segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Verdades e assim assim


É o que se chama estar disposto a morrer de amor!

Oooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhh

tão giras... e quentinhas...

domingo, 30 de outubro de 2011

Sabes que já não és estudante de Coimbra quando, na Festa das Latas,

- chegas às 20h ao Couraça e ainda ninguém está "tomado pelo álcool";
- percebes que o jantar de sábado vai contar com apenas 8 pessoas;
- o restaurante escolhido é muito agradável e arejado e com uma banda sonora bem escolhida;
- os quatro rapazes discutem de forma ordeira quem será o provador oficial de vinho;
- pedem um decanter para a mesa;
- o vinho tinto vem em garrafas;
- se escolhe marisco e porco preto para o jantar;
- a sobremesa não é salada de fruta, nem pudim;
- se fazem brindes sem penaltis;
- os FRA não são chamados de "filhos da puta";
- há preocupações com os sítios onde pára a brigada de trânsito;
- percorres a Baixa com os teus amigos até à Portagem e não conhecem ninguém;
- um dos teus amigos se aborrece porque lhe despejam cerveja para cima;
- o frio incomoda de tal maneira que os 6 mais resistentes decidem prolongar a noite em tua casa;
- os homens escolhem continuar num tinto que, ainda bem, o teu rico paizinho se lembrou de deixar na despensa;
- as meninas preferem chá;
- dás por ti, às 3 e meia da manhã, a tirar biscoitos do forno;
- a conversa corre solta na sala, entre gargalhadas, uns já descalços e tu sentada no tapete, de pernas à chinês e mola amarela no cabelo;
- às 6 da manhã, o pessoal decide que está na hora de ir até casinha;
- se sabe que afinal só são 5 da matina;
- então, se conversa mais um bocadinho;
- as despedidas são com abraços muito apertados e beijos na testa;
- dormes tão bem que só sais da cama a tempo de ir almoçar à mamã;
- procuras a tua pasta e, à noite, ao leres as fitas que pretendes abanicar terça feira, choras feita Madalena;
- continuas a estudar cá para ver se fazes um doutoramento e, no entanto, tudo, tudo, tudo mudou.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Wishlist

(Re)Aprender a fazer malha.

A minha Dona G.

hoje não terá roupa para passar. Ontem deu-me no génio e fiz uma pausa a passar a ferro. Acho que vai passar a tarde a agradecer o quão simpática sou.

Bright side

A parte boa de não ter dinheiro para além daquele que é necessário para viver a vida de todos os dias é uma pessoa não ter de perder noites a pensar onde será menos arriscado aplicá-lo. Deve ser uma canseira. Devem ser contas mais difíceis que as de cortar aqui para dar para ali. Digo eu. Números grandes sempre me baralharam as operações. Portanto, eu punha isso numa lata debaixo da cama e estava feito.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vamulá

Está quase

:)


Ontem passámos o jantar a falar dos anúncios de quando éramos miúdos.

Momento lamechas #1

Há momentos em que sinto muita falta. Do sentido de humor. De como se ocupava esta hora do fim da tarde e as horas antes de ir dormir. E de outras coisas.

Verdades e assim assim

Desmontei a rede da varanda. E a espreguiçadeira. Limpei tudo. Pus numa caixa, na garagem. Tenho a máquina a lavar almofadas e mantas da rua de empreitada. Se somar os dedos das mãos e dos pés, sobram dedos para contar as vezes que lá me deitei. Para o ano há mais. Sem ressentimentos. São Pedro, tu sabes que eu já não podia com o calor. Não adoro a chuva nos dias em que tenho de sair de casa, mas, de resto, estás lá... é isto mesmo!

Um poema essencial


Se você errou, peça desculpas
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga…
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça…
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o…
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida…
Mas, com certeza, nada é impossível…

