sábado, 30 de maio de 2015

A rica vida

Amigos pertinho, o homem no paraíso dos queijos, enchidos na brasa e um terraço inteiro de gargalhadas ao cair da tarde morna de um Maio a chegar ao fim. É a vida a ser solidária com quem merece tréguas. O nosso tempo a voltar à doçura de quando passa lentamente porque saboreado a preceito. É o coração a reencontrar a paz às apalpadelas. O caminho a fazer-se rumo ao que nos faz bem. E o som do riso a embalar a hora de descansarmos baixinho nos braços da rica vida, enternecidos pela esperança que se renova e inchados de orgulho da perseverança na busca do melhor lugar para se estar. Junto.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Modo off

Odeio este calor!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Barrigada de rir!


No sábado, lá fomos, os dois, ver As Marias, com o Raminhos. Muitos dos vídeos já são conhecidos de quem o acompanha, mas há imensas piadas novas e histórias hilariantes. Se quiserem mesmo rir a bom rir por duas horas, vão ver o Raminhos.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Dia do abraço


O meu abraço preferido chega daqui a nada cá a casa :)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sabes que já não és (bem) estudante de Coimbra quando

numa noite de Serenata, ficas a pé até às duas e meia da manhã... a preparar a apresentação que tens de fazer num colóquio, no dia seguinte. 

É a triste realidade. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Pequena R. N-Ã-O sugere ao leitor

O serviço demora, paga-se imeeeeensooo e nenhum dos petiscos é especial. O bife, por seu turno, mesmo depois de o mandarmos para trás 3 (t-r-ê-s) vezes, para passar, continua a fazer MUUUUUHHH quando se lhe espeta o garfo. E é isto. Pequena R. não recomenda mesmo nada. 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A-D-O-R-O!





Sandálias Christian Louboutin, pela módica quantia de € 485,00
Quero muito. Assim... com muita força.

Tempo

É o tempo que mais amansa. Só o tempo põe as coisas no sítio, resgata os melhores momentos e relativiza os piores. É o tempo, com os dias a passarem, uns a seguir aos outros, todos com manhãs e tardes e noites apesar de em nós o tempo estar parado, que nos devolve a paz ao peito. Com o tempo, amaciamos a voz, serenamos os gestos e voltamos a confiar. Só com o tempo. A confiar que as manhãs e as tardes e as noites lá fora são manhãs e tardes e noites em nós e que não há amanhecer sem anoitecer nem vice versa. É o tempo que nos mostra que as curvas são parte do caminho. E que seguir em frente é o destino.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Continuo com coisas para dizer

Continuo com muitas coisas para dizer. Umas mais pequeninas e outras maiores, todos os dias tenho tido coisas, muitas, para dizer. Não tenho sequer escolhido não as dizer, tem acontecido de não saber bem como dizê-las e de, na dúvida, estar a preferir manter-me calada. Tenho tido o coração dividido por muitos sentimentos diferentes e viajado, sentada no meu sofá de casa, ao melhor lugar de mim. Depois, como se o tempo ainda não tivesse todo passado, nem levado a dor fininha de há uns tempos, mergulho numa melancolia que me tolhe o riso. Vou caminhando, devagar, para não o fazer sem os pés firmes, em direcção ao que tenho acreditado desde há muito que é o meu lugar feliz - um coração em paz, a certeza de não estar sozinha, a incontornável evidência de que não me transformo em nada que seja um dia uma sombra de mim. Vou caminhando devagar, para não cair. Vou caminhando rodeada dos pais e do mano, sempre lá, dos amigos que não desarmam, do futuro a nascer todos os dias pela manhã e a prometer-me mais, sempre que recolho ao sono. Vou caminhando devagar, com o B. pela mão.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

;)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Verdades e assim assim

Poemário essencial

Amor como em casa

Regresso devagar ao teu 
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que 
não é nada comigo. Distraído percorro 
o caminho familiar da saudade, 
pequeninas coisas me prendem, 
uma tarde num café, um livro. Devagar 
te amo e às vezes depressa, 
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo, 
regresso devagar a tua casa, 
compro um livro, entro no 
amor como em casa. 
Manuel António Pina

