quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Loggia

Ora bem, pois que lá fui. Eu, mais os "meus dois rapazes". E, como dizer?! Fomos, esperámos, esperámos mais um bocadinho, esperámos muito, desesperámos outro tanto, que todos tínhamos exames para fazer às três e alunos à espera, almoçámos e... combinámos voltar daqui a um mês e meio. Será uma segunda oportunidade. Pode ser que já se tenham organizado e já não tenhamos de esperar que venham facas, depois que venha comida para o buffet, depois que reponham a salada, depois que me sirvam a água e lhes sirvam o vinho, depois que confirmem se só têm mesmo dois leite creme, depois que nos tirem dois cafés e um descafeinado ou então não, pronto, três cafés, porque não há descafeinado... O N. diz que fomos almoçar a uma cantina, só que com vistas melhores. O G. não ama buffets. Aliás, odeia, para ser mais precisa. Mas pronto, vamos dar-vos mais uma oportunidade. A sério, o sítio está giro e tem muito potencial, mas organizem-se. Este tipo de coisas pode matar "uma casa" à nascença. Vamos dar-vos mais uma oportunidade de nos causarem boa impressão. Mas é mesmo só mais uma.

À noite, o sistema é diferente. Penso que será melhor, mas também tenho de experimentar. 

Yoga

Não punha lá os pés há duas semanas (eu hiberno, quando tenho exames para corrigir). Hoje saí mais cedo do que era suposto e consegui voltar. Duas horas. Estou derreada. É o que vos digo: derreada. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O código

Estava já atrasada, toquei na campainha para me abrirem a cancela que dá para o parque de estacionamento, o senhor atendeu e perguntou-me pelo meu código de entrada para hoje. Era P5. P de... E só me lembrava de Paris e puta. Escolhi Paris. P de Paris, 5. Imediatamente, do lado de lá, um suspiro fundo e um "Ai, oh Senhora Dra., aí ia eu, e era já". Enquanto avanço com o carro, penso "Ainda bem que não escolhi puta. Não fosse o homem ter aquela resposta já definida..."

A reter

Estou furiosa com os meus alunos. Nunca dei tão más notas. Nunca chumbei tanta gente na escrita. Nunca dei tanta nota abaixo de seis. Estou furiosa. Estou capaz de os correr à lambada. 

Pequena R. desafia o leitor

Sobretudo ao leitor que nunca a viu.

8) Se pequena R. fosse um aroma, seria...
9) Se pequena R. fosse uma cidade, seria...
10) Se pequena R. fosse um quadro, seria...
11) Se pequena R. fosse uma cor, seria...
12) Se pequena R. fosse um verbo, seria...

Continuação disto, a que também podem responder, claro está :)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Verdades e assim assim

:D

Eu: Queres que eu te escreva aquilo assim assim?
Ele: Não. Tu não podes dizer-me sequer isso. Eu tenho de ser responsável.
Eu: Queres alinhavar aquilo assim assim e enviar-me para eu corrigir e compor?
Ele: Sim...
Eu: Fico à espera, então.
Ele: Gostiiiiiii ;)

Boas notícias

Especialistas afirmam que caminhamos a passos largos para o dia em que o cancro se torne uma doença crónica. Ter uma doença crónica não é uma boa notícia, mas, quando olhada em comparação com uma doença que tem estado a devastar a raça humana com tamanha rapidez e aleatoriedade, transforma-se numa das melhores notícias possível. 

Tenho um medo terrível da doença. Tive uma colega de faculdade, da minha idade, que se foi embora por causa de um cancro. Embora o meu pai tenha mais onze irmãos, os meus avós não podem já, hoje, por muito que queiram, reunir os doze filhos. A minha tia A. adoeceu e morreu em dois meses. Deixou três filhos, todos pequenos, e um marido, uns pais, uns irmãos, uma família inteira desfeita. A C., prima da minha mãe, em casa de quem o meu irmão foi criado, levou menos tempo a lutar contra um cancro. Não chegou a um mês e meio. E depois há a L., madrinha do meu irmão, mãe de uma das minhas melhores amigas, uma das minhas pessoas incondicionais durante tantos anos, a amiga sempre presente da minha mãe, que viveu onze anos com um cancro, e depois, num domingo, foi almoçar a minha casa, entretanto ficou muito cansada e pediu-me para a levar a casa dela, se despediu de mim com um "Até amanhã, minha querida!", foi internada na segunda feira e morreu no sábado. Assim. 

