segunda-feira, 29 de setembro de 2014

B.

Aquilo

Está entregue a versão provisória.
Não se ponham a dar-me os parabéns, que ainda há muito trabalho pela frente. Daqui a dois meses, falamos. Ou para vos dizer que foi duro e mimimi mas acabou em bem, ou para vos pedir colinho porque colapsei. Já não há volta a dar. Nem terceiras vias.

O mail que eu recebi hoje... (Ou: vou mesmo comprar umas Josefinas Moscovo, pessoas! Dê por onde der!)

Olá R.,
Muito obrigada pelo post que fez sobre as Josefinas: http://poraquipasseimesmoeu.blogspot.pt/2014_09_01_archive.html!
Um grande beijinho,

Sofia Oliveira


"Onde te levam as tuas Josefinas?"

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Tinha de vir cá contar


Foram lançadas as Josefinas Moscovo, muito provavelmente as sabrinas mais delicadas de que há memória. Ai, Deus meu... Será que se fizer uma tese mais ou menos um dia começo a ganhar dinheiro suficiente para comprar as sabrinas todas que me apetecerem, será?! (Eu sei que não, mas deixem-me sonhar um bocadinho!)

É acenar e continuar, minha gente, é acenar e continuar

Diz que segue amanhã a versão provisória d'Aquilo. 

Os meus nervos são compensados com guloseimas. As minhas insónias, com uma choradeira todas as manhãs, no banho, para não se notar muito. 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Uma excepção

Tenho uma tese a consumir-me. Muito, muito, muito. Mas hoje páro tudo para ver o Prós e Contras. Toda a gente sabe que eu não suporto o Prós e Contras e que, mesmo que me pagassem, dificilmente lá punha algum dia os pés, mas hoje páro tudo, reúno junto a mim um calmante e um copo de água, tento esquecer o facto de a Fátima Campos Ferreira, para não variar, já ir com uma puta de uma ideia formada, peregrina, é quase certo, e que não há quem lha tire... e vou ver o Prós e Contras. 

Pontapé de saída

Já pedi a "Criação de coleção no Estudo Geral". 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Fomos ao Indiano


Já foi no sábado, mas só hoje é que consegui pensar em pôr aqui a fotografia (não têm sido dias propriamente folgados...). Recomendo vivamente. Não é uma pechincha, mas dá para variar e conhecer um sítio bem giro cá na cidade. Chama-se Mint Leaf e fica na Praça da República. Quanto ao rapaz bem parecido que aparece na foto, escusam de se acotovelar que é meu e só meu e não o partilho com ninguém :)

Namorar também é

ter a quem ligar na hora em que a vida parece virar-se do avesso.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Serviço público


E eis que aos 32 anos encontro, finalmente, a máscara que não me faz alergia!

Diz que é stress...

Sou das que lava o cabelo com muito cuidadinho, embora o esfregue duas vezes com champô e o pentei com um pente de dentes largos com o condicionador. Sou das que volta meia volta faz máscara, das que põe ampolas, das que não usa elásticos que não sejam de algodão, das que o seca com distância e das que não usa placa, nem pinta o cabelo às cores, nem faz madeixas. Sou uma rapariga que, atendendo ao tempo livre de que dispõe, até trata o cabelo como deve ser.  Apesar disso, estou a perder imenso cabelo. É toda uma juba que me fica no ralo da banheira, é todo um fofo enchimento de almofada que me cai para o chão da casa de banho. Já não sei mais o que fazer. É cabelo a cair por todo o lado. O que me vai resistindo cabeça está cada vez mais fino e parece uma flor no deserto de tão inanimado. Há uma linha que separa o cabelo que eu supostamente devia ter e o que eu, neste momento, apresento na rua. Dizem a cabeleireira e o médico que é stress. Advoga o meu homem que só pode ser o nervoso miúdinho que me anda a consumir os nervos o traste que também me leva o cabelo. Alguém tem dicas? Coisas que não falham? Gostava de não chegar careca ao fim desta empreitada.