*








terça-feira, 14 de abril de 2015

Dos laços que se desatam e dos botões que caem

Não sei se já vos aconteceu comprarem por exemplo um par de sapatos lindo de morrer, com um lacinho perfeitinho em cima e que um dia, sem que nada o fizesse prever, calcado por alguém ou puído pelo tempo, simplesmente se desata. A mim acontece-me muito. Regra geral, o primeiro sentimento vai no sentido de que o laço nunca mais será como dantes, nunca mais será o original, aquele que nos fez apaixonar pelos sapatos e abdicar de qualquer coisa para poder levá-los para casa. Com o tempo, e porque adoramos os sapatos, sentamo-nos pacientemente e treinamos laços novos, a ver se algum se ajeita como deve ao topo dos nossos sapatos. Raramente acertamos à primeira, ou porque as orelhas não ficam simétricas ou porque o fio de seda ou de pele encarquilha e teima em não parecer já tão bem. Às vezes, no entanto, lá conseguimos. E damos um laço mesmo parecido com o primeiro. Só nós, naquele momento, e porque assistimos a tudo, podemos dizer que este novo não veio de fábrica. Nessas situações, ainda a medo que o laço se desfaça novamente, costumo dá-lo com mais precisão e garantir que não me esqueço de, por cima, lhe dar ainda um nó. Um nó cego, à prova de encontrões e do tempo. Acontece-me o mesmo com os botões. Muitas vezes, lá da loja onde raio cosem os botões agora, nem dão uma laçada no fim e aquilo mal uma pessoa começa a levar a peça à máquina e sujeitá-la a mais reviravoltas e é ver as linhas a crescer para fora do botão. Um dia, inevitavelmente, ou o botão cai (às vezes até se perde) ou, cansados de andar de mansinho para não abanar o botão, uma pessoa decide mesmo é puxá-lo. Também nesses casos, muitas vezes, o problema está para vir. Pelo menos eu, quase nunca encontro uma linha exactamente do mesmo tom para coser o botão que caiu. Regra geral, então uma pessoa procura uma linha que se aproxime e cose o botão o melhor que pode. Assegura-se que a camisa ou o vestido ou as calças hão-de acabar por ficar rotas, mas aquele botão, aquele botão não há-de voltar a cair. Como sou uma perfeccionista, no entanto, nunca me fico por aí. Acabo por cortar as linhas dos outros botões todos e coser um a um, com a linha nova, com as voltas todas que me parecem assegurar que não mais ficarei apeada. Dar os laços com nós cegos por cima e coser os botões com tantas voltas que eles se encavalitam em linha, leva tempo e carece de alguma disponibilidade mental. Tem valido a pena. Daí em diante, quase nunca me volto a lembrar que o laço não veio de fábrica e a linha era de outra cor. Há um dia em que o laço que eu dou até me parece melhor e a linha nova que escolho mais acertada. Mas preciso de me sentar, respirar fundo e deitar mãos à obra. Leva tempo. Não sei como é convosco. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

De Aveiro, com amor*






*Despedida de solteira da X., sábado, 11 de Abril de 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Eu seja cadela

se vejo aqui algum vestido azul e preto.


Deixei amainar a discussão e vim agora contar-vos que nunca consegui ver onde raio está o vestido azul e preto. Olhei para as três fotos vezes sem conta. Vejo SEMPRE branco e dourado. Lá em casa, sou a única. No fundo... embora toda a gente, menos o meu irmão, use óculos, só eu é que sofro das vistas.

Sou fã do Raminhos


Há imensos para verem. Escolhi este, mas a sério... vejam-nos todos...

Flor de laranjeira


Adoro o cheiro da flor de laranjeira. Hoje, estacionei o carro junto a um pequeno laranjal. Até me começou melhor o dia.

