sábado, 29 de março de 2014

Verdades e assim assim

Sinto que podia ser minha filha


É demasiada energia... e outra tanta descoordenação!

Chama-se vício



Tâmaras de Israel: andamos incapazes de resistir-lhes!

É por isso que não tememos envelhecer juntinhos...

Diz que tenho um casamento não tarda



 Richard Nicoll

 Miu Miu
Alberta Ferretti


Ou então, poupo-me a gastos e a canseiras de provas e adapto o meu Malene Birger, muito parecido com este, com cinco anos mas intemporal.

Wishlist




Até sonho com isto...
Este Marc Jacobs rock chrono watch, esta carteira Michael Kors que tanto dá para usar ao ombro com à tiracolo, ideal para viagens, e estas deliciosas e absolutamente irresistíveis Josefinas Luanda. 

Para os casais desavindos...


Não vale mesmo a pena perderem tempo...
É o que eu digo sempre ao homem cá de casa. Uma pessoa encontra o amor e depois vai-se a ver e brinca com a sorte a não aproveitar cada minutinho em que pode ser feliz?! Não é uma opção inteligente!!!
Por isso, meus queridos, bora lá fazer as pazes, sim?!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Cheguei!

Ainda falo com voz de homem das obras, ainda tenho muito ranho para deitar cá para fora, ainda respiro pela boca (Bruno Nogueira, é só mesmo por causa da porra da faringite... não te ponhas com ideias), ainda tenho uma tosse que faz temer que me saia um pulmão pela boca a qualquer momento, as caixas dos comprimidos (vários) ainda só vão a meio, ainda sinto um miar no peito e ainda dou por mim a deixar de suar e a ir aquecer a botija de água quente, no espaço exíguo de poucos minutos. De resto, já estou boa. Segunda feira, se tudo correr bem, volto às aulas e tudo. Nunca me lembro de ter faltado a uma aula por estar doente, mas pronto, na segunda feira não falava, basicamente sussurrava e com dores na garanta como se estivesse a engolir facas afiadas. Achei que isto lá ia com chás e mel, mas o meu homem e os meus pais já sentiam falta de me ouvir e lá me convenceram (a custo) a ir ao hospital. Diz o médico que os brônquios estavam como haviam de ir e que não sabia como é que eu tinha chegado àquele ponto e que, a somar a isso, havia neve em tudo o que se via de cada vez que me mandava abrir a boca e deitar-lhe a língua de fora. Era todo um povoado de pontos brancos que fazia do meu interior uma linda réplica da Serra da Estrela. Tenho estado de molho como não há memória, imprópria para qualquer tipo de serviço mais exigente que fazer a cama ou lavar duas peças de loiça seguidas. Uma miséria. Apesar de tudo, há vantagens, nisto. Dois dias em casa dos meus pais e fiquei a saber que há três novelas à noite na SIC e que a Maya foi substituída por uma tal de Maria Helena que ontem disse que a música boa para os sagitários dançarem era kizomba (!!!) (Só de me imaginar a dançar kizomba, os meus brônquios dão sinais de quererem ficar pior...) Gostava de voltar a trabalhar, mas deve haver qualquer ligação entre a faringe e os meus dois neurónios, porque nada justifica que os tipos se fatiguem mal me dá para pensar em qualquer coisa mais séria. Tem-me restado reflectir aturadamente sobre as vantagens de cada Norte Coreano enfiar uma tigela na cabeça, cortar o cabelo à medida e a seguir gastar um frasco de laca a fazer uma poupa. É a vidinha a acontecer e eu a ver se não a deixo fugir. Voltei, pessoas. Mas ainda só a meio gás.

terça-feira, 25 de março de 2014

A causa das coisas

Uma faringite bacteriana em estado mais que avançado.

Quando passar, volto. Por agora, não há cabeça que aguente nadinha...

quinta-feira, 20 de março de 2014

Hello Spring!