Afinar a mão

Somos de um tempo em que tudo se alcança com um clique. Procura-se a bibliografia em bases de dados digitais, copia-se um número, preenche-se uma requisição e os livros aparecem. É tudo muito lindo. É. O pior é fazer teses sobre coisas onde tem de se citar gente de mil nove e troca o passo. Aí é ver-nos encher as pontas dos dedos de pó, a procurar, separando ficha de leitura por ficha de leitura, o nome dos tipos, escritos à mão com letra de história de encantar. Hoje era Pessina e Mezger. Ainda não ficamos por aí. Há sempre mais um desgraçado que se lembra de me citar uma alma penada e me faz ganhar comichões de pensar em ignorar o defunto. Sou uma mariquinhas. E meti na cabeça que os apuds não são para abusar. Faz-me tãããooo mal ser assim...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

*

Elogiar em público. Criticar em privado.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Este post não tem nada a ver com a tese... Mesmo!

E entretanto

Porque me estava a custar estar completamente a leste do debate, decidi rebobinar o Meo e ir vê-lo. Tinha uma certa simpatia por António Costa, que me decepcionou manifestamente com a demagogia das suas afirmações e o compromisso acrítico com Sócrates. Numa altura em que o Governo me merece cada vez mais críticas, Seguro ainda não me convence, António Costa me faz isto e o resto se mantém como verbo de encher, sinto-me órfã de candidato.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Costa vs Seguro

Não vi. Contem-me tudo.

Para não parecer que ando alheada, ou, pelo menos, muito alheada

Quando é que a Ministra da Justiça se demite?!

A minha melhor metade

é ele. E o jeito meiguinho com que me enxuga as lágrimas e diz que acredita que eu sou capaz. Por ele, às vezes até eu acredito. Depois caio em mim.

Sabes que não andas bem quando:

1) tens de tomar comprimidos para dormir;
2) o teu chefe te pergunta se não devias incluir o teu nome num trabalho para o qual contribuíste modestamente e tu, provavelmente por estares habituada é a ter quem te faça trabalhar arduamente e  sem qualquer reconhecimento, desatas num pranto, sozinha em casa. 

Esfrangalhar

Fazer uma tese é uma coisa que me esfrangalha, que me deixa abaixo dos limites, que me suga a luz, a paciência, a energia, o humor e o brilho. Pode haver quem goste disto, que cada tolo com a sua mania, mas eu não gosto. Não gosto nada. Detesto muito. Tenho um medo permanente de falhar, uma dormência mental que me enerva, uma vontade louca de trabalhar e uma produção pouco a condizer, um sonho que quase toco com as mãos, de tão grande e vívido que é, de a acabar, e uma certeza muito pequena de o cumprir. Não acho nada que uma pessoa seja mais feliz por escrever mais coisas, coisas maiores, mais reconhecidas, mais inovadoras, mais eficazes, mais duradouras. O que faz uma pessoa feliz é dormir em conchinha, porra!!! É acordar com um beijinho de bom dia, é ter um mano que dá xis apertadinhos, amigos que nunca falham e o conforto de um colo de pais. O que faz uma pessoa feliz é o coração cheio de gente, gente daquela que nos trata pelo diminutivo e não pelo nome profissional, daquela que incluímos numa lista de casamento, a quem podemos apresentar um bolo a que se perdoa o mau aspecto pelo sabor a caseiro. O que faz uma pessoa feliz é ter para onde voltar e continuar a viver com capacidade para ir. É saber o seu lugar no mundo e perceber que o mundo lhe abre uma clareira de cada vez que é preciso mais espaço... e tempo. O que faz uma pessoa feliz não é o momento em que descobre uma citação, a convidam para uma conferência ou recebe um mail em que lhe elogiam as aulas. Isso passa. Insufla o ego, mas passa. Esta tese está a esfrangalhar-me. Está a deixar-me apática para o mundo, atada de mãos e pés para as coisas boas da vida, culpada de não viver nem a ver a acabar-se como devia. Há dias em que parece que me puseram num beco. Daqueles sem saída. E só me apetece dizer que isto, não sei como, nem quando, tem de acabar. Se for este ano e com um trabalho mediano entregue, faço uma festa. E vou ser feliz. Com o que interessa.

Há coisas que não dão saúde às pessoas

E fazer teses estará, certamente, num lugar cimeiro do ranking!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eeerrrrr!!!

