sexta-feira, 14 de junho de 2013

Boa sexta feira, minhas pessoas!


Be happy, be smily!

Frases com história

Quando tu me beijas, desconcentras-me.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Verdades e assim assim

O meu nome do meio é o verbo ir.

Contigo. Para ti.

Rendida







































É a minha cor desta estação. Nem é tão coral como o Holiday do ano passado, nem tão morango como a tendência de outras marcas. Fica ali a meio caminho. É muito Verão, alegria, santos populares e energia. Chama-se Lilis. É da insuperável Chanel. E pronto. É uma linda companhia.

Já há uns tempos que não tinha aqui um destes posts de gaja. Imperdoável...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pois...


Diz que hoje é a prova oral de alimão... M-E-D-O. Medinho, minha gente.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Se calhar não sou assim tão arraialeira como pensava, pronto...


Vi este vídeo no blog da SMS. Como ela anunciava os seus mixed feelings, não resisti e pus-me efectivamente a assistir. Confesso que não chego sequer a ficar dividida. Não gosto. É isso. Não gosto. Embora seja do mais amigos à volta que há e aprecie genuinamente a mobilização geral para um bom arraial e, acima de tudo, me faça todo o sentido partilhar a felicidade com os meus, não gosto deste vídeo, não aprecio esta maneira de fazer as coisas. Acho de um mau gosto terrível a cena inicial, põe a miúda insegura sem necessidade nenhuma, fragiliza-a, enfim. Não gosto, não acho bonito, não acho piada sequer. Também acho que há coisas que são muito íntimas, muito nossas. Imagino que a rapariga não conhecesse toda a gente que ali estava presente e isso, parecendo que não, condiciona, coarcta. Finalmente, por muito empenho que o rapaz revele, detendo-se em preocupações como trazer a melhor amiga, desde Chicago, é imperdoável que impeça a noiva de viver o ritual dos preparativos desse dia do resto da sua vida. Estou com a SMS. Custar-me-ia muito não escolher um vestido. Mas, principalmente, seria menina para amuar e não desprender o burro só de me passar pela lembrança que não podia ter-me dedicado, horas imensas, na companhia da minha mãe, a escolher os sapatos, as flores e os brincos. Acho muito que há brincos para uma pessoa casar. E são brincos que não se levam a jantar fora, de leggins e túnica. Sou niquenta, já sei. Mas enfim, não é um defeito, é a marca deste feitio.

Uma pausa

não para o kit kat, chocolate de que nem sou assim fã, mesmo, mesmo fã, mas para a cevada. Agora que fui "retirada dos médicos" no que toca ao café (ser retirado dos médicos é expressão muito usada pela malta crescida da minha aldeia e das adjacentes), e uma vez que me pelo por um gostinho de café pela manhã, ando em busca desenfreada de alternativas. Aqui há tempos, entrei numa loja de produtos biológicos e comprei cevada torrada moída. Imaginei o gostinho do café que a minha avó de baixo fazia ao lume e fui, por instantes, devolvida a uma das fases mais felizes da minha vida, enquanto pude partilhá-la e partilhar-me com aqueles dois seres superiores. Pois bem. Tenho feito tudo como manda o figurino, tenho deixado assentar o pó o tempo recomendado, tenho variado a quantidade do produto e tudo e tudo e tudo. Acontece que, por mais que faça, não consigo evitar o depósito. Contamina-se o delicioso gosto amargo da cevada com um empoeirado que trava a língua, como marmelos verdes, conseguem imaginar?! Pronto. É mais ou menos isso. Dicas, minha gente?! Há por aí dicas?! Maneiras de coar aquilo de modo a que o que me sobre seja água negra mas limpinha. Muito agradecida, sim?! Sou vossa fã.

Mantra para hoje


A quantidade de coisas que tenho para tratar hoje impede-me de pensar numa frase melhor... Bom dia, pessoas! Vamos lá abraçar o dia, o trabalho e os nossos. E sooorrrrriiisooo, que é meio caminho andado para o dia correr bem. E que dia... que começou às oito e há-de acabar quando o hoje já for, afinal, amanhã. Bora lá.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Uma coisa mimenta