Cecília Meireles

Ainda do facebook


A verdade, mesmo verdadeira, é que, embora só tenha no facebook pessoas que conheço (excepção feita à Raquel, por enquanto), não posso deixar de lamentar toda a gente me aparecer ali de uma maneira indistinta. Tenho no facebook colegas da primária que nunca mais vi, alunos com quem me cruzei nos corredores da faculdade e que entretanto acabaram o curso (não aceito quem ainda é ou será meu aluno), colegas de casa de há dez anos, gente que conheci em reuniões de trabalho, dos melhores amigos, o mano e os primos que só encontro de ano a ano, os rapazes do centro de cópias, a minha arguente de mestrado e o meu orientador... No facebook, quem mais me comenta não sabe quase nada da minha vida, em regra nunca me viu chorar ou me abraçou num momento de enorme felicidade. No facebook, não tenho alguns amigos que privam comigo diariamente, que sei que estão em minha casa como na deles, que me reconhecem o estado de espírito pelo tom da voz. O conceito até pode ter a sua piada, concedo. Esta ideia de reunir toda malta com quem falas, muito embora de alguns tenhas de recordar o nome com esforço quando os encontras na rua. Mas fica-se por aí. Discursos de metro e com profundidade não cabem ali. Provas de amizade não são para aquele espaço chamadas. Acho o vídeo curioso. Nem é porque o medo me assista no desconhecido. Até hoje, como sabem, o blog, por exemplo, só me trouxe gente maravilhosa. Mas não sei... não engraço com aquilo. Até pode ser embirração, mas não engraço.

Girly, girly


Mano

Estava agora a tirar as coisas da clutch e a arrumar tudo numa carteira e vi uma mensagem do mano. Perto das 23h, tentou ligar-me e a seguir mandou-me esta pérola:

Mana, cuidado com o pavimento tipo de ao pé da Praça. Vim buscar a S. e o carro está-me sempre a fugir por causa da água na estrada. Tem cuidado, mana. Conduz devagar. Beijinhos

E eu pergunto: há lá coisa melhor no mundo?!

Doutores

Sempre que vou a um jantar de doutoramento, como hoje, penso se um dia também vou ter o motivo para uma festa assim cheia de gente e onde a luz toda parece vir do olhar de uma só pessoa. Radiosa, a menina de hoje. Deve ser bom aquilo que se sente neste dia. Deve ser muito bom.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

É trabalho, sim!!!

Precisava de ir ao Brasil uns três meses.

Verdades e assim assim

Gosto tanto...







terça-feira, 25 de outubro de 2011

Óóólhááá 'sneira fresquinha!

Os descrentes também têm memória, ora bolas...

G.

Catequiza-me repetidamente. É de uma ironia, isto. Está contente com uma decisão que acabei de tomar e já me permitiu cancelar o almoço de amanhã. O melhor melhor amigo usa mais ou menos os mesmos argumentos que os pais. E uma pessoa vê logo que aquela malta nos quer bem e fará o que for preciso para evitar que nos queimemos. É um must de melhor amigo. E é meu.

Acho que estou a melhorar com a idade

Deitei-me passava pouco das duas da manhã e acordei passava pouco das sete. O ritmo, conforme atesta a ausência de posts longos aqui pelo blog, anda um tanto acelerado, com várias complicações à mistura. Mas se o mais comum seria ter acordado com vontade de espancar o mundo, a verdade é que, não sei se é isso, se não, mas parece-me que estou a melhorar com a idade. E que, a pouco e pouco, vou aprendendo a imprescindível lição que ensina que se a vida te dá limões, o melhor que tens a fazer é limonada. E eu gosto de limonada. Muito, até. Portanto, dias melhores, dias piores, ando com a alma em paz. Já trabalhava há uma hora bem contada quando me lembrei dos scones da Raquel, receita meticulosamente incluída no meu caderno de receitas. Ainda não tinha tomado o pequeno almoço, pelo que a ideia fez crescer água na boca. E pus, literalmente, as mãos na massa. É este o resultado.

São, posso garantir-vos, dos melhores scones que comi na minha vida toda inteira. Quentinhos, pelo menos, facilmente batem aos pontos, por exemplo, os da Almedina. Cumpri a receita e isso rendeu-me nove scones. Saiu tudo certinho, excepto o tempo de forno, que, pelo menos cá em casa, tem de ir até aos 25 minutos. Depois, enquanto aquecia a água para o chá, pus a mesa sem me esquecer da compota de amora por que ando absolutamente apaixonada. E tive um pequeno almoço como deviam ser todos. Quente, cheiroso, doce e calminho. Com o vento lá fora a soprar e os amores perfeitos da varanda a dançarem só para mim. Ahhh... que bom começo de dia.

A piada do ano

"Em resposta ao seu ... informo que o parecer da Comissão de ... não é perecível de reclamação."

E uma pessoa pensa: e é esta gente que me avalia! Só rindo... que chorando nunca mais parava!