O antes:





E o depois:



Alguém me explica como é que uma mulher que já se vestiu tão bem consegue casar com este vestido versão Festinoivos 1999?! Não gosto das alças, não gosto do drapeado, não gosto do corte e abomino o tecido. Quanto aos desenhos, acho lindo que os putos sejam criativos e mimimi, mas não dava para meter as obras de arte na decoração das mesas, no papel da ementa ou simplesmente numa caixa muito linda e harmoniosamente guardada na sala lá de casa?!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

*


É uma parte da varanda cá de casa. Mostra como dá cá um sol que me faz gastar a legítima em flores e mesmo assim estar sempre com as floreiras que é uma miséria (agora vou plantar amores perfeitos, mas só quando amainar o tempo), mas mostra também mais uma experiência do meu rapaz com uma máquina fotográfica na mão.

Palavra da semana

R E L A T I V I Z A R

Mine, by mum!

2015 - 2020

Acabo de comprometer-me com alguns projectos profissionais para o período 2015 - 2020. Estou numa felicidade só. A chefia achou as ideias todas mesmo boas e a mim só me apetece livrar da tese rapidamente porque o que estou a pensar fazer depois é tãããooo giro. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

...

Escusam de se pôr a atirar pedras

Mas eu acho, muito sinceramente, exagerada a reacção da clientela da Zara e um bocado tonhó a resposta da própria Zara a propósito da camisola às riscas e com a estrela. Anda tudo um bocadinho susceptível, parece-me. A história, aqui.

Phd mode

Deitei-me eram onze e meia. Pus o relógio a despertar para as oito e toda eu era boas intenções. São duas e meia da manhã. Eu, a pessoa que se gaba de, para dormir, precisar apenas de ter sono, já dei voltas mil na cama, já me levantei e fui para a secretária, já trouxe um livro útil para o estudo e estive a ler, já pus música e tentei relaxar com técnicas do meu yoga, já li literatura de lazer, já desesperei. Estou a morrer de sono, tenho uma dor de cabeça daqui até à Gare do Oriente e preciso muito de descansar um bocadinho para poder fazer o tanto que tenho em cima da mesa, pendente. Estou a dar em doida. Precisava desabafar.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Gostava muito de ser do amanhecer

A sério. Acho que devem ser pessoas mais claras. Não sei. Tenho essa mania. Eu, bem, eu não sou. Amo demais dormir para poder ser do amanhecer. Acordo cedo quando tem mesmo de ser e é a muito custo. Rendo pouco de manhã. Gostava de render mais. Surpreendo-me sempre com a capacidade elástica dos meus dias quando acordo cedo. Parece que cabem neles muito mais horas. Mas não sou capaz de os instituir como regra. Vergo facilmente à tentação de continuar esticadinha e a aproveitar os vincos morninhos dos lençóis claros e a cheirar a lavado. Sou dos anoiteceres, do pôr do sol, do lusco-fusco. Sou do tempo que arrefece, da morrinha da noite, das estrelas e da lua. Sou das luzes a acender, da hora de chegar a casa, do silêncio porque os outros dormem, dos sons do breu. Sou do cair do dia, do emergir da noite. Sou dos jantares e da moleza de ir rindo à toa. Sou dos banhos do fim do dia, do fresquinho dos pés à solta, do chá antes de deitar. Sou da noite. Gostava de ser do amanhecer, de enfiar mais horas nos meus dias e ser das que correm às seis da manhã. Sou da noite. Do sofá e da mantinha. Do mais acomodado dos preguiçares. E, tenho para mim, isto não ajuda nada a quem tem teses para fazer... Damn it!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Engolindo em seco..

Dou-me conta de que faltam quatro meses para o Natal... e não consigo evitar uma certa esquizofrenia de pensamentos: terei eu uma tese para pôr no sapatinho da malta?!?!?!

Se

um dia perder a noção do ridículo, peço muito que me chamem à razão. É isto.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Tenho um cisco na pestana e sono até aos joelhos