Apanhou-me a Primavera a meio caminho entre a minha cidade a cidade dele, ainda com as mãos quentinhas das suas, é certo, mas o coração em míngua porque o homem é teimoso comórraio e não consegui convencê-lo a vir comigo e a gazetar amanhã. Apanhá-lo de cama, persianas corridas, atestou-lhe o estado febril e a maleita grave. O homem pira se não tem luz e gosta muito de laurear a pevide. Tenho-o mesmo doente. A uma hora de caminho. Custa-me, por isso, muito mais apreciar as árvores em flor. Mas chegou a Primavera. E, coitadinha, não tem culpa. Bem vinda sejas, garota!

quarta-feira, 19 de março de 2014

Daddy day

Não precisava de passar a semana com o coração na boca à conta dos meus rapazes. Se no fim de semana tive o pai no hospital, de mão dada comigo e os olhos cheios de fragilidade, esta noite foi o meu homem a fazer-me disparar os ritmos e não pelas melhores razões, já que a passei na luta interior "aguardo serenamente, não é nada grave vs vou mas é pôr pernas ao caminho e depois logo lhe explico por que razão quebrei a promessa de não me fazer à estrada a estas lindas horas". Por mim, estava aqui deitado ao lado, que eu cá é que sei tratar do rapaz. Agora andar às noites nos hospitais e aos dias nos julgamentos é uma coisa que me anda a mexer com os nervos. Vou-me habituando a custo, que há 32 anos privo com uma alma que, que me lembre, nunca tinha ficado um dia de cama até à segunda feira da semana passada, gozando do velho e mítico argumento "eu tenho mesmo de ir trabalhar". Portanto, tal meu pai, tal pai o que escolhi para dar aos meus filhos. Este agora também faz cara feia à proposta de acalmar, porque, já que não é que tem gado para entregar, é que tem julgamentos para fazer. Eu mereço?! Valha-me o homem mano, que, em maré também pouco animada, pelo menos se tem mantido arredado das urgências hospitalares. É daddy's day e eu tenho duas prendas para dar. Uma ao meu pai e outra ao pré pai cá de casa. Não é um mercedes, que não é, mas já é qualquer coisa! Podia estar a ter uma semana mais calma, que ainda assim não me esqueceria de como são importantes as palavras kikas e mimentas aos pais. Ao meu. O meu, para mim, é dos melhores que há. E é por isso, e porque me reconheço alguma vaidade na coisa, que me permito dividi-lo apenas com o mano. E tudo porque o pai é grande. Dá para os dois. Daddy day é todos os dias. Tal como Mummy day. Tal como Love day. Tal como Family day. Gosto deles todos os dias. Todinhos. Não é só hoje. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

B.

Eu, mulher a dias, me confesso!


Acaba uma amiga de ligar a perguntar se não quero ir tomar café. Interromper o trabalho e ir tomar café. Ia de boa vontade, respondi-lhe, mas ando na lide e imprópria para sair à rua. O cabelo está uma miséria, o verniz já está a lascar, ando descalça e o pijama vai direitinho para lavar assim que eu própria puder ir tomar um banho. Ninguém entende. Pelo menos estes meus amigos, não entendem. E continuam a insistir que perco tempo, que devia ter alguém que me viesse cá limpar, que mimimi e mimimi. Já tive. Toda a gente se lembra, por certo, da minha Dona G. Do sofrimento que foi para decidir-me a contratá-la e do que padeci para a mandar embora sem parecer uma cadela com raiva. É verdade que nem todas as semanas arredo móveis e que na minha casa o pó se acumula como em nenhuma outra que conheço, mas eu cá sei de mim e cá me organizo o melhor que posso para o Texas não assentar arraiais nesta casa. Lembro-me bem que ter empregada não me desonerava de andar atrás dela a pôr as coisas no sítio em que acho melhor e, pior que tudo, do desconsolo que me dava quando não me trilhava bem os lençóis, me passava panos da loiça ainda com nódoas de fruta, me arrumava collants com furos e me deixava a escova a babar cabelos. Não. Há semanas em que este tempo me faz muita falta, de facto. Aliás, normalmente, este tempo faz-me mesmo muita falta, mas continuo a preferir o sossego de saber com o que conto à quebreira de cabeça de ter aquele tipo de surpresas. Desde que me lembro que há empregada em casa dos meus pais, mas também desde que me lembro que as limpezas a fundo são comandadas, não por ela, mas pela minha mãe ou por mim. Tirando a Rosa, que de facto era uma doméstica ímpar, nunca conheci ninguém que limpasse as casas dos outros como os outros poderiam limpá-las. Talvez chegue o dia em que volte a render-me. Mas também sei que o aperto dos castings e o que vou andar em cima da criatura me transformarão no pesadelo de qualquer doméstica. Sou niquenta. Sou, definitivamente, muito niquenta. Mas deixai-me andar. Pior mal é meu, que lixo as costas à conta de tantas avarias...

