma flor e... uma bicicleta! Lov it :)
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
Ser amigo é
saber que se pode abrir o bolso pequenino da carteira da amiga, onde ela também guarda o penso higiénico de emergência, para tirar o creme das mãos e espalhar nas ditas, que estão secas.
perceber que o creme está a acabar e chamar inútil à amiga e saber que ela toma isso como elogio. Ou Zé Macaca, que é ainda mais afectuoso!
dizer "temos de ver este filme". É mesmo daqueles em que vais viver a história das personagens. E mandar o link. E falar do filme a cada meia hora. V-o-u v-e-r... c-a-l-m-a!!!
dizer "temos de ver este filme". É mesmo daqueles em que vais viver a história das personagens. E mandar o link. E falar do filme a cada meia hora. V-o-u v-e-r... c-a-l-m-a!!!
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
As pessoas das lojas
Eu só gosto de ir a lojas onde me tratam bem. Se vou a uma loja e me tratam mal dificilmente lá volto. Prefiro abdicar do que de mais espectacular lá está do que andar a levar com trombas de tudo me deve e ninguém me paga de gente que não me diz nada. Ora, apesar de hoje em dia consumir menos de um décimo do que em tempos e de haver lojas a que já só vou duas ou três vezes por ano e antes visitava todos os meses, eu gosto de chegar e ser recebida com o mesmo entusiasmo de sempre. Eu aprecio quem não altera o tratamento que dispensa aos clientes em função do que estes gastam. Há muitas vezes, mesmo muitas, em que entro nas minhas lojas de gostar e não compro nada. Vejo as modas, aprecio as novidades, contemplo as maravilhas, mas não desembolso um cêntimo. É isto que me permite continuar a gostar tanto da Romeu. Mesmo sabendo que posso nem trazer nada, continuam a dar-me um beijinho quando entro, a olhar-me para os pés para se renderem à fidelidade que lhes mantenho. Não se furtam a desmanchar a loja para que eu encontre umas botas pretas, mesmo que passe bem uma hora a desdenhar do que me põem à frente porque a sola é grossa, ou fina, ou me apertam, ou são largas, ou são curtas, ou não dão para chuva ou são estupidamente caras ou só me davam jeito se fossem em outra cor. Por isso é que tenho com as meninas mais antigas da Tintoretto uma relação que lhes permite tratarem-me por tu, reservarem-me os vestidos às bolinhas que sabem que vou adorar ou o lenço que ficará tão bem na camisa que levei há duas estações atrás. É isso que me permite chegar e dizer-lhes que preciso de comprar uma coisa para uma ocasião assim assim mas não quero gastar mais de x e as vejo desdobrarem-se em atenções para que se cumpra o orçamento com a peça mais jolie da loja. São elas que me substituem os fechos invisíveis que eu detesto porque empancam e me sobem as calças porque sou pequena e me apertam as coisas na cintura porque compro o tamanho acima por causa de me passarem na anca. São elas que preferem ver-me o corte império e me poupam a despir quando sabem que aquilo vestido não será tão apetecível como na cruzeta. É exactamente este tratamento que continua a fazer-me preferir o mesmo sapateiro que sabe que faço alergia à cola amarela, a mercearia do Senhor Manuel, em que o Francisco me atende desde que tinha uns catorze ou quinze anos. É por isso que os meus bolos da páscoa preferidos são os da Celina e vou dar ar à bicicleta ao Ti Mário. Também por estas razões, não troco de modista, nem de cabeleireira. À custa disso, tiro sempre fotocópias no mesmo sítio, vou às flores à Dona Célia e à Cent & Doze do Dolce Vita. E tantas, mas tantas outras coisas.
Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
Dos impulsos
Ai ser (mais) feliz dá trabalho?! Ai sim?! Então... está muito bem. Já arregacei as mangas, já pus um elástico no cabelo, já puxei os fios rebeldes para trás das orelhas... estou quase pronta.
...
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Expresso'
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Expresso'
Ignorem, pelas alminhas!
Eu nem gosto do senhor, aliás, a bem dizer nem tenho opinião sobre ele. Mas, de manhã, no meu carro, no rádio, ia esta música a soar. Passei o dia com ela na cabeça e agora só me apetece ouvi-la. Ai... TPM... que nos viras do avesso!!!
Etiquetas:
Do que me dá vontade de desatar a berrar,
Medo ao susto,
Música
E a saga continua...
Por este andar e pelo que ainda me espera, amanhã vou embrulhada num cobertor de papa. Ai o frio... e o sono...
É pré requisito para pai dos meus filhos ser pessoa pouco dada a dormir ou, pelo menos, pessoa capaz de manter os níveis normais de humor perante sucessivas noites de privação de sono. Ou isso ou amante de mergulho, que em dias como o de hoje sempre pode vestir aqueles fatos coladinhos, respirar por um tubinho e não ter de conviver comigo. Sou como os miúdos. Faço birra com o sono. Já nem eu me aturo.
Privações
A verdade é que não consegui acabar o que tinha para fazer, mas à custa de tentar a gracinha não cheguei a dormir 3 horas. Estou num dia não, portanto. Dou-me mal com privações de sono. Talvez das que mais me afectam. Hoje tenho os sintomas todos das noites mal dormidas: tenho frio, tenho os olhos pesados, uma dor de cabeça monumental, umas olheiras de fugir, vontade de me aninhar e um humor de cão. Não estou óptima, diga-se. Ai... que lido tão malzinho com isto...