É a mais pura das verdades

Tenho imensas saudades de dar Direito da Família. Tantas saudades. Era tão feliz a dar aulas de Direito da Família. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Para pensar...



Estou sem palavras.

Chama-se Lei da Compensação



Logo hoje, voltei a fazer uma invertida perfeitinha.

Da minha avó

Já várias vezes tinha pensado nisso de como o facto de o blog ser conhecido de algumas pessoas que me conhecem me coarcta a liberdade de escrever. Por estes dias, o pensamento voltou a rondar-me e mantive-me calada em busca do lugar onde ninguém me conhecesse e eu pudesse dizer tudo, escrever sobre tudo. A sensatez que vem com o tempo pôs-me os pontos nos is e mostrou-me que ninguém vive sem passado, que todos temos o nosso, e que eu não serei a única a ter coisas que me apetece gritar ao mundo mas que o bom senso manda recolher ao peito. Por isso, não vos escrevo sobre a Páscoa, nem sobre os sentimentos com que a vivi, nem sobre a maneira como tenho dormido, ou acordado, ou comido, nem sobre o esforço que tem sido manter-me de pé, cara alegre que o Mundo não tem culpa. Por isso, hoje escrevo para vos recordar de um tempo em que prometia pegar nas histórias da minha avó e transformá-las num legado para os Homens. É uma pena haver quem não a aproveite. É uma delícia, a minha avó. Por isso, hoje conto-vos a saga da D. Rosa em busca do falecido Manel da Fruta.


Chegou certo dia da semana passada, à casa humilde dos meus avós, a cachopa Noémia com a má notícia. A cachopa Noémia, com os seus oitenta e muitos, comunicava solene à amiga Rosa que o rebate do sino se dera minutos antes por ocasião do falecimento do Manel da Fruta. D. Rosa, muito expedita, abeirou-se do marido que o cansaço dos anos vai afastando, todos os dias, um bocadinho mais de nós, e ter-lhe-á dito "Morreu o tê primo Manel da Fruta. Ficas aqui em casa um pouco, que eu cá, tem lá paciência, não posso passar sem ir dar os sentimentos à Maria Candongueira e encomendar ó menos um ramo." D. Rosa alça-se então na sua bicicleta eléctrica, o meio de transporte que mais usa desde que há um ano, ao marido com 94 anos, um AVC obrigou, finalmente, a deixar de conduzir. E pôs-se a caminho. Do Monte ao Porto não distam três quilómetros e D. Rosa assapa que é uma beleza, passando por cima de toda a folha. Conta-nos, olhos nos olhos para que ninguém a duvide, que ao dar a curva do Dr. indiano viu ao alto, mesmo ao indireito da casa do Manel, duas mulheres. E que se lhe enegreceu ainda mais o coração, enquanto sussurrava para si "Morreu mesmo. Já se lá junta gente!". Prosseguindo o trajecto, as duas mulheres que lhe fazem paragem acabam, porém, por começar a baralhar a história. Ambas vizinhas, ainda em camisa de dormir e robe por cima, perguntam a D. Rosa o que faz por ali. D. Rosa encara com uma e diz-lhe em espanto "Tu nem vais acreditar. Eu vinha aqui dar-te os sentimentos p'lo teu home, que foi agora a Noémia à minha casa dar-me a triste notícia de ter morrido o Manel da Fruta. E eu cá Manel da Fruta só conheço o teu. " O espanto que a situação causará no leitor há-de no entanto aumentar agora que lhe afianço que Maria Candongueira se abraçou à D. Rosa e lhe disse "Por hoje, ainda não! Olhe ali o meu homem a apanhar sol no jardim. Mas obrigadinha pelo respeito,  Ti Rosa. Ai que grande amizade você me mostrou hoje, vejam lá vocês bem. Muitos beijinhos." O mistério do Manel da Fruta permanecia e D. Rosa, compreenderá quem a conhece, não leva dúvidas para casa. Vinha a curvada anciã no caminho de volta e, um pouco mais adiante do alçado da capela, encontra o Ferro com o menino mai novo pela mão. Afrouxa a bicicleta e pergunta-lhe quem morreu, que o sino tocou não há muito. É o Ferro quem lhe diz, "Olhe, o sê primo. O Manel da Fruta." D. Rosa acaba a ripostar "Tem paciência, mas não foi. De ver se dava os sentimentos à Maria Candongueira venho eu e o Manel estava no jardim, todo luzidio, a apanhar sol." A tristeza do primo morto dá lugar a uma certa estupefacção, à mistura com desvelo pela importância de chegar a casa com notícias frescas. É porém outra vizinha, já mesmo ao sarrente do portão, que lhe diz que Manel da Fruta morrera. Era outro. De bem mais longe e que nem do tempo das feiras ela conhece. "Nem lá fui dar uma palavra à família. E olhem, nem um ramo pus ao defunto. Que é um grande respeito que uma pessoa dá, mas eu não os conhecia. Tenho-lhe rezado pela alma... lá isso tenho".

