quarta-feira, 18 de abril de 2012

Carta ao meu Eu passado

A ideia não é minha, mas não lhe resisto. É um exercício de memória e redescoberta do sentido de muitas coisas, talvez. Vai doer, vai incendiar feridas e... ainda assim, no saber do povo cabe a verdade de que o que arde cura. 

Pequena R., esta é a carta que te escrevo quando tenho 30 anos e quatro meses menos dois dias. Estou sentada no sofá de um pequeno T1 no meio da cidade de Coimbra. Está chuva lá fora mas a manhã já hoje fez mil caras. A janela da sala estende-me aos pés a paisagem que me fez apaixonar por esta casa e me faz sonhar um dia comprá-la e transformar a sala em quarto e ligar o quarto e a cozinha fazendo deles um open space de sala e cozinha com um espaço decente para uma secretária onde possa espalhar todos os livros de que preciso quando tenho de preparar uma aula ou escrever um artigo ou voltar à tese de doutoramento. Escrevo-te em pijama, embora não tenha acordado há pouco tempo e até já tenha trabalhado. Tenho a televisão ligada, mas sem som. Tudo como de costume, portanto. Comi uma laranja de manhã, cortada em cubos. E mais nada. Não me apetece. Daqui a pouco devo almoçar, mas antes quero tomar banho e lavar o cabelo porque os caracóis estão desfeitos e, pensando que não, logo tenho um jantar. Estou a ouvir, em loop, a versão do Somewhere over the rainbow que a O. me enviou e ainda não comecei a escrever-te o tanto que tenho para te dizer e já estou a chorar. Sou uma choramingas. Sim. Transformaste-te numa choramingas. Tanto que a mãe vai dizer muitas vezes a frase "Tu não eras assim, filha!".
Bem... mas cá vai. Sou feliz, mesmo. Mas também porque me exercito diariamente nesse sentido. E podia ser um exercício mais fácil... Preciso, no entanto, para isso, da tua ajuda. Que me leias com calma e que me releias com mais calma ainda. Muitas vezes. Não está aqui tudo. Está aqui muito pouco, até. Mas já é alguma coisa.

Quando fores, aos domingos, no banco de trás do carro carro dos teus pais, sentada no meio e com um braço em cada um dos bancos deles, não lhes estejas sempre a perguntar se vão ficar juntos para sempre. Podes descobrir mais tarde que algumas vezes te mentiram. Isso vai magoar-te, mas vai passar. Até porque eles vão mesmo ficar juntos para sempre. Mas algumas vezes nem eles acreditavam.

Aproveita os teus avós de baixo muito bem. Quando menos esperares, o teu avô não vai estar mais cá. A tua avó vai morrer e ser enterrada no Brasil. Cuida bem das flores que têm no jardim porque... os teus pais vão comprar a casa deles um dia. Vai ser no dia em que chorares desalmadamente porque se vão embora. Vais contribuir para isso e pedir que levantem todo o dinheiro que tens no banco e que te deram desde que nasceste. Nunca te vais arrepender dessa escolha.

Brinca muito, mesmo muito, com o teu primo Pedro porque isso serão algumas das tuas melhores recordações de infância. Toma banho de rio mais vezes e não tenhas medo do Neco porque ele é bêbado... mas não é mau. 

Cumprimenta o senhor padre negro que for no dia de Páscoa a casa dos teus avós, mas, por favor, evita dizer à tua amiga de infância, bem alto, que ela também pode dar-lhe um beijinho porque tu deste e não ficaste enfarruscada. Só tens quatro anos, mas a tua mãe vai passar uma grande vergonha.

Quando fores com o teu pai a casa dos clientes e eles insistirem contigo para comeres mais uma bolachinha, evita dizer "Agora não me apetece, mas posso levar para casa e como amanhã à tarde com o meu primo!". É verdade, mas escusas de parecer uma menina do Biafra.

Não desças a correr as escadas da frente de casa da tua avó no dia em que a tua mãe viajar para a Madeira porque vais cair e partir-te toda. A ferida com que vais ficar no joelho direito vai acompanhar-te como cicatriz toda a vida, mas, pior, durante semanas vai criar pus e colar-se às calças do teu pijama, o que vai obrigar o teu pai, que foi quem ficou contigo esse ano, a arrancar-te as calças e a fazer sangue. Ele vai dizer que foi com jeito, mas vai doer na mesma.