Mai logo
O senhor da rádio acaba de dizer "Mais logo, às oito...". É daqui a pouco. Se alguém amanhã ouvir falar de uma professora que adormeceu enquanto fazia perguntas em provas orais, sou eu.
Devia poupar-me em directas para a tese... Não tenho juízo nenhum, eu sei!
O meu São Valentim
Aprendi um caminho novo e eu gosto de descobrir caminhos novos. Fui com a minha C. de co-piloto e levei-nos ao destino sem enjoar. O meu carro também agradece passear-se por outros sítios, que sai muito à dona. A aula correu mesmo bem e tenho de reconhecer que sou tão mais menina destas áreas das minhas pequenas pessoas. Adoro. Sou mesmo feliz a falar destes temas. Soube que vão pagar-me por cada aula mais do que eu pensava que iria receber por duas juntas e isso é uma coisa que me anima. Teria ido na mesma, ainda que não me pagassem nem as despesas, porque gosto tanto destas andanças e mimimi, mas também não me chateio se querem fazer-me este agrado. Depois voltei, cumprindo os limites de velocidade, salvo em Cacia, que me leva sempre a acelerar mais um bocadinho, e tive um jantar de amigos, porque era o dia do amor e a amizade também é uma espécie de amor. Foi muito bom, porque estar com os amigos é sempre muito bom, porque os meus sobrinhos do coração me amaciam os ecos de tic-tac e porque a sobremesa metia húngaros e almendrados. Finalmente, ignorei as recomendações médicas todas e bebi um café. Estou em casa, com um banho tomado e morta, capaz de aterrar em qualquer ribanceira cheia de silvas, mas tentarei fazer uma directa a corrigir os exames que faltam. Acho que não vou conseguir, mas se não tentar é que não consigo mesmo. Foi um São Valentim calminho e não fui nada ranhosa porque deixei as pessoas sair a tempo de irem jantar com os MQT. Nada em mim questiona a pertinência de uma comemoração diversa, ou então é do sono.
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
Vou ali outra vez
ao Porto botar faladura, desta vez até de noite, correndo o risco de ser insultada por quem tem MQT em casa à espera, e já volto.
Do amor
Sempre que chega este dia, lembro-me deste episódio.
Deixo-vos novamente com as definições das crianças. E... lanço-vos mais uma vez o desafio. Hoje.
´O amor é uma pessoa ficar muito apaixonada e conseguir perdoar.'
'O amor é felicidade, é alegria. No amor só não há tristeza, mas há muita, muita coisa.
Eu já amei duas pessoas da minha família.
Primeiro foi a minha prima Érica.
A outra foi a minha prima Sofia.
Mas a irmã da minha prima Sofia, que é a Daniela, gosta de mim e eu sei isso porque ela nunca pára de andar atrás de mim.
Só que eu amo outra pessoa mas não quero dizer.'
'O amor é uma coisa muito bonita. As pessoas apaixonam-se, casam-se e têm filhos.'
'O amor é quando uma pessoa está triste, chegar e fazer-lhe carinhos.`
'O amor é bom. Andam abraçados uns aos outros e dão beijinhos e abraços. E muito mais à frente casam-se.'
'Eu gosto do amor, mas às vezes passamos por partes difíceis. Mas mesmo assim as pessoas gostam de amar.'
'O amor é quando uma pessoa gosta de outra pessoa. Eu tenho um namorado que se chama Rafael e ele é surdo e eu tenho muita pena dele. Ele vai todos os domingos à missa para tirar o problema que ele tem. Ele não faz quase nenhum disparate porque ele é muito querido.
Nós namoramos desde que nós nascemos e fomos para a creche. Sempre namorámos.'
'O amor é namorar com um rapaz ou uma rapariga. O meu namorado é o Gabriel. Ele é muito simpático, mas às vezes é terrível e mal educado mas eu mesmo assim gosto dele.'
'O amor é muito bom e pode ser de muitas maneiras. Por exemplo, eu tenho muito amor pelos meus pais, depois também há o amor pelos amigos, primos, irmãos, padrinhos, tios, filhos, mas o mais associado a amor é o amor dos namorados. E esse amor dá tanto calor.'
'O amor é dar flores e dar beijinhos e levar ao cinema. O amor é fazer sacrifícios pela namorada e não chatear a cabeça.`
´O amor é de pequeninos para aí até aos 60 anos. Os pequeninos começam a conhecer-se e a partir dos 5 anos namoram até aos 20. E para aí aos 20 começam a ter filhos. Quando fazem muita idade já é mais raro fazerem filhos, mas são avós. Só que já não dão tantos beijos.'
´O amor é de pequeninos para aí até aos 60 anos. Os pequeninos começam a conhecer-se e a partir dos 5 anos namoram até aos 20. E para aí aos 20 começam a ter filhos. Quando fazem muita idade já é mais raro fazerem filhos, mas são avós. Só que já não dão tantos beijos.'
'O amor é uma preciosidade para os que já têm namorado e o namorado pode dar um anel ou um ramo de flores e pode pedir em casamento e podem ir viver na mesma casa.'
