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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Junk love

Para quem, como eu, sem querer, passou por uma cena televisiva em que Tino de Rãs e sua Senhora se falam ao fim de semanas a fio, fica a minha avaliação do episódio.

Pior do que imaginar-me a dizer ao homem da minha vida "Amo-te muito!" e vê-lo calar-se ou ouvi-lo dizer, de educação irrepreensível, um singelo "Obrigado!", é mesmo imaginar-me a dizer ao homem com quem estou casada há 18 anos "Amo-te muito!" e ele lembrar-se de me responder "Igualmente!".

Oh santinhos... 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Complicómetro

Delicodoces, calimeros, inseguros crónicos, caranguejos de personalidade, vítimas incompreendidas de todos os sistemas e personagens que ao segundo encontro já tomam uma pessoa por sua psicóloga particular são tão maus ou piores que os bad boys assumidos, que os cafajestes mesmo.  É que não há pachorra. Tenho dito.


Estou a alongar-me mais que há pouco, quando resumi o que penso a propósito com um:

Portanto, amiga, esquece lá isso. É que já não vai dar nada. Nunca mais o homem te parecerá um príncipe. Olha o que eu te digo.

A verdade é que, pelo menos às românticas, este tipo de pessoa até pode encantar numa primeira fase. Mas atentos todos os esforços que os rapazes desenvolvem a partir daí para nos ir caindo menos no goto, em pouco tempo estamos incapazes de achar que a nossa vida pode passar por ali. Não precisamos de quem nos complique a viva, de quem nos sugue a energia, de quem nos tire a disponibilidade porque está sempre muito mal, tem sempre um grande drama, é sempre uma grande vítima, um profundo incompreendido. Este tipo de pessoa responde aquele irritante "Foi um dia complicado! Tu não entendes!" se lhe cobramos por nos ter ignorado estoicamente um dia inteiro. É. Na véspera eram todos disponibilidade e depois vai e desligam o botão e vão à vidinha deles. Uma pessoa fica ali às aranhas, pergunta se fez alguma coisa e eles sacam da pérola "Tu não entendes!". Não. Não entendo eu, não entende a minha amiga que está agora com um energúmeno destes às costas e não entende mulher nenhuma que tenha as três quartas bem aferidas. Uma pessoa no início de uma história lá quer saber de tudo quanto o outro passou, lá quer andar a fazer concursos de mágoas, lá quer ver-vos carpir dores pela ex, pelo avô, pelo tio, pelo piriquito, pelo patrão ou pelo melhor amigo?! Não quer. Quer ser prioridade. Mais. Ficam a saber, pessoas, que se "já passaram muito", a outra pessoa também passou. Passámos todos, está bem?! O sofrimento não é produto exclusivo aí de casa. Não há pachorra para gente que, não sabendo o que quer, não sabe sequer o que não quer. Não há. São cansativos. Enchem-nos a bagagem até ao cimo, cimo, cimo. Nunca mais conseguimos olhar para eles e abstrair-nos daquilo tudo, daquela insegurança, daquela vez em que preferiu falar da ex a saber do que gostamos nós. Lamento informar-vos mas conseguem transformar um início de história numa valente seca. E não há pachorra, acho que já vos disse, para gente que nos prega seca. Que uma seca dada por quem uma pessoa já conhece há muito, custa, mas tem de se aguentar, agora uma seca pregada por um alien que nos cai de para quedas de fronte, não, que não somos a Madre Teresa de Calcutá. Não ajuda cagarem de alto para uma pessoa depois de descarregarem a vossa bagagem sobre ela, sob o pretexto mais estúpido e esfarrapado de que lhe estão a dar um tempo para "digerir". Estamos que já não vos digerimos, nem passados. Voltarem três ou quatro dias depois e encherem-nos a cabeça porque já não somos como éramos, parecemos distantes e não percebem o que mudou e mimimi, só nos irrita ainda mais. A sério, mas será que já não se fazem pessoas normaizinhas neste mundo de Cristo?!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Clic off

Há um tipo de gajo por quem eu não me apaixono. É o gajo do tipo cansativo. O gajo que me escreve uma coisa assim.

"A teoria dos determinantes da insignificância na problematificação da vida para que depois a problematizemos a fim de a simplificar num sistema problemático suficientemente simples e serenamente compreensível já era defendida no século passado na Faculdade de Direito de Coimbra e foi analogicamente redensificada nesta nossa troca de votos de um feliz ano. Na verdade, um desejo pessoa a pessoa de que seja feliz independentemente do ano, afinal também ele um determinante da insignificância."

Até fiquei com dores de cabeça.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Oh valha-me a Santa!!!

