quinta-feira, 20 de abril de 2017

03/04/2017, 20h11m

O Francisco Maria nasceu no dia 3 de Abril, às 20 horas e 11 minutos. Nasceu de parto normal, depois de dezoito longas horas de trabalho de parto, com 3090 kg e 49 cm. Tem os olhos mais expressivos que conheço, imenso cabelo, loiro, umas pestanas compridas imensas em beleza e um nariz tão perfeitinho que parece ter sido esculpido por artistas. Espreguiça-se com o corpo todo, adora tomar banhinho, bebe o leite até ao fim e ainda reclama por aquilo acabar e chora, em regra, aos soluços e baixinho, cheio de mimo. O meu filho esboça sorrisos quando está deitado no peito do pai e quando eu lhe dou beijinhos na testa. Às vezes, põe as duas mãos à volta do meu pescoço e o mundo acaba-se e recomeça naquele pequeno grande abraço que é só nosso. Prometi-lhe um mês só para ele. Volto em breve. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Coisas giras, que as futilidades também são precisas, caramba!


Nike

Omnia

Omnia



Pretty Ballerinas

Michael Kors

Ti sento


Massimo Dutti

Com pequeno F. a nascer, sapatilhas e carteiras à tiracolo serão o meu novo must-have! Tenho muito pânico de cair. E de não ter mãos livres para as festinhas ao filho. Depois, bem, depois há as futilidades de sempre: brincos, sabrinas cheias de brilho e vestidos com rendinhas. Sou uma rapariga de detalhes.

terça-feira, 21 de março de 2017

Pê de Pai. O meu, que perdeu 54 quilos nos últimos seis meses, depois de quase nos ter deixado para sempre, deitado numa cama da sala de emergência de um hospital, o que só aceitou tratar-se para poder conhecer um neto que à altura não contava sequer com 12 semanas na minha barriga, mas se fez forte na determinação de também conhecer o avô, ansioso, estou certa, pelas tropelias a dois que serão só mesmo deles - o meu, esse mesmo, tinha um sonho. Tão fácil de realizar para qualquer um e tão inatingível para ele nos últimos 30 anos... Gostava que me dissessem, cada um de vós, o que representa para si vestir umas calças de ganga. Dou voltas à minha cabeça e não consigo imaginar a magia de uma coisa tão simples. Mas vi-o chorar no domingo, assim, contemplativo, perante umas calças de ganga. Limpou as lágrimas sem qualquer pressa ou vergonha e abraçou cada um dos filhos como se lhe tivéssemos, numas calças de ganga, devolvido a esperança numa vida com saúde. Pê de Pai. Coisa extraordinária.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Primeiras horas

A roupa interior é a que o pai usou quando nasceu. O resto, bem, o resto é NaturaPura. Nas primeiras horas tem tudo bege. A partir daí, o céu é o limite. Tem fofos de xadrez escocês, tem umas dez mantas diferentes, tem fraldas com o nome bordado, tem envelopes de tecido feitos à medida para cada toilette, tem gorros com a forma de pequenos animais, tem jeans, tem tapa fraldas feitos à mão, tem collants a condizer com cada casaco, tem saquinhos personalizados para tudo e mais alguma coisa, tem sapatos de atacadores e pantufas da Serra da Estrela para recém nascido, tem babetes de mil feitios, tem roupa com mensagens, um kikonico com o nome dele gravado e uma mala de viagem só dele, novinha em folha, azul cobalto. É um mimado. 

99

Percentil 99. Não é muito gordinho, mas está para lá de todas as médias quanto à altura. O meu homem sempre me disse que eu era praticamente anã e que o mais certo era termos filhos que a meio da adolescência já me olhassem de cima. Confirma-se. Resta apenas acrescentar que há consenso médico quanto ao facto de pequeno F. vir a ser mais alto que o pai. Muahhh... O pai vai passar a também ser um minorca nesta família!!!

Wishlist de uma grávida

Já informei o meu marido, os meus pais, o meu irmão e quase todos os amigos. Quando o pequeno F. nascer, dispenso, nas visitas à maternidade, flores e chocolates. Quero mesmo é que me levem sushi. Muito.

Fita cola


Costumamos brincar com o meu pai porque tem a mania que qualquer coisa se consegue resolver com "um cordelinho", "um palito", "trombocid" e "fita cola". Para tudo, para qualquer problema, o meu pai menciona uma ou várias destas maravilhas. Há alturas em que nos rimos só de olhar para ele e pensar que a pessoa que partiu a perna precisa é de trombocid e um cordelinho ou que o carro que se espatifou pode voltar a andar com um palito e fita cola. Sempre que o homem nos informa que "há um problema" (ele é muito drama queen), mesmo sem sabermos o que é, mas antecipando, pela cara, que é um dos problemas do pai, daqueles que só ele acha muito complexos, perguntamos, geralmente em coro "Já experimentaste trombocid? E um cordelinho? Se calhar isso vai lá é com um palito e fita cola!". Pois bem, o Trump não conhece o meu pai e o meu pai não simpatiza com o Trump, mas descobrimos agora que têm algo em comum. Depois de olharmos para esta fotografia, também achamos que o Trump sobrevaloriza a fita cola :)

segunda-feira, 6 de março de 2017

A sorte que é ter estrelas só nossas...