(Excertos dos textos da Sofia, do Gonçalo, da Andreia, do Leonardo, da Tânia, do Gabriel, da Margarida, da Beatriz, da Catarina, do José e da Filipa, com idades entre os 6 e os 10 anos)
Etiquetas:
♥
E o mundo fica um bocadinho melhor
O Irão decidiu banir as execuções por apedrejamento e isso é uma boa notícia. Ainda não chega para os entender, mas é um grande passo.
Etiquetas:
Do Estado das coisas...
Percebo que me apaixonei pela capital
quando, a pretexto de uma conferência de um dia no próximo mês, procuro organizar-me para lá passar uma semana. Vá... vou pesquisar, não sejam maus. E matar saudades... não batam mais. E outras coisas. Cheguei ao momento da vida em que me mudaria para lá amanhã se soubesse que, em me arrependendo, poderia bem voltar à terra.
Etiquetas:
Gosto de...,
Lugares,
Verdades e assim-assim
O senhor Cupido
Ontem, um dos meus formandos chamava-se Xxxxx Cupido. O senhor Cupido era moço para a minha idade e do mais bem apessoado de que há memória naquela formação. Dei-me ao luxo de fazer um trocadilho com o nome do senhor Cupido e o dia de hoje e o senhor Cupido sorriu e ficou muito mais à vontade. No fim da tarde, passei-lhes o teste. O senhor Cupido tem ali uma bela miséria.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Why not... again?!
Há nos dias de algumas mulheres horas mortas de esperança. Há nos dias dessas tantas outras esperas por cumprir. E a tempos se lhes prova que há por vir o que nem sonhado está. Há nos meses do estio um querer maior. E nos outros também. Mas quando passam todos e novos já despontam, há silêncios que se quebram e palavras que as alagam. E há no tanto que quiseram uma queda sem parar. E nem mais nada a salvar. Até que imita a vida o sonho. E nos dias dessas mesmas há violetas por abrir e perfeitos para amar. Há alegrias por regar. E nada mais a separar. De um pouco amanhecer, é de luto que se erguem. Mas despidas dele todo, há nos dias de algumas mulheres milagres por acontecer. E nos de alguns homens milagres por fazer.
Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Adoro tanto este poema
«Espreitava em seus olhos uma lágrima,
e em meus lábios uma frase a perdoar;
falou o orgulho, o seu pranto secou,
senti nos lábios essa frase expirar.
Eu vou por um caminho, ela por outro;
mas, ao pensar no amor que nos prendeu,
digo ainda: porque me calei aquele dia?
E ela dirá: porque não chorei eu? »
Gustavo Adolfo Bécquer
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
As pérolas
A pergunta: Diga se, no caso, A será responsável pela morte de B.
A resposta: B, infelizmente, já não se encontra entre nós para nos relatar como tudo aconteceu exactamente, o que dificulta as coisas.
;) MUITO BOM!!!
Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
Gosto tanto...
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
Etiquetas:
Gosto de...
Lá fora
estão 3 graus neste momento e estavam 5 negativos quando entrei em casa perto da uma da manhã. Deixei de achar Coimbra fria quando passei a morar lá e a vir a casa dos meus pais só de vez em quando aos fins de semana e nas férias. Aqui está tanto frio, mas tanto frio, que esta noite dormi agarrada a uma botija de água quente, realidade que há anos desconhecia na minha vida. O sítio onde se está melhor é lá fora. Passei a manhã no meio do jardim, no sítio onde mais dá o sol, com um chapéu de palha na cabeça e a corrigir exames. Agora está vento. Além do frio... vento. Portanto, só não me enfio dentro da lareira porque me ardiam as provas das crianças. Eles insistem que está quentinho. Bebem água fria e tudo. Eu estou a chá e sucessivos pares de meias. Estou a ficar tão desgraçadamente velha que até os ossos me dão sinal do tempo.
Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
Ingredientes para duas horas que regeneram as pessoas
Uma voltinha pela cidade num carro muito louco, um almocinho no restaurante mais italiano da beira rio, um tiramissú a partilhar, uma caminhada, um cházinho e mais dois dedos de conversa no sofá cá de casa. Tudo, com o melhor melhor amigo. O que esperou sete meses para perceber que hoje já me podia dizer, sem medos, "Ele perguntava por ti todos os dias... Agora ainda pergunta, mas no princípio, quando lhe sumiste, até dava dó!"*.
* Podem chamar-me cabra egoísta, mas não consegui evitar sentir-me um bocadinho vingada. Afinal...
Só entre amigos
uma mulher pode dizer "e não me leves a nenhum sítio fino que não me apetece mudar de roupa e estou com leggings e um casaco cheio de borboto mas que é quentinho e confortável para quem tem de passar o dia a corrigir exames" e depois desligar e ligar passados dois minutos a dizer "Olha, podemos ir à beira rio, que já vesti umas calças e mudei de casaco e até pus brincos.".
Quem não entende isto é muito limitadinho da tête!
P.S. Vou ali almoçar com o meu melhor amigo e já venho, sim?! Estamos os dois sozinhos em casa a trabalhar e ninguém merece isso aos sábados.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
Pequena R. pergunta ao leitor
Pessoas que não acreditam na AMIZADE entre homens e mulheres são pessoas que ainda não perceberam nada do que é a AMIZADE, não são?!
Etiquetas:
Do que me dá vontade de desatar a berrar
Dialecto de pequena R.
Pequena R.: Tal e tal e tal e coisa e coisa e coisa e o teu amigo... moita!