Se há coisa que uma mulher aprecia num homem, é isto:

a conversa do "Penso que talvez eventualmente sem compromisso mas experimentando e mimimi que não é um namoro mas gostava e depois enfim quem sabe ou não" seguida, quando, e-s-t-ú-p-i-d-a-s, ainda caímos, de uma outra conversa, esta já noutro registo, mais próximo do "E não era bem isso, porque talvez, enfim, tenhas confundido algum sinal, porque eu nunca quis, mas foi tudo sem maldade e depois afastei-me, mas custou-me, porque eu tinha de te dar espaço e quem sabe agora pudéssemos...". Ide pastar, sim?! Escrevam aí em letras grandes e colem na porta do frigorífico "Elas não mordem. Se nós formos DIRECTOS com elas, ainda assim, elas não mordem. Nem rosnam."
- ser constantemente comparada a outra.
- que andem a apalpar terreno com as duas ao mesmo tempo.
- a técnica de se fingirem de mortos à espera que nos batam as saudades. Dá sempre resultado. Durante os primeiros três dias. Depois, bem, depois só ficamos com vontade que desapareçam. Adoramos que nos ignorem... no fundo.
- e... acima de tudo, que tragam gente louca para a nossa vida.


Finalmente, poemas e musiquinhas são formas de engate. Se a intenção é jogarem às cartas connosco, eh pá... mandem mensagens só a falar do tempo e da liga inglesa de futebol, está bem?!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Feminismos

Sei que li muito atentamente o meu "Guia da rapariga de hoje" quando, ao ver um senhor com as mãos nos bolsos e a mulher a puxar uma mala e a carregar com um saco, fora a carteira que levava ao ombro, não me contenho e me abeiro dele, que ia adiante dela, de rota batida, só para dizer "Olhe, o senhor desculpe, mas, certamente por distracção, não terá reparado que a sua mulher está um bocadinho atrapalhada ali com a bagagem..." E sorri, simpática que sou. Uma foffi, vá. Ele olhou para mim e corou. Eu temi que me dissesse "Ai ela já está habituada!", mas não. Revelou-se só um pouco mouco. E disse: "Desculpe?! Como assim?!".  E eu, sempre sorrindo: "Então, um cavalheiro não comete gaffes destas, salvo por distracção." E apontei na direcção da senhora, que me pareceu sem pinga de sangue a assistir àquele meu momento de "Pequena R. não tem a noção do perigo e sujeita-se a levar uma lapada por gostar de ensinar as pessoas a serem educadinhas".  E, finalmente, um "Deixa estar, que eu levo o saco!". Do mal o menos, que a mala era de rodinhas. Ainda não fiquei bem contente e se fosse comigo tinha de gramar com umas trombas monumentais durante a viagem até casa, mas já foi melhor que nada. A sério... Eu não entendo esta malta. Isto não tem nada a ver com igualdade, com feminismos, com "Ai vocês são muito espertas. Querem ser iguais, mas é só para o que vos convém." Oh pá. Poupem-me. Isto é uma questão de educação, de cavalheirismo, de saber estar. Como esperarem que entremos em casa, acompanharem-nos ao carro, deixarem-nos passar à frente, irem do lado de fora do passeio, darem-nos a direita, etc. Custa-vos muito?! Plamordedeus.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pois

É isto.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Clic off

Calções curtos e justinhos.

Chamem-me bota de elástico, mas tipos com isto dão-me ares de pouca credibilidade. Não me peçam mais explicações.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Impossível - dos posts com alma

Da última vez que estive nos Açores, ouvi uma frase que nunca mais deixou de me acompanhar "O impossível é a medida do Homem.". Há dias, encontrei, já não sei onde, a frase "Por não saber que era impossível, foi lá e fez.". E a intermitência nas minhas convicções não dava tréguas. Ora me rendia à força ingénua das minhas frases, ora recolhia ao conforto da inevitabilidade. Não me entendia, nem ao resto. E teimava que talvez, lá bem no fundo, soubesse as respostas para as perguntas, mas, preocupada comigo, me fosse, apoucadamente, protegendo de as trazer à superfície de mim. Não tenho muitas dúvidas que vamos sabendo, intuindo, sentindo... que raramente as surpresas são isso mesmo... uma surpresa. Cuidamos muito de saltar barreiras, amarfanhar embotados, mas nós sabemos. Quase sempre, acho mesmo, nós sabemos bem mais do que cuidamos aceitar que sabemos. É difícil ser tão esperto. Ser gente dá uma trabalheira. E isto baralhava-me ainda mais e, confesso, assentava numa insuportável sensação de fingido, de fraude, de ser uma treta a história do coitadinha de mim que não imaginava. Insuportável. Suportamos pior as mazelas que reconhecemos ter ajudado a fazer. Até que encontrei uma tentativa de resposta que, apesar tudo, de não estar testada cientificamente e o raio, parece-me, vai conseguindo apaziguar-me a má experiência de ignorar que bem podia ter-me avisado. Não é só... ou tanto... por uma pressa inconsequente. Não. Afinal, é porque a minha medida não é o impossível... mas o coração. E toda a gente sabe que se há coisa sem limites não é o impossível... é mesmo o coração. Porque o impossível, o impossível é nada. Hoje vou fazer puré de batata para acompanhar o salmão no forno. O impossível é só o poema. O coração, o coração é que é o poeta.  