E pronto. Estamos em pleno modo d'Aquilo, com direito a insónias e tudo. Esta noite ainda levei um relatório sobre a LTE para a cama e estive a ler até à uma e tal da manhã. Achei, por fim, que já era boa hora de apagar a luz e dormir para voltar hoje a sentar-me à secretária. Bem o pensei, melhor o não fiz. Eram cinco e meia da madrugada e ainda eu dava voltas na cama, com o coração em prantos e a barriga a doer em ânsias. Quando, vergada pelo cansaço, finalmente cedi ao sono, a saga continuou e no meu descanso periclitante ainda houve lugar para uma linda conversa com uma alma que não vejo há dez anos e que displicente me informava que agora as teses tinham de ter cinco mil páginas. Toda eu barafustava, mas indicavam vozes canoras lá da Secretaria Geral que era a lei e a lei é para todos. Como podem imaginar, foi uma noite do mais reparador que há. Ergui-me a custo pela manhã, recomendando-me mais juízo para a próxima e educação a declinar ideias de me pôr a fazer teses (blhac). E tenho estado, desde então, com um raio de uma impressão de que me pousou um cisco na pestana. Já esfreguei a pestana à exaustão, lavei os olhos em água corrente, limpei os óculos como nunca e tomei um banho dos pés à cabeça. E nada. O cisco é do sono. Ou um micro chip contador de páginas que me apoquenta o olho a rir-se da miséria pegada que para aqui vai. Se alguma vez pensarem num doutoramento, tranquem-se em casa, ofereçam-se uma traulitada e durmam dois dias. Se a coisa não passar entretanto, com gosto hei-de contar-vos histórias de ir às lágrimas. Não se deixem é cair em tentação. Ide viver a vida. Tão linda. Lá fora.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Santini aqui tão perto


Isto é serviço público. O Supercor tem à venda, na zona gourmet, gelados da Santini. Não há a mesma escolha que na casa mãe, mas dá para ir matando saudades. Ainda andei desconfiada uns tempos, mas ontem lá me decidi e trouxe uma embalagem de sorvete de morango para casa. É igual! É o original! As minhas papilas gustativas bateram palminhas de tão contentes que estavam. Corram... Não precisam de agradecer. Somos uns para os outros.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Pôr do sol - 15 de Agosto


Créditos do meu rapaz que, além do mais, tem jeito para fotografar.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Portugal à gargalhada e o Soler nos meus ouvidos

Cumprindo a anual tradição de abalar os ossos à Capital para nos pormos a par das andanças de La Feria, este sábado, lá fomos. Assim se findava o tempo de ler o Laborinho Lúcio, mas em versão romance, e de acordar depois das oito. Por estes dias, com convicção mais forte dos outros que minha, mas cá vamos indo, já damos o litro de roda d' Aquilo, a ver se acabamos Aquilo antes que Aquilo acabe connosco. Dizia, lá fomos. Vão longe os tempos de My Fair Lady, Música no Coração, Piaf ou Uma noite na casa da Amália. O espectáculo agora em cena é uma revista. E uma revista em que, na economia global, ganham a dança sapateada e o Ricardo Soler. Deixei de poder com o Ricardo Soler. Cansou-me a beleza. Privou-nos tempo de mais das peripécias da Marina, do Raposo ou do Monchique. Cantou de tudo e mais alguma coisa e prolongou uma segunda parte em agonia até às oito da noite. Do camarote onde me encontrava, via parte dos bastidores e isso, pensando que não, também diminui a magia do teatro. La Feria continua a merecer que me abale anualmente ao Politeama. Mas tem de voltar a conquistar-me com piadas das boas e não daquelas que já ouvi mil vezes e estão no Sagrado Caderno das Piadas Secas. Seja como for, valeu pelo gelado da Santini, pelo jantar no Cais da Pedra e pela descoberta, arrebatadora, ao cabo de tantos anos, dos Painéis de São Vicente e das Tentações de Santo Antão, no Museu Nacional de Arte Antiga.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

Cinema do bom


Começámos as férias no cinema e a escolha não podia ter sido melhor. São duas horas de humor em estado puro e é um bom remédio para quem anda macambúzio. Ide, minha gente. À confiança!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Fiz a prova dos professores