quinta-feira, 26 de março de 2015

É a igualdade, estúpido!

Uma pessoa habitua-se a ver que discriminação em função da orientação sexual é uma coisa inconstitucional, que matar pessoas por causa disso entra num dos exemplos padrão do homicídio qualificado, que a liberdade é um bem fundamental, que as sociedades estão mais tolerantes, que uma série de outras coisas... Depois lê uma notícia destas e procura o calendário, à pressa, em busca de uma justificação esfarrapada que associe a má piada ao dia das mentiras, mas verifica que estamos em Março e é obrigada a deitar as mãos à cabeça e a pensar que a raça humana tem laivos de estupidez preocupantes, assim, de tempos a tempos, que abanam o Mundo e nos fazem questionar para onde raio caminhamos... Há dias em que até tenho vergonha de pertencer à categoria das sobranceiras pessoas humanas. Sinceramente. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

quarta-feira, 18 de março de 2015

♥

Hoje de manhã, enquanto fazia o caminho para vir trabalhar, à minha frente circulava um autocarro. No vidro traseiro do dito, uma folha de papel A4 com o seguinte dizer:

Se fez amor hoje, sorria!

Mesmo não tendo feito, não consegui evitar sorrir. Ele há ideias do catano.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Hoje visitei uma casa sem terraços, nem varandas, nem portas sacadas

Foi uma tristeza.

Reflexos de uma mãe ainda sem filhos

Sempre que vou a conduzir e preciso de travar, deixo que tudo dentro do carro e eu própria nos embardalhemos à vontade, mas o que vai no banco do pendura é suportado pela força de um braço rápido que, ligado ao coração, me obriga a verificar bem, mais do que uma vez, se o mano não vai mesmo ali ao lado. Fui muito motorista do meu irmão, está visto. Foram demasiadas viagens para a música, para a natação, para o inglês, para a catequese, para o jazz, para sei lá mais o quê. Estou traumatizada. Levava a pessoa preferida no carro e ainda era meio maçarica. Travar era uma grande arrelia. 

terça-feira, 10 de março de 2015

Estava-se agora muito bem


era neste sítio. É um descanso!

O dia em que o blog mudou de rumo

Houve um dia, um dia que eu não consigo dizer qual foi mas que juro que existiu, em que este blog mudou de rumo. Sei disso bem. O dia existiu. Só isso justifica que numa das fases mais complicadas da minha vida tenha sentido que este não era o sítio para desatar num pranto. Tem havido dias em que o blog de antigamente, escrito na penumbra de uma identidade desconhecida de todos, menos de mim, me tem feito muita, muita, muita falta. Depois conformo-me e até me alegro com o que aconteceu. Talvez por não poder desabar no blog, ganho calo para não desabar tantas vezes. Poupo-me e poupo-vos às inevitabilidades. Vou aprendendo, com cada vez mais paciência, que a vida é feita de altos e de baixos e que se os segundos não existissem não apreciaríamos convenientemente os primeiros. Vou por aqui passando... é verdade. Mas tenho calado mais do que tenho escrito. Talvez porque tudo aquilo que tenho para escrever seja demasiado importante para caber nas palavras que eu sei de cor. Ando há meses a descobrir prioridades. Mais uma vez. Por novas razões. Há-de ter um sentido, isto tudo. Devo estar a caminho... todos os dias... Haja paciência. E paz. E o amor. Sobretudo ele... cheio de saúde.

