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sábado, 1 de dezembro de 2018

do SER mãe

Gosto de banhos longos. Gosto de unhas pintadas. Gosto de pequenos almoços demorados. Gosto de silêncio. Gosto de trabalhar nas minhas coisas. Gosto de casas arrumadas. Gosto de ler. Gosto de jantar fora quando me apetece. Gosto de estar com os amigos muitas vezes. Gosto de ficar deitada no sofá. Gosto de massagens. Gosto de brincos compridos. Gosto de sair de casa. Gosto de não me preocupar. Gosto de ficar em casa a fazer coisa nenhuma. Gosto de ver filmes até ao fim. Gosto de acompanhar séries. Gosto de ter o cabelo esticadinho. Gosto de me maquilhar de vez em quando. Gosto de jantar porcarias ao domingo. Gosto de dormir a sesta ao sábado. Gosto de óculos limpinhos. Gosto de fazer compras no Natal. Gosto de receber. Gosto de tomar café com dois dedos de conversa. Gosto de visitar. Gosto de falar ao telefone com uma amiga durante uma hora. Gosto de depilação em dia. Gosto de ter preguiça. Gosto de viajar. Gosto de escolher roupa com calma. Gosto de ter horários. Gosto de fugir da rotina. Gosto de saber que, se quiser, também posso ter rotina. Gosto de ir à casa de banho quando tenho vontade. Gosto de distinguir os dias da semana dos outros. Gosto de ir ao supermercado a vagar. Gosto de arejar a casa quando está frio. Gosto de dormir. Gosto muito, muito, muito de dormir. Gosto que me digam: agora descansa.

Sou mãe.
O F. faz 20 meses terça feira. A M. faz 2 na semana seguinte. 
Não sou ama, não sou educadora, não sou avó, não sou amiga, não sou tia, não sou uma ajuda. Nem sequer sou pai. Sou mãe. O melhor do Mundo e aquelas faltas todas no mesmo dia. Todos os dias.  E é isto.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Malas prontas

Estamos de malas prontas. A torcer para que não sejam precisas pelo menos nas próximas três (vá, quatro) semanas. Ainda não tirámos as fotografias da praxe, grávidas e com o filho a dar beijinho na barriga e coisas dessas. Não sabemos quando teremos oportunidade de o fazer. Temos tido contrações. A dor ciática voltou. Andamos a passo e a gemer. Tudo nos custa, até dormir. Começamos amanhã uma maratona de aulas (em que damos as que era suposto e antecipamos algumas por conta da licença de maternidade) e arguições de mestrados. Vamos passar a dormir fora uma vez por semana, sozinhas, a cento e alguns quilómetros de casa. Haverá aulas ao sábado, também. Temos a nossa Lúcia de férias até ao final de Setembro. As camas, no entanto, não se fazem sozinhas, o chão não se limpa, a louça não se arruma, as casas de banho não se lavam, enfim...  Pequeno F. começou a andar. Ainda não passou dia nenhum, desde essa altura, sem cair. Pede colo. E está pesado. Há muitas, mesmo muitas, ocasiões em que o único colo por perto é o nosso. Não há mais ninguém em casa. Tenho dias em que me sinto a super mulher. Noutros acho só que devo pouco à inteligência. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Amor é

organizar a roupa de uma pessoa. Pensar nas calças que ficam melhor com aquela camisa ou se é melhor manga curta ou comprida. Tirando a minha mãe, e só quando era mais pequena, nunca tive ninguém que me fizesse isso. Nem quero. Mas se isto é o tipo de coisa que as mães fazem, como é que alguém pode duvidar que seja amor?!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Regresso agora