Amiga de Pequena R.: Quem é o Moita?
Moita: expressão usada singela ou a preceder o substantivo masculino singular "cachorro" e que significa "nada", "nem aí".
Verdades e assim assim
As minhas olheiras não têm fim. Começam nos meus olhos e estendem-se para lá de mim.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
Cenas da minha vida doméstica
Estava com uma faca a descaroçar maçãs para assar. Ao meu lado, no meu ouvido, de dois em dois segundos, tinha o mano a dizer "Tu vais-te cortar!", "Olha que isso corta!", "Dá cá isso que ainda te aleijas!" "Olha a faca a ir para a palma da mão!". Cansei-me. Olhei-o nos olhos durante dez segundos com cara de "Queres ensinar o pai nosso ao vigário?!" ou "Até a formiga tem catarro!". Dá-me um beijinho na testa e diz: "Vou dar-te uma prenda de dia dos namorados. Um descaroçador de maçãs."
Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
O namorado, o companheiro, o marido, a nossa pessoa
Nunca deixo de fazer uma coisa ou de ir a um sítio ou de seguir com a vida com a normalidade das vidas das pessoas inteiras por estar sozinha. Convivo, conforme sabem os meus mais próximos, muitíssimo bem comigo. Acho que nunca senti essa coisa má a que chamam solidão. Todas as minhas tristezas e dores de alma por amores se curaram sem precisar de paliativos em forma de flirt. Em suma, sei muito bem o que não quero e com mediana competência vou trilhando o caminho na demanda do que ainda me faria mais feliz. Uma vez expliquei a uma amiga que a minha vida tinha dias óptimos e dias péssimos, como a de toda a gente e que, se tivesse de a avaliar, lhe daria um 17/18. É uma vida com coisas muito boas, com pessoas muito especiais, com um reconhecimento profissional conquistado a pulso mas que já me permite sentir algum orgulho em pequeninos feitos, enfim. Perguntava-me ela, nessa altura, se, então, não me fazia falta A pessoa. Faz. Respondi. Faz, mas só poderá entrar na minha vida se for para me manter a felicidade avaliada em 17/18 ou para me fazer ainda mais feliz e almejar um 19/20. Se não, não vale a pena. Para ter dez dias maus por cada dia assim-assim, não vale a pena. E é a verdade. As não relações fazem-me muita espécie. E há muitas não relações mascaradas de relações. Não sou imune às quedas e esfoladelas. Pelo contrário. Mas as minhas pessoas têm sempre conseguido dar-me, apesar de tudo, num determinado momento da nossa vida partilhada, muitos momentos de felicidade acima da média. É isso que as tem feito ficar e é a ausência disso que me tem determinado a deixá-las ir. Apesar de tudo, há dias em que todas estas certezas se apequenam. Em que não há abraço de amigos que me cure por inteiro. Em que uma amiga e a filha terem-me ligado há pouco só para dizerem que gostam de mim e darem-me um beijinho ainda não me preenche. Em que até a voz da minha mãe a dizer "Já passou!" ou "Vai ficar tudo bem!", com o condão de me serenar o coração, deixa espaço para algum vazio. E é nesses pequenos e espaçados instantes que eu penso se não seria aqui que entraria A pessoa. Que eu não sei quem é, mas que talvez exista. Talvez se hoje, durante o funeral, lá tivesse estado, me tivesse custado menos. Talvez se agora, aqui sentado no sofá, me dissesse que terça feira ia comigo ao Porto porque não quero ir sozinha de carro e ontem voltei a enjoar tanto de comboio, me passasse o medo. Talvez se me dissesse que não fiz mal em dizer à L. que o namorado dizer-lhe que ela não é de confiança porque só tem colegas homens não é normal, me aquietasse o espírito. Talvez se, em dias em que o meu e-mail não passa de uma enorme fonte de problemas, me pedisse para fechar o computador, os dias seguintes acordassem com soluções. Talvez. Ou então não... e isto é tudo um enorme disparate.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
Que dia
Hoje morreu-me uma amiga.
Hoje tive de dizer a um amigo uma verdade difícil de dizer e de ouvir: foste incompetente.
Hoje dei uma aula que não correu mal e, no entanto, não correu bem. Uma coisa horrível de saber que é preciso fazer alguma coisa diferente da próxima vez e não estar, de todo, a ver o quê.
Hoje um taxista decidiu estar atento a um telefonema meu e estabelecer comigo a seguinte conversa:
Taxista: VenS cá às aulas na Universidade XYZ, é?!
Eu: Não.
Taxista (olhando para um grupo de jovens no passeio, entredentes: Isto é só droga. Só droga. Malandrões. Estes ursos só têm um remédio: um tiro na cabeça. Fazem as leis e esquecem-se que deviam deixar os pais escolher se queriam continuar a viver com estes drogados na família ou vê-los mortos. E depois... um tirinho.)
Então? Mas estavaS a dizer que a aula acabava às 17h!!!
Eu: Vou dar uma aula.
Taxista: E venS de Coimbra cá só para dar uma aula?!
Eu: Sim.
Taxista: É por isso que o país está como está... ... ... Do que é a aula?
Eu: xxxxx
Taxista: E o que é que TU, tão nova, sabeS de xxxxx?
Eu: O suficiente para me pagarem para cá vir de propósito dar uma aula disso. E agora, se não se importa, suba a música do rádio. Obrigada.