Sou uma sortuda!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Eu e a Ana Sousa

Durante anos, consegui comprar roupa na Ana Sousa. Juntamente com a Massimo Dutti, a Lanidor, a Tintoretto, a Caroll, a Naf Naf e a Benetton, era um dos meus locais de abastecimento habitual quando precisava de alguma coisa para vestir. Depois a Tintoretto desapareceu, a Caroll também, a Sisley começou a piscar-me muitas vezes os olhos e acabei por me render também à Kookai. Nesse meio tempo, a Ana Sousa deu em radical e era ver-me entrar e sair vezes a fio de mãos a abanar. Era só roupa ponta acima e ponta abaixo, corpetes, tachas, drapeados com brilhos à mistura, caras nas camisolas, leões em calças, vestidos de transparências para o dia a dia, enfim. Deixei de entrar na Ana Sousa e nunca mais lhe senti a falta. Guardei o cartão por descargo de consciência, mas há anos que lá não vou. Ontem, sem que nada o fizesse prever, reconciliei-me um bocadinho com a marca. A grande responsabilidade é destas três grandes queridas que, quer-me parecer, não tarda muito hão-de vir morar cá para o armário. São todas muito, mas muito mais giras e cor de rosinha o vivo. E acho que ficam todas bem melhor com calças de ganga. Tão sweet princess...



Deve ser da idade

Gosto pouco do sol e a minha estação é o Inverno. Se a chuva me cansa, o frio deixa-me numa felicidade sem fim. Mas este ano, por muitas razões, os primeiros sinais de Primavera souberam-me muito bem. Não sei se pelas amendoeiras a florir, os pés a pedirem sapatos abertos ou a brisa de uma época nova a inaugurar... Sei que esta semana há-de ser melhor que a que passou. E que depois há-de vir outra ainda melhor. E depois outra melhor ainda. E assim sucessivamente. 

Por aí


Para pensar... sem pirar

Hoje, há minutos, ao voltar para casa, fiz a maior parte do caminho no meio de um trânsito infernal. À minha frente, um daqueles veículos da categoria da geringonça, entre a mota e o carro, mais estranho que os papa reformas, uma espécie de Buggy, mas de alcatrão, não sei explicar.  Colado no vidro traseiro, o seguinte dizer "Suicide industry". Pensei no quão difícil seria adequar mais as palavras à realidade de circular naquilo...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

*

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Muita parra... pouca uva!

Acabo de receber um mail em que me pedem o envio de um documento "até ao dia 27 de Fevereiro, impetrivelmente". Mando duas valentes cabeçadas na Secretária onde tenho dezenas de livros espalhados, para ver se me cultivo, respiro fundo e penso "Tanta mania... para isto. Impetrivelmente!!! É um semestre de prostituição intelectual, deixa lá!" 

Do amor


O amor é também muito das palavras em silêncio, daquelas que se dizem com um beijinho na testa, um cafuné e um xi apertadinho. O amor é também a dor do outro aqui, do lado mais de dentro do peito. O amor é também a vida meio torta se o outro não puder sorrir.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pequena R. sugere ao leitor

um paraíso na terra. 
Chama-se Contemporâneo e é o restaurante do Sana Lisboa, na capital. Parece que o novo chef faz milagres. Há muito, muito, muito tempo que não tinha uma refeição tão perfeita. Talvez desde que jantámos no Marmoris. Experimentem a entrada de camarões em massa filo e não percam por nada a oportunidade de acabar a vossa experiência com uma tatin de marmelo. Ao que sei, aos almoços o restaurante tem um serviço mais informal, mas ao jantar não. O restaurante transfigura-se e acolhe-nos num ambiente muito intimista, perfeito para acabar um dia cansativo e deixar os problemas por um bocadinho. Vão por mim. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Diz que é hoje

que começamos num novo emprego. A somar ao velho. Fingers crossed, minha gente!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Rir junto