quinta-feira, 13 de março de 2014

Eu exonero, tu exoneras, ele exonera

Para a malta, ao que parece, a exoneração dos dois Conselheiros do Presidente é tão pouco relevante para efeitos da erosão do princípio da liberdade como para contar em nota de pé de página num livro da Anita. Só pode. Ninguém diz nada?! Ah... foram eles que a pediram. Ah... o manifesto dos 70 diz que tinha nove erros de palmatória. Ah... isto... e aquilo. Está tudo doido?! É sentença de morte por suicídio assistido divergir da cambada?! É isso?! Dizer diferente deixou de ser digno o suficiente para poder vingar?! Ora vamos lá ver se eu entendo. Porra para a reestruturação da dívida. Saber que os cortes voltam em grande em 2015, inexoravelmente, é coisa para me dar ganas de deitar a mão à goela de quem manda. Isso e voltar a ter de levar com o Relvas pela casa a dentro quando ligo a televisão. Há quem chame lixo televisivo à Casa dos Segredos. Eu acho que, por este andar, os telejornais vão começar a dar cartas na eleição. Portanto, a dívida, o prazo da dívida, o modo de pagamento da dívida, o diabo a sete sobre a dívida, é coisa que me interessa tanto como a arte de cultivar cannabis na varanda. Estou nem aí. Já percebi que o máximo que posso fazer por mim no que toca ao assunto, é arrumá-lo para trás das costas, ver se aumento os rendimentos por meios lícitos e me furto a pedir contribuinte nas facturas sob pena de ter de explicar que às vezes a minha avó ainda me dá vinte euros que eu não declaro e que o meu homem, sendo um gentleman, raramente me deixa pagar o jantar, o que me faz sobrar mais qualquer coisa para carteiras, sapatos, vestidos e corantes das unhas. Este país, salvo seja a bolinha baixa que me obrigo a fazer perante opinião diversa, só numa de não me aborrecer mais, anda a brincar connosco. É a minha profunda convicção. O gajo da mota gasta uma fortuna em estacionamento. Pondera-se luto nacional por morrer um cardeal quando o país é laico (eu não tenho nada contra o cardeal... paz à sua alma... tenho contra a incongruência constitucional da proposta). A imprensa estrangeira no país elege Mário Soares para personalidade do ano (vale a pena pensar nisto... para a nossa personalidade do ano ser o Mário Soares, imaginem como estamos...). And so on. Até que, no meio deste caldo confuso de insólitos provincianos, fica a saber-se que as pessoas se sentem mal por dar a sua opinião quando ela é distinta da daqueles que mandam e, encolhidas, procuram penitenciar-se pelo atrevimento. E que, em vez da salutar palmada nas costas de quem diz "todas as opiniões são boas, porque é da discussão que nasce a luz", se aceita mandar os dissidentes à vidinha. Não entendo. 

So... so...






Da amizade

Foi muita coisa a acontecer

Quando os amuos são postos de parte e as pessoas se emendam uma na outra de maneira ainda mais firme, tão convictas como nunca de que às vezes se dão passos atrás para depois se darem passos em frente, sabem melhor os robalos ao sal e os momentos em que, sem se dizer nada, se adivinha quase tudo. Foi muita coisa a acontecer. Entre os abanões mais fundos na fé, ao ver alguém querido doente, ou a imperiosa necessidade de erguer a cabeça para confortar quem amamos, surgem momentos de profunda introspecção, em que acabamos por converter-nos a uma tendência manienta de pesar os contras e bater-lhes de frente com os prós. Vai-se longe, trabalha-se o melhor que se pode, organizam-se ideias e volta-se a ajustar o eixo da vida. Admirar alguém que nos faz melhores pessoas, ao lado de quem a energia se nos esgota tão mais dificilmente, porque sim, porque é assim, é tão bom... tão bom que, por mais coisas que estejam a acontecer, é dentro de nós que as melhores de todas acabam por revelar-se.

Voltamos dentro de momentos

Apetece-nos botar faladura... não tem havido é muito tempo para isso!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Pequena R. pergunta ao leitor*


E se amuássemos todos... para parecermos muitos?!