Hoje

passei grande parte do dia a meter a minha vida por pontos, antecedidos por parágrafos que inevitavelmente terminavam "nos termos e com os fundamentos seguintes". E percebi que há coisas que uma pessoa sente, como a injustiça, que não cabem em qualquer termo nem têm qualquer fundamento. É uma tristeza. Pede deferimento.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Trovoada

É a parte má do Outono. E está a trovejar. E estou acagaçada de todo, aqui, de pijama, embrulhada numa manta e de chávena de chá ao lado, às voltas com mais um artigo.

Gosto de

Verdades e assim assim


Em quase tudo na vida, nada melhor que dar tempo ao tempo...

Mano

O mano teve hoje a primeira frequência. Há bocadinho fui a casa do mano. Levei-lhes uma receita de bolo de chocolate, donuts, doce de abóbora e um chapéu de chuva de chocolate para cada um. A malta precisa de açúcar nestas alturas... e de se distrair, com a mão na massa :)

sábado, 22 de outubro de 2011

As pérolas

Agora que deixei de corrigir pontos em que se diz "O amor é lindo e o melhor do mundo são as crianças!", passei a corrigir pontos em que se lê "Porque as pessoas hoje não têm solidariedade e é por isso que estas coisas de os agentes não chamarem o 112 acontecem!". Ser professora é uma animação!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Verdades e assim assim

O meu dia não foi não. O meu dia foi NÃO.

Verdades e assim assim*

Quando a minha Dona G. daqui a pouco chegar lá a casa vai pensar "Xinamen, as árvores que se puseram abaixo por causa desta rapariga..."!

Notícia

O Público noticia hoje a morte da menina chinesa de dois anos atropelada por dois carros e ignorada por dezoito pessoas. E, lendo assim a notícia, percebe-se melhor como qualquer um de nós pode um dia odiar. E querer fazer coisas muito más. Porque não sei que julgamento justo pode ser feito, por exemplo, ao primeiro condutor que a atropela, trava e... decide avançar, subindo e descendo o corpo pequenino da menina como um obstáculo do caminho.

Enfim...

A execução sumária do líder líbio a que assistimos ontem pelas televisões (há quem a desminta) mostra-nos do que são capazes os homens que odeiam. E são capazes de coisas muito más. Como, por exemplo, tornarem-se semelhantes aos odiados. E hoje, dia em que terei de falar durante horas do fim das penas, pergunto-me, inevitavelmente, se a lei de talião é mesmo para desconsiderar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Será?!


Se isto for verdade, devo estar mesmo quase a tornar-me uma sex symbol!

Tá-me a dar uma coisa

Acabo de receber um mail de uma pessoa ilustre da minha área, com quem estou a definir umas coisas, que escreveu assim:
"Muito bem, Dra. R.. Ficão estes conteúdos."

FCT

Estás a ver aquele objecto que faz trrriiimmm?! Procura bem, procura bem que há-de haver por aí algures um botão verde. É para carregares e pores o aparelho ao pé do ouvido.

PESSOAS,


daqui a dois meses sou uma trintinha :)

E daqui a dois meses e cinco dias... É NATAL :)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Uma sensação esquisita de que o dia de hoje devia ser importante*

fez-me voltar aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. E depois aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

* Ou... esta história conta-se rápido.

Do frio

Se é verdade que em Coimbra ainda não pode dizer-se que esteja frio... não posso negar que quando hoje saí do carro no Porto e percebi que tinha sido um erro ter ido de sandálias, fui uma pequena R. feliz. O frio já chegou cá ao rectângulo. Agora, é só descer mais um bocadinho. Aaahhh :)

Ai, pessoas, que nem me reconheço!

De há uns tempos para cá, fui conquistando alguns hábitos que julguei para sempre arredados da minha vida de solteira a viver sozinha. Tinha ali no frigorífico um bife grelhado. Noutras alturas, teria aquecido o bife, teria metido o bife dentro de um pão e teria comido o pão com bife sentada no sofá, a fingir que fazia um intervalo no que estava a fazer. Agora não. Hoje não. Peguei no bife e aqueci-o, é uma verdade. Mas, no entretanto, pus a cafeteira eléctrica a aquecer e despejei um bocadinho de massa, um fio de azeite e uma pitada de sal num tacho com a água a ferver. Enquanto a massa cozeu, fui à varanda e estendi a máquina de roupa que tinha posto a lavar quando cheguei a casa. Escorri a massa e pu-la numa taça. Usei o mesmo tacho, juntei mais um fio de azeite, uma pitada de sal e um bocadinho de pimenta preta e cortei um pedacito de cebola em pedacinhos pequeninos. Enquanto isto apurava, cortei um tomate pequeno em pedacinhos também pequenos e juntei tudo. Alternadamente, mexia o molho de tomate a fazer e cortava o bife em quadradinhos. Peguei na varinha e reduzi o preparado a verdadeiro molho de tomate. Depois, peguei num punhado de espinafres e juntei-os ao molho. Mexi um minutinho e apaguei o fogão. Na taça da massa, misturei o bife. Depois, despejei molho. Pus a mesa rapidamente e sentei-me a jantar. Com a janela aberta e as luzes no céu e na terra. Calmamente. Quando acabei, tapei o que sobrou na taça. Arrumei a mesa. Enquanto lavava a louça, a cafeteira eléctrica aquecia mais água. Com tudo arrumado, despejei a água numa caneca bem grande e juntei-lhe chá solúvel de romã. Fui tomar banho. Besuntei-me com creme. Vesti o pijama. Vim para a sala. Desliguei a música instrumental que ainda soava na aparelhagem e sentei-me. Estou a beber o chá e a escrever. Admirada comigo. Ainda ontem me sentia a caganeta do cão zarolho e coxo e hoje dá-me para isto. Daqui a pouco, volto ao trabalho. Ele há dias...