No dia em que menos esperava, precisamente naquele em que comecei a desistir, veio o destino e resgatou-me, devagarinho. Se é possível dizer que os príncipes existem, que as histórias felizes acontecem e que o amor se constrói todos os dias, muito mais doce que dor, não deixa de ser verdade maior ainda que não há sonho, por melhor que ele seja, que toque um fiapo da magia da realidade quando, numa esquina da vida, se encontra a morada da nossa alma. Andei 31 anos à procura de alguém que se enamorasse de mim ao mesmo ritmo que me enamorava eu, que caminhasse na minha direcção com a firmeza que me permitisse avançar também, que me elegesse razão de ser e fosse feliz com essa escolha. Estava longe de imaginar que, quando é para dar certo, o amor supera tudo isso que sonhei para mim e, a cada dia, pode vir a vida surpreender-me com uma maneira toda nova de acreditar que a plenitude existe. Trago no peito, mais que qualquer outra coisa, o conforto de quem corta a meta, a paz de quem chega ao sítio onde é esperado, o desalinho de quem ainda nem acredita, mas, sobretudo, a alegria contagiante de quem chora enquanto sorri... assim, para o dia por chegar, para o amanhã por acontecer. Que permaneça. Que dure. Que não tenha fim. Que seja eterno. E uma história feliz. É oficial. Estou enamorada pela vida, por ele e por mim com ele. Escolho, por tudo isso, todos os dias, não dar muita guarida ao medo. Uma vez li que não devemos gabar publicamente, de forma efusiva, a nossa felicidade. Acontece que não posso, e acho que não merecem que o faça, calar como neste momento me sinto. Não estou só apaixonada. É de facto muito pouco dizer-vos que é isso. Reconciliei-me com a esperança. Assustam-me, naturalmente, ainda, os tropeções que a vida me tem reservados... mas sei agora, mais do que nunca, que o vou ter ali, de mão dada comigo, ao lado. Cai-se menos, estou certa, de mão dada com um príncipe, reconciliada com a esperança e com o coração inteiro - metade no meu peito, metade no dele. São as novidades.

Gosto de

luz, de dias claros, mas amenos, de canetas de ponta fina, de molhar o pão em azeite, de muitas pulseiras nos pulsos, de sementes de girassol, de solas de borracha, de filmes com finais felizes, de novelas em que os maus vão presos, de ovos moles consistentes, de almofadas coloridas, de livros sublinhados, de poemas desaparelhados, de lápis afiados, de ler em italiano, de fitas no cabelo, de leques em madeira, de carteiras à tiracolo, de fotografias com pessoas, de velas de jasmim, de pisa papéis transparentes, de leite creme queimado, do cheiro de lavado, de listas de tarefas, de prega fácil, de cafuné demorado, de cevada de manhã,  de pão torrado, da lua num céu estrelado, de um arrumador educado, de dançar até cair para o lado, de cera que não repuxa, de massagens demoradas, de banhos de espuma, de um cálice de vinho do Porto, de passear por Lisboa, de pequenos almoços de hotel, de conversar com os amigos, de ir à praia com chuva, do infinito do mar, de capelas de pescadores, de quadros impressionistas, de pessoas que riem com o corpo todo, de mãos dadas, de unhas pintadas, de bolo de chocolate, de beijos apaixonados, de campos semeados, de pássaros nos telhados, de figos recém apanhados, de poemas declamados, de contas certas, de rádios dos carros ligados, de luzes de presença, de argolas de guardanapo, do bife bem passado, de ananás laminado, de puxadores coloridos, de andar descalça, de vestidos corte império, de recados do mano, de flocos de amêndoa, de mangas a 3/4, de dormir até tarde, de ver fimes de animação, de banda desenhada, de pegar em bebés ao colo, de dar aulas, de livros de colorir, de chá quente, de collants pretos, de ser citada, de hortenses nos jardins, de panos de tabuleiro, de snifar quem amo, das peças do La Féria, de cabelo solto, de legumes salteados, de vasos de lata, de mantas nos sofás, da broa da minha avó, de cartas de amor e de nos termos achado.

Nunca um post fez tanto sentido...

Aqui!

Amor é...

domingo, 9 de junho de 2013

Falo dele pela primeira vez à minha mãe. Pergunta-me se aceita que a neta se chame Maria, se não pode mesmo ser ele a mudar de cidade e, já agora, mesmo importante, se está ciente que eu tenho amigas com quem saio religiosamente sem homens à mistura. Digo que sim. Pergunta-me o que faz bem. Penso muito no que devo responder e opto por lhe gabar os dotes para a culinária. A minha mãe pergunta-me se ainda quero que me continue a fazer a sopa. Também me perguntou se tem família (deve achar que fui à Casa do Gaiato) e... se é boa pessoa. Está a tornar-se um clássico, esta pergunta.

Só visto!

Falo pela primeira vez dele ao meu pai. O meu pai nada diz. Levanta-se da mesa, muito calado. Pergunto-lhe, impaciente, onde vai. Calmamente, suspende o passo, vira-se para mim e solta, solene, um "Limpar a caçadeira". Depois sorriu. E foi sentar-se no sofá. Passada uma meia hora, a meio de uma qualquer outra conversa, toca-me no ombro e esclarece "Diz-lhe que vou estar atento, que sou exigente e que, no que toca a ti... posso ser implacável. Já agora, é boa pessoa?!".