Vou ter de me esforçar, que eu tenho muitos defeitos mas amuar não consta da lista, mas se me disserem que a estratégia é boa... eu tento.

*Post com delay, que o rapaz já desamarrou o burro!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Não gosto de estar longe

Não me importo (muito) de estar longe fisicamente. Sei que é temporário, sei que tem de ser, sei que é o que menos importa. O que me assusta é pensar em ficar longe do coração de alguém, deixar de lhe  bater forte lá dentro, como diria a outra. Não gosto nem de pensar, enxoto o pensamento para longe. As certezas das horas boas, em que se garante sem regateio que a falta que alguém nos faz não se deve a qualquer solidão mas ao tanto que nos enche o peito, ah... gosto delas ditas e repetidas, como se o gostar não se gastasse ou cansasse a renovar votos. Não me canso nem faço deles letra morta por uso aleatório. Digo-o sempre muito sentidamente, do fundo do coração e com as mãos a suarem frio. Não é cá paixão, que agora dizem durar possivelmente três anos, é uma coisa toda diversa para que ainda não arranjei nome novo e me obrigo, encantada, a render à nomenclatura amor. Do que eu sinto falta não é de companhia, mas daquela companhia. Não porque ache que se pode fazer tudo e mais alguma coisa (continuo a achar a escatologia uma coisa do domínio da pessoa e só dela), mas porque o mundo anda melhor e os relógios sem acertam em horas menos forçadas quando tudo está bem. E, para tudo estar bem, não preciso ter a certeza que o outro está aqui à beira, mas preciso muito de continuar segura que lhe moro no peito sem ses. As relações heterossexuais têm uma coisa que as outras não conhecem e que as torna mais difíceis e, talvez por isso, mais desafiantes intra muros (lá fora, é outra coisa): os homens e as mulheres são mesmo muito diferentes. Há-de haver malta a excepcionar a regra, mas conta-se em números rápidos. Falo do que conheço. Gosto de falar e de esgotar o assunto reduzindo-o a uma ninharia fatigada, demasiado gasta para que volte a olhar para ele. Os homens, o meu, pelo menos, preferem o silêncio reflexivo de quem, cheio de introspecções, digere a sós os nós da vida. Isolam-se, vão embora, viram costas, respiram fundo. Quando nos amam (acho mesmo que é sinal disso, não me estraguem o castelo) despedem-se com modos e acrescentam que a hora má não tem sequer a ver connosco. Mas vão. E demoram a vir como dantes, por mais que lhe afiancemos que já passou, que já lá vai. Demoram-se a chegar sorrindo com o corpo todo e mais ainda a fazer vozes de aves em declarações de amor. Por mais que lhe ronronemos ao ouvido, empenhadas muito em ser felizes, fecham as caras. E é nessas horas que o que sobra é não estar longe do peito, continuar aninhada no ventrículo mais confortável e sossegar a espera. 

Em busca da chave perdida

Andei duas horas e meia à procura de um sítio onde me fizessem uma cópia de uma chave. Não encontrei. Em lado nenhum da cidade. Ou não têm, de todo (ex. Casa Baltazar... espantem-se!) ou não sabem se podem vir a ter (ex. Chaviarte). Desisti. Tinha trabalho à espera e era preciso fazer opções. No último sítio a que fui, porém, talvez pelo meu ar já muito descabelado e uma lágrima chata a querer saltar-me das vistas, que isto há dias em que uma pessoa nem devia era sair da cama, espanto-me com o moço a tratar-me por tu. TU. Assim: "Dessas, para já, não te arranjo, mas estou a ver que a caixa da do teu carro também está toda lixada. Quando quiseres, vens com um bocadito de tempo e eu oriento-te isso e depois até ta programo." Agradeci-lhe. Ficou para outro dia, que eu precisava digerir as várias hipóteses que o terão levado a tratar-me por tu. Se me acalenta o peito pensar que foi por ter cara de miúda e as brancas do cabelo ainda disfarçadas, a verdade é que algo me diz que foi o meu ar desajeitado, e não propriamente a jovialidade da coisa, a induzir assim o moço no erro meio grave de se por a fazer a figura de tu cá- tu lá com alguém que nunca viu... 

