terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Estou a meter coisas em sacos e caixas. Já não tenho sacos. Nem caixas. Ainda tenho tantas coisas.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Nonsense*

Vera, cantas bem mas não o alegras!

*Só mais esta vez...

Não me apetece escrever

mas acho que percebem se souberem que o último presente que recebi foi um livro chamado "A sombra do que fomos". Eu, euzinha, que ando a devorar o "Modelo", do Lars Saabye Christensen, e tenho em lista de espera "A arte da alegria", da Goliarda Sapienza! De resto, é um péssimo hábito este de me custar passar os anos. E se no fim não me entenderem, nem eu, deixá-lo! Já tenho chave de casa. E uma luz no hall que pisca como se o meu novo lar fosse uma sucursal da Via. Tenho medo de choques desde que tentei arranjar as lâmpadas da árvore de natal com elas ligadas e as p**** me explodiram nas mãos. Diz que tive de as esfregar com o verde e que por uma nica não estou hoje gaga. Mas que tenho de levar flores para aquela varanda, é certinho. E que amei a mesa e duas cadeiras que me lá deixou, com vista privilegiada p'rós recreios, também. Porque não há como chover sozinha, a molhar marias em café quente. E depois dormir, para acordar e ser outro dia. Não me apetece escrever.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Balanço

Este ano, eu:
encerrei um blog e criei este;
defendi a tese com 18;
publiquei-a e sei que já se vendeu pelo menos um exemplar (o da C.);
comecei o doutoramento;
voltei à Madeira;
voltei a Londres;
voltei a Florença, a San Gimignano, a Siena, a Pisa...
conheci Porto Santo;
conheci a Terceira;
quase me matei quando caí de umas escadas abaixo;
fiz o CAP;
mandei mais currículos do que alguma vez pensei mandar;
recebi respostas simpáticas, recebi respostas pré-feitas e recebi muitos silêncios como resposta;
desejei, todos os dias, ser contratada pela minha casa para dar aulas... e não fui;
dei lá umas aulas por acaso e emocionei-me sempre que as acabei;
fui aumentada;
disse três nãos tão difíceis de dizer;
disse um sim muito gostoso de dizer;
envolvi-me em alguns projectos profissionais que queria muito;
decidi viver sozinha, procurei casa e encontrei uma que, por agora, serve;
fiz poucas compras, mas fiz compras muito boas (é o lema);
temi pela vida de três das pessoas mais importantes da minha vida;
tive a conversa mais difícil destes 28 anos de existência;
ouvi o pior não de sempre e vivi uma agonia prolongada à custa disso;
fortaleci algumas amizades;
desiludi-me com algumas outras e tive de, mesmo a custo, deixá-las afastarem-se;
conheci duas ou três pessoas que se tornaram imediatamente indispensáveis;
tentei ser muito tia e muito madrinha;
fui muito mana (tenho a certeza);
tentei não falhar nem à mãe e nem ao pai;
comprei muitos livros;
li muita coisa sem ser de direito;
ri muito, mas também chorei muito;
dei o melhor passeio à beira-mar;
fui muito pouco ao cinema, mas dei-me umas matinés e serões de teatro;
andei pouco a pé, deixei de dançar e não me inscrevi num ginásio;
voltei a ser morena;
ouvi a minha avó Rosa contar muitas histórias.
Para 2010, peço:
muita saúde;
família unida e feliz;
cicatrização de feridas;
uma carreira (embora não possa negar que recebi um grande presente de Natal antecipado :));
uma casa minha, mesmo minha, linda e baratinha (ou um empréstimo pagável);
o acessório mais bonito que uma mulher apaixonada pode ter (este é o pedido para o jackpot, porque só os atentos saberão do que estou a falar);
algum reconhecimento do trabalho feito até agora (não era mau saber que a tese foi últil a alguém);
um tema de doutoramento tão interessante que não me pareça suicídio passar quatro anos a pensar no mesmo;
muitos xis quentinhos, muitos beijinhos;
muito silêncio e muita festa;
noites de lua cheia, dias de frio com sol, chuva miudinha;
cheiro de terra molhada, de bolo no forno, de café quente, de magnólias abertas, de relva cortada, de cama lavada e de creme nas pernas;
cinema, teatro e leituras;
roupinhas e sapatinhos da moda;
brincos tcharam;
peito sem dor e alma serena;
mimos no cabelo.

Foi o melhor Natal

Houve até um funeral, mas passei a noite e o dia de Natal com a minha avó Rosa. De brinde... piscou! E a vida é mesmo composta de tudo. Chorámos, rimos, cantámos, corámos, pregámos partidas, dormimos, rezámos, dançámos, comemos, bebemos, conversámos... De sorte... falámos! Se é para pedir, se é Natal, se há magia e se acontecem milagres, porque não?!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Wishlist

Feliz Natal

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mudando de assunto...

Então o Benfica ganhou ao Porto, não foi?!
Ahahahahahahahahah :)

E depois

perguntam-te "É ele?" e tu dizes "Não!" e ficas a sentir que precisas quase de te confessar por mentir tão descaradamente...

Verdades e assim-assim

"E eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os
meus amores, mas enlouqueceria
se morressem todos os meus amigos!"
Vinicius de Moraes

:)

E foi muito happy, pois foi!

domingo, 20 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

Verdades e assim-assim

Fui pôr uma cor no cabelo! A de sempre! Não estou para fazer 28 anos com cabelos brancos visíveis e a lembrarem-me que não vou para nova...
Daqui: http://icanread.tumblr.com

Dormir

Eu não gosto só de dormir! Eu mato por dormir! Eu amo dormir! Eu odeio-me profundamente quando me dá para ter insónias. Eu acho que dormir é um tempo muitíssimo bem empregue. Eu posso andar dias a dormir mal e até andar feliz na mesma (em viagem, por exemplo), mas chega uma hora em que eu deixo de funcionar. Acaba-se a minha pilha. Ontem fui a casa de uns tios (preferidos) que chegaram de férias de Natal. Novidades para aqui e novidades para acoli, caio de cabeça em cima do balcão da cozinha! A sério. Eles riram-se... mesmo antes de se comprovar que não tinha partido nenhum dente! Só visto! Então pus perninhas ao caminho. Cheguei a casa. Feita máquina a dar as últimas, banho e chá morninho. Depois enfiei-me na cama. Acordei hoje às 9.30! Dormi aproximadamente 12 horas. Até parece que tenho outra cor! Os olhos já não estão vermelhos e parece-me muito mais fácil começar a escrever o trabalho do seminário geral. A sério. Eu não passo sem isto. Eu posso até passar sem outras coisas, mas deixem-me dormir!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Frase do dia

Cheguei há pouco a casa. Tarefa por cumprir... Nada mais que um ir cumprindo... Tenho sono. Vim aqui imprimir a lista da bibliografia que tenho de dar amanhã. Tenho mesmo sono. Depois de um banho quente, no fim de um dia que começou às seis da manhã, à semelhança de todos os dias desta semana, todos, tenho frio e tenho ainda mais sono. Mas ainda parei a meio do caminho entre o quarto e a biblioteca para ler uma caixa da Caras pousada em cima da mesa.
Diz assim: "O difícil do amor é amar ao mesmo tempo!"
Achei que não podia ser mais perfeito para acabar o meu dia.
Agora vou dormir...
Já disse que tenho sono?!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Minuin

A minha afilhada minuin (mais pequena) chama-me "madrinha princesa" ou "R..inha" ou outras coisas igualmente capazes de me deixar embevecida!
Hoje ligou-me com uma grande novidade:
Minuin: R..inha, olha, tenho uma coisa para te dizer... que eu descobri.
R.: O quê?
Minuin: O Jesus é adoptado, como a minha amiga Aida!
R.: Ai é? Então como é que tu sabes?
Minuin: Ouvi uma freira lá da escola a dizer que o José não era bem pai dele!!!

Em compensação...

vinha eu a deliciar-me com umas castanhas assadas daquelas de rua, a fazer a Avenida Lourenço Peixinho em Aveiro, e à minha frente uma menina, mais ou menos moça para a minha idade, decide, assim de repente, dar um beijinho na cara ao namorado.