A cada dia que passa me convenço mais que temos mesmo de casar com alguém com quem gostemos de conversar... Quando o tempo já for longo e quiser, como dizem, tornar-se nosso inimigo, restarão sempre bons momentos de conversa com alguém que viveu connosco muitas histórias, que segurou as nossas mãos inúmeras vezes, que nos abraçou quando sabia que precisávamos e que nos disse sempre a melhor palavra no tempo mais certo. Só construindo a vida ao lado de alguém com quem conversamos, vamos poder lembrar-nos, juntos, ao longo da caminhada, dos momentos felizes. Nunca me angustiou particularmente que a beleza passasse. Sempre entendi que não era por ela que o amor vingava. A beleza pode até desencadear o primeiro interesse, mas ela sozinha, como saca vazia no vento, não sustentará nunca nada de precioso. É a personalidade, a inteligência, o respeito, o sentido de humor, ..., aquilo que verdadeiramente nos aprisiona na cela dourada que é o coração do outro. Só ficando com alguém com quem realmente se goste de conversar, ao longo dos anos, se amansarão as diferenças. É por isso que não gosto das palavras travadas, das que ficam entaladas, a consumir o tempo que pode ser gasto a conversar... ou a ficar no silêncio bom de quem diz tudo com as mãos dadas e os olhares cúmplices. Melhor que encontrar alguém com quem gostemos de conversar, só mesmo encontrar alguém com quem gostemos de conversar e que ainda nos faça rir. Isso, sim, fará sempre toda a diferença... E as conchinhas também, claro.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Movies time


Já alguém viu?
Contem-me tudo.

Homens, não precisam de agradecer!

E que tal oferecerem uma serenata à vossa mais que tudo?! Dia 14 de Fevereiro, em Coimbra. Mais informações, aqui.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Para os pés



Flat Gozul Strass, Christian Louboutin

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A decência como limite ou, então, a função da decência na proibição dos excessos de estupidez

Deve ser por andar a ler muitas asneiras sobre a culpa, ou assim, mas não encontro maneira melhor de olhar para a notícia que dá conta da iniciativa norueguesa para criminalizar as dádivas aos sem abrigo. Vamos por partes, que a indecência é muita e os equívocos não ficam atrás. Primeiro: A Noruega não inventa nada, que a Noruega é um país e os países, pese embora todas as suas imensas valências, que eu saiba, ainda não têm cabeça para pensar. Vai daí que eu gostava mesmo, mesmo, era de saber quem foi a infeliz criatura de cujos neurónios saiu tamanha triste ideia. Gostava. A notícia menciona apenas o vice ministro da justiça, mas não me esclarece se foi da lembradura de Vidar Brein-Karlsen que brotou a ideia. Para mim, como cidadã do mundo, jurista e curiosa, era importante perceber a origem da coisa. Segundo: Criminalizar? A sério? Querem mesmo cri-mi-na-li-zar isto? Querem mesmo convencer-me que há um bem jurídico com dignidade penal que subjaz à criação de uma norma desta natureza? A sério que sim? Que me vão tentar fazer perceber que no conflito evidente de tantos interesses, deve prevalecer um que permite reduzir as pessoas a coisa nenhuma? A sério? Vão mesmo insistir nisso e continuar a acreditar que alguém com o mínimo de sentido humanista aceita a explicação? A sério? Plasalmas!!! Terceiro: A fome, tal como as formas de a combater, é assunto de tudo menos da lei. A fome tem de ser combatida com políticas sociais de integração dos sem abrigo, iniciativas várias que garantam o direito à vida por parte destas pessoas, planos agregadores de quem precisa e de quem pode dar, como grandes empresas, por exemplo, ou, curiosamente, na minha ideia, os Estados. A sério que a Noruega, esse país lá longe que tenho acalentado o sonho de conhecer, vai desiludir-me assim desta maneira e chamar pulha a quem a única coisa que mata é a fome alheia? A sério. Tenho tanta pena da Noruega, pá. A seguir por este caminho, é capaz de, lá no Norte, se transformar noutra grande inimiga dessa imagem boa que ainda insisto em manter do chamado Primeiro Mundo.