Tenta ter uma noção de moda mais precocemente. Evitarás uma malfadada fotografia de uma Festa de Santo Amaro a que o teu pai te levará e em que, tentando domar o teu cabelo, te põe tantos ganchos que parece que vais de capacete. Nesse dia diz-lhe que também não vale a pena vestir-te sete mangas e três pares de meias calças. Parecerás um insuflável. 

Aproveita bem a tua bisavó Anunciação. Vai morrer quando andares na 3.ª classe e será das piores perdas que a tua mãe sofrerá. A vida dela e a tua mudarão muito a partir daí.

No dia em que a tua mãe te disser que vai ao dentista com a L., sai de casa e vai brincar. Não fiques em casa. Por favor, não fiques em casa. Vais ter uma discussão muito grande com a tua avó e isso será uma memória que nunca apagarás. Acredita em mim. Eu sei que só tinhas seis anos. Mas acredita.

Não aches que descobriste o grande amor quando te apaixonares pelo M. Vai ser só o primeiro. Vais escrever um diário inteiro sobre ele. Vão viver coisas giras e ele vai dizer-te muitas vezes o que queres ouvir, às vezes nas dunas entre a Vagueira e a Costa Nova, enquanto os vossos pais fazem pic-nics. Mas não vão ficar juntos. 

Acredita que vais ter de tomar comprimidos ao longo da vida e que o difícil é começar. Portanto, quando estiveres na praia, tenta evitar o trabalho de a O. mãe dissolver os comprimidos em chá quando tens dores de barriga.

Dá muitos beijos e muitos abraços ao David. Sabes, ele vai morrer quando tiver 17 anos... Vai ser a vez em que mais vais chorar (pelo menos até ao dia de hoje) e o teu pai vai dizer-te que se não parares de chorar não poderás ir ao funeral. Tu sabes que choras porque sonhaste que ele morreria na véspera. Mas não contas a ninguém. Vais parar de chorar. Vais ao funeral. Vais ser tu a dar a mão aos teus tios e vais ser a única pessoa que vai estar presente enquanto ele descer à terra. Não te meterá medo e dar-te-á uma visão da morte muito diferente. Vais ganhar, a partir daí, um anjo da guarda e a verdade é que lhe vais pedir muitas vezes graças e ele tas vai conceder quase sempre. As saudades não vão passar, mas vais aprender a lidar com elas. No dia em que escreveres o teu primeiro livro, vais dedicar-lho. Quando a tua tia souber vai chorar agarrada a ti durante cerca de duas horas e vão acabar esse dia de Natal moídas.

Quando finalmente os teus pais se mudarem para uma casa deles, não peças à tua mãe que esqueça tudo o que deixa para trás. Não vai esquecer. A tempos, ela ir-se-á abaixo e ao longo da vida vais muitas vezes inverter os papéis e ter de ser tu a mãe.

Vais guardar um segredo de uma pessoa até ela morrer e vais ter de o contar aos filhos no dia da sua morte. Há pessoas que vão achar estranho que te tenha escolhido a ti para o guardares, mas tu sabes bem por que foi. Encantarás quase sempre mais as mães que os filhos e ela sonhava-te como uma filha. Pouco antes de te pedir que guardasses esse segredo, dir-te-á "Eu adoro-te, minha menina!".

Não desistas do jogo do bate pé sempre que se te acabam as hipóteses de bater o pé. És uma tótó se o fizeres. Pára de querer ter 30 anos aos 13. Lá chegarás. Aproveita.

Aprende a nadar decentemente. Essa coisa de andares anos na natação e chegares ao fim sem conseguir mergulhar vai fazer-te confusão.

Diz mais cedo à tua mãe que não queres continuar na música. Eu sei que vais andar lá 12 anos, mas só porque o professor é um dos teus melhores amigos e tu tens dificuldade em separar-te das tuas pessoas.

Vais ter um irmão. Vai ser a tua pessoa preferida. Vais amá-lo incondicionalmente. Mais que tudo. Não lhe digas tantas vezes Não, querendo que também ele seja adulto antes do tempo. Por sorte, ele vai conseguir ser um Ser Humano superior, muito melhor que tu em tudo, mas podes facilitar-lhe o caminho.