Ao estúpido, que não tem outro nome (pelo menos tão suave), só lhe ocorreu dizer "Pareces parva" e seguir já sem ser de mão dada com ela!

Estive para lhe gritar "Rifa-o!"... mas calei-me, feita cobardolas!

Oh pá...

um menino parou a fila de saída do Alfa Pendular versão conforto, cheia de engravatados e rainhas do jet set, para me deixar passar à sua frente. Como se não bastasse, deu-me ao de leve a mão, porque tropecei (sou excelente a manter a pose...)!
Ponderei que se tivesse apaixonado por mim só de me ver irradiar a minha luz natural... Depois vi-me a um espelho e descobri que deve ter tido pena: estou com um herpes labial que parece um ataque de coisas pequenas e más entre o lábio superior e o nariz e estava muito semelhante a uma despentada mental!

1.ª aula

R. Estou a falar depressa de mais?
Todos: Não!
R. Estou a falar devagar de mais?
Todos: Não!
R. Já estão com sono?
Todos: Ainda não!
P.S. Eram quase onze da noite. Perguntei na boa...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Não és minha mãe! Não és meu pai! Não és meu filho!

Quando tinha 3 anos, um dia perdi-me. Quem me encontrou, perguntou-me quem eu era. Respondi "Sou a R. e sou do meu pai e da minha mãe"...

Sucessões

O menino da Almedina deve estar a achar que estou a planear matar alguém. Cheguei lá e comprei dois livros de Sucessões. Saí e passados uns dez minutos entrei e comprei mais dois. Estava a despedir-me e resolvi perguntar por outros quatro.
A sério... Ele já não me estava a olhar com bons olhos nem nada...
P.S. Tem sorte de não ter de me gramar também agora a inventar casos em que Felismina morre, deixando marido e dois filhos, mas Alberto falece dois dias depois da sua mãe sem aceitar ou repudiar a herança. Sabendo que Gertrudes se tinha finado em 1999 e que Hélder atentara contra a vida da sua irmã caçula, faça a partilha...

Eu?!

A sério, Vera, pensa bem se é a mim que tens de dizer estas coisas!!! Não é por nada..., é mesmo, sei lá..., por TUDO!

E levava-me ao altar #3

http://bloguaxinim.blogspot.com/2009/12/todos-os-dias-eu-sei-que-te-amo.html


P.S. Gosto desta história, pronto. E não os conheço de lado nenhum, que não, mas isto dos blogs faz-nos torcer pelas histórias dos desconhecidos como se de amigos para a vida se tratasse. E não a acho nada fútil. Não tenho o livro, nem vou comprá-lo. Não a invejo, nem de uma inveja boa de que fala para a elegerem a mais invejada do país! Acho que é uma miúda normal. E ele também. E até é mais por isso que gosto deles! E pronto... isto é meloso mas é lindinho!

Foi um domingo remeloso e choramingas, mas agora já passou!

Daqui: http://icanread.tumblr.com/

domingo, 13 de dezembro de 2009

Nunca

vos apeteceu parar a vida num momento? Mas parar mesmo. Não é abrandar. É parar. É dar um pontapé no tempo e parar o momento. Às vezes, um momento faz mais por nós que a vida toda. Um momento. Aquele. Exactamente aquele em que já não pensam e ainda não pensam. Aquele em que, se o mundo parasse, não teriam nuvens de ses no olhar. Aquele em que se define, em que se aclara, aquele em que se ilumina o momento que vos faria a vida valer tudo a pena. Nunca vos apeteceu voltar atrás um segundo? Agarrá-lo? Um segundo que nunca mais volta. Nunca vos apeteceu parar a vida assim de um sopro? Porque se olham como nunca até aí, porque se sentem respirar e quase se tocam sem se tocar. Nunca, nunca vos apeteceu gritar "morro por isto, mas fica assim"? Nunca vos apeteceu ser feitos só de um órgão, que se chamasse coração? Nunca vos apeteceu acreditar até morrer? Nunca vos apeteceu parar a vida naquele momento em que, se a vida parasse, ela era perfeita? A mim já!

;



Num deserto sem água
numa noite sem lua
num país sem nome

ou numa terra nua

por maior que seja o desespero

nenhuma ausência é mais funda do que a tua.





Sophia de Mello Breyner Andresen

video

...
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
...
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
...
num corpo que já não é seu
...
onde um braço teu me procura

...

Mário Cesariny

Ódios de estimação VIII

Gente sonsinha, com ar de sem mácula nem pecado, que fala sempre baixinho, sempre devagarinho, que é muito cândidazinha, que treme toda se ouve uma destravada palavrinha... Que enjoo!!!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Verdades e assim-assim

Não sei se
ao escrever estarei
a mentir
menos
do que ao escrever
ainda!

Coisas da vida

Houve um dia em que ele me disse que quando se quer muito uma coisa, se consegue sempre concretizá-la! Eu disse que não concordava, que às vezes querer não chegava! E então ele teimou que não era só querer, era querer mesmo, era querer de dar tudo por..., era querer de sorrir se fosse preciso virar a vida ao contrário para..., era querer de querer tanto que chegava a doer e às vezes parecia que o querer se podia tocar com as mãos, tão real era ele, era esse querer!
Calou-se.
Eu não o olhei de frente. Olhei antes para a frente. E disse, num tom que começou sereno e acabou num sussurro: "Eu quero ser feliz para sempre com ele e quero ser professora! Quero! Agora, diz-me, até onde é que isso já me levou?!"
Ficámos os dois calados muitos quilómetros. Muitos mesmo.
E depois continuámos a conversar sobre outra coisa qualquer até chegarmos ao destino.
Daqui: http://icanread.tumblr.com

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Querido Pai Natal

Lembraste-te que eu sou muito mais feliz a dar aulas, não foi?! E não podias deixar tudo para daqui a uns dias, não é?! Além disso, eu faço anos daqui a pouco mais que uma semana... Foste muito querido por te lembrares! Sobretudo quando eu pensava que já não dava para realizar o sonho assim de caminho... E deu! Porque na quarta fizeste com que me telefonassem e hoje fizeste com que me contratassem! E, sabes, não é na minha casa, mas eu sou sagitário e gosto de viagens. E sabes que, mesmo isso, me parece menor hoje?! Porque o resto é tão perfeito que soar-te ao ouvido um "mas" será a prova acabada da minha cobardia em ser feliz com o que me deste e da minha incompreensão com a vida. A vida dá-nos sempre a melhor lição que tinha para nos dar... Pode ser dura, mas é exactamente aquela que precisamos para que a nossa vida não seja igual às outras todas. Por isso, Pai Natal, eu tenho de te dizer que correu tudo bem! E que estou contratada para o primeiro semestre, mas pode acontecer que até por lá fique no segundo também. Eu vou dar família, que é um dos meus amores. Eu vou ter aulas três dias por semana: às terças, às quintas e às sextas e, nesses dias, se tudo correr bem, hei-de estar a fazer exactamente aquilo que quero. Vou estar na minha cidade, até! Pensaste mesmo em tudo. Agora que me mudo, deste-me a mão e fizeste-me sentir bem-vinda quando ainda nem iniciei a viagem. Sabes que às vezes já duvidava que um dia acontecesse?! Como se, vê lá tu, por momentos deixasse de acreditar na magia... Tolice de quem espera! Se este era o presente que eu queria?! Oh... sabes bem que sim... Não to pedi com medo que nem tu pudesses dar-mo! Mas deste! E este foi, tenho a certeza, o empurrãozinho mágico de que a vida precisava para me situar no carril do que o futuro lá adiante há-de contar de mim! Amo-te como sempre, nem mais nem menos! Mas confesso-te que hoje, como há muito tempo não acontecia, me fizeste acreditar que querer muito uma coisa no-la deposita nos braços quando parecer que se esgota o tempo! Tua,
R.*

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

:)

Os sonhos de 27 de Janeiro podem começar a concretizar-se a 9 de Dezembro!!!

P.S. Torçam muito! Sexta dou novidades!