Temos quase tudo a postos para a chegada do pequeno F. Falta comprar umas fraldas descartáveis e enfiar tudo nas malas. Na minha. E na dele. Fazemos esta semana mais uma ecografia e estamos desejosos de saber novidades. A minha barriga cresce a olhos vistos, custa-me subir escadas, vestir os collants e esfregar o cabelo. Durmo de lado, mas acordo de duas em duas horas para fazer chichi.  Devo ter a bexiga do tamanho de uma ervilha, é o que é. De tão apertadinha para deixar o petiz à vontade.  Pergunta da praxe neste momento é se continuo a trabalhar. Continuo e não tenciono parar antes do parto. Ando cansada, mas não me estou a ver, ainda sem filho, a passar os dias enfiada em casa. Tenho um artigo para entregar até ao fim do mês (há muito tempo que a minha lista de pendentes urgentes não era tão curta) e por isso dava-me jeito não entrar em trabalho de parto entretanto. Há quem diga que já temos todo o ar de "fim de tempo" e quem aposte que ele só chega em Abril. Estamos à espera. Serenos, como nos pedem. A agradecer as coisas boas e a aprender alguma coisa com as partidas que sofremos durante os últimos meses. Temos um avô muito melhor, é certo, mas também passámos a ter uma avó no céu, em forma de estrela, há menos de um mês. Damos ao pai os mimos todos sem regatear e portamo-nos à altura do desafio. Tentamos ser e fazer o nosso homem grande feliz. É uma felicidade diferente, cheia de memórias, mas repleta de esperanças no futuro. Somos uma família com pessoas que vão embora, para o céu, em forma de estrela, e outras que estão a chegar. Somos a vida a acontecer. E é assim que temos de viver... Temos uma grande sorte. O nosso F. ainda tem quatro bisavós vivos. Tem os outros no céu, em forma de estrelas. O nosso F. ainda tem três avós por cá, cheios de vontade de o ver. Tem agora uma avó no céu, estrela que brilha mais que todas no escuro. O nosso F. tem uns pais que o adoram, e, também por cá, tem tios, tem primos e tem muitos amigos. Tem lá no céu uma constelação de estrelas boas que só podem olhar por ele e por nós, hoje e sempre, porque nos une, aqui, lá, em todo o lado e para todo o tempo, uma coisa chamada amor. É um F. rodeado de amor. E isso... isso é mesmo uma sorte!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Do enxoval #1

Chegámos às 30 semanas sem ter comprado NADA para o nosso filho. E notem, quando digo NADA,  é N-A-D-A! Num uma fralda, nem um babete, nem uma chucha, nem umas meias. N-A-D-A! O nosso filho tinha já alguns brinquedos que os amigos lhe foram dando e uma colecção de roupa considerável, patrocinada também por amigos e por familiares, especialmente pela minha mãe, que não pode sair de casa sem comprar alguma coisa ao crianço. Tem livros e Cds. Começávamos, porém, a sentir-nos um tanto estranhos, sobretudo depois dos olhares de reprovação quando confessávamos que não, o menino não tinha berço, nem carrinho, nem quase tudo. Confesso que me tenho exercitado na arte de não consumir desenfreadamente, para o que muito contribuiu ter combinado com o pai que faríamos as primeiras compras juntos. Fomos adiando. Fomos fechando trabalhos pendentes nas horas vagas. Nunca mais nos dava para enfiar numa loja e deixar lá vários ordenados. Foi ontem, por isso, o dia. Finalmente. Depois de até a médica nos dizer que, se calhar,  convinha começarmos a pensar a sério nesse assunto. Assustava-nos as mil e uma opções que nos iriam apresentar, a parafernália de nomes de que nunca ouvimos falar, o excesso de informação dado a pessoas que só querem criar um filho em condições, não pretendendo entupi-lo de cenas tão esquisitas como baldes de lixo perfumados e que selam fraldas ou higrómetros. Somos fãs de creme barral, achamos que o algodão é perfeito para bebés, optamos por cores neutras porque queremos ter mais filhos (!!!), esforçamo-nos por não cair em deslumbres de ocasião. Se estivermos para aí virados,  acho que quase dá para pedir empréstimos para o enxoval. Não vale a pena. Queremos coisas boas, duráveis, confortáveis, confiáveis e que façam falta. Não queremos ter de trabalhar cada um mais 10 horas por dia para dar ao nosso filho tudo menos tempo. Vai ser, por natureza, mimado. Vai ser neto de avós que já não falam noutra coisa, sobrinho de tios embevecidos, o caçula de um grupo de amigos sem igual, um filho muito desejado. Acho que estamos cheios de amor para o receber e, para além disso, tirando algumas coisas, o que quero mesmo dar-lhe é tempo. Vai daí, e não se apoquentem, aviámos para já o berço, o carro, o ovo, a alcofa, a banheira, o muda fraldas, a luz de presença, a almofada de amamentação e mais duas chuchas (a tia H. já lhe tinha dado uma). Começa a parecer cada vez mais que o F. está a chegar, caramba!