Aprende mais cedo a não julgar as pessoas. Não digas à tua tia mais nova que nunca vais gostar do namorado novo dela e que não gostas dela porque gostavas muito do Chico. Tu não saberás nada quando lhe disseres isso. Nada, pequena R.. Cala-te.

Quando a tua S. entrar na faculdade e for viver para Aveiro, aproveita muito o dia do cortejo do primeiro ano. Será importante.

Não penses em desistir de estudar porque não consegues traduzir o texto de latim do Plínio. Vais acabar latim com 18.

Não penses sempre que não és capaz. Vais andar um Verão inteiro a moer a cabeça das pessoas para saber se entras na faculdade e isso é ridículo. Queres um curso cuja média será 13 e terás acabado o liceu com média de 18,5. Tem juízo na cabeça.

Não te ponhas em causa com a primeira negativa. Vais ter muitas. Vais fazer muitas cadeiras por prova oral. Vais colar muito conhecimento com saliva. Mas, queres saber a melhor, vais tornar-te assistente.

No dia em que estiveres a ter aulas de processo e te ligarem a dizer que o teu pai foi internado, prepara-te. A vida vai custar um bocadinho durante uns tempos mas vai passar.

Aproveita tudo na tua vida académica. Tudo. E não chores a primeira semana em que estiveres de Erasmus com saudades de casa. Vai ser o melhor tempo da tua vida. Vais conhecer gente insuperável.

Não stresses a pensar que não vais a Roma. O H. e a C. vão fazer-te uma surpresa e vão contigo.

Não atendas o telefonema que te farão enquanto estás na Ópera para te cantarem um FRA. A sério. Vais entusiasmar-te e gritar também e o público ficará todo a olhar para ti. Os seguranças também não vão achar piada.

Quando estiveres de férias no Canadá, não vás andar de helicóptero sozinha e sem dizer nada a ninguém. Pode acontecer que depois fiques de castigo uns dias...

Não chores por quem não merece nas Cataratas de Niagara. Hás-de voltar lá com quem te faça só ser feliz. Ainda não sei quando... mas hás-de.

Vais ouvir dizer, numa quarta feira,  do Dr. Fernando, esta frase: "Não lhe posso garantir que o seu pai sobreviva até sexta feira". Ainda assim, digo-to agora, farás bem em fazer a vontade ao teu pai e em assinar um documento em que te responsabilizas por ele e o trazes para casa. Vais ser enfermeira dele durante dias. Além disso, podes não acreditar, vais fazer, em duas noites, um artigo científico que será avaliado com Excelente.  Vais fazê-lo na mesa da sala para ouvires melhor o teu pai e depois de duas semanas quase sem dormir. Mas vais conseguir. Talvez seja a vez em que te julgarás mais inteligente. Mas sabes... ninguém é tão bom a por-te em causa como tu própria. Depois de te passar a euforia, vais convencer-te que não leram bem o teu trabalho e deixaram passar muitas falhas e que só isso justificará a nota.

No dia em que te ligarem a dizer que o Prof. X. precisa de uma colaboradora, não digas "Eu depois digo alguma coisa, que eu tenho de pensar bem nisso!". Será o telefonema que fará a tua vida profissional dar uma volta de 180º graus. Vais apaixonar-te finalmente pelo teu trabalho.

Quando um determinado sujeito for contigo no carro, no fim de um jantar de Natal, e te tocar, não te preocupes. Vais saber po-lo no sítio. Restar-te-á apenas uma vaga sensação de nojo por ele ter sequer pensado. Mas não passará disso. Acontece às melhores. Não fizeste nada mal. Ele é que é doido.

Farás uma tese de mestrado e, quero acreditar, farás outra de doutoramento. Não desistas.

Vais amar (continuo a achar que foi isso) uma pessoa bem mais velha e durante 4 longos anos. Vão ser muito felizes juntos e não vais perceber por que não podem ficar para sempre na vida um do outro daquela maneira. No fundo, saberás. Mas vai custar-te admitir que sempre soubeste. Serão amigos. Vais querer-lhe bem sempre. E ele a ti. Mas um dia, vai passar. Mesmo. Um dia, nada no teu mundo se abalará porque o vês ou falas com ele. Será só mais uma das tuas pessoas. Durante muito tempo vais achar que isto não é possível. Mas acredita em mim. É. E será muito confortável.