E passei. Quem nos ouvir falar disto, há-de legitimamente pensar que não temos mais o que fazer ao tempo, mas a verdade é que gostamos de desafios e somos um bocado doidos. Ontem, já perto das oito, quando cada um acalmou o ritmo para jantar e depois voltar ao trabalho, dessa feita já em casa, na secretária mas de pés descalços, soube pelo meu rapaz que o Público tinha disponibilizado a prova dos professores. Resolvemos imprimi-la e fazê-la, cada um na sua cidade. Demorámos uma hora, ambos cheios de interrupções (ele ainda atendeu um cliente pelo meio e eu ainda marquei orais e respondi a três mails de dúvidas... ah... e comi um pêssego!). E passámos ambos. Falo por mim. Tive cinco erradas, sendo que contesto o resultado de duas. Uma em que era para contar estações e eu acho que se deviam contar a de partida e a de destino e os critérios de correcção só contam as intermédias, e outra em que era preciso encontrar sinónimos para um provérbio e eu tenho para mim que a minha solução é que está certa. Mas pronto, supondo que eu era uma das professoras avaliadas mas que não me queria dar ao trabalho de impugnar os critérios porque me apetecia era ir para férias, ficava com 87,5%. Feito o exame numa hora, quando o dito estava pensado para ser acabado em duas. Ou seja, sendo por demais conhecido que não sou um génio, fica claro que a prova dos professores é uma grandessíssima tanga. E explico porquê. Em primeiro lugar, porque é uma prova de raciocínio, de lógica e não de cultura geral, sequer. Ou seja, é uma prova para ser feita por qualquer alma com dois dedos de testa e que já saiba ler, interpretar e fazer contas simples. Assim sendo, é uma prova que não pode achar-se útil para alguém que já concluiu um curso superior, porque algo andará muuuuuiiiiito, mas mesmo muito mal quando um professor chumbar. Significa, notem, não que a prova é útil, mas tão só e apenas que alguma universidade deste país fez muito mal, mesmo, mesmo, mesmo muito mal o seu serviço, porque permitiu que uma nódoa se licenciasse. Em segundo lugar, porque, sendo uma prova de raciocínio, não avalia aquilo que eu acho que pode legitimar uma avaliação no acesso à carreira docente: a aptidão pedagógica. Os conhecimentos são avaliados ao longo de uma licenciatura. Mas a aptidão pedagógica, não. E o que mais há para aí é gente que até pode ter a prova muito bem cotada, mas que é tão bom a dar aulas como eu a matar frangos. Ou seja, esta prova não avalia coisíssima nenhuma que seja de utilidade para saber se determinada criatura pode ou não ser professor. Acho eu. E, também por isso, a prova é, na minha opinião, um enorme disparate. Mas enfim... isto sou eu que digo. 

Estraga-me com mimos!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eu procuro

Um sítio onde haja alguma coisinha para ver, mas também um hotel com spa e jardim e sombra e comida boa boa. Prescindo bem de praia e bateria palmas de contentamento se lá no destino não fizesse mais de 25 graus. Era bem bom que não fosse longe, mas também não nos apetece ir propriamente para aqui ao lado. São só dois ou três dias. Convém que sejam perfeitos. Nós merecemos. E Roma ainda está lá tão longe... Ai, ai! Ideias, minha gente... Ideias. Somos uns comodistas comichosos. Não nos proponham campismos, plasalminhas!

Piadas à parte

Ainda há aviões da Malaysia Airlines?!

A sério que tenho esta dúvida!

Ide-vos...

Minuto um: Clico no "Disponibilizar pauta aos alunos"
Minutos dois: Ligo a informar os serviços, que me dizem, com muita normalidade "Já sabíamos, Senhora Dra. Já estamos a receber inscrições para melhoria..."

Esta gente não quer ir de férias? Esta malta não curte descanso? Alguém lhes pagou para me fazerem penar até dia 31? 

É esta, a sonsa!

O drama e o horror

O meu homem tem uma fixação pela Sophie Marceau. A rameirona, ao que parece, divorciou-se, ou o raio. Para o que conta, a gaja está livre. Viseu vai ter aviões a chegar e a sair. A rameirona deve andar de avião como eu bebo água. Eu não ando nos meus melhores dias. Não tenho tempo para nada e passo a vida aqui enfiada, com palitos nos olhos, a ver se despacho os últimos exames. Nos bocaditos em que vou à cama, tenho pesadelos de que o homem me deixa porque vou ao médico e tenho as costas tortas. Definitivamente, preciso de férias, em suma. O rapaz, cheio de piada, acha lindo, no contexto descrito, ir-me informando que a p*ta está vaga. Estou capaz de ir à França...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tufão Manuel e a meia maratona!