Hoje tive de dizer a um amigo uma verdade difícil de dizer e de ouvir: foste incompetente.
Hoje dei uma aula que não correu mal e, no entanto, não correu bem. Uma coisa horrível de saber que é preciso fazer alguma coisa diferente da próxima vez e não estar, de todo, a ver o quê.
Hoje um taxista decidiu estar atento a um telefonema meu e estabelecer comigo a seguinte conversa:
Taxista: VenS cá às aulas na Universidade XYZ, é?!
Eu: Não.
Taxista (olhando para um grupo de jovens no passeio, entredentes: Isto é só droga. Só droga. Malandrões. Estes ursos só têm um remédio: um tiro na cabeça. Fazem as leis e esquecem-se que deviam deixar os pais escolher se queriam continuar a viver com estes drogados na família ou vê-los mortos. E depois... um tirinho.)
Então? Mas estavaS a dizer que a aula acabava às 17h!!!
Eu: Vou dar uma aula.
Taxista: E venS de Coimbra cá só para dar uma aula?!
Eu: Sim.
Taxista: É por isso que o país está como está... ... ... Do que é a aula?
Eu: xxxxx
Taxista: E o que é que TU, tão nova, sabeS de xxxxx?
Eu: O suficiente para me pagarem para cá vir de propósito dar uma aula disso. E agora, se não se importa, suba a música do rádio. Obrigada.
As homenagens
10 minutos antes de sair de casa hoje de manhã, soube que a minha amiga que estava doente tinha morrido. Ainda ontem o N. ralhava comigo porque eu estava tristíssima por ela e ele insistia "A senhora ainda não morreu. Calma!" Morreu hoje. E estou calma. Não tenho sentimento nenhum de revolta para com a morte que põe fim a um sofrimento já tão grande, a sério. O que continua a nublar-me a existência são as doenças, as vidas interrompidas quando as pessoas a elas se agarraram com ambas as mãos, os filhos órfãos antes do tempo e os pais mutilados na sua melhor parte.
Vou ali
falar de pessoas que não se contentam em casar só com uma pessoa de cada vez, de pais e mães que impedem os ex-cônjuges de ver os filhos e dos idosos que desde o início do ano apareceram mortos em casa sem que ninguém se tivesse, em tempo útil, dado conta. Vou ali falar de família numa aula de penal e já volto.
Fingers crossed!
Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Um presente para a vida
Quando, há minutos, o CPS me apresentou esta música estava, sem saber, a dar-me uma das músicas da minha vida... para sempre! Inesperadamente, sinto que está ali tudo. Muito do que, desde o dia em que não quis fazer o balanço do ano que passou, não conseguia verbalizar. Adoro a Kate Winslet. Hoje e agora mais que nunca. Adorava saber quem escreveu esta letra e a musicou desta maneira. Estou rendida à voz da moça que me pôs a chorar desalmadamente ao primeiro verso. Esta música é, para mim, a melodia de um certo género de histórias que só morrem connosco, tenham elas durado uma vida ou um dia. ADORO. Obrigada CPS.
Etiquetas:
E levava-me ao altar :),
Gosto de...,
Música,
Traduza-se.,
♥
Pudicamente falando
não é fácil para uma moça que já deixou a casa dos 20, dormiu mal e está a endoidecer com dores de costas, manter o ego em alta. A bem dizer, nem quando tem de ir comprar o bilhete de comboio para amanhã, que tem de botar faladura no Porto toda a tarde, vê que não há estacionamento e encosta o carro o mais que pode a um muro, porque são só dois minutos... o que a obriga a sair pela porta do pendura e, por isso mesmo, a fazer ginástica com as pernas. O ego da pessoa cai por terra quando se apercebe que está de vestido e meias opacas, mas, olhando à figura que se pespega na frente do carro para assistir ao malabarismo, sente ainda necessidade de, enquanto faz a ginástica, manter uma mão a puxar o vestido para baixo. Não foi sedutor. Foi só... vá... ridículo.
Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Os bons exemplos
Acabo de ler um exame tão bem escrito, tão estruturado, tão competente. Há esperança.
De modo que
me está a fazer uma certa espécie dizer apenas "é possível" à possibilidade de já nos terem apresentado. E outras coisas.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Os sinais dos tempos
João Fontinha recebia €1500 por mês, o que lhe permitia pagar uma prestação de €400 pela moradia que comprou há seis anos, mas acabou por ficar desempregado e o subsídio de €600 que recebe não é suficiente.
Por isso, decidiu vender a casa em rifas. Por 5 euros, alguém com muito azar ao amor poderá ter uma casa nas Furnas! Logo nos Açores, o paraíso na Terra!!!Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/desempregado-vende-casa-em-rifas-para-pagar-divida-ao-banco=f702946#ixzz1lWTzW9Uq
Etiquetas:
Do Estado das coisas...
Experiência
Estou tãããooo indecisa.
Gosto muito deste novo modelo, mas fazem-me falta, aqui de lado, as listas de blogs muito adorados e dos seguidores tão foffiis. Contem-me tudo. Apostamos na novidade ou deixamo-nos estar como estávamos para não estragar?! Sou toda atenção ao que têm a dizer!