Odeio o cancro com todas as minhas forças.

E aplaudirei de pé tudo o que se descobrir contra ele. Tomo-o por inimigo. Quero-o sumido para sempre. 

Açúcar e neve

E, com isto, não pude evitar lembrar-me de duas célebres frases:

"Nunca mais te vais esquecer que te trouxe a ver assim a neve, pois não?!"

e

"Sempre quero saber se o teu melhor amigo também se lembraria de andar com um pacotinho de açúcar no bolso para te evitar as camoecas..."

Ahahahahahahahah :)

Pequena R. Torre do Tombo, muito gosto!

Lá foram. Depois ligaram. Cada um de sua vez. Têm sempre mais qualquer coisinha para falar. Precisam muito de exclusividade, de me ter ali só para eles por um bocadinho, sem estar a dar atenção a mais ninguém. Ciumentos, pá. É impressionante. 

Eu tenho de me rir. A sério. Tenho mesmo de me rir :)

Verdades e assim assim

Às vezes, escrevo uma coisa sem qualquer segunda ou terceira intenção, uma verdade objectiva, nua, crua, algo que se esgota no que fica escrito e... vocês fazem um filme, sonham uma história completa, do princípio ao fim, os que me conhecem mandam mails e sms, ligam, querem saber, pedem muito "conta, conta, conta, vá lá, conta, conta".

Outras vezes, ponho tudo clarinho como a água à vossa frente e vocês... não veem.

Adoro-vos, pessoas! São os meus seguidores e são os melhores do Mundo. Suficientemente sonhadores  para me desejarem o melhor e parcimoniosamente cautelosos para não acreditarem que eu pudesse, mesmo, mesmo, contar tanto da minha vida num blog. Sou vossa fã, sim?!

:)

Chá das cinco

Pretexto: uns livros que eu cá tinha em casa e que interessavam a um deles.

Combinação: de última hora.

Local: aqui mesmo, que eles já andavam pela rua e engravatados, não me iam fazer perder tempo com fatiotas elaboradas para ir a qualquer lado.

Patrocínio: Mónica.

Ementa: verde Gorreana e queijadinhas de Vila Franca (não havia tempo para meter mais nada ao forno... estou a ver se me livro de vez destes exames (até segunda, que segunda já recebo outra vez uma avalanche deles)).

Personagens: me, melhor melhor amigo e amigo para lá de extraordinário mas com crises de ciumite aguda e frequente por não ser o melhor melhor (enfim...).

Quarenta minutos de parlapié, um bule de chá, três cafés fraquinhos e uns docinhos depois, cada um voltou ao trabalho.

Gosto disto.

E levava-me ao altar #31


Gosto de homens que não têm vergonha de chorar. Não é de homens choramingas. É de homens suficientemente seguros e valentes (e apaixonados) para chorar assim.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A vossa semana pode ter começado bem

mas a minha começou melhor ainda.

Pela manhãzinha, abri a porta ao carteiro. Tinha lá uma encomenda e não cabia na caixa de correio. De uma caixinha vinda directamente dos Açores (ai... os meus amados Açores), saíram o ansiado doce de figo, um chá verde da Gorreana (adoro!) e seis queijadas de Vila França (uma tentação). Mais. Lá dentro vinham palavrinhas amigas e uma imagem dos meus Açores em forma de postal. 

Já tirei fotografias a tudo com a máquina e com o telemóvel e não sei o que se passa hoje que com cabo nenhum consigo passar isto para o computador. Assim que conseguir, mostro-vos tudo. Mas tinha de vir cá contar. Uma semana que começa assim, promete ser uma boa semana. 

Obrigada, Mónica! Muito, muito, muito obrigada! 