;)

Nesta casa, não se desiste. Nesta casa, insiste-se.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ai, ai


Tenho o homem em casa três dias. Seguidos. Carradas de trabalho em cima da mesa, mas a certeza de muito mais vontade. Um dia, lá para diante, havemos de ter muitos dias assim seguidos. Por agora, são raros. Muito raros. E preciosos.

Os homens estão para os carros, as mulheres estão para as casas

Não há nada a fazer. Por muito que me esforce, o meu carro é um triste nas minhas mãos. Costumo atestá-lo com gasóleo e mandá-lo limpar quando já se parece mais com o Texas do que com um carro. De resto, é dar à chave e andar. Não sei pôr o óleo, nunca lhe vi a água e acabo de constatar, mais uma vez, que se não fosse o meu rico paizinho, podia bem andar sem seguro que estava nem aí. Nunca me ocorre a data de pagar o seguro, o sêlo, de o levar à revisão ou de lhe fazer a inspecção. Em rigor, nunca o levei à inspecção. Deposito-o na oficina na semana em que alguém mais atento que eu me diz que a coisa tem mesmo de suceder e deixo-o nas mãos do mecânico para tratar de tudo. O óleo, salvo se se puser alguma luz a piscar ou aquilo der para aquecer a ponto de se poderem estrelar ovos no tejadilho, também não é bem assunto que eu cá domine. Já na casa, muito diversamente, é raro e até estranho que me apanhem desprevenida com falhas graves na despensa ou que ao limpar a casa de banho não tenha um novo wc pato para a recarga. Não me lembro de algum dia ter deixado acabar detergentes ou ter descurado mais que o absolutamente necessário a limpeza ou organização de gavetas. No outro dia, não comprei pão e andei a consumir-me de culpas quase uma semana. Só não me pus a amassar pão caseiro às duas da manhã porque o meu homem achou que não era morte de gente um dia comermos pães de leite e tostas ao pequeno almoço (sim, não havia pão, mas havia outras coisas... mas pronto... pão é pão). Acaba de me ligar o meu pai. Diz que fico amanhã sem seguro. Diz que já tratou de tudo e que me faz cá chegar o papel não tarda. Eu, rendida e agradecida, penso muito com os meus botões. Se algum dia, por casar, meu rico pai se desonera do carro, tem de caber, por força de todas e mais que muitas razões, ao meu homem pegar neste assunto. Ou não ganharei para multas. E sustos. Eu compro-lhe o pão, ele poupa-me à bófia.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Books and love


Com nenhum outro homem mais do que com o meu podia sonhar um dia ter um sítio assim.

N. no seu melhor

Há já muito tempo que não trago até cá pérolas dos meus amigos. Hoje, não resisto.

N.: E depois?
Eu: Depois vou à depilação.
N.: E demoras muito?!
Eu: Umas duas horas.
N.: Duas horas?!?!?! Duas?!?!?! Horas?!?!?! 
Eu: Sim, pá. É com cera, mas há partes em que faço com luz pulsada, que leva mais tempo.
N.: Juro que não sei como é que as mulheres não apanham esgotamentos por causa dessas coisas da beleza!

Da amizade do fundo do coração

Tenho alguma dificuldade em lidar com as pessoas que nunca estão bem. É frequente que o estado mal amanhado em que a pessoa constantemente se encontra me contamine e eu própria deixe de conseguir estar bem. Em rigor, a vida vai-me convencendo que não é fácil, e portanto não devemos fazer disso um objectivo de vida, estar sempre bem, mas, bolas, estar sempre mal, sempre, nunca ver a porra da luz?!?!?! Sou daquelas a quem a felicidade bate à porta em doses frequentemente generosas e às vezes moderadamente. Tenho os meus dias maus, as minhas horas difíceis, os problemas a que ninguém escapa e os momentos em que uma mão gigante feita de angústia me envolve o coração e o faz mirrar até quase se sumir de medo. Tenho medo das perdas. As que tive foram mesmo difíceis, principalmente a do meu David e a da Lurdes. A do meu David porque foi a melhor pessoa que algum dia conheci e a da Lurdes porque doeu muito ver o sofrimento dos filhos, órfãos, mais que de uma mãe, durante demasiado tempo órfãos de qualquer esperança. Ontem, nasceu a Maria. A Maria é a segunda neta que a Lurdes não conhece. Se for como o irmão, será uma criança tão especial que é difícil não acreditar que há ensinamentos da Lurdes que lhes passam durante o sono. São tesouros. E os tesouros, assim em forma de gente, dão esperança. A Sandra, que é a filha da Lurdes, tinha todas, mas todas, mas é que não estão bem a ver, todas as razões para ser uma pessoa que não estivesse bem. Em vez disso, tem sempre a melhor palavra para os amigos e conserva a serenidade da mãe que a terá ensinado a aceitar o que não pode mudar e a fazer disso uma coisa o melhor possível. A Sandra diz que é abençoada, contenta-se com o que a vida lhe dá e cultiva uma gratidão que já não se vê. Já a vi chorar muitas vezes, mas, por incrível que pareça, já a vi rir muitas mais. Tem a paciência de quem já sofreu dores muito más e sabe que se pode sobreviver a elas e a ternura de quem luta todos os dias por acreditar que a vida, cada dia dela, é uma dádiva tão valiosa que não se pode desperdiçar em lamúrias. As pessoas que não estão bem podiam fazer workshops com ela. Eu própria, quando me dá para ficar pior, lembro-me mais de lhe telefonar e espaço menos os nossos encontros. Aprendo sempre a relativizar, trago sempre uma lição actualizada de como acordar melhor no dia seguinte.