Só visto!

E então?! O sábado?!

Olhem... não fiz scones.

sábado, 8 de junho de 2013

Quero um desta marca :)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Eu depois mostro

Está tão pretty jolie a minha varanda :) Tem petúnias, tem begónias, tem alfazema, tem o chão limpinho com detergente de sabão natural e tem luz... muita, muita luz. Ai, ai, que linda varanda para se estar...

P.S. Eu tenho as mãos e as costas destruídas, mas isso agora não interessa nada...

Não há cá monotonias!

Tanto pode chamar-me amor como bijagós.

*

A incompreensão do pular a cerca

Vamos por partes. Acho que não perdoaria uma traição. Não quero que me ponham à prova. Não sei. Mas acho que a devastação a que uma coisa dessas me sujeitaria me impediria de prosseguir com uma relação. Ou, pelo menos, como uma relação normal. E esta é a premissa inicial e indiscutível, embora, sem grande dificuldade, possam achar que a deito por terra nas linhas seguintes. Não. Vejam lá bem com atenção... Não vos custa nada. Concedo que existam imensas variáveis a considerar, que cada caso é um caso, que só quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro, que a culpa nunca é só de um, mimimi, mimimi. Mas trair?! A sério?! Acham mesmo que a solução passa por isso?! Quando fico a saber destes casos, de pessoas com a vida feita, com idade para serem meus pais, e que mantêm uma relação aparente com o/a pai/mãe dos filhos e outra, em simultâneo, pergunto-me sempre: porquê?! Não consigo entender. Porquê?! Como é que se almoça ao domingo com uma pessoa que já não se ama?! Como é que se dorme com alguém que já não se deseja?! Como é que se suporta passar férias com alguém com quem já não se conversa?! Não entendo. Dizem-me que sou demasiado menina e impreparada para conhecer esses meandros do mundo. E até sou capaz de aceitar esse argumento de base. Mas a verdade é que, depois, por mais que me expliquem, fico na mesma: às aranhas. Eu não entendo. Não entendo que se fique pelos filhos, nem pela casa, nem pela família, nem pelo que as pessoas dizem, nem porque não se tem tempo de pensar nisso. Não entendo. Assisti muitíssimo de perto a uma história parecida, em que me diziam, quando perguntava porque é que não viravam a mesa "Deixa-me acabar o doutoramento. Agora não tenho tempo para isso!". Oi?! Com manifesto prejuízo pessoal para ambos os lados, a história arrastou-se tempo de mais, deixou abertas feridas profundas e acabou de uma maneira pouco elegante. Mas voltemos ao tema inicial: o que é que leva uma pessoa a trair?! Já não gostar de outra, da que tem em casa, certo?! Ou, mais exactamente, não gostar o suficiente da pessoa que tem ao seu lado para fazer a escolha "não a magoar" quando nos pratos da balança se situam as opções "trair / respeitar a minha pessoa". Não vejo outra explicação. E não me venham com teorias de que passam coisas pela vista, que são imperativos do momento, que a pessoa não estava em si, que a carne é fraca, que a rotina mói, que os filhos cansam, que a aventura espevita. Poupem-me, sim?! Trai-se porque se opta por cagar de alto para a pessoa que se tem ao lado. Trai-se porque se escolhe trair. Que eu saiba, em regra não se trai com armas apontadas à cabeça. Daí que, mesmo que a seguir venha o arrependimento, eu tenha alguma dificuldade em dizer que seria capaz de perdoar. E, mais seguro ainda: eu nunca esqueceria. Assim sendo, e porque continuo incrédula com o que soube, expliquem-me, como se eu fosse muito burra, que atracção pelo abismo é essa?! E, já agora, porque é que as pessoas não fazem, então, a escolha pela nova pessoa, a que fez com que esquecessem o quão duro seria o golpe que estavam a dar em quem têm lá em casa?! Grata, sim?!

Há coisas que podem condenar uma relação #7

Eu: O que é que jantaste?
Ele: Caracóis.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Porta dos Fundos


Já não bastava ele não respeitar as instituições, ainda me apresenta coisas destas a que eu, fraquinha, cedo gargalhando. Diz-me com quem andas...

P.S. A parte em que discutem a retroactividade dos mandamentos é deliciosa... 

Private post

Gosto de ti.
E de mim contigo.

A barrela

A minha casa precisa de uma barrela geral. Daquelas mesmo gerais. De esfregar juntas de azulejo com uma escova de dentes velha e esfregar os vidros umas vinte vezes, de arejar tudo, de tirar livros das estantes e passar-lhes um espanador. Antes, precisa que eu tenha tempo para ir comprar begónias e para as plantar ali na varanda. Também precisa que arrume tudo quanto é de Inverno e a enfeite com ares de maior calor. Precisa. Precisa muito. Mas não sei quando é que isto vai ser possível. Até lá, andamos em serviços mínimos, com uma limpeza básica de pó e uma esfregadela mal amanhada de chão. Não há condições.