E pensar que tudo começou há tanto tempo, numa viagem tão gostosa que deixou tantas saudades. E que já não me lembro como, lá pelo meio, nas Furnas, a dada altura, alguma coisa me terá dito que podia confiar-lhe este segredo em forma de Pequena R.. Não me enganei :)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Verdades e assim assim

Eu ainda sou do tempo

do bilhete de identidade. Tem os dias contados, o meu, paz à sua alma, e vai deixar-me falta, que gosto mais daquele bocado de papel vintage que do novo cartão do cidadão. Mas enfim, lá terá de ser. Esta semana, tenho de tratar disso. Há bocadinho, aqui ao lanche, com os meus pais, ocorreu-me, em voz alta, que devia deixar sumir estas borbulhas alpinas que me me povoam a cara desde há uns dois dias e, já agora, esticar o cabelo e vestir-me de senhora para ir à Loja do Cidadão. A minha mãezinha, pessoa sensata que só ela, olhou-me com uma certa condescendência e, a custo, mas firme, retorquiu:

"Não vale a pena. Por mais que faças, ficarás sempre com ar de presidiária na fotografia que te tiram lá."

O sítio

Não, não é o da Nazaré. É este.

Ai, ai :)

Está de chuva

E lá se vão os planos de almoçar à beira rio, retemperando-me em forças para uma tarde rodeada de papeis por todos os lados. Cá nos arranjaremos, então, não tarda. Janelas abertas, pingos miúdos como brilho decorando as flores da varanda, risotto de espargos verdes e um café de máquina. Vamos perder a cabeça e beber café. Isto está em modo domingo pés quentes e orelhinhas murchas a consumir televisão sem freio e não pode mesmo ser. Ooohhhhh, que pena temos. Mas não pode ser.

sábado, 26 de janeiro de 2013

A minha vida é uma animação

Lembram-se disto?!

E se eu vos disser que nos conhecemos hoje?! Há pouco?! E que foi em minha casa?! E que antes de entrar ele disse "Cheira tão bem. Cheira a lanche."?! E se eu vos disser que ele cá lanchou?! E se eu vos disser que soube que ele cá ia lanchar, que ele cá ia entrar, que nos íamos conhecer, uns dois minutinhos apenas antes de tudo isso acontecer?!

Tenho amigos que gostam de brincar de cupido, está visto.

Estava de leggins, pantufas pelo joelho e um casaco cheio de borboto. Com o cabelo mal amanhado num rabo de cavalo, com dezenas de exames espalhados pelo sofá e livros pelo chão. Tinha scones quentinhos, chá de canela a fumegar e um bolo de maçã no forno. 
Gosta de chá. Muito. Diz. Gosta da vista. Muito. Diz. Gosta dos scones e do bolo. Muito. Diz. De mim, não sei. Não percebi. 
Foi-se embora. Jantar ao sítio da cidade onde mais quero ir jantar, mas que só abriu há meia dúzia de dias. Ficou de me dizer se vale a pena. 

É tudo muito estranho. Até porque não tem o meu número.

vhm

Findei hoje "O remorso de Baltazar Serapião". Anseio já pelos minutinhos em que lá muito mais para logo ou amanhã pela madrugada vou começar "O apocalipse dos trabalhadores". 

A ignorância é, definitivamente, uma coisa muito triste #2

Isto, não comento. Por me terem sumido as palavras capazes de o fazer. Não é nada que me espante. Depois disto.

Do Estado das coisas

A isto, chama-se mau jornalismo.