Dia dos namorados (e não digam que vão daqui)


Toda a gente sabe, toda, que eu ligo tanto ao dia dos namorados como às segundas feiras, ou às terças, ou a outro dia qualquer. Embora a frase seja remelosa e batida, a verdade é que, felizmente, tenho imensos dias dos namorados ao longo do ano. Todo aquele dia em que posso estar com o B. em paz e sossego já é um lindo dia dos namorados. Apesar de tudo, este ano gostava de lhe dar um presente. Comecei o cachecol do homem em Dezembro e estou a ver que o acabo em Agosto. Tem sido tanto e tão pouco que só por amor pretendo pôr termo à empreitada. Por amor, e por orgulho, que eu cá não gosto de deixar nada a meio. A verdade é que aquilo não me rende e embora garantam que até lhe apanhei o jeito, não lhe apanhei o gosto. É pouco interactivo, não sei...  Além disso, o problema do "excesso" de tempo livre durou pouco. Com a procura intensiva de empregos, e porque quem procura, regra geral, acha, tenho novamente a agenda bem composta. Voltei ao Yoga e pronto, isso já fica de hobby. É o que repito a mim mesma, incessantemente. De qualquer maneira, não sei se acabo o cachecol do homem a tempo. Gostava, que gostava. Todos os dias lhe tenho acrescentado umas linhas de malha, mas a coisa não avança. Estou-me a ver, para acabar o dito a tempo, a tricotar nas orais da próxima semana. Haveria de ser uma coisa esperta e um excelente mote para me darem as alcunhas mais fofinhas... (not!).
Apesar de tudo, no entanto, e independentemente de eu dar o presente ao meu homem no dia dos namorados que toda a gente conhece ou num qualquer outro dia, nosso dia dos namorados só porque sim, a verdade é que eu não esqueço que desse lado anda frequentemente gente que liga a estas coisas. Por isso, e porque eu sou uma querida, deixo-vos uma sugestão tão bonita de presente. Tenho a certeza que as meninas adorariam... e acredito que os meninos também gostassem muito! É da colecção Life in a bag, que descobri na altura do Natal, com ervas aromáticas, mas agora com amores perfeitos. Está tão bonita, a ideia. Por oito euros, fazem a cara metade feliz. Um mimo.

Fui ao forno... again!

Sempre que faço um alisamento, na cabeça do meu homem eu vou ao forno. Talvez por me temer entre as placas quentes e as mãos ávidas da cabeleireira, empenha-se ainda mais em mensagens mimentas. Foi toda a tarde um fartote de mel. Estou aqui, satisfeitinha. Bem, mas pronto, indo ao assunto: fiz novamente um alisamento. É a quarta vez. Sempre com os produtos da Purah. Voltei ao mesmo sítio da primeira, e mudei do alisamento biológico para o químico. Garantem que dura mais, não estraga o cabelo e mimimi. Andava farta de deitar dinheiro à rua e ter de continuar a meter a escova e preocupar-me mais que dois minutos por dia com o cabelo. Tenho tanta pachorra para isso como para contar grãos de milho. Segunda feira corto-lhe para cima de quatro dedos e estudo uma maneira de disfarçar tanto branco sem ficar a parecer uma gata malhada. Gastei uma tarde inteirinha numa cadeira de salão, embora me tenha esforçado muito por não desperdiçar o tempo e tenha levado exames para corrigir e o computador com um artigo a meio. A vida de uma mulher é difícil, de facto.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ouro sobre azul