Verdades e assim-assim

Eu só não concorri ao Ídolos porque me realizo plenamente como cantora nas viagens que faço de carro, sozinha, com a música em altos berros e um estilo inconfundível de princesa do playback.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Guia da Rapariga de Hoje


Já muitas vezes aqui falei do Guia da Rapariga de Hoje. Quem priva comigo pessoalmente, sabe que o cito como a um livro de referência. A curiosidade de quase todos faz-me acreditar que o menciono com suficiente elogio para perceberem como é mágico. O Guia da Rapariga de Hoje foi o livro que a minha mãe achou que eu devia ler quando tinha catorze anos. O Guia da Rapariga de Hoje é o livro que as minhas filhas, um dia, hão-de ler. O Guia da Rapariga de Hoje já não se vende. É um livro de Floriane Prévot, editado pela Aster, Lisboa, em 1964, e que pertencia à colecção "Da mulher e do lar". É uma tradução de "Le Guide Marabout de la Jeune Fille D'Aujourd'hui". Chegados aqui, será possível começarem a perceber que livro é este. Não se deixem, ainda assim, tentar pela ideia rápida de que é uma coisa desactualizada e sem préstimo. Quem o lê, não o esquece. Está dividido em capítulos com nomes tão apetecíveis como "uma rapariga segura de si", "fresca e bonita" ou "saídas e distracções". Este livro pode ser revisitado muitas vezes. Foi com ele que, já mais crescida, aprendi as vantagens de ter uma lista de viagem. Hoje, como sou dependente da organização, tenho 4 listas: verão e inverno, combinados com trabalho ou lazer. Foi com este livro que tomei consciência que, pior do que dizer não a um rapaz, é arranjar uma desculpa esfarrapada para não sair quando já está quase na hora marcada. Este livro tem até a pretensão de, no capítulo "rapazes", nos dar umas dicas sobre os "rapazes bem" e os "rapazes não bem". Em matéria profissional, dá-nos a opção de cerzideira, mas não deixa de nos alertar para a importância de haver mulheres investigadoras e ressalta como requisito destas a paciência, a decisão e o respeito pelo trabalho dos que investigaram antes de si. O Guia da Rapariga de Hoje diz que não devemos deixar-nos iludir por quem não se abala para nos abrir a porta do carro ou nos deixa correr perigo do lado de fora do passeio... e talvez aqui precise de ser lido com um filtro próprio de uma igualdade que não compreende que não há nada tão justo como marcar pela boa diferença. Mas é este livro que diz que um amigo pode estar a deixar de o ser se pensar nele nos fizer sorrir ou se vê-lo, ouvi-lo ou lê-lo nos parecer o melhor momento do dia ou da noite. Por isso, o Guia da Rapariga de Hoje diz que há cortes de cabelo que não ficam bem com o formato do nosso rosto, mas também nos mostra, lá por altura de todos os radicalismos, que há mais vida para além do número de saias que se deve ter ou do número de truques de tira-nódoas que se deve dominar. Indica livros, sugere estudos e dá exemplo do que não deve fazer alguém que quer muito ser feliz. Este livro, se não é o livro da minha vida, não deixa de ser um dos que mais me marcaram. Por tudo.

Clic off

Descombinações!
Ora, o que são descombinações?
Descombinações são situações em que o par anda descombinado! Mas tão descombinado, tão descombinado, tão descombinado, que uma pessoa fica na dúvida se foi ele que a raptou do baile ou se foi ela que lhe deu boleia desde os semáforos da Casa do Sal...
Exemplo um:
Eles combinam sair. São um casal tão chegadinho que não fazem a mínima ideia, nem um, nem outro, de onde vão, mas também não vão estoirar saldo a ver se afinam ponteiros. Marcam às 10 por sms com abreviaturas e mesmo o "amo-te" fica adiado porque exigia passar para a segunda mensagem e nenhum deles é moche. Logo, quando se virem logo se dizem... Dez e meia e aparece ele, onze e está ela a sair porta fora. Ambos já de trombas atenta toda a paixão com que se disseram cinquenta vezes despacha-te e já vou, lá seguem tal qual pombinhos. E vão onde?! Não se percebe. Ela está toda au point, com um vestidinho pelo joelho e uma echarpe a condizer, sapatinho pipi e capaz de lhe dizer vê se percebes que eu estou aqui. Ele, como sempre imaginou que fossem só dar uma corrida ao parque verde, enfiou um fato de treino e trouxe sapatilhas. Porque ninguém está numa de torcer, decidem ambos quebrar e optam por um cinema. A sério... parem de me aparecer nestas figuras! A questão não é ele, nem ela... é ele com ela... ou ela com ele... sei lá!
Exemplo dois:
Eles sabem que vão só comer um gelado à Figueira. Eles sabem. Atenção... é que eles sabem mesmo. Os dois. Combinaram. Ele vai de havaianas e ela aparece com umas sandálias de strass!!! P-e-l-o a-m-o-r da Santa!!!
Outras coisas impensáveis, dignas representantes das piores descombinações:
Para ela:
Caracóis largos acabados de sair de um banho de salão + calças de ginástica;
Unhas de gel + fatos de treino;
Ar de "estou nem aí, mas com estilo" (ou seja: vestidinho leve ou jeans, sapato rasinho, carteirinha divertida e uns brincos que fazem o resto) + lapsos visíveis na depilação;
...
Para ele:
Meias brancas + seja lá o que for (salvo equipamentos para jogos da bola);
Look ganga total (a sério... isto não tem descrição possível);
Recortes artísticos nas mangas das camisas... Tirando os da NBA, mais homem nenhum devia poder andar de manga cava;
...
Conclusão
Nem pensem em vir-me para aqui com o complicómetro ligado do "ai o que conta é o amor". EU SEI! Mas que isto faz parte do amor, ninguém duvide. Porque sim. Combinem-se. Conheçam-se. Moldem-se sem perder a identidade. Adequem-se. Nem sempre tudo, nem sempre nada. Equilibrem-se. Não nos ofereçam cenários deprimentes. Se mais triste é andarem sozinhos, tristes e sós pelos cantos?! Siiimmm! Mas se posso ter o óptimo, por que razão me hei-de ficar pelo bom?!

Ti V.

O meu Ti V. fez 90 anos!!! Se dúvidas restassem sobre o espírito, dissiparam-se quando segui o beijinho de um "e que para o ano cá estejamos outra vez" e ele resolveu dizer "chegados a pedir, pedimos pelo menos mais dez!" O meu Ti V. fazer 90 anos é, só por si, acontecimento digno de um post. Mas o que aqueles três mânfios me fazem sentir relativamente à vida e ao sentido de conhecer e guardar pessoas para sempre não cabe em posts. Por isso, acho melhor partir para a comédia e mostrar-vos pelo menos uma razão para os adorar. Quando cheguei, já a noite tinha caído e cá fora estava escuro como breu. Sabedora da sua mania de assustadiços, lá fui aos apalpões por entre os vasos de flores até dar com a porta da sala. Bati sorrateira, disse que era eu e abri a porta em resposta ao "Chega-te, filha"! Quadro: ele, a mulher, que é a minha Ti C. e a irmã desta, que é a minha Ti L., sentados no sofá, em frente à televisão, cada um com um boné! Bem... pensei eu... vão dar uma volta e já estão equipados. Mas lembrei-me que todos usam bengala... Não era muito provável... Beijinhos e abraços para aqui, quando é que te casas para acolá e ai cachopa que tás tão linda para acoli... Muitos minutos depois, a sacramental: "Mas algum de vocês me explica por que é que estão todos de boné dentro de casa?!" Resposta pronta da minha Ti C.: "Para vermos televisão!" Huuummm... estava a escapar-me alguma coisa: desde quando é que é preciso boné para ver televisão... Sou uma tipa óbvia. Disfarço mal as inquietações. Devo ter torcido ao de leve este lindo narizinho que Deus me deu, porque então seguiu-se a explicação: "Mudámos a lâmpada. O Manel da loja disse p'ra gente comprar destas que são mais poupadas. E se calhar até são, não vamos contra isso... Mas começam com uma luz "a mode" que fraca, mas depois vai piorando, piorando... quer dizer... ficando cada vez mais forte, cada vez mais forte, que até parece que cega... E então a gente põe estes bonés para estar com os olhos mais abrigados!!!"
Fartei-me de rir :)