Regresso agora, com um filho com menos de seis meses e três empregos. Não hesitei muito. As ofertas eram boas e era tudo gente decente. O meu marido e os meus pais garantiram que seguravam as pontas e toda eu reclamava por voltar ao trabalho. Adorei poder ver a primeira gargalhada do meu filho, conhecer-lhe de cor as curvinhas do pescoço ou antecipar o olhar maroto de quem acha o cabelo da mãe o mais atractivo dos brinquedos. Foi e é delicioso vê-lo acordar SEMPRE bem disposto depois de noites cada vez melhor dormidas ou chapinhar no banho porque encara aquilo como um spa para bebés. Mas a minha vida, mais tempo, reduzida a fraldas, leitinhos, consultas, sestas e uma horrível sensação de que o mundo está a correr lá fora e eu já nem sei qual é a notícia de abertura do telejornal, estava a dar comigo em doida. Há-de ser difícil para os pais sair todos os dias. O meu marido havia dias em que jurava que o nosso filho mudava de feições de manhã até à noite. Mas não deixa de custar ficar. Ver toda a gente chegar, até ajudar, mas depois ir. E sermos sempre, SEMPRE, nós a ficar. Ir trabalhar não deixa de ser um momento de gente grande, em que se pode tomar um café sem a preocupação de não fazer barulho porque a birra pode voltar, agora que, ao fim de três horas, conseguimos adormecer o pequenito. Ir trabalhar significa poder fazer uma viagem sem ninguém em esforço para sair do ovo, aos pontapés aos brinquedos. Ir trabalhar significa poder usar a hora de almoço para responder a mails, ir ao supermercado ou até, pasmem, ver montras. Até ver, não me sinto nada culpada por sentir tudo isto. Nada disto diminui o amor que tenho pelo meu filho. Mas é uma mãe equilibrista a que lhe está destinada. Preciso de saber que o meu filho está bem entregue. E sei que está. A partir daí, deixai-me ir. Estou cansada de só ver gente a sair e de eu ter SEMPRE de ficar. Sei que não vai ser fácil, mas quero muito que corra bem. São três empregos e um filho. É uma vontade grande de lhe dar irmãos não tarda. E um futuro todo à nossa frente. Escreva-se. 

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Hoje mais do que ontem e menos do que amanhã

Ninguém nos diz que o amor pelos filhos, aquele assim que é maior que o peito e não cabe cá dentro, não nasce no parto. Quando um filho nos nasce, há muito que nos nasceram já expectativas. Uma delas é a do "amor de mãe". Também eu a tinha, convicta desde o início que esse "amor de mãe" não seria maior, nunca por nunca ser, que o amor que tenho ao meu irmão. Tenho um irmão mais novo onze anos e dedico-lhe, desde que nasceu, o meu amor mais profundo e genuíno. Aquele amor desinteressado e que se espanta com o seu agigantar, esse amor, esse eu já o experimentava há 25 anos. Capaz de dar a vida por algumas pessoas, punha a cabeça na linha do comboio pelo meu irmão e sem hesitar. Criei com ele uma cumplicidade que ultrapassa as arrelias e que supera os silêncios. Somos, mais que irmãos, apaixonados um pelo outro. Acreditava, pois, que nada superaria isto. Que amores imensos eu conhecia já outros, pelos pais, pelo marido, enfim, mas que este "amor de mãe" era o que eu dava ao meu irmão e ponto final. Sucede que o meu filho nasceu e eu só o amei. Era capaz de por a cabeça na linha do comboio por ele, passei a primeira noite em claro a decorar-lhe as feições e descobri nele um perfume que transborda doçura, mas eu só o amava. O meu "amor de mãe" não era ainda um espanto a acontecer. Só os dias, a calma da vida a retomar o seu curso com um filho na bagagem, a paz do encontro que acontece sempre que ele acorda e reconhece o som da minha voz, só isso, assim, a vagar, me mostrou que o "amor de mãe" não nasce no parto. O "amor de mãe" não é nem maior, nem menor que os amores que eu já senti, assim desses que nos enchem a alma. O meu "amor de mãe", pelo menos o meu, é tão simplesmente uma coisa toda diferente. É amar na continuidade do amor que nos temos, como ritual de renovada esperança a cada momento. O meu "amor de mãe" sou eu e está fora de mim, transforma o que eu era e adivinha o que eu ainda não sou. O meu "amor de mãe" só faz amansar-me os dias e adoçar-me a vida. Hoje mais do que ontem e menos do que amanhã, o meu "amor de mãe" é um caminho à minha frente. O meu. Só nosso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Na casa nova