Pequena R. recomenda ao leitor
Gosto mais da esplanada. Mesmo. Mas ontem, pelo frio, impunha-se ficar lá dentro. Um ambiente muito próprio, com um público muito particular, embora heterogéneo, um serviço sempre atento, provas de cervejas únicas e uma encharcada de Santa Clara de comer e chorar por mais. Gosto muito!
Etiquetas:
Gosto de...
Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
Ele há com cada uma!!!
Jovens de Portimão pedem lugar seguro para fazer corridas... ILEGAIS!
Olhe, ófáxabôr, eu quero apostar meio ordenado por noite e espatifar-me de mota, mas gostava que não houvesse carros e pessoas a atrapalharem-me, nem buracos no chão, que é uma coisa que me dá nos nervos ir a 200 à hora e em vez de me espetar num poste ser projectado por causa de um raio de uma cratera no asfalto. Não demorem, sim?! Nem mandem bófias, que é gente cheia de cagunfa e só faz "malhar na cena" da malta. Tásse.
E pronto... é isto! Vivendo e aprendendo. Já não bastava o pessoal que se senta nos rebates das capelas à espera que as autarquias ofereçam casas, agora estes querem matar-se em segurança. O ser humano é maravilhoso, de facto.
Etiquetas:
Do Estado das coisas...
Mangiare

Já lá tinha estado em tempos para a borga nocturna e não tinha apreciado nadinha o ambiente. Para além de em cada 10 pessoas, 5 serem meus alunos, havia uma pretensão no acolhimento que fica mal à cidade universitária que somos. Uma certa sobranceria bacoca que faz pender para o ridículo o que só se empenhava em ser fino. Mas a impressão com que fiquei depois de lá almoçar é bem diferente. Um ambiente descontraído, calmo, muito clean, elegante e quentinho (!). Coimbra começa a ter alguns espaços assim, mas ainda não são muitos. Por isso, e porque fica mesmo perto de onde podem perder-me e achar-me quase todos os dias, assinalei o Still is na lista dos "A voltar... e voltar... e voltar!". Ao almoço, pelo menos. Gostei.
Etiquetas:
Gosto de...
Aquele dia...




Estava capaz de começar a namorar esta semana só para poder ter a esperança de receber uma qualquer peça desta colecção. Ou então... não. Mas amo de paixão esta linha. Principalmente, os brincos e a pulseira, sempre as minhas peças de eleição, muito mais que colares ou anéis. Rosette, da Swarovski.
Homens deste meu Portugal, pensem lá bem se a vossa cara metade não se renderia a uma coisa assim... E vão em frente. Em opção, ofereçam-lhe flores. Ou poemas. Ou um jantar home made com velinhas. Ou "As Cartas de Amor de Grandes Homens", da Ursula Doyle. Ou a vossa atenção mais ainda do que é costume, com um post it no espelho da casa de banho a dizer "lov u too". Sim... que elas vão declarar-se. Somos umas previsíveis!!!
Não inventem. Menos é mais.
E façam isso hoje. Ou amanhã. Ou, melhor ainda, hoje, amanhã e todos os dias. Não esperem para aquele dia. Cada dia deve ser o vosso dia.
Nota mental: estou a falar para uma parede. Abri a boca para não a ter fechada e pronunciei-me só para não estar calada. Vai tudo andar a 1000 até ao dia e de terça a oito será vê-los a escolher à pressa lingeries com padrões tigresses, peluches com corações colados e, oh céus, música se lhes apertamos a orelha, alianças de namoro (às sete, presas por corações com a inicial dele de um dos lados e a dela do outro!!!), rosas vermelhas e menus do Mac especiais São Valentim, com mousse de chocolate e cenas dessas. Não vejo modos de isto se compor, pessoas. Oh... mania dos dias de.
Etiquetas:
E levava-me ao altar :),
Gosto de...,
Verdades e assim-assim,
♥
Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
TIC TAC
Ora ouçam lá isto e digam-me se não é a coisa mais foffii e jolie de todos os tempos?! Do blog da Sónia Morais Santos, o cocó na fralda, pois claro!
Etiquetas:
Gosto de...,
♥
Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
Poema essencial
Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.
Eugénio de Andrade
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.
Eugénio de Andrade
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Calda de chocolate
Porque hoje o jantar voltou a ser peixe e o petiz mandou-me um smile triste quando recebeu a minha mensagem com a ementa, ainda houve tempo para fazer a mais rápida e fácil tarte de requeijão e de, depois, a título de mimo, lhe fazer uma calda (individual) de chocolate para pôr por cima da fatia dele. Comeu a pescadinha toda, que faz muito bem. Depois, adorou a sobremesa e deu-me muitos beijinhos e xis quentinhos. Ai... o mano!
Já lhe prometi que amanhã é lasanha!