Para que conste

Eu adoro tudo quanto é perfume com cheirinho a lavado, pó de talco, campos de flores e leve mistura cítrica. Apesar disso, eu só posso borrifar-me com jeitinho, assim muito ao de longe, e depois passar por entre aquela nuvem perfumadinha, porque eu... faço alergia a perfumes!
Eu amo de paixão cremes cheirosos e amo mais ainda senti-los na pele, mais ou menos como capa redentora. E sou fascinada por cheirar cada novo gel de banho e esfoliante inventado. No entanto, eu tenho de usar sempre gel uriage e o meu creme de corpo é... da mesma marca (para ser uma coisa mesmo muito emocionante)! Acaba e não se tem a canseira de procurar outro... é mais do mesmo (ironia, certo?!). Porquê? Porque eu faço alergia a todos os outros que já experimentei!
O meu creme de mãos é da rituals e não mudo. Não que seja avessa à mudança, mas... eu faço alergia aos outros!
O meu baton de cieiro era sensilis. Até acabarem com ele! Estúpidos! Que não se vendia, que não sabia a nada, que deixava os lábios meio brancos... Azar... Não me fazia alergia. Depois de uma saga digna de óscares, lá me rendi ao da thann...
O meu desodorizante é da roc... E sim... é porque faço alergia aos outros...
O meu esfoliante é da estee lauder... Porquê?! Isso mesmo...
Os produtos de rosto são da avene... está visto que... por fazer alergia aos demais...
Também é frequente fazer alergia: a novos shampoos, cremes amaciadores, máscaras de cabelo, vernizes de unhas, sombras de olhos que não sejam em pó...
Tal qual uma coisa estranha, também faço alergia ao álcool gel com aloé vera!!!
Ah... e à cola dos pensos rápidos, às etiquetas da roupa, a algumas bijuterias...
Ora bem... acho, sei lá... tenho para mim, que não merecia começar a fazer alergia ao detergente que se decidiu arriscar na máquina da roupa!
Estou, literalmente, a passar-me da cabeça!!!
P.S. Esqueci-me da cereja no topo do bolo... É que eu faço alergia ao sol!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ilusão


E então compreendi. Essa aparência de sossego não é mais que uma ilusão. Não é medo, não é certeza, não é a vida inteira por outra opção. É uma aparência de teres morto o coração. Morto, doía-te menos. Mas não passa tudo de uma grandessíssima ilusão. Não o mataste. Mais, não to mataram. Não o perdeste. Mais, não to levaram. Tudo compreendido agora. Não passa de uma ilusão. Mais fácil de aceitar. Morreu. Finou-se. Nada feito. Construídos os nãos todos sobre a morte do teu coração. Quando, afinal, é ilusão. Tem-lo aí. Atirado a um canto. A questão, a questão é que é tudo uma ilusão. E tu ainda tinhas coração.
Daqui: http://icanread.tumblr.com/

domingo, 6 de dezembro de 2009

É só uma opinião...


... mas eu acho isto tão pirosinho!

Do que mete medo ao susto - XI

A frase de sexta-feira, mas que continua a ecoar no meu cérebro:

"Todo o ser humano tem o seu Everest e o vosso será este doutoramento."

P.S. Nunca fiz, mas tenho a certeza que sou péssima em escalada!

Fantástico


É que parece que sou eu a falar :) Isto tem mesmo piada, andar por aí pela blogosfera fora e descobrir que o mais fantástico que nos acontece na vida, afinal... ooops... também acontece na vida de outras pessoas! Maniazinha de nos julgarmos especiais, pá! Somos gente... e só isso já diz tudo de como somos mais do mesmo!

Amo-te


Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.


Eugénio de Andrade

sábado, 5 de dezembro de 2009


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Preciosismo

C. Qual a idade certinha do Kique?
R. Faz um ano dia 12, de hoje a uma semana! Tem 357 dias!

Só a mim...

Mais vejam nossa piquena, com essa botinha cheia de pompom, qui coisa mais dêlicada!

Frase proferida por um distinto juiz Federal, meu colega de Doutoramento, virado para os meus outros três colegas, todos eles igualmente muito distintos e também com este tique de me chamar "nossa piquena". Já não me basta ser piquena, ainda sou da comunidade!

Mas tratam-me muito bem! E gosto deles! E acho que até vou sentir falta destas aulas quando acabarem!

Do que mete medo ao susto - X

Livros para crianças com frases como "Então a fada retorquiu".

DVD's infantis com nomes como "O Dragão relutante".

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

R., a preconceituosa

Eu sei que vocês me adoram e até acham que não sou má de todo. Por isso mesmo, merecem-me o respeito que vos posso dar: todo! Lá está... e isto exige que não vos minta. Tirando a C. e a Eu, todos os habituais comentadores e apreciadores do blog já me viram. A maioria conhece-me bem, sabe até como sou quando me viram do avesso. Sabe, portanto, que não sou santinha e muito menos sonsa. Sabe que falho tantas vezes como falham os mais desastrados dos seres. Sabe que meto o pé na argola dia sim, dia também, que consigo tornar uma conversa séria numa coisa um bocado desconfortável para o meu lado com uma piada a despropósito. Mas também sabe que me esforço muito por não ser má, não ser mesquinha e ser, apesar de tudo, de tudo mesmo, alguém que, quem conheça, acredite que vale a pena guardar, nem que seja num lugar escondidinho do coração. Se há meia dúzia de pessoas a quem pagava para me esquecer, há poucas coisas que me magoem mais que ser esquecida por aqueles de que gosto muito. E para eu gostar muito não é preciso muito. Sigo o método do filme "Mentes brilhantes". Toda a gente começa com 100% da minha confiança, 100% da minha amizade. Ninguém parte do 0 para me conquistar. Só precisa manter o que lhe dou de mão beijada no primeiro olhar. Uns conseguem, sem esforço: são os meus essenciais, os que fazem as coisas mais incompreensíveis e ainda assim me merecem sempre um "Adoro-te". Outros vão perdendo pontos... até ficarem pelo meio termo, ou com negativa em matéria de aconchego no coração. Não sou, está visto, tipa para deitar fora uma amizade por um defeito pequenino, por um ressabiamento, por uma discordância, por um esquecimento justificado, por um não bem explicado. E toda esta ladaínha para dizer que hoje me senti um bocadinho fraca res. Um bocadinho armada ao pingarelho. Um bocadinho menina de redoma. Um bocadinho mete nojo. E queria que soubessem. Porque ninguém é perfeito e eu, definitivamente, também não. Preciso que saibam, para ter a certezinha que voltam, que gostam (não é do que escrevo, é de mim), que não perdem a vontade de dizer "adoro-te", simplesmente porque, apesar de tudo, de tudo mesmo, vos parece que vale a pena guardar-me num cantinho do coração!
Cenário: Sport Zone do Dolce Vita, fim da manhã de hoje.
R. Não gosto muito deste material nos fatos de treino. Não tem nada de algodão para estas idades?
Menino (e que menino!!!): Para o tamanho que quer, não. Só mesmo isto. Tem este, este, este e estes... e também estes...
R. Pronto, acho que é este. É isso, vai este! Espere... Ai... olhe lá... se tivesse 13 anos, gostava mais de receber este ou este?
Menino: Este. Mas depende. Como é que ele é?
R. Eu não o conheço. É para um menino de um Bairro problemático de Lisboa, de uma família carenciada. Isto é uma campanha de solidariedade. Só sei o nome e a idade.
Menino: Pois... não sei...
R. Pronto, vai este! Agora tenho de lhe ir procurar um jogo catita, que ele também quer um jogo.
Menino: E em que jogo está a pensar?
R. Não sei. Pensei num jogo de tabuleiro, para ele conviver com os amigos.
Menino: Sabe, é que nós temos aqui um jogo que eu acho que ele talvez goste mais... É um jogo de alvo. Sabe? Atirar as setas a um alvo.
R. Ah... pois... sei... Mas acho melhor não. Eu sei lá... é lá daqueles Bairros, ainda arranca algum olho a um vizinho com uma das setas...
Menino: Ããããã... sabe que lá por ele ser de um sítio desses, não quer dizer que vá usar as setas para cegar pessoas. Eu sou de um Bairro problemático de Lisboa e nunca ceguei ninguém... Mas se a sossega, as setas são de plástico.
R. (ou o que restou dela depois de todo o esforço para encontrar um buraco bem fundo no chão da loja) Pois... Eu... Quer dizer... Eu... Nós... Ai... Desculpe!
Menino: Não faz mal!
R. Acho que tem razão. Ele vai gostar muito deste jogo. Também vai.
Menino: (Lição de moral que melhor me assentou até hoje!)
R. Obrigada! Por tudo!
Menino: De nada!
R. (sorriso)
Menino: (também)

Clic off

Erros ortográficos!