Casamenteiro


Não faleci

Estou apenas a ver se me livro de pendentes. É uma tarefa dura. Mas eu hei-de conseguir.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O que nós nos rimos


ontem à noite, com esta peça.
Ide, minha gente. Ide ao teatro.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Gosto mesmo disto

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Tenho um jacinto azul em casa

e a cozinha perfumada como não há memória.

Laços

Deve ser isto, criar laços. Todos os dias, gosto mais de algumas pessoas, como se, com o amanhecer, redescobrisse espaços vagos no coração que posso preencher com mais gostar. Deve ser isto, criar laços. Ser, todos os dias, mais difícil dizer até amanhã, como se a vida fizesse mais sentido não o deixando ir. Deve ser isto, criar laços. Ser, ao deitar, capaz de concluir ainda com mais certezas que sou melhor pessoa com ele por perto. Deve ser isto, criar laços. Encher, mais que a boca, os olhos e o peito de saudades quando lhe digo que o quero aqui pertinho. Deve ser isto, criar laços.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O amor (não) acontece!


Antes do B., tudo o que sabia sobre o amor era, afinal, muito pouco testado by myself. Conhecia o amor incondicional por um irmão preferido, pela mãe melhor de todas, a mais galinha, pelo pai mais babado e mimento, pela avó mais matriarca, pelos amigos mais dedicados, mas não podia, pela falta de experiência feita, pela fraca mão em amores acontecidos com vontades coincidentes, opinar muito sobre o ser e o estar numa relação a dois. Vivera, até aí, paixões fulminantes e serenos momentos de descoberta de sentires profundos, mas andava sozinha à cata de um sentido para o meu amor. Talvez por isso, e para me desonerar dos fracassos, acreditava muito que o amor simplesmente acontecia. Havia, numa galáxia longínqua, afinamentos múltiplos com efeito automático nos corações terrestres e que encaminhavam, sem margem para desencontros, pessoas destinadas a ficarem juntas. Para mim, testemunha de histórias longas de amor, o amor era muito uma questão de sorte. E eu, enfim, ainda não tinha tido a sorte. Depois o B. apareceu e eu comecei a descobrir imensas coisas todos os dias. Algumas, confesso, suficientemente perturbadoras para uma ou duas vezes lhe ter dito que, naquele preciso momento, queria mesmo estar com ele mas não sentia dores na barriga, como se me denunciasse assim ao meu homem. Que trapaceira me parecia a vida, logo agora que o encontrara, cheio das múltiplas características que há uma vida eu procurava e que,  ao mesmo tempo, me punha a calma na barriga, logo ali onde era suposto sentir tripas a revolver e borboletas a fazer cócegas. O B. foi, a vagar, tentando dar-me a mão nessa descoberta a dois de que o amor, enfim, podendo acontecer, não vinga se não for cuidado, regado, estimado, conversado e cultivado em silêncios bons, profundamente querido por ambos. Hoje, reparem, acho que, muito mais que acontecer, o amor tem de ser criado, como a um filho, por quem ama. O amor, acho eu, mas posso continuar enganada, não acontece afinal como raio a atingir-nos sem remédio. Antes se constrói na certeza de que as borboletas passam e o que fica e é bom é a vontade de ficar junto, só porque sim, a cozinhar as banalidades de uma vida cheia de coisas normais. O amor acontece aos bocadinhos, mas só cresce se quisermos muito que ele cresça. Porque, quer-me cá parecer, o amor não é coisa que se compadeça com quem, por vê-lo acontecer, adormece à sombra da bananeira. O amor está nos detalhes, no conserto do momento menos bom, na partilha diária das coisas felizes e das outras todas, que hão-de ser muitas. O amor, pelo menos o meu, é um projecto para a vida. Um daqueles em que se acredita muito, com o coração todo, e que, por via disso, tem de dar certo. 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Friends dinner