Josefinas Sal Azul Persa, as sabrinas mais caras do Mundo, com ouro e topázios, portuguesas, pela módica quantia de 3369 (três mil trezentos e sessenta e nove) euros!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Erros ortográficos

Depois de Crato vir a público dar conta dos números miseráveis de professores com domínio da língua portuguesa, não tenho conseguido deixar de olhar ainda mais criticamente para os erros dos exames que tenho em cima da mesa. Continuo a achar que o exame dos professores não devia existir e não avalia o que, em rigor, tem de ser avaliado. Apesar disso, e porque continuo do lado dos professores, acho que darmos o flanco confundindo o há com o à e construindo frases com uma sintaxe desprezível nos fica mal. A partir do momento em que escrevo assim, e, pior, penso que não é grave, dou azo a todo o tipo de aproveitamento político dos exames que me fizerem. Porque é verdade que só posso sentir vergonha de um país em que tanta gente prestes a licenciar-se, muito cheia de si, até, continua a escrever "concentimento", "impotação", "requesitos", "como vem na norma que encontrasse no art...", "adquação" e por aí fora. Conto pelos dedos de uma mão, e sobram-me dedos, os exames em que se escreve sem erros e em que as frases fazem algum sentido. Ouvir o ministro pôs-me, por causa disso, perante uma evidência inultrapassável: sou conivente com isto. Ando há anos a ser conivente com isto, a mandar para a rua gente que não sabe escrever e que, porque sim, vai passando, por entre os pingos da chuva, até chegar a fazer peças processuais com erros. Sinto-me, estou quase certa, como hoje se sentirão os professores dos actuais professores que escreveram com erros ortográficos e de sintaxe na prova. Sinto-me uma incapaz. E estou infeliz. Ninguém duvida que não escrever bem devia ser factor automático de eliminação de uma pessoa que vai ganhar a vida a escrever, certo?! É o mesmo que não correr e querer ser maratonista. Ou não costurar e apresentar-se como modista. Acontece que andamos todos a fechar os olhos à asneira, a ver cuspir na língua portuguesa, a aceitar que a malta nova agora é assim... e a deixar que apareçam professores e demais Drs. a precisar, isso sim, de voltar ao tempo em que, por cada erro, se descontava e bem. Estou absolutamente intolerante ao erro e, cá por mim, metade desta gente chumbava e só me aparecia à frente quando soubesse escrever. É isto.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Pequena R. pergunta ao leitor

Ando com uma dúvida aqui a moer-me há dias. Tenho andado a ver se a esclareço e por isso não me coíbo de ir perguntando a meio mundo sobre o assunto. Assim sendo, cá vai.

Ditam as regras da boa educação que um cavalheiro deve, sempre, dar a direita à sua senhora. Ou melhor, à senhora, sua ou dos outros. Pois bem, tenho sorte porque convivo com muitos cavalheiros e por isso já vi que a coisa lhes sai naturalmente. Ora, sendo assim, para a coisa ser bem feita, quando estamos com a cara metade, por exemplo, de mão dada, devemos estar a dar-lhe a nossa mão esquerda, enquanto ele nos dá a sua mão direita e, por via disso, toda a sua direita. Ocorre, no entanto, que, cá por casa, nos deitamos na posição inversa. Ou seja, imaginando que estamos ambos de barriga para cima, se dermos as mãos, eu dou-lhe a mão direita. Consequentemente, ele terá de dar-me a mão esquerda dele, o que significa, a sua esquerda. Pus a cabeça a pensar (eu às vezes inquieto-me com questões estranhas) e verifiquei que vimos de famílias onde os casais dormem assim: quando deitados de barriga para cima, as mulheres à esquerda, os homens à direita. Perguntei aos amigos, e toda a malta dorme assim. Rebobinei e, nos hotéis, dormimos assim. Vai daí, preciso saber: como dormem os leitores cá do estaminé (partindo do princípio que durmam acompanhados)? Porque será que, a dormir, invertemos o raio da etiqueta toda?! Ando em ânsias...