Alguns eleitos:


Chicco Next To Me Dream Legend

Tem doze posições em altura, é adaptável a sommiers, tem rodinhas, pelo que podemos mudá-lo facilmente de divisão, serve de espreguiçadeira, pode usar-se fixo ou a balançar.


Trio Love da Chicco

Monta-se e desmonta-se só com uma mão, tem alcofa, o chassis não é muito pesado e cabe na mala do Smart.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pequeno F. de sua mãe

está enorme e saudável e mexido que se farta. Há momentos em que a minha barriga ganha formas tão complexas que temos dificuldade em perceber a posição em que o rapaz está. Temos uma dor ciática fininha quando passamos dias inteiros a corrigir exames e um peso maluco sempre que demoramos mais de uma hora nos intervalos dos chichis, mas, de resto, estamos finos. Já temos de usar vestidos de grávida e calças com encaixe, mas o resto continua a servir. Pequeno F. delira com dias de provas orais. Ainda não percebi se gosta de ouvir os meus alunos dissertar (mal) sobre penal ou se dá tantas voltas aqui dentro na esperança que eu entenda que só me quer dizer "Mãe, tira-me daqui...". É isto. Gostamos dos beijinhos do pai e do quentinho da mão grande que ele põe na nossa barriga sempre que quer sentir-nos. Besuntamo-nos com cremes, mas temos verdadeiras auto-estradas a ser construídas no meu tronco de mamã. É a vida. Estamos bem. Temos um bocado de sono, também, mas ainda temos muito que fazer antes de podermos ficar uns meses a namorar. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pequena R. sugere ao leitor



Ontem fomos assistir ao concerto d"Os quatro e meia" no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra. Estamos rendidos. A mim, deixem-me da mão, transportam-me para as delícias de um tempo em que não se perdiam Saraus Académicos por nada e as noites de sexta de Queima terminavam por volta das oito da manhã na primeira fila do TAGV. São tão bons, pá!

Amor é

Não comíamos, ambos, há mais de cinco horas. Eu estou grávida e ele é diabético. Só tínhamos uma maçã e um iogurte. Bebemos o iogurte a meias. Dou-lhe a maçã, preocupada com ele. Ele diz para a dividirmos. Eu relembro-o que a maçã não está amukinada e que eu tenho de amukinar tudo. Ele, com uma mão no volante e outra na maçã, vira-se para mim e diz "Então, eu como a casca!". E foi vê-lo descascar a maçã à dentada, sofregamente, até me passar o "miolo" para a mão. Ri-me. E amei-o ainda mais um bocadinho. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Baby Love #2


Baby Love


Alexandra Vieira, obrigada pelo mail tão simpático :) É isto mesmo. Derreto-me toda.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Plasalmas

Alguém me diga onde encontro aquele anúncio novo de TV com um bebé a agradecer a todos os pais o tempo que dedicam aos seus filhos, em detrimento de outras tarefas. Fico sempre tão embevecida quando a criança aparece que ainda não decorei o produto de que fala o anúncio. Quero mostrar o puto ao meu homem e não encontro o raio da publicidade. Uma ajudinha?! Plasalmas!!!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

8 anos

O blog fez 8 anos há dias. É um infinito...

Na casa nova

recebemos já alguns amigos, arrumámos já os nossos livros, pendurámos já alguns dos nossos quadros, enturmámo-nos já com alguns vizinhos, acendemos já a lareira muitas vezes, dormimos já sestas no sofá, vimos já séries pela noite dentro, plantámos já plantas, apanhámos já gengibre do nosso, dormimos já em conchinha, "profitámos" já toda a tardinha, lemos já para o nosso filho, ouvimos já música, começámos já a montar um quarto com brinquedos, tomámos já pequenos almoços tardios, jantámos já ração de combate (pão com cenas ou flocos ou iogurtes), soubemos já que o nosso filho vai ser mais alto que o pai, descobrimos já que não tenho diabetes, crescemos já na esperança de que isto vai correr tudo bem... Estamos na casa nova há menos de um mês e estamos felizes. Uma mudança feita por muitos braços amigos e que eu achei que só estaria arrumada lá para 2030. A casa ganhou contornos de nossa há menos de uma semana, mas hoje até já arrumei a garagem. Já cheira tudo a nós e isso sabe bem. Não há tamanhos pequenos que não se agigantem nem espaços vazios que não se encham de vida. É uma casa a virar lar e à espera de um bebé. É o que tem de ser. E isso só pode estar certo. 

Felicidade é

uma tarde à lareira a montar legos com o meu marido.