Ahhh... o que eu gosto de casa cheia!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Hércules... da fraqueza

Não me perguntem como, mas a verdade é que consegui, durante a noite, num dos meus exercícios de bruxismo, partir um implante de zircónia. Assim. É comum acordar com dores horríveis de cabeça ou nos maxilares ou de ouvidos, mas nunca tinha partido nada. Gasto os dentes, de os ranger, mas nunca os havia partido. O meu implante, novinho, pago a peso de ouro, foi a primeira vítima. Tau. Ai andas cansada, ai andas a dormir pouco, ai tens uma tese parada, ai precisas de lançar notas amanhã, ai ainda não tens nada de jeito pronto do artigo pendente?! Ora então, para não te armares em forte, toma lá um sinal de que é melhor abrandar o ritmo. Tau. Um implante partido. Não é normal. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Do amor, do passado, do presente, do futuro, da vida, do B. e de mim com o B.

E então, pequena R.?!

Então, ainda agora acabei uns, já cá tenho mais. Até sexta, estamos em modo fazer provas orais de dia, corrigir exames escritos de noite. Depois a ver se a coisa começa a acalmar e podemos, finalmente, olhar para o resto todo que paira em cima da secretária, à espera de melhores dias.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Mantra

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

5h27m

Vou dormir. Tenho de me levantar daqui a duas horas e trinta e três minutos. E botar faladura.

Zzzzz

Juro que ia dormir. Agora. Já. Mas ainda falta ler tanto. E escrever tanto. 

Há dias (noites?!) em que me pergunto se já não tinha idade para ter juízo e dedicar-me, de vez, ao meu aparente talento para a manicure.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Já repousava as vistas, já!

E pronto. Acabaram os exames para corrigir (não se animem, terça feira chega cá a casa outra batelada deles...). Agora podia descansar as vistas. Sei lá, estendê-las janela fora ou ver um bocadinho de televisão ou até ir fazer cenas... Mas não, vou preparar uma conferência para... tacharam... a-m-a-n-h-ã... d-e m-a-n-h-ã!!! 

Ontem, ao jantar, parecíamos os dois uns zombies. Deixávamos frases a meio, parávamos o olhar por instantes, suspirávamos com suspiros arrancados lá do fundo e só conseguíamos responder com acenos de cabeça à perguntinha básica "Os Drs. hoje estão cansados, não estão?!". 

E é isto.

Sejamos umas para as outras...

Juristas


Eram 23h46m e nós ainda estávamos, ambos de pijama, sentados no sofá, a discutir coisas da tese. Eram 08h23m e nós já estávamos, enquanto tomávamos o café quente e comíamos uma fatia de bolo, a discutir coisas da tese.

Estou na fase em que já sonho com ela. Em que tenho pesadelos com ela, mais exactamente. Não escrevo, não abro o documento daqui a pouco há um mês, mas todos os dias, várias vezes por dia, me ponho em causa por causa dela. Definitivamente, ou este ano acabo com isto ou em breve isto acaba comigo... e o meu homem começa a maldizer a sua sorte de namorar com uma jurista.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Fácil, mais fácil não há



Bolo de iogurte:

2 iogurtes de morango
2 copos de iogurte de açúcar (só usei 1...)
3 ovos
1/2 copo de iogurte de óleo
4 copos de iogurte de farinha
1 colher de chá de fermento

Batem bem os iogurtes, o açúcar e os ovos. Juntam o óleo e a farinha e continuam a bater até obterem uma massa homogénea. Adicionam o fermento e envolvem-no na massa.

Levam ao forno, pré aquecido a 200º, 30 minutos, numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Gosto muito!