Por razões que não vêm ao caso, perguntam-me muitas vezes, a propósito de casos assim, se não acredito nas famílias biológicas. É uma maneira fácil de pôr as coisas, como se isto pudesse ser só preto ou só branco. Não pode. E pensar-se que a complexidade deste tipo de caso pode desconstruir-se pela simplificação das questões só mostra como se percebe pouco, muito pouco do assunto. Acredito nas famílias biológicas. Sou pelas oportunidades. Até pelas segundas. E, em casos contados, pelas terceiras. Não acredito é nas famílias só porque são biológicas, o que é muito diferente. A adopção não está isenta de críticas, muito pelo contrário. O apadrinhamento tem sido estupidamente ignorado. A institucionalização não pode ser, sem mais, um projecto de vida. Mas cinco anos é tempo de mais. Cinco anos, lamento, são mil oitocentas e trinta oportunidades. Uma por cada dia. E famílias que não se erguem ou reinventam na protecção dos seus e na promoção do que lhes devia vir de dentro do peito durante mil oitocentos e trinta dias não merecem outra oportunidade. Nem mais uma. Devastaram mil oitocentas e trinta vezes o colosso de esperanças que a cada filho devia ser erguido. E isso, lamento, isso não pode ficar esquecido. O resto são flores. Tudo murcho ou de plástico, que serve tão só e apenas para entreter jornalistas que sabem nada do que escrevem. É assim. É este o Estado das coisas. Não. Embora eu acredite, em abstracto, nas famílias biológicas trapaceadas pela vida a meio do seu caminho, nesta não, nesta não acredito. E aplaudo, com ambas as minhas mãos, a resiliência dos que forem capazes de, todos os dias de agora em diante, manter o valor de uma decisão judicial.

Às 9

Podem seguir a Sofia aqui, como sempre. A partir de agora, podem seguir a Sofia também aqui. A Sofia, já vos disse, dá-nos lições todos os dias. Vão por mim.

A.

Ontem, podíamos ter tirado uma fotografia ao jantar... Nada que nos denunciasse, mas suficientemente eterna aqui pelo blog para te ir lembrando que fazias parte dos maravilhosos cinco :)

Gostei tanto :)))

:)

Ontem, estava eu sentada numa sala com mais umas 30/40 pessoas quando me prega um susto e se senta ao meu lado. A primeira coisa que me diz é "Eu não olhei para as cabeças. Vi lá da porta estes sapatos a luzir e não tive dúvidas que só podias ser tu."

Hoje, ambos tínhamos de acordar cedo. E somos pessoas que facilmente ignoram despertadores. Vai daí, marcámos uma hora comum. Quem acordasse primeiro, ligava ao outro. Faltavam dez minutos para a hora, quando sou acordada aos Trrrrrriiiiiiiiiinnnnnnnn. Atendi a contragosto e com a fala ainda dormente do sono. Do lado de lá, todo ele era energia. Que era espectacular, não era?! E eu, és, és. Agora ciao. E o aviso "São horas de levantar, minha menina."

Já disse que tenho um melhor melhor amigo?!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Banda sonora

Birdy.

♥




Um dia você vai encontrar alguém que te lembre todos os dias que a vida é feita para ser vivida. Alguém que é perfeito de tão imperfeito, alguém que não desista de você por mais que você tente afastá-lo. Naquele dia que você não estiver procurando por ninguém, naquele dia que você não ia sair de casa e acabou colocando a primeira roupa que viu pela frente, quando você não estiver procurando, você vai achar aquela pessoa que faz você sentir que poderia parar de procurar… 

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

♥

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Poemário essencial


Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais
 um dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega ― o pior já passou
há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão
desvia os passos do medo. Dorme, meu amor  ―

a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste
e pode levantar-se como um pássaro assim que
adormeceres. Mas nada temas; as suas asas de sombra
não hão-de derrubar-me ― eu já morri muitas vezes
e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos

agora e sossega ― a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos
nas brumas que lancei no caminho. Por isso, dorme,

meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e
nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já
olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui,
de guarda aos pesadelos ― a noite é um poema
que conheço de cor e vou contar-to até adormeceres.

Maria do Rosário Pedreira

Troca directa


O Teatro Nacional Dona Maria II está a trocar cultura por alimentos. Adoro a iniciativa, a razão de ser dela, o recado que nos dá, no momento concreto que vivemos. Ainda se por cá vão tendo muito boas ideias, afinal*.

* Não achei piada ao vídeo promocional da Feira do Fumeiro, lamento.

Devagar, devagarinho, parando

O ritmo a que vão estas correcções é assustador. Tenho de ler cada frase duas ou três vezes. Escrevem estranho. Acabo de dar um 2. Odeio isto. Até fico nauseada. Se fosse mesmo espectacular, lançava notas amanhã. Neste momento, o meu grande objectivo é amanhã ter ao menos metade disto corrigido. A sério. Estou tão lenta...