Kiko mano

O meu irmão está mesmo apaixonado: de 5 em 5 minutos pergunta-me "Mana, já te disse que a minha I. teve 19, 7 a matemática?"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Também já dei muito para este peditório


Daqui: http://icanread.tumblr.com


A história é sempre a mesma. A pessoa encanta-se. A pessoa cede. A pessoa esquece-se de uns quantos ensinamentos d' "O guia da rapariga de hoje". A pessoa fica incapacitada de se fingir de morta.


Um dia, cai a ficha à pessoa. Que é tudo muito lindo mas parece que anda tudo muito tirado a ferros, que é como quem diz que parece que a história não está a vir ao mundo de parto natural.


Então, a pessoa cala-se caladinha, roendo todas as 10 unhas das suas duas perfeitas mãozinhas, aguardando ansiosa a prova de que deixou mossa e do lado de lá há-de vir um qualquer aceno de epidural. A pessoa passa assim uns dias em que até consegue levar uma vida normal, mas depois começa a descompensar. E então parece que entra em fase de ressacar, porque lhe dão calafrios que a percorrem de fora para dentro. A pessoa pondera amarrar os bracinhos para não lhe dar a tentação de mandar mensagens ou mails ou coisas dessas da pós-modernidade. Isto porque a pessoa, normalmente, é dada a gente que tem um certo desapego ao encontro e ao toque enquanto a coisa não se der toda em explosões cíclicas de energia em estrelas que façam luzir os olhinhos.

Actualização bis

Caiu a noite. Calaram-se.

Actualização

Não bastava o motosserra, agora ligaram um rádio!

Estou a falar a sério!

Dedico-me uma semana a fazer feliz a pessoa que me explicar como raios se trabalha sentada na secretária de casa quando a casa está rodeada de pinhal por todos os lados (à frente tem estrada, mas do lado de lá da estrada também é pinhal) e hoje decidiram vir cortar madeira!!!

Ódio de estimação VII

Lojas em open space!
Eu sou incapaz de comprar coisas nesses sítios. A primeira que me fazia espécie era a Swarovski do Dolce Vita. Se precisasse de alguma coisa, ia, nem que fosse de propósito, ao Fórum. Agora, é o Boticário. Pelas mesmas razões, mantenho-me fiel ao do Coimbra Shopping! É uma mania... mas prefiro o recato de uma coisa fechadinha, mais ou menos discreta! Sou esquisitinha em compras. Crio laços com os vendedores mais frequentes, dou beijinhos aos que sabem do estilo, do tamanho do pé ou do número de vestido. Gosto de um atendimento personalizado que aquelas lojas, logo à partida, parecem negar-me. Passa gente, pára gente! Não suporto! Antes feira! Aí, tudo ao molho e fé em Deus! Também embarco! Agora, soluções de meio termo, nem carne, nem peixe, não gosto! E pronto... Era isto!

"Destroce": uma lição de moral

Se ontem viram uma pessoa dar uma lição de moral ao arrumador que está em frente ao Beauty Stetik § Spa da Avenida Calouste Gulbenkian, ali em frente ao Mayflower... era eu!
R. tem hora marcada. R. precisa estacionar. R. vê mil sítios. Tenta estacionar. Quando está a iniciar a manobra aparece-lhe o arrumador a bater no vidro e a dar indicações. R. vai embora. R. inicia nova manobra noutro sítio. Arrumador bate-lhe ao vidro. A saga repete-se três vezes. R. está a atrasar-se. Faz a manobra mantendo o olhar SEMPRE desviado do arrumador. R. estaciona que é uma beleza. R. vai pôr moedinha. R. vai pôr papelinho ao carro. R. fecha a porta e está o arrumador em frente a si, com ar de "tudo me deve e ninguém me paga".
R. Olhe, desculpe! Importa-se de me explicar qual é a lógica de estar a arrumar carros num sítio onde os lugares estão marcados e já temos de pagar estacionamento?!
Arrumador (A.) Fazer pela vida!
R. Pela vida, ou pelo vício?!
A. Do que é que tás a falar?
R. Oh homem, diga-me lá... você ainda é novo, não é?
A. Mais ou menos.
R. E tem família?
A. Não querem saber de mim!
R. Ah... e acha que é vindo para aqui arrumar carros que os faz gostarem mais de si?!
A. Mais vale isto do que andar a roubar.
R. Pois, lá isso é verdade. Mas isso é a lógica do "antes rico e com saúde que pobre e doentinho"! Já procurou emprego?
A. Às vezes procuro.
R. Então mas isso não pode ser só às vezes, homem. Tem de ser sempre. Tem de tomar um banhinho, vestir uma roupinha lavadinha e ir à luta.
A. Pois, tem razão.
R. Pois tenho. Olhe lá, você já comeu hoje?
A. Não.
R. Então tome lá (não foi muito, que a crise chega a todos).
A. Obrigada. Olha, sabes que a Câmara vai dar uma licença a quem quiser especializar-se em arrumador. Pagas 20 € por ano e tens a licença.
R. Ai... mau! Então mas não tínhamos chegado a acordo que ia procurar outra vida?!
A. Pois... é só se não der!
R. Olhe, agora tenho mesmo de ir. Veja lá se vai mesmo gastar isso numa refeição quentinha. Se eu sei que junta os trocos para ir à droga, olhe que nunca mais lhe dou nadinha. Sabe que a vida tem muitos cruzamentos. Lá porque errámos a direcção uma vez, não há nada que nos impeça de voltar atrás e refazer o caminho.
A. Posso dizer-te uma coisa: às vezes as pessoas dizem "olha aquele quer uma vida fácil", sem saberem que a vida dele até é mas é muito difícil... Feliz Natal para ti, está bem!
R. Feliz Natal também para si.
...
R. E nada de riscar os carros a quem não dá moeda.
A. Achas?!
R. Vá... Fique bem!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nunca

mas nunca mesmo, me perguntem se eu acho que os padres devem poder casar!
Correm um risco muito grande de me ver dizer que sim com as lágrimas nos olhos, os joelhos no chão e as mãos erguidas ao alto. Como se o cenário já de si não fosse suficientemente ilustrativo, pode até acontecer que de seguida dê início a uma oração que reze qualquer coisa como "E aos que façam filhinhos, benza-os Deus!".

Estou

concentrada no trabalho para o especializado... a tentar fazer do tema "Fins das penas" uma coisa interessante!

Acontece que, não sei exactamente porquê, mas acho que não estou a ser muito bem sucedida...



Sabes que ficaste traumatizada quando

te sentas a tentar encontrar o tema para o trabalho do seminário geral e excluis um professor porque te lembras que na página 17 das suas lições pode ler-se a frase "Anómica anarquia a que assim sinepeicamente se abicaria."

Luz

Daqui: http://icanread.tumblr.com


Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinicius de Moraes

Atchim

Ontem foi dia de subida a Sever. Era tanto o nevoeiro que, mais ou menos nas Talhadas, achei que o vulto na estrada era do D. Sebastião! Ohhh... E não! Soube muito bem. Deu para pôr muita conversa em dia, deu para matar saudades das luzinhas, deu para ir à Loja do Artesão. Também soube bem porque o dia estava de chuva, estava de frio, estava de cinza... estava de Inverno...
Soube bem, pois foi... Mas a paga cumpre-se hoje: estou, literalmente, com o pingo ao nariz!