Verdades e assim assim


A minha próxima apresentação começa com esta imagem.
Como não uso power point nas aulas, vingo-me nos congressos, pós graduações, conferências, formações e essas coisas.

Seja um pouco de criança

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Wishlist

Uma árvore destas no meu jardim.

Gosto de






pratos assim. Adoro.

Da institucionalização

Uma vez ouvi uma pessoa dizer que os hospitais não são um sítio bom para se estar mas que, no caso de se rachar a cabeça, são o melhor sítio para se ficar. Os Lares de Infância e Juventude não são um sítio bom para se estar e, por isso, não devemos aceitar pacificamente que se tornem o projecto de vida de uma criança, mas, no caso de a opção ser uma família que a põe diariamente em perigo, então o Lar será o melhor sítio para a criança ficar. É por isso que não gosto de dizer mal das Instituições. Prefiro apontar o que gostaria que mudasse nelas para se tornarem ainda melhores. Acho que nunca disse isto, mas se um dia tiver dinheiro para isso, esse é um projecto que quero abraçar. Não para fazer de cada pequeno um filho postiço de que não penso separar-me, antes para aconchegar, à noite, os lençóis a quem não pode dizer a que sabe um beijo na testa. Ainda hoje o meu pai me dá um beijo na testa antes de se deitar. E ainda hoje a minha mãe me faz as vontades mais pequeninas. Não acho que seja mimada. Acho que não podia ser de outra maneira.

Precisamos de poesia*

Qualquer tempo é tempo.
A hora mesma da morte
é hora de nascer.

Nenhum tempo
é tempo bastante
para a ciência de ver, rever.

Tempo, contratempo
anulam-se, mas o sonho
resta, de viver.

Carlos Drummond de Andrade, in 'A Falta que Ama'

*Precisava de outro post a inaugurar o blog.
Não consigo dizer nada. Estou há quase meia hora a olhar para o computador e... não me saem mais palavras.

Verdades e assim assim

Olha o pânico a subir. Olha. Olha.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Portugueses vs brasileiros

Pertenço, há vários anos, a um núcleo de investigação luso-brasileiro que, entre muitas outras coisas, publica, de tempos a tempos, colectâneas de artigos dos investigadores a propósito de um determinado tema previamente acordado. Saiu hoje, no Brasil, mais um dos nossos livros. O editor mandou, logo pela manhã, um mail a todos os autores, a dar os parabéns. Dos portugueses, até agora, nada, nada além de silêncio. Tal como eu, aposto, pensaram todos "Ah saiu, ah... ainda bem. Pronto. Tá. Cá esperamos os exemplares a que temos direito. Vamos lá actualizar o curriculum e tirar aquele "no prelo"." Dos brasileiros, bem, dos brasileiros tem sido um corrupio de elogios, uma rasgação de seda indescritível, cada um a parabenizar mais os "demais colegas que tão brilhantemente contribuíram para mais essa obra", a "enaltecer quem continua trilhando os caminhos que garantem a coesão desse grupo de autores e amigos". Cada vez que abro o mail e vejo mensagens novas, penso que é alguma coisa importante. Vai na volta e não, é só mais um "profundo reconhecimento do mérito de todos quantos contribuem para o estudo contínuo e dedicado da temática do ...". A sério. Esta malta supera-se.

Dos nervos

Amanhã dou outra vez aula teórica. É uma alegria. Avizinha-se uma noite às voltas na cama.