O tipo que se vai queixar porque tens muita mania e queres destinar serviço às pessoas sendo mais nova que elas vai tornar-se o teu melhor melhor amigo. Vão contar coisas um ao outro que não contam a mais ninguém e ele vai ser a pessoa, na tua vida, que mais abraços apertados te vai dar, pelo menos até aos 30 anos.

A determinada altura, vais começar a ter medo das férias de Verão porque, durante anos a fio, vão morrer-te pessoas e os teus pais terão um acidente grave. Não tenhas. Tem de ser uma coincidência.

No final de 2010 a vida da tua família vai virar-se do avesso. Vais achar que tudo se vai desmoronar. Tem calma. Vão unir-se mais que nunca. Vão fundir-se como uma rocha inabalável. Vão ser capazes de ultrapassar tudo. Providencialmente, as coisas vão começar a melhorar. A tempos, terás sustos de morte. Mas vais aguentar-te. Desde essa altura, vais tornar-te comandante de uma grande navegação. Vais ter de disfarçar muitas vezes e ir trabalhar como se nada fosse, sorrir às pessoas como se nada fosse e ajudar as pessoas quando, em alguns dias, te parecerá que não haverá no mundo alma mais perdida que a tua. Vai valer a pena.

Quando, no meio desse turbilhão em que vai estar a tua vida, a pessoa que vês como âncora te escrever "espero que tenhas sempre muitos amigos e todos ricos porque só assim te poderão dar o que queres da vida", engole em seco e pensa que é alguém que não te conhece. Esquece.
Faz isso! Poupar-te-á a uma dor de alma num momento posterior e que te abalará as bases mais fundas.
Já agora, e a este propósito, não te apaixones pelo que te dizem. Apaixona-te pelo que te fazem (no caso, também não dará grande resultado... sofrerás na mesma... mas pronto, pode ser que seja menos).

Não acredites em casais perfeitos. Aquele que te parecer mais perfeito vai desmoronar-se contigo a assistir.

Aprende a gostar de fazer desporto e a beber um litro e meio de água por dia. Poupar-me-ás alguns dissabores, nomeadamente não entrar em todos os vestidos que me aparecem à frente e ter de ter o bom senso de não usar mini saia.

Aos 28 anos, vais receber o convite profissional que muita gente com a tua profissão sonha receber um dia. Vais pensar bem, vais medir prós e contras e... vais recusar. E não te vais gabar disso a ninguém. Vais tomar a decisão sozinha, embora vás ouvir os teus pais, a tua melhor amiga e a tua pessoa nesse momento. Mais tarde, vais contar a mais uma pessoa, o teu melhor melhor amigo. Ele vai dizer que fizeste mal, muito mal. Mas tu vais conviver muito bem com a tua escolha. Será talvez o momento da tua vida em que ficará mais claro para ti que não queres ser importante, nem rica, queres mesmo é ser feliz.

Ouve muito a tua avó Rosa e tem mais cedo a ideia de gravares as histórias dela. Um dia, terás o projecto de escrever um livro com elas e quanto mais material melhor.

Vais ser muito filha da mamã. Muito, muito, muito. Por isso, tenta aprender a chamar-lhe mamã e não mãe. Ela ficará bem feliz.

Cultiva o tempo para as tuas pessoas e para ti. Não queiras experimentar o mau travo de desistir de ser feliz. Chega-te que tenham desistido algumas vezes de o ser contigo.

Aposta, todos os dias, que as coisas são nada. As coisas são nada. As pessoas é que são tudo. As pessoas são tudo.

Pode ser que, chegando aos 30 anos e quatro meses menos dois dias te pareça menos impossível ser ainda mais feliz do que aquilo que sou. Não te tenho por má rapariga, mas talvez, sem estes conselhos, permaneças demasiado menina para te deixares levar pelas contas do mundo sem este medo mau que te faz sossegar quando precisas de voar. Eu sei que sonhas ter três ou cinco filhos, casar nova e comprar e reconstruir a casa azul perto dos correios. Eu sei. Não vais casar assim tão nova, pelo menos se não seguires os meus conselhos. Não sei se terás filhos e, tendo, quantos. Muitos outros lugares ao longo da vida te parecerão perfeitos para morar com os teus. Eu sei que no fundo sonhas coisas muito simples, mas as coisas simples, por preciosas, às vezes são as mais difíceis de alcançar genuinamente. Acredito que mesmo seguindo todos estes meus conselhos te perguntarás muitas vezes, muitas, muitas, qual o sentido da tua vida se não te cumpres em coisas essenciais, mas acho que a resposta a isso terá de te ser escrita por mim daqui a outros 30 anos. Quem sabe nessa altura não te digo que esta primeira parte da minha e da tua vida foi apenas como um amanhecer nublado e demasiado frescote para os dias perfeitos que estão por vir. Apesar de tudo, eu, que te conheço bem, gosto de ti. É importante. Não te fazia muito diferente. Fazia-te só mais rija para não te doerem tanto as lambadas da vida.