Etiquetas:
Gosto de...,
♥
Das pessoas que não ficam para sempre
Eu tenho uma amiga que há pouco mais de um ano ainda dizia que o que mais queria era reformar-se. Reformou-se. Meses depois soube que estava doente. Tão doente. Temos acompanhado o estrago de uma doença implacável numa pessoa que ainda tinha tanto para fazer. Há dois meses, pouco depois de sabermos que era mesmo grave, ainda nos acompanhou para um chá no Chá das Cinco. Ainda comeu bolo e tudo. E daí em diante ainda nos encontrámos muitas vezes, ainda nos devolveu um sorriso grande aos nossos "Vai correr tudo bem". Desde há três semanas que só podemos visitá-la em casa, que deixou de poder receber-nos sozinha, que não aprecia doces, que até os chás bebe porque é obrigada, que nos olha com a expressão de quem pede ajuda e sabe que não podemos ajudá-la, que nos devolve olhos cheios de lágrimas aos nossos "Vai correr tudo bem". Na sexta feira, voltámos lá. Não levei provas para corrigir à beira da cama em que não consegue descansar, nem tivemos coragem para voltar a dizer-lhe "Vai correr tudo bem". Das últimas vezes, tem-nos agradecido a amizade, mais por estar certa de não ter já tempo de a retribuir do que por pensar que a amizade é uma coisa que se agradece. Ontem foi internada e hoje deixou de receber visitas. Tem uma filha mais nova que eu. Estava a meio caminho de reconstruir a casa antiga em que nascera para aí recuperar dos quase quarenta anos de trabalho, plantando o quintal e o jardim. Mas um dia disseram-lhe que tinha cancro e na semana passada, quando dizia a quem lhe acompanha as angústias que, fisicamente, de facto, estava ainda mais debilitada, mas animicamente me parecia melhor, devia ter acreditado quando, com a mão no meu ombro, ele me disse que, no fim da vida, as pessoas acabam por escolher viver o mais felizes possível os poucos dias que lhe restam. Não merecia. E eu sinto uma impotência do tamanho do mundo quando vejo, por entre os dedos, fugirem-me as minhas pessoas e, pior ainda, quando as perco ainda em vida, quando, por medo, teimosia, orgulho ou apatia calo, uma e outra vez, o "esquece tudo e fica comigo" que tantas vezes só se torna audível quando fechei a porta ou desliguei o telefone.
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Para o mano
Salmão no forno, em cama de cebola, alho e azeite, temperado só com sal, pimenta preta e sumo de limão. Arroz de pimentão doce. Espinafres ao vapor. Queijadinhas da Miss Glitterin.
Cá em casa janta-se com o mano durante estas duas semanas, em que as aulas do petiz já recomeçaram e as dos amiguinhos e colegas de casa ainda não.
Etiquetas:
Gosto de...
Maça assada... minha querida e adorada maça assada!
O resto ainda não é suficientemente tolerado pelo meu dente para me fazer evitar um grito de dois em dois minutos. Era isto ou Nestum mel. Fiquei-me pelas maças. Se entretanto enjoar, viro-me para o Nestum.
Ainda assim, e porque não vou obrigar as pessoas que me visitam a ficar-se pela maça, hoje foi dia, depois de almoço, de experimentar isto. Metade da receita e, a olho, 4 ovos pequeninos. A ver...
Etiquetas:
Gosto de...
Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Está a baixar em mim a histeria...
Daqui a menos de uma hora volto ao dentista. Supostamente, o meu dente, depois de todos os cuidados, devia ter dado tréguas até hoje. Mas não. Desde sexta que me inferniza. Again!
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Quintas de cinema em casa
Já tinha saudades. Já tínhamos todos saudades, acho eu. Hoje começámos por um jantar de amigos, cheio de cumplicidades e risadas... e acabámos aterrados no sofá a ver um filme hilariante, daqueles que não exigem que se pense muito e que têm música de constituir família e flashs de rebates de consciência e motivação colectiva que invariavelmente me levam às lágrimas. Cuidado com o que desejas. Foi tão bom. É sempre tão bom voltar que estar agora em casa a responder a mails e a preparar coisas para amanhã de manhã nem custa tanto. Daqui a pouco durmo, aqui na sala... ou então, assim a cápsula de fenistil me permita... na cama. Às oito volta tudo ao normal.
Etiquetas:
Gosto de...
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
Almost done!

Estou quase, quase a acabar.
Hoje, se tudo correr bem, dormirei a horas decentes.
Para a semana há mais, mas isso agora não interessa nada. Até porque a sorte é escapar com alguma boa disposição.
ODEIO corrigir exames.
Eu esperava por isto há muito tempo
Mesmo muito. Porque ando cansada, farta mesmo, de sentir que falo para uma parede, que acham que tenho tiques delicodoces de quem se julga muito melhor do que aquilo que é. Não julgo. Aliás, tenho até, segundo parece aos mais próximos, o péssimo hábito de apequenar os êxitos, de os desvalorizar. Também não concordo. Sou, em geral, orgulhosa do que sei que faço bem e consciente relativamente ao que sinto não ser a minha vocação, só isso. Mas hoje saíram os resultados dos inquéritos pedagógicos aos alunos. E, em 5, a minha média é 4,7, sendo certo que são muitos, muitos items, mas me apetece destacar dois. A pior nota, um 4,5, vai para a "adequação da quantidade de informação ao tempo disponível por aula". Afinal, eu não tenho culpa que façam programas de metro. Não me sinto abalada, portanto. Mas depois, por exemplo quanto à "apreciação global da qualidade do docente", vejo lá escrito um 4,8! Esperava por isto há muito tempo. Há muito que esperava pelo dia em que seria avaliada por quem me vê trabalhar e não apenas por quem nem sabe quem sou eu mas calhou de nascer muitos anos antes de mim. Grata.
Etiquetas:
Do Estado das coisas...
Para mais tarde recordar... em tempos de queixume Presidencial.