Dormi esta noite em casa dos meus pais. Pela manhã, levantei-me para ir ao dentista e brinquei um bocadinho com ele. A nossa F. andava a arranjar canteiros no jardim, o meu pai e o meu tio estavam junto ao portão, o portão estava aberto. E é este o enquadramento. Tufão Manuel já se tinha conformado com o facto de eu ter mesmo de ir para o dentista e então sirigaitava por perto do meu pai, dava uma lambidela na mão da F., tentava arrancar-lhe a luva, quase podia jurar que, se soubesse fazê-lo, Tufão Manuel se preparava para assobiar para o ar o resto da manhã. Nisto, um desgraçado de um cão pequenito decide passar na estrada, em andar de passeio. Tufão Manuel deve-o ter cheirado, ou o raio, e foi vê-lo correr como um foguete. Eu e a F. gritávamos para que voltasse, o meu pai ia de carro atrás dele e o meu tio tinha sido o primeiro a sair disparado, em cima de uma bicicleta, para ver se não perdia o cão de vista. Tufão Manuel perseguiu o cachorrito uns duzentos metros, depois fez uma tangente à bicla e outra ao jipe em que seguia o meu pai e veio sentar-se confortavelmente numa espreguiçadeira lá de casa. Como se não fosse nada com ele.  Do cachorro, não há sinais... Acho que se desintegrou com o susto.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mine, by mum!

É (quase) sempre a minha voz da razão

Adiámos Nova Iorque a custo, a muito custo, deixámos Roma para Dezembro, altura em que a coisa ou se deu, ou já tivemos de lhe perder o sentido, engonhamos de cada vez que alguém fala em férias. Andamos estoirados. Assim mesmo a dar o cu aos cães, como se diz na minha terra, de tão exaustos, de tão cheios de sono e dores de cabeça e costas e pernas e tudo. Apetece-nos é deitar e dormir uns três dias seguidos. Sem comer, sem beber, sem falar, sem nada. Apetece-nos parar e arrumar na cabeça a ideia boa de que as coisas podem (e vão mesmo) ter de esperar que nos sintamos recompostos. Ao fim de semana, planeamos mil e uma coisas e acabamos quase sempre a meter acções (ele) e a corrigir provas ou a escrever arguições de mestrado (eu). Vamos para cama cedo. Abrimos os livros cheios de ganas, mas estamos é apenas a ver quem é que o fecha primeiro para lhe seguir o caminho. Estamos, basicamente, mais para lá do que para cá. Fartinhos de calor e de trabalho ao calor. Por isso, hoje, matreira, sedutora, acenei-lhe com quatro dias em Amesterdão. Sabia que o plano era arriscado, mas não resisti. Ele, certamente numa voz sumida de quem trabalhou a sério muitas horas deste dia que já vai longo, disse-me só "Temos a tese... Tens de acabar a tese...". Até me dói o peito só de pensar na razão toda do lado deste homem, até se me aperta o nó na garganta de ver os prazos minguarem e eu prensada ali no meio a clamar por férias... e a vê-las passar... sem mim. Quando um amigo voz disser que quer ser académico e que não se importa de ter de fazer um doutoramento, mandem-no falar comigo. Eu tiro-lhe essas manias. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

(...)

Eu choro muito. Choro muito de tristeza e choro muito de alegria. Expulso as mágoas e espalho as alegrias com a água a sair-me pelos olhos. Choro de alegria lágrimas miúdas, que se formam nos cantinhos dos olhos e não chegam a escorrer. Não fico de nariz vermelho, mas encho-me de calor. Transpiro e é só alegria a sair-me pela pele. Pela pele toda, poro a poro, a alegria a multiplicar-se, a perfumar-me o ar à volta, a contagiar. Mas choro de tristeza lágrimas gordas e que se escusam a viajar sozinhas. Formam rios inteiros a desaguar-me no pescoço e no peito. Vêm com funguices de nariz e um frio muito frio, um desconforto muito desconfortável e um negrume que se abate sobre o meu peito e me mina o momento, o dia e a vida. Naquele parêntesis em que é tudo breu em mim, choro umas lágrimas profundas de uma dor que nunca desferra. Nem sempre choro essas lágrimas maiores, como regatos de água, mas maiores, nas perdas. Às vezes, aí, calo-me fundo e choro para dentro, como a ver se o barulho da água a correr-me em direcção ao coração o desperta do sono mudo em que mergulha nas dores irrecuperáveis. Não é tanto nessas que as lágrimas se atropelam nos meus olhos. É nas dores dos dias, nos episódios espinhosos do quotidiano, nas falhas da vida normal, nos engodos brutais das irreflexões. O que me faz cair em desgosto frio é o drama que passa, que vai passar, mas magoa e perturba, vira a mesa e fala mais alto. É aí, aí mesmo que os meus olhos viram nascente e o frio me entra todo cá dentro e eu passo a dar o meu reino e mais um doce por um abraço. Caladinho.