recebemos já alguns amigos, arrumámos já os nossos livros, pendurámos já alguns dos nossos quadros, enturmámo-nos já com alguns vizinhos, acendemos já a lareira muitas vezes, dormimos já sestas no sofá, vimos já séries pela noite dentro, plantámos já plantas, apanhámos já gengibre do nosso, dormimos já em conchinha, "profitámos" já toda a tardinha, lemos já para o nosso filho, ouvimos já música, começámos já a montar um quarto com brinquedos, tomámos já pequenos almoços tardios, jantámos já ração de combate (pão com cenas ou flocos ou iogurtes), soubemos já que o nosso filho vai ser mais alto que o pai, descobrimos já que não tenho diabetes, crescemos já na esperança de que isto vai correr tudo bem... Estamos na casa nova há menos de um mês e estamos felizes. Uma mudança feita por muitos braços amigos e que eu achei que só estaria arrumada lá para 2030. A casa ganhou contornos de nossa há menos de uma semana, mas hoje até já arrumei a garagem. Já cheira tudo a nós e isso sabe bem. Não há tamanhos pequenos que não se agigantem nem espaços vazios que não se encham de vida. É uma casa a virar lar e à espera de um bebé. É o que tem de ser. E isso só pode estar certo. 

Felicidade é

uma tarde à lareira a montar legos com o meu marido.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Bodas de papel


Um ano cheio de tudo... E hoje, a três, as Bodas de Papel.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Eu não lhes chamaria nuvens...

Eu não lhes chamaria nuvens, mas apenas porque sou uma pessoa do Inverno e a quem as nuvens só trazem boas sensações. Capaz de passar dias inteiros fechada em casa, a ver a chuva a cair lá fora, com uma chávena de chá na mão e uma manta nas pernas, trabalho e descanso melhor no Inverno, nos dias que não reclamam uma algazarra que não me apetece muito, em regra, fazer. Não gosto de praia, não gosto de tomar banho e ficar logo suada de tanto calor, não aprecio especialmente roupas de Verão, não morro de amores por esplanadas, por isso, eu sou uma pessoa do Inverno. Só por isso, notem, é que eu não lhes chamaria nuvens. A maior parte das pessoas, no entanto, é assim que o conhece e, por isso, para facilitar a identificação, vou falar dele como período de nuvens. Negras e densas. Daquelas que, por mais longínquas que fiquem, apagam tudo cá em baixo. Pois bem, não sei como é convosco, mas eu tenho alturas em que parece que só vejo nuvens, que só há nuvens, que teimam em não desarredar com as nuvens, que durmo e acordo e elas só fazem crescer, as nuvens. São alturas em que não há chá que me valha, nem manta nas pernas, nem trabalho e nem descanso, só nuvens. São alturas em que o céu se abate sobre mim e me esmaga como se eu não passasse de uma barata. Tonta. Ando há meses assim. Com umas nuvens do demo a rondar-me, em forma de doença, fogo, desarmonia, impaciência e falta de coisas. Às vezes, pior, com falta de pessoas, mas, felizmente, tem sido mais raro. Não sei como é convosco, mas sempre achei que se gritasse, esperneasse e mandasse um murro na mesa, a coisa melhorava. Não melhorava nunca. Por isso, de há uns tempos para cá, passei a calar as nuvens em mim. A fechar-me, em conchinha, à espera que passem. A fingir-me de morta, para ver se me esquecem e abalam para longe. Dizem que é a melhor estratégia. Aguentar e calar. Aprender, reflectir na aprendizagem, mas calar. Guardar fundo a lição. Não alardear. Estou a fazer como me mandam. As nuvens não passam. Vão devagar. Parecem paradas. Há dias em que olho para cima, ponho as mãos na barriga e só penso: estou a fazer tudo bem, porra... podem ir embora?! Queria paz e sossego. E saúde e os meus. E alegria. E poucas bocas. E que as nuvens abalassem. Queria que só me restasse o Inverno. O meu, do Natal. Para mostrar ao F. como, caramba, isto aqui em baixo vale mesmo a pena. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Independentemente de se gostar ou não do Pedro... é isto*!