São 405, 46. Isso mesmo... 405, 46. Com as devidas distâncias, fazem-me lembrar os 74, 67 da primeira escala na Relação. Mas agora é um bocadinho pior, porque não dá para pedir o merecimento dos autos e sentar-me. Era deprimente de ridículo, apetecia declinar. Agora é deprimente de injusto. E quase apetece chorar. Enfim.
Etiquetas:
Do Estado das coisas...
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Boas...
Ficou para quinta. E ainda bem. Que estou capaz de os correr à chapada se os encontro. 50% entende que a excepção em causa é a do "risco premetido"...
Etiquetas:
Do que me dá vontade de desatar a berrar
Verdades e assim assim
Se amanhã, por voltas das 11h, tiver isto pronto para lançar notas, torno-me, definitivamente, a minha maior fã.
Adeus.
Etiquetas:
Verdades e assim-assim
Digam-me que o trabalho escravo já não é permitido!
São ZERO HORAS E DOIS MINUTOS. Ou seja, PASSA DA MEIA NOITE. Acabam de ligar-me a perguntar se posso fazer júri de provas orais um dia desta semana.
Digam-me que também não acham normal. Atendi com o coração em prantos a pensar que tinha morrido alguém ou que a Cabra estava no chão. Afinal... não. A sério... como diz o G., eu tenho qualquer coisa que atrai almas do purgatório à minha vida!!!
Etiquetas:
Do que me dá vontade de desatar a berrar
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
O meu presente "mais melhor" do fim de semana
G: Quem é meu amigo? tu és meu amigo?
:-)
By Kique (3 anos), ontem à noite, quando interpelado pelo pai (o melhor amigo G.)!
Etiquetas:
Gosto de...,
♥
Sábado, 21 de Janeiro de 2012
:)
As aulas correram mesmo bem e agora vou jantar com gente amiga. Amanhã logo volto a pensar em corrigir exames. Not today :)
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Pequenas grandes coisas
Mum: Boa sorte para as aulas de amanhã.
Me: Obrigada.
Mum: Olha, já sabes se vens jantar ou se só vens domingo de manhã?
Me: Ainda não. Depois amanhã logo decido.
Mum: Está bem. Eu, de todo o modo, estou em casa todo o dia. Só devo mesmo sair para ir ao Derby.
Me: Onde?!
Mum: Ah... ao Derby. Os meus alunos jogam amanhã contra os garotos de A. e eu vou lá vê-los e torcer por eles.
Me: Ah... tá...
Os alunos da minha mãe têm entre 6 e 10 anos e pertencem a uma equipa de futebol amador de uma aldeia com bem menos de 500 casas. Vão amanhã jogar contra os putos de uma outra equipa, que pertence a uma aldeia com seguramente menos de metade do tamanho da nossa. Ainda assim... a minha mãe diz que amanhã vai ao Derby.
Fartei-me de rir :)
Ah... Parece que o meu pai vai com ela!!!
Opções
MUITO FORÇADAS!
Eu podia estar a jantar sushi com amigos, mas estou em casa a corrigir provas.
Insultá-lo faz-me subir a tensão
e é por isso que o/me poupo.
Cavaco diz que as reformas dele não chegarão para
pagar despesas*
Ainda assim, quero só esclarecer que não estou aborrecida (não quero dizer isto em linguagem asneirenta, entendem?!) porque o senhor ganha 10.000 euros e acha pouco. Cada um sabe de si. Acho lindamente que haja gente a ganhar valores com zeros a perder de vista. A sério. A minha indignação advém da lata do senhor em mencionar a supressão do seu vencimento, não passível de acumulação com as pensões. Isso é que me choca. Porque haver quem ganhe muito no privado, quem construa empresas e vire rico, por mim está óptimo desde que contrate pessoas e as trate com decência. E quem ganhe muito pelo que faz no público, bem, mesmo, abrace cada tarefa como uma profissão, idem. Agora achar que a política (que deve, na minha opinião, ser missão de altruísmo, razão pela qual odeio o carreirismo político, acho uma cambada de gente inútil quem nunca deu provas em mais lado nenhum, nunca desceu ao mundo cá de baixo, nunca viu como era na vida, a experimentar, quem se embonecou em imberbe e desenvolveu aos trambolhões nos corredores dourados onde se decide a vida de todos nós) é para ganhar dinheiro, que o serviço à nação é para pagar despesas, que é legítimo ser choramingas diante do povo que, tristemente, o fez alapar-se nas cadeiras do poder, isso, minha gente, é que eu considero um insulto. E se há coisa de que eu não gosto é de ser insultada. A fila anda, meu caro. Há muito que tínhamos percebido que por aí cirandava mais por si que por nós. Juro-lhe: não é obrigado. É um favor que nos faz por-se a andar. Eu sei o que vai dizer-me, descanse. Que não há alternativas e mimimi. Concedo. Só não me peça é que me cale e insista em caçar os piolhos com as mãos por preguiça de ir buscar o pente de dentes juntos.
Os piolhos são uma coisa que me dá nos nervos. Achei que assentava que nem uma luva a comparação. Não a tome a peito. Sou uma reinadia. E sei que é maior. E mais perigoso. E, pior, que não há quitoso que nos valha.
*Não consegui copiar o link. Vão ler ao Público.
Etiquetas:
Do Estado das coisas...
Subscrever:
Mensagens (Atom)


