Verdades e assim-assim

Sabes que foram prometidas novenas e caminhadas a Fátima e donativos aos pobres e dias de abstinência... tudo para que sigas adiante... no dia em que um post faz a melhor de todas as amigas ligar-te para dizer "Tudo outra vez, NÃO!!!"

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eu já não posso ouvir falar

da teoria da cabala.

do défice.

a meia dúzia de pseudo-vips que povoam este país.

da casa nova da mandatária pouco amiga da fruta.

da inflação.

do desemprego.

da violência doméstica.

da face oculta.

do freeport.

da Casa Pia.

o Primeiro.

os outros todos.

o Eduardo Sá.

o Villas Boas.

do Martim.

a música do Pingo Doce.

do colete da Leopoldina.

de como o jurí dos Ídolos é mau.

do casamento da Floribela com o Djaló.

o Bruxo.

Quando estivermos tão mais longe do que o suportável, promete-me que olhas para o céu no momento que eu disser. Depois, eu hei-de olhá-lo também. Porque o céu daqui e daí é igualzinho. E pode ser que assim pareça que afinal não há "longe nem distância".


Só estamos tão mais longe do que o suportável poucas vezes na vida. Agora, definitivamente, não.


Estou a ver a lua. E, no entanto, tenho a certeza, não está ninguém de olhos postos em coisa alta que eu também possa ver.

Escolhas

Continua a ser muito difícil escolhê-lo. Porque não hei-de vê-lo surgir. Não vou saber a cara que provocar. Não pode ser mais que uma banalidade. E, no entanto, é sempre muito mais que isso. Não se arrisque. Não se conhece bem o traçado das vontades. Além disso, já não é hora. E o destino, sei-o agora, não é eterno. Se me cansa? Como não?! Não adivinhá-lo. Nem tão pouco inventá-lo. Escondê-lo? De quem?! Porquê?! Mais um. Só isso. Continua a ser muito difícil escolhê-lo. É só um presente. Mas é o teu. Acho que é por isso.

domingo, 29 de novembro de 2009


Fiz as decorações de Natal*. Bebi muito chá fervente, deitadinha no sofá, com a lareira aos pés. Comi broa doce. Vi o filme da Conspiração. E digamos que... não produzi assim muito mais este domingo!


* Custou, mas convenci-os a termos a árvore enfeitada com as bolas do Imaginarium. Desde infantil a pré-mãmã já me chamaram de tudo hoje. Mas o que importa é que está feita. E está linda. Tão linda, a nossa árvore.

sábado, 28 de novembro de 2009

Não tenhas medo do amor. Pousa a tua mão
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca
foi só inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda, não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.
Maria do Rosário Pedreira

Kikis

Se hoje viram uma pessoa sair do Imaginarium do Dolce Vita de Coimbra com quatro sacos, daqueles maiores que eles lá têm, a abarrotar de presentes com adenda de chupa-chupa, fiquem a saber que era eu! Comprei todos os presentes que tinha para comprar a pessoas com menos de doze anos. Vão de livros para o banho a fantoches, sets de cozinha, cestos de crochet, materiais para fazer bijuterias, puzzles, enfeites de cabelo, pinturas, telas, caixas de música e presépios de tecido! Acho que se tivesse doze filhos, como a minha avó Rosa, tinha de me moderar nas compras para afilhados e sobrinhos!
P.S. Eu também me esforço nos presentes dos grandes mas, definitivamente, o meu mundo é o dos brinquedos!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quases

Estava para continuar em "maré de quase", mas perceber que há coisas tão mais importantes na vida como fazer "uffa... vai passar" fez-me mudar de registo: hoje, o dia correu como correm os dias que têm coisas muito boas e uma coisa que pretende ser muito má, mas a noite, definitivamente, só me trouxe as melhores notícias!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Parece que foi assim

Se eu hoje não tivesse dado aquela aula àqueles amores que não tiveram conversas paralelas, não desviaram olhares, tiraram apontamentos mas também se concentraram em ouvir e perceber, riram das piadas, responderam às perguntas e não se acanharam nas dúvidas, que só a custo fizeram o prometido intervalo, porque até parecia que se estava bem na sala tuberculosa, hoje teria sido um dia um bocado mau! Mas como dei... foi um dia quase perfeito!

Desta vez estive em

Sintra!!!

Mas não, nem tive tempo de ir à Piriquita :)

terça-feira, 24 de novembro de 2009


Daqui: http://icanread.tumblr.com

Books


Quero falar-te dos meus sentimentos, de Mamoru Itoh
"Eu atiro a bola e tu apanha-la. Depois, tu atiras a bola e eu apanho-a . E, outra vez, eu atiro a bola..."

Grrr

Este post será entendido, na sua verdadeira essência, apenas por três pessoas que leêm este blog: a Xana, a C. e a P.
De qualquer maneira, a coisa é tão de filme e eu estou tão incrédula que... cá vai!
Hoje, o G. faz anos. O G., para quem não sabe, é dos melhores cozinheiros que eu conheço. Como ainda não tinha comprado o presente de aniversário ao G., ontem saí com uma hora de avanço de casa e antes de ir ao British passei pela Bertrand do Dolce Vita. Quando lá cheguei, munida que ando sempre da minha lista de Natal, perdi-me nas compras (já recebi o subsídio de Natal!!!) e apostei em livros para umas quantas alminhas amigas. Estava eu naquele emaranhado, com livros debaixo de ambos os braços, mas ainda na minha parte essencial daquela livraria, que é a da poesia, a namorar um livrinho chamado "Quero falar-te dos meus sentimentos" e com vontade de o receber de alguém e ouço uma voz familiar, arrastada, com suspiros depois de cada vogal, soletrar um R... (inha), belíssima!!! Oooookkk, pensei eu... Isto não é o que tu estás a pensar, R. Maria. Não pode ser! Há todo um Portugal para se estar, tu não ias encontrar este tipo justamente na Bertrand do Dolce Vita de Coimbra. Viro-me, a medo, e... eccolo! Era ele! Está na mesma! E então a conversa flui com pérolas como "pareces uma miúda", "tens falado com os colegas? Quase todos já casaram" Pausa. Quase todos vírgula. Alguns, oh caramelo, mas "sim, pois é". E então o temível "Nós não!". O "nós" arrastadinho... ai, valha-me a Nossa Senhora dos Aflitos! Passou-me o filme todinho à frente. Repesquei tesourinhos deprimentes dos últimos dez anos. Desde quando ao "E a ti, o que te apetece?" me ocorreu, sabiamente, responder "A mim, apetece-me dizer-te para teres juízo na cabeça!", até aos telefonemas espaçados, de há cinco anos para cá, que decorrem, invariavelmente, da seguinte maneira "Estou? Estou sim. Olá. Peço desculpa, com quem estou a falar, por favor? Não me conheces? Pois, não reconheço o número. Mas então não o gravaste da última vez? É fulano! Ah... Sabes que sou distraída. Então, estás bom? Estou... E tu, estás bem? Estou. Olha, estou a ligar-te para te dizer que (não, não é que tem uma dúvida, não, não é que está a chover, não, não é que mudou de clube, não, não é que se lembrou... é) gostava que viesses cá passar o fim de semana. Mas a que propósito? Lá estás tu. Vires cá. Pois, não vai dar. (seguido de explicações tão coerentes como "estou sem carro, tenho exames para corrigir, já tenho um compromisso..." E só porque já houve muitas, mas muitas mesmo, vezes em que a justificação foi um breve "Porque não" e isso não sanou as dificuldades)". Ontem, invariavelmente, a conversa seguiu o rumo do "Agora que te encontrei, não vou deixar-te ir sem jantarmos". Eu estava de sapatilhas, porque, se não, tinha descido do salto. Que não, que tinha uma aula, que até estava com pressa, que só tinha ido adiantar as compras de Natal. "Ah... livros de culinária. Adoro fadas do lar!". A oportunidade perfeita para esclarecer que não, que sou péssima na cozinha, que a única coisa que faço bem é destruir ingredientes... E então um interminável "Agora tenho de ir. Fica bem. Sim, um café, pois... até pode ser que se proporcione. Claro... Tá... mas agora tenho mesmo de ir...". E fui. Fiquei na caixa, escrutinadinha da cabeça aos pés, uns bons dez minutos (uma série de embrulhos). E consegui perceber que, de facto, há coisas que não mudam. Há clics que não têm mesmo por onde se dar. Que, não sendo, de todo, uma arrasa corações, levo com esta cruz de ter sido má, e algumas vezes mal-educada até, com ele. Porque não deu para perceber com falinhas mansas e alguma serenidade. Enfim... E lembrei-me do Grrr... E não parecia possível uma ceninha como aquela que vivi à porta do 4 da Rua de Tomar nos idos de 1999. Agora apresentava-se todo em azul e vermelho, com um blaser de botões dourados polidos a tal ponto que teria dado para me pentear a olhar para eles. Seria uma rede tentacular de filhos com nomes carregadinhos de ífens e de "de", com qualquer francesismo pelo meio, mais uma sogra a quem, no limite, chamaria "tia" e um marido que nas horas do calor me trataria por "você". A ajudar à festa, jeans e sapatilhas rosa choc provocariam sempre o enjoado "pareces uma miúda" e rabos de cavalo não lograriam o objectivo de me posicionar convenientemente no mundo vip lá da zona. Mas o pior, o pior mesmo, era lembrar-me do Grrr... e das voltas que a vida dá... e desta mania grave de ser dona e senhora das minhas vontades, que nem sempre foi fácil de entender!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Stress