Tréguas

Parem de me enviar mails com sugestões para dia 14 de Fevereiro. 

Coisa escrever

Lembram-se deste post?!

Começa hoje novo empreendimento de reforço do meu ego. Acabo de aceitar escrever um artigo a pedido de um dos eminentes saídos desta malta. M-e-d-i-n-h-o.

Seja o assim como for...

Destilemos

veneno.

Se não fosse absolutamente apaixonada pelo que faço (menos teses, isso não gosto, tem de ser, mas angustio-me só de pensar no assunto; e corrigir exames, blhac), prescindia de alimento para alma e dedicava-me a ficar rica sem grande mérito, ou pelo menos sem outro que ao chico espertismo se juntasse. Dedicava-me à política uns tempos. Assim, fácil assim. Ia lá, ganhava uns trocos e uma agenda cheia de conects e depois ia viver dos rendimentos a ler coisas giras, a passear por capitais do Mundo e a assistir aos espectáculos todos que me dessem no génio. Ainda haverá gente informada do que é isso de interesse público. Rara. E longe de onde se serve o público. Ironicamente. Por isso, ia, sorrateira, matreira, toda sorrisos e caciquismos, fazia o esforço e engolia a dignidade por uns tempos e virava política de algibeira. Não lhes é exigida qualquer especial qualidade, podem dizer o que querem e lhes apetece e ainda lhes sobra tempo, não dão bons exemplos, não são de bem. Ia lá uns tempos, amealhava para amanhã e vinha-me embora, toda empenhada em rezas e cumprimento de injunções até ao fim da vida que me curassem do vírus que trouxesse. Mas ia. Que se eu não fosse absolutamente apaixonada pelo que faço, errante num país sem luz, era menina para também me deslumbrar e querer virar poderosa em pouco tempo. É uma tristeza. A sério. Alguém vá dar educação àquela gente.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Essa coisa chamada descoberta

O facebook é uma coisa com a qual tenho uma relação de algum gostar e profundo ódio. Separo cirurgicamente o que por lá aparece e esta R. cor de rosa que tão muito mais sou e em muito vos deixo aqui. Sou, cromaticamente falando, cinzenta escura lá por aquelas bandas. Tenho dissabores. Reconheço-lhe utilidades e não me decido a esquecer aquilo de vez. Mas canso-me muito do que por lá descubro, do que por lá nos cede tão acriticamente à curiosidade que não devíamos ter... se fossemos pessoas melhorzinhas. Pronto, que não devia ter, se fosse uma pessoa melhor. Tenho. Há dias em que calha e tenho. Não consigo. E descubro sempre mais qualquer coisa, mais qualquer coisa que não gostava de descobrir, que, sobretudo, não gostava que fosse verdade. É uma alcoviteira sem lei, aquilo. Gananciosa de nos dar dores gratuitas. Apartada de emoção alguma que nos poupe. É um inferno cheio de janelas escancaradas. Aquilo.

Acaso

Enfim

"Se saíres de casa, agasalha-te!"

Tem um problema. Sério. Acha que sou uma garota.

Verdades e assim assim

Poucas coisas me têm dado mais prazer que acordar cedo e gastar uma boa meia hora, no conforto morno dos lençóis usados uma noite inteira, a ler "O remorso de Baltazar Serapião". Só não se lê de uma assentada porque há coisas a chamar por mim fora da cama e a que, por mais que queira, não posso mesmo fugir, tipo, sei lá, o trabalho.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Crédito

Clonaram-me o cartão de crédito. Assim. Sem eu dar por ela. Não tiveram tempo de movimentar nada e o banco foi quem deu o alerta. Uso o cartão de crédito única e exclusivamente para compras online, em 95% dos casos para livros profissionais, para a tese. Sempre em sites normalíssimos, que eu cá não ando a fazer uma tese em pornografia (e vai daí, já comprei muita tralha de estudo deste tema, para a de mestrado...). Não sei como, clonaram-me o cartão de crédito. O meu cartão de crédito, que raramente sai de cima da minha secretária. Enfim.