A grande pessoa aumenta as outras. 
Expande-as. Porque não tem medo de quem é grande. O grande adora os grandes. O pequeno com a mania que é grande teme de morte os grandes. Ataca-os; acusa-os de, afinal, não serem grandes nenhuns. O grande de trazer por casa quer ser o único grande do pedaço. E é por isso que não passa de um minorcazinho. 
Ser grande é sobretudo isto: ajudar todos os que estão à volta a serem grandes também. Com inteligência, com carácter, com sonho, com uma dose bem grande de loucura e de sensibilidade. E com um egocentrismo particular: a felicidade dos grandes é também a felicidade de todos os que vê passarem, aos poucos, a ser grandes. Só os grandes crescem. A grande pessoa aumenta o mundo. Aprende. 
_________________
Pedro Chagas Freitas, in "Prometo Perder"


*É isto, diria a minha C.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Ainda de 2015, com amor, as coisas boas

- namorei muito;
- fui pedida em casamento;
- dei aulas noutra casa que não a minha;
- vi a Bethânia ao vivo;
- passei alguns fins de semana fora;
- vi uma raposa do Ártico;
- voltei a Itália;
- voltei a São Miguel;
- participei novamente num congresso mundial;
- botei muita faladura;
- fui convidada para escrever um artigo importante;
- fiz 34 anos;
- recebi uns brincos maravilhosos, que usei para me casar;
- fui muito ao sushi;
- vi o Pai Natal no dia do meu aniversário;
- li muito;
- andei mais do que de costume;
- passei a noite de Natal com o B.;
- estive no Círculo Polar Ártico;
- celebrei os 95 anos do meu avô;
- conheci Estocolmo, a Lapónia Finlandesa e Helsínquia;
- voltei ao yoga;
- revi a minha Gio;
- vi um urso polar;
- casei;
- vi uma coruja das neves;
- encontrei a mantilha com que sonhava;
- aprendi a conduzir carros automáticos;
- tive uma entrevista de emprego que correu mesmo muito, muito bem;
- usei lentes de contacto;
- recebi uma Bimba e Lola e uma Carolina Herrera linda de morrer;
- comprei carradas de sabrinas;
- ganhei a minha primeira Victorinox;
- vi renas;
- mandei fazer uns sapatos de sonho para casar;
- jantei muito com os amigos;
- tive os meus por pertinho;
- ouvi a médica dizer que o B. estava fora de perigo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Tempo


Eu não quero o calor, nem a praia. Prescindo da água quente dos oceanos transparentes e das marcas das alças nos ombros. Vivo bem sem comprar mais sandálias ou protectores solares. Eu nem anseio propriamente por deixar tudo para trás das costas e partir vazia, em branco. Pode cacimbar de manhã e à noite, posso vestir casaco todos os dias e chegar a Setembro tão branca como inaugurei Agosto. Não me apoquenta estalar o verniz dos pés em sabrinas gastas de caminhadas pela fresca. Eu só quero é tempo. Tempo para estar e ser devagar e a preceito. Eu preciso mesmo é de ficar, de assentar e deixar o relógio sem pilha. Do que eu não prescindo agora é de coisas miúdas, tão pequenas que se perdem no resto do ano, entre as grandes, tão grandes que engolem tudo. Mais que férias, quero tempo. Comigo, com ele e com os meus. Tempo. Até me amadurecer a calma. 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Tempo

É o tempo que mais amansa. Só o tempo põe as coisas no sítio, resgata os melhores momentos e relativiza os piores. É o tempo, com os dias a passarem, uns a seguir aos outros, todos com manhãs e tardes e noites apesar de em nós o tempo estar parado, que nos devolve a paz ao peito. Com o tempo, amaciamos a voz, serenamos os gestos e voltamos a confiar. Só com o tempo. A confiar que as manhãs e as tardes e as noites lá fora são manhãs e tardes e noites em nós e que não há amanhecer sem anoitecer nem vice versa. É o tempo que nos mostra que as curvas são parte do caminho. E que seguir em frente é o destino.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Continuo com coisas para dizer