Oferecem-se, assim mesmo dados de graça, beijinhos repenicados e xis quentinhos a quem aconselhar:


__ um lindo tema de direito penal que possa apresentar-se brevemente, em não mais de uma hora, mas renda discussão para, pelo menos, duas, e que caiba nesse grande mundo que se subintitula "Relações entre o direito penal e a Constituição*".


__ Um tema mais ou menos interessante que não toque no penal mas permita falar de responsabilidade jurisdicional ou processual, assim em geral**.


*São relações sérias, que o pai da Constituição teve uma conversa com o Penal para saber das intenções dele com a filha!


** Eu confesso que não estou mesmo a ver a lógica de ter de ser avaliada num tema que não é da área em que quero especializar-me... A sério... É mais ou menos como dizer a uma mulher a dias que ela só pode ser boa no que faz se souber falar latim...


P.S. Resolvi dedicar-me a ler desalmadamente coisas... assim coisas que andavam para aqui à espera de ser lidas... na esperança de, a qualquer momento, ver a luz!!!

video

Das grandes amizades

Ontem, estava o jogo para começar, enviei, tal qual uma serrazina, a seguinte mensagem ao G.: "Perder ou ganhar, o que importa é participar! Não estejas enervado...". Depois, o Benfica fez a linda figura triste que se viu e eu fui preparando o terreno para me penitenciar pela provocação. No fim, decidi que não era mau dizer que não estava totalmente triste porque, afinal, eu até gosto um bocadinho do Vitória. Ele, provando mais uma vez que os homens são menos precipitados que nós e que quando querem sabem ser irrepreensíveis, disse-me apenas "Correu-nos bem :)"!

Verdades e assim-assim

A melhor companhia do pão é a manteiga!

sábado, 21 de novembro de 2009

Bem me parecia...

Christmas gifts


Já cá cantam mais 8 presentes de natal... Tão bonitos, tão quentinhos, tão cheirosos, tão cremosos. Em caixas tão coloridas e com fitas largas tão perfeitas... Ai pá... o que eu gosto de fazer compras de natal...

Rendida


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dica breve para distraídos

Apetece-me dizer

que me apetece. Não sei porquê nem até quando. Não sei se já tudo ou ainda muito pouco. Sei só que me apetece. E que... é isso!

Dia de


50 anos

da Declaração Universal dos Direitos da Criança


20 anos

da Convenção dos Direitos da Criança

Horóscopo

Estou em choque

com isto!

Ele*

começa assim:


e acaba assim:

A Casa

“Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha tecto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.”

Vinícius de Moraes
* O power point!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Rica vida

Boto faladura amanhã de manhã, ainda não acabei a apresentação, mas acho que me posso dar ao luxo de parar o que estou a fazer a cada dois minutos para ver se não tenho nenhum mail, se o telemóvel não piscou sem eu ver, se não há novidades, se não actualizaram o Expresso, se não mudaram a previsão do tempo, se o Via Michelin não tem mesmo um caminho mais fácil...

Pede-se, pois, auxílio para concentração! Vá-se lá saber porquê...

Se

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

Mário Quintana

Descobri que

o amor não resiste a tudo*. Principalmente, pode não resistir a pensar-se que resiste a tudo. A pensar-se que se pode fazer trinta por uma linha, inventar tropelias, mandar bocas foleiras porque no fim, com um "desculpa" a contragosto e um presente tudo passa, tudo fica como antes. Não fica! Acho que pode resistir a muitas coisas, mas não resiste à exaustão!





* E também descobri que não vale a pena dizer "Tem calma. Respira fundo, conta até dez, sai um bocadinho. Quando estiveres bem, sentem-se e conversem". Porque no dia em que se verbaliza a exaustão, já há muito se esgotou a capacidade de acreditar em conversas.

Era tudo o que eu precisava

Ir de carro e assassinar um pássaro que se mandou contra o vidro da frente, caindo estatelado em cima do limpa pára-brisas!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Andamos a ser mandados por isto!

Via http://amorumlugarestranho.blogspot.com/

Ao natural

Alexandra Lencastre diz, numa entrevista a uma revista que li na minha cabeleireira, esta pérola:

"Lembro-me de adormecer muitas vezes com maquilhagem só para o Paulo não ver como sou ao natural."

Ora bem... isto merece algumas considerações, parece-me!

Primeira: Ainda que a coisa seja assim mesmo, não me parece que seja informação pertinente para uma revista, sobretudo atendendo a que a personagem em causa passa a vida a dizer "não se metam na minha vida privada".

Segunda: O Paulo, minha fofa, se casar contigo sem nunca te ter visto "ao natural", é gajo para se assustar quando a coisa se der. Imagina que até cais à cama com uma constipação, ranho à fartura e febres ao delírio. O Paulo, que para te teres apaixonado por ele deve ser bom moço, há-de querer levar-te um chazinho, quem sabe ajudar-te no banho... eu sei lá... Estás a vê-lo?! A febre a baixar-te com a água fria e a desilusão a subir-lhe enquanto se te esborrata a pintura?!

Terceira: Acho que deves mostrar-lhe como és "ao natural" o quanto antes... porque, se até já falam em casamento, é preciso acautelar que ninguém vai ao engano...

Quarta: Eu até gosto de ti... Gostava mais na Rua Sésamo, por isso fico-me por essa memória... E, assim, mesmo sem me teres perguntado nada, eu ainda te dou mais uma opinião de graça. É que ele "tem de te conhecer cada linha, sinal, curva ou cicatriz. E tem de as decorar e reconhecê-las em cada mulher em que te transformes. Tem de viver para estar contigo, porque isso lhe parece que é sinónimo de viver para ser feliz. E tem de saber disso e nunca se arrepender. Tem de ser ele mesmo... Depois, no caminho, tu, deves dar-lhe ambas as mãos e a vida toda. Para seres a sua mulher e ele ser o teu homem. Se não, não vale a pena!".

Vai ser feliz, mulher, mas, por favor, vai "ao natural"!

E quem é

que vai ao Mundial, quem é?!

Verdades e assim-assim

Estou com tanta vontade de ir ao inglês que até já ponderei justificar a falta com o jogo da Selecção!
Por falar nisso, livrem-se! Ouviram?!