Comovente

Eu: Voltei lá.
Melhor melhor amigo: Não acredito.
Eu: Podes acreditar.
Melhor melhor amigo: E como foi?
Eu: Calmo.
Melhor melhor amigo: E como estás?
Eu: Bem.
Melhor melhor amigo: Mesmo?!
Eu: Mesmo.
Melhor melhor amigo: E é assim que mais uma vez a minha pipoca me deixa tão orgulhoso dela.


Da Gabriela


"Às vezes a gente magoa quem a gente mais ama. Mas se é amor, sempre se deve voltar atrás. Ou tu vais esperar ficar velho para ter lembranças de um amor que não foi, mas que podia ter sido?!"

Nota pessoal: Foi no quarto de hora final. 

A orientanda

Uma das minhas orientandas de mestrado está a dar o tilt. É a mais empenhada. E a mais esperta. É a melhor, pronto, mas está a dar o tilt. Hoje à tarde olhei para ela e revi-me naquela angústia, naquelas dúvidas, naquele caos de ideias a nascerem e que uma pessoa acha que deve matar logo à nascença, mas hesita porque até podem ser de génio, enfim. Mandei-a respirar fundo. Conseguiu não chorar (e ainda bem, porque eu não saberia lidar profissionalmente com a coisa). Depois mandei-a ir jantar fora com os amigos e ao cinema. E, no próximo fim de semana, ir a Faro, visitar a família. Tive mesmo pena dela. Embora ache, tal como lhe disse, que está no bom caminho. Desesperar faz muito parte disto tudo.

P.S. É nestes dias que eu penso que podia ter ido para esteticista. 

Entretanto

Lá fui, novamente. Dois anos depois. Foi sereno. Uma paz. Um dia, volto.

Actualização

Fez-se luz.
Seguiu reclamação oral e escrita para a EDP.
Seguiu exposição para a DECO.
Estou a ver se me passo da marmita e atafulho a secretária de mais alguém.

Actualização

Continuam sem luz.

domingo, 20 de janeiro de 2013

EDP

Estão a gozar comigo?! A sério... estão a gozar comigo?!

É a 11.ª vez que vos ligo hoje. De cada uma das vezes me deram uma previsão diferente de restabelecimento da energia numa determinada zona deste país. Descobrimos o sítio da avaria, por fios caídos, num lugar para onde só se passa de jipe, ligámos e o meu irmão ficou à espera do técnico que estava a caminho. Desde as 13h45m. São 23h49 e ainda lá não chegou. EDP, estão a gozar comigo. Os meus pais têm um acerto de quase trezentos euros pago há dias e três casas a dar-vos dinheiro a ganhar, até quando o mercado se regulou de outra maneira. EDP, estão a gozar comigo. Estou há 01h24m com o telefone pousado no ombro e em fila de espera a ouvir-vos darem-me música. Isto porque a vossa última informação era de que a avaria estaria a ser solucionada de outra maneira, quase quase, e que o mais tardar às 21h45 teriam luz. A luz ainda não chegou. Deve vir a pé. Estou-me nas tintas para o número de avarias detectadas. Sei que ganham suficientemente para ter técnicos que cheguem ou pelo menos para procurarem os que vos faltem para prestar serviços em casos destes. Amanhã segue reclamação. Estou absolutamente incrédula convosco. E como tenho ali exames que darão para vários dias de correcção e, felizmente, sei fazer várias coisas ao mesmo tempo, por aqui ficarei, em fila de espera, até quando quiserem. Nem que seja para vos mandar a um sítio que eu cá sei, na pessoa do desgraçado que me atender. Isto porque já não é uma pergunta, é uma afirmação: EDP, estão a gozar comigo.

Café de subir


Faz-se ao lume, numa cafeteira destas.

Gabriela

Filha, gravas-me a Gabriela, que acaba hoje e por este andar ainda vamos estar sem luz?! Vejo domingo quando aí formos almoçar. (Mum dixit)

E, sendo assim, está a Gabriela a gravar.