22 comentários:

  1. És tramada! Tenho de ir dar uma aula e a maquilhagem está espalhada pela minha cara como se fosse um bolo!

    Grande Princesa R.!

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  2. (comentário que deixei no clutch&chic: Obrigada, R.! É tão bom ler as coisas que me enviam :). Beijinhos!)

    Agora, quanto a este post, comecei a lê-lo e achei brilhante, por isso, vou concluir leitura mais tarde, com mais calma aqui à volta, porque adoro estes textos recheados de substância. beijinhos.

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    1. Parabéns R. uma carta muito bem escrita, estou com um nó na garganta. Gostava de ter a coragem de escrever uma dessas

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  3. Que viagem no tempo tão gira! Ideia brilhante.

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  4. Parabéns, R.. O texto está lindo! E é óbvio que só pode escrever assim lindamente quem tem isso dentro de si - beleza desequilibrada .E eu sei, por isso, porque continuo a vir regularmente a este Blog.

    Bj. e bem haja.

    C (en)

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  5. Ao meu Eu de ontem:
    Quando achares que, depois do que te vai acontecer ao telefone, nada mais na Pequena R. te vai surpreender muito... esquece... no dia seguinte ela vai-te fazer chorar...

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  6. Acabei de ler a tua carta e tambem gostava mas não faço mesmo mesmo ideia por onde começar. Sõa milhentas coisas que se atropelam umas às outras, não sei se resslatar o bom ou alertar para o mau, não sei se falar par afrnete ou para atrás, com pena ou com coragem... isto vai peecisar de mais meditação, mas adorei ler a tua.

    beijinho!

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  7. impossível ficarmos indiferentes a este texto. admiro o dom de que consegue escrever assim, transmitindo e transpirando todas as emoções. R., sou admiradora à distância. beijinho.

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    1. Não há nada para admirar, Teresa. Mas gosto que por cá passes :) Beijinho*

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  8. Adorei este post, R. Estou até tentada a fazer um do género adaptado a mim!!!

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  9. Gostei muito, bela ideia! :)
    beijinhos

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  10. Ai meu Deus... estou arrepiada! Parabéns R. Não te conheço (apenas pelo blogue) mas sigo-te, leio-te e gosto de ti! Beijinhos...
    P.S. quero ler a nova carta, daqui a 30 anos!

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  11. Ao ler a tua carta, fiz uma viagem no tempo nos quais os últimos 27 anos partilhei algumas das tuas vivências, e lê-las agora passado tanto tempo fez-me descobrir coisas novas e emocionar-me também. Já disse aqui que gosto da tua maneira de escrever e de expressar o que te vai na alma?? Acho que sim, mas volto a repetir!! És magnífica e cada dia gosto mais de ti e de ser tua amiga:))

    Kiss***

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  12. Arrebatador, este post. Fiquei fã do blogue só por causa dele. E acredita que é difícil eu ficar fã de alguma coisa.

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  13. Porque a nossa vida é uma viagem!!! Gosto muito.

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  14. Sigo este blogue quase diariamente.. Nem sei como vim aqui parar, mas bendita a hora em que o fiz... Sou fã. Admiro a forma escreve, emociono-me com as emoções contidas em cada frase. Quando era mais nova, tinha um sonho, viver num T1, casar mais tarde, ter apenas 1 filho, viver... Circunstâncias ditaram-me outro futuro, e aos 34 anos, já tenho uma prol de 3! Não me arrependo das decisões que tomei, mas se me tivesse escrito uma carta destas, certamente teria seguido outro rumo... ou talvez não.
    Obrigada pela partilha....
    Susana

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    1. Susana, espero que te sintas sempre em casa por aqui... Volta sempre! Beijinho*

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