Continuo com muitas coisas para dizer. Umas mais pequeninas e outras maiores, todos os dias tenho tido coisas, muitas, para dizer. Não tenho sequer escolhido não as dizer, tem acontecido de não saber bem como dizê-las e de, na dúvida, estar a preferir manter-me calada. Tenho tido o coração dividido por muitos sentimentos diferentes e viajado, sentada no meu sofá de casa, ao melhor lugar de mim. Depois, como se o tempo ainda não tivesse todo passado, nem levado a dor fininha de há uns tempos, mergulho numa melancolia que me tolhe o riso. Vou caminhando, devagar, para não o fazer sem os pés firmes, em direcção ao que tenho acreditado desde há muito que é o meu lugar feliz - um coração em paz, a certeza de não estar sozinha, a incontornável evidência de que não me transformo em nada que seja um dia uma sombra de mim. Vou caminhando devagar, para não cair. Vou caminhando rodeada dos pais e do mano, sempre lá, dos amigos que não desarmam, do futuro a nascer todos os dias pela manhã e a prometer-me mais, sempre que recolho ao sono. Vou caminhando devagar, com o B. pela mão.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Pequena R. pergunta ao leitor

Ando com uma dúvida aqui a moer-me há dias. Tenho andado a ver se a esclareço e por isso não me coíbo de ir perguntando a meio mundo sobre o assunto. Assim sendo, cá vai.

Ditam as regras da boa educação que um cavalheiro deve, sempre, dar a direita à sua senhora. Ou melhor, à senhora, sua ou dos outros. Pois bem, tenho sorte porque convivo com muitos cavalheiros e por isso já vi que a coisa lhes sai naturalmente. Ora, sendo assim, para a coisa ser bem feita, quando estamos com a cara metade, por exemplo, de mão dada, devemos estar a dar-lhe a nossa mão esquerda, enquanto ele nos dá a sua mão direita e, por via disso, toda a sua direita. Ocorre, no entanto, que, cá por casa, nos deitamos na posição inversa. Ou seja, imaginando que estamos ambos de barriga para cima, se dermos as mãos, eu dou-lhe a mão direita. Consequentemente, ele terá de dar-me a mão esquerda dele, o que significa, a sua esquerda. Pus a cabeça a pensar (eu às vezes inquieto-me com questões estranhas) e verifiquei que vimos de famílias onde os casais dormem assim: quando deitados de barriga para cima, as mulheres à esquerda, os homens à direita. Perguntei aos amigos, e toda a malta dorme assim. Rebobinei e, nos hotéis, dormimos assim. Vai daí, preciso saber: como dormem os leitores cá do estaminé (partindo do princípio que durmam acompanhados)? Porque será que, a dormir, invertemos o raio da etiqueta toda?! Ando em ânsias... 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Da vida por estes dias


Ainda não sinto o alívio que julgava que viria com isto... Ainda tenho muitos momentos em que o pensamento se desvia e me questiono se aquilo estará suficientemente bem para não me envergonhar. Apesar de tudo, a vida precisava de continuar e, portanto, ainda não parei propriamente. Já compensei mil aulas, já limpei esta casa de alto a baixo, já me fui pôr mais apresentável (fiz depilação, manicure e pedicure, pintei o cabelo e voltei a alisá-lo...), já namorei e já estive uma tarde inteira em família, a "discutir" os enfeites de Natal em casa dos meus pais. Este ano, pelo simbolismo, a nossa árvore tem seis andorinhas. Amanhã e quarta ponho os pendentes mais urgentes em dia e quinta partimos para Roma. A minha esperança é descansar muito, namorar muito e passear muito. De todo o modo, a tese está entregue. E agora é tempo de me dedicar a outras coisas :)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

sexta-feira, 14 de março de 2014