domingo, 6 de maio de 2012

Não lhe toquem, que se desafina

Se há coisa que eu não entendo é a velha história, repetida ad nauseam, dos homens que querem, fantasiam, sonham e desejam momentos íntimos novos com todas as suas forças, mas optam por concretizá-los, não com a mulher, a companheira ou a namorada, mas sim com qualquer outra mulher a que não os una, dizem eles, amor. Não entendo. Parece que lhes assiste a má convicção de que as suas se quebrarão em actividades de renovado vigor. Não entendo. Não aprecio. Gosto pouco de os reconhecer incapazes de aceitar que cada uma de nós é aquilo que bem entender, consoante o momento e a pessoa com quem o partilha. Tenho dito.

sábado, 24 de março de 2012

Clic off

Não fazer cafuné.  É que eu gosto taaaaannntooooo que me mexam no cabelo... taaaaannntooooo!!!

sábado, 3 de março de 2012

E pronto...

acho que não é desta que vou à festa. E viva o regresso dos arrepios de frio, da tosse, das dores no corpo. É a pura da loucura. Aaaaarrrggg!

Também me parece que estão a voltar as dores no dente, mas começo a achar que estas putas são um bocado psicológicas. Em vésperas de voltar ao Dr. Filipe, lá aparecem. O senhor é giro e simpático e meiguinho e tudo e tudo, mas é dentista. E ser dentista está, para mim, na escala de clic off, muito perto de  gostar de física e saber vectores. É gente estranha.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Clic off

Fazer-me sentir traída... ainda que em diferido!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Clic off

Nunca gostar de trabalhar.*

Toda a malta tem dias de dar berros histéricos por ter de sair da cama ou por ser obrigado a trocar a borga pelo trabalho. Toda a malta. Mas gente que dá berros histéricos desses um dia atrás do outro, todos os dias da semana, todas as semanas do mês, todos os meses do ano, todos os anos da vida, é gente que eu cá não entendo. Ou mude de vida e procure outro emprego ou faça por pelo menos conseguir gostar um bocadinho, uma vez por outra, daquele que não é dos sonhos, mas é o que existe. Agora enchouriçar-se para sempre à conta de ter de trabalhar, não. É um grandessíssimo clic off.

*Nunca se acomodar com a roupa; nunca estar bem com o bem que tem.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Clic off

A puta da mania que são ricos (também dá para dr.s, importantes e coisas assim).

Primeirus: És rico?! És?! Parabéns! O Natal já passou e tu vais com os cães, como se dizia no ciclo.
Segundus: Quem andar contigo por seres rico, não precisa de ser informado... já se informou suficientemente. Mas... há quem possa andar contigo não por seres rico, mas por seres outra coisa qualquer.
Terceirus: Já lá vai o tempo em que precisávamos que nos pagassem as contas, sim?! Revê lá o teu conceito de mulher, que isso deve andar um bocado atrasado no tempo.
Quartus: Se se tiver dado o caso de, apesar dessa puta dessa mania, teres conseguido captar a atenção de uma tipa normal, nota que, ao insistires em ser "caga milhões", o mais certo é que em pouco tempo só apeteça à primeira dama ir pregar para outra freguesia.
Quintus: Se fores assim e ela se rir, ergue as mãos ao alto. Foram feitos um para o outro.

Não há pachorra.

sábado, 7 de maio de 2011

Clic off


Só porque ao ler a Luna me lembrei que deve ser um dos piores. Vale a pena repeti-lo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Clic off

Cuspir para o chão.

Sim, homem bem apessoado, trajando fato de bom corte e com uma gravata impecável, que estavas hoje a sair da Prada com dois sacos na mão. Se és giro? Tens pinta! Se és rico? Ou isso ou roubaste e não foste apanhado. Se isso chega? Não faças perguntas sem sentido. Não, não chega. Tu cuspiste para o chão.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Clic off

Gente complicada. É isso e gente estranha. Coisa tipo "ora agora chega-te a mim, ora agora arreda-te lá para trás".

domingo, 14 de novembro de 2010

Clic off

Passar-lhe pela cabeça que peluches podem ser um presente a ponderar.

Não tenho muito a dizer sobre isto. Só que já não tenho 3 anos... Acho que talvez seja suficiente. Não é mau, é inqualificável. Pior, só mesmo gostar.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Clic off

Gente com avaria no botão "pause" e sem o "stop" disponível!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Clic off

Engravatamento excessivo!

Género "não me toquem, que me desafinam".