Adenda ao post anterior

Parece que sou fraquinha a soprar. Depois de meia hora a soprar, parece que a meia de leite ainda queimava! Em compensação, sou óptima a dar beijinhos, porque foram no joelho, na mão que queimou na chávena e na testa que bateu na mesa... Como saiu de lá a cantar a música do pinheirinho, deduzo que os meus beijinhos tenham poderes curativos :)

Para compor, trouxe dois items para encomendar ao meu pai natal, para ele lhe levar a casa: máquinas do Bob o construtor e o Macquen!

Miúdos

Vou lanchar com o Duarte, que é o meu afilhado mais novo. Tem 4 anos. Caiu no domingo. Ligou-me para ver o dia em que podia ir lanchar com ele. Tal e tal, ró nhó nhó... Quando lhe perguntei se era porque estava com saudades minhas, diz-me: "Não é só isso!". E eu: "Então é o quê?". E ele: "É que assim podes dar-me um beijinho no joelho que tem a ferida" :)

Fuga

Uma molha da cabeça aos pés depois de uma viagem de loucos... Tínhamos finalmente chegado ao hotel para ficar, já mais compostinhos, com um jantar à pressão, mas pronto! R. Maria, conhecida pelo seu síndrome de friose aguda, depressa experimentou uma água de banho quase a escaldar, vestiu o pijaminha e se enfiou na cama, só com as mãozinhas de fora para poder trabalhar noite dentro. Por companhia, o fiel amigo computador. Estava R. Maria no auge da sua concentração quando lhe batem à porta. A custo, enroladinha no cobertor suplente e com o ar condicionado já há muito ligado, levanto-me e vou abrir. A chefia que me acompanhara, em pijama, pedindo ajuda porque... tinha ficado fechada do lado de fora do quarto. Ora bem... solução engenhosa, a mesma porta que fechava a casa de banho, fechava o quarto e ela tinha-a fechado e ficado no hall da casa de banho. Pôs qualquer coisa a travar a do quarto, mas estava carecida de auxílio. R. Maria, que é uma rapariga solidária, telefona para a recepção, que diz que não faz serviço de quartos e que basta mandar uma pancada forte na porta que ela abre. Primeiro: isto não é um serviço de quartos... é um serviço de corredor, porque o quarto está fechado! Segundo: era o que mais faltava sujeitar-me a deslocar um ombro para me andar a mandar com força contra as portas. Pois... mas vai ver que consegue. E mais nada! O silêncio! Incrédula, achei que a juventude exigia que me oferecesse para ser eu a mandar-me contra a porta. Não ia exigir tamanha façanha à senhora. E fui. Assim sendo, R. Maria, em pijama e com umas meias de dormir com uns pompons de todas as cores, sai do quarto e mete perninhas ao caminho. Atravesso o corredor tal qual faria se não estivesse naquela figura e inspiro. Mando-me contra a porta... e nada. Decidimo-nos por uma solução de parceria: mandarmo-nos as duas! E mandámos! E conseguimos! Serviço cumprido, volto em figura de circo para o meu aposento. Enfio-me novamente em vale de mantas e rio-me. Batem à porta... G., estranhando a confusão, decidiu vir dar dois dedos de prosa. E é então que eu penso que se uma pessoa leva um homem na viagem, ele pode ser útil nestas ocasiões. Mas não, preocupada se a alminha estaria já a dormir e ciente do esforço que fora a viagem, decidi não incomodar. Mas a alminha aparece-me com um ar fresco e fofo... Trocas de impressões. Contatação número mil que sou mesmo friorenta e que me sirvo disso para ageniar nas compras de meias de dormir! Fim de citação. Vai cada um à sua vida. Retomo o trabalho. Acabo. E durmo. Sem contar, agora estava mesmo muito happy!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Bragança

Já fui e já voltei!
Ontem chovia como se os anjos estivessem todinhos com uma valente birra.
Hoje estava um frio cortante, mas um sol maravilhoso... o tempo perfeito!
A paisagem da viagem de volta assinalou-me Trás-os-Montes no mapa das vontades. Quero muito voltar, com tempo e com paz, para perder-me naqueles caminhos. Rendi-me!

domingo, 15 de novembro de 2009

Ensaio

Que me importa o ontem todo
sei lá eu chorar ou rir com o depois
comecei de manhã a morrer
queimei-me muito e
só então pude saber
que foi ao deitar-me em cinza ao ar
que era hora de nascer
e ver que no chão de chuva
há tempo certo de me enxergar
Não te fies
compus-me na descida
cabelo, olhos e lábios
só te acenei e depois calei
nem namorei
desconfiada
se és o tempo de me curar para a vida.

Wishlist


Alfândega da Fé - 1.º Spa ao ar livre em Portugal

sábado, 14 de novembro de 2009

Verdades e assim-assim

Isto está a dar-me muita vontade de emigrar!

Segredo

Sei um ninho
e o ninho tem um ovo;
e o ovo, redondinho,
tem lá dentro um passarinho novo.

Mas escusas de me tentar:
nem o tiro nem o ensino;
quero ser um bom menino,
e guardar
este segredo comigo,
e ter depois um amigo
que faça o pino
a voar.

Miguel Torga

Daqui: http://icanread.tumblr.com

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Partidinha

Eu nunca tinha pensado na possibilidade de alguém casar vestido de papel prata. Até hoje.
Venho eu muito descansada da minha vida, a passar na Baixa, com o Zé Coimbra e Carla Rocha a falarem de coisas assustadoras e tal e tal, ró nhó nhó... e olho como quem não quer a coisa para uma montra e... credo, que susto! Um vestido de noiva que parece uma coisa inventada por marcianos, todo feito de uma espécie de papel prata, mas em piroso, com uns acrescentos muito semelhantes a película aderente e umas flores assustadoramente nhac pregadas na saia... Oh, por favor... preguem-nos outras partidas em sextas-feiras 13... Tenho medo que alguém não perceba a piada, leve aquilo a sério e ache que pode mesmo casar naquela figura!

uuu

é sexta feira 13!!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vai-se a ver

e os males do mundo resumem-se na palavrinha "mamihlapinatapai"!

Desabafo

Em pleno século XXI, numa altura de inquestionável valorização dos direitos humanos, maxime dos direitos das crianças e dos jovens, há coisas que eu juro que só acredito que existem porque contra determinados factos não há mesmo qualquer tipo de argumentos!

Verdades e assim-assim

Só sabe mandar quem sabe fazer!

Luz

Eu até gosto da decoração do Dolce Vita, que gosto assim pró mais ou menos... não está assim espectacular de diferente, mas pronto, é a crise... Mas o meu dia de ontem fez-se foi com as luzinhas do Arnado. Acho que se não se apressarem a enfeitar a Praça e a Baixa e a Sofia, vou sentar-me no passeio da Rua João de Ruão e calar-me embevecida a imaginar o som do jingle bells...
P.S.: Constatei que na minha futura rua não há hábito de enfeite da quadra. Vou ter de fazer a festa toda dentro de casa!!!
P.S. 2: Toda a gente sabe que eu tenho um pequeno sonho de fazer uma árvore de natal só com quinquilharia do Imaginarium... Pois bem... acho que vai ser desta :)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ódio de estimação VI

Gente que começa toda e qualquer frase por "derivado de".

Hoje



"Há pessoas que nunca se perdem porque nunca se põem a caminho."

Johann Goethe

Finita sequência

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma de gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente...
Talvez sejas a alma, a alma doente
D'alguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz!

Florbela Espanca
R., 11 de Novembro de 2007


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca
R., 11 de Novembro de 2008


O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!

Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.

E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!

Florbela Espanca
R., 11 de Novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vita Nuova


Se ao mesmo gozo antigo me convidas,
Com esses mesmos olhos abrasados,
Mata a recordação das horas idas,
Das horas que vivemos apartados!

Não me fales das lágrimas perdidas,
Não me fales dos beijos dissipados!
Há numa vida humana cem mil vidas,
Cabem num coração cem mil pecados!

Amo-te! A febre, que supunhas morta,
Revive. Esquece o meu passado, louca!
Que importa a vida que passou? que importa,

Se inda te amo, depois de amores tantos,
E inda tenho, nos olhos e na boca,
Novas fontes de beijos e de prantos?!

Olavo Bilac, in Poesias