Ah saudades...

As saudades que eu já tinha de estudar efeitos do casamento, casos de divórcio e maneiras de deixar bens aos amigos... Ai, ai. A felicidade é isto. É muito isto. Uma pessoa fazer uma coisa de que gosta não tem preço, de facto.

Bora lá mais logo ter com os melhores ex alunos do mundo e arredores e recordar, em três serões, a matéria de um semestre. Quem disser que não somos empenhados é ovo podre.

Tãããooo bom!!!


Pequena R., muito arraialeira.

Felicidário, claro.

Do cansaço

Sei que ando cansada, que é final de ano lectivo, que a minha cabecinha já não é o que era e que a idade... enfim... pesa, quando digo "Aquela coisa que serve para transportar os doentes, as pessoas que não podem andar, aquilo!" e alguém tem de vir em meu auxílio e esclarecer "Cadeira de rodas?!". 

Também há coisas que podem salvar uma relação #4

Ofereceu-me flores.

Há coisas que podem condenar uma relação #6

Diz que o prato preferido dele é arroz de cabidela.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Também há coisas que podem salvar uma relação #3

Ele: Não te troco. Nem pela Sophie Marceau.

Da amizade

Um amigo está sempre lá. Um amigo sabe que, numa hora difícil, precisamos dele e... não falha. Um amigo aparece mesmo que não o convidemos, só para não nos deixar sozinhos. Um amigo, por outro lado, fica ali connosco também nas horas mais felizes, a rejubilar com a nossa alegria, a ser contente connosco. Tenho um amigo assim. Chama-se período menstrual. Nunca vem sozinho. Regra geral, traz uma turma de dores lancinantes e que me levam a querer passar o dia deitada, com uma botija de água quente sobre a barriga. Este meu amigo nunca me falha. Nem em festas, nem em exames. Este meu amigo está sempre lá para mim no único dia do Verão em que a bandeira da minha praia está verde. Este meu amigo costuma acompanhar-me nos fins de semana em que decido instalar-me em hotéis com piscina. É um amigo que gosta especialmente de desafios e se diverte a aparecer-me se andar de calças brancas. É um amigo de anos, que há-de cá ficar ainda por muitos anos (esperemos). E é assim. Um querido. Hoje, lá se lembrou que eu tinha o exame final de alemão e... aí está ele. Exultante. Presente. Todo rodeado da sua turma de dores. A fazer-me sentir que... enfim... não estou sozinha. 

Já diz o outro: Desconfiai dos seres que sangram todos os meses e, ainda assim, percorrem as ruas do mundo como se nada lhes doesse. Somos as máióres, é o que vos digo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pequena R. intratável

Estou eu aqui a mil à hora a ver se é hoje que consigo, nesta semana toda, tirar duas horas para ir ao meu adorado yoga quando, preparem-se, me ligam de um número privado. Toda a gente sabe como eu adoro números privados, certo?! Certo! Tirando o telemóvel do meu pai, pessoal, que é privado por razões que não vêm ao caso, a minha relação com a malta que usa deste expediente para nos engrupir e chagar a cabeça é de profunda antipatia. Vai na volta, lá atendi. A custo. Do BPI. Pois... nada mais, nada menos que... do BPI. Disse que sim, que lhes respondia ao inquérito de satisfação e tentei não ser intratável como de costume. Não obstante, a piquena bruxa que também habita em mim e que me impede de calar as coisas más com semelhante dificuldade à que existe em mim para calar os gosto de ti, quando me perguntaram se recomendaria o BPI a um amigo, levou-me a respirar fundo e soltar um Não. Assim, a seco. E calei-me. A mulher ia tendo um colapso e quis saber. Eu, com a minha veia pedagoga a saltitar, expus-lhe então que a senhora não tem culpa, os colegas não têm culpa, a minha gestora em particular não tem culpa e trréu téu téu pardais ao ninho. Mas. Pois. O problema estava no mas... Mas, adiantei, têm lá um Presidente que diz coisas desprezíveis. Coisas assim a roçar o insulto gratuito. Coisas feias e ordinárias, que só podem sair da cabecinha de uma pessoa que se acha. Ora, eu já disse que gente que se acha me tira o brilho, me suga a luz. Acrescento agora: pessoas que se acham deitam por terra o lindo serviço que os meus pais tentaram fazer comigo e transformam-me numa pequena R. muito mal educada. Ah, pois é. Lá expliquei à senhora que sou, apesar de tudo, uma pessoa que tem mais que fazer, que pronto, não tem assim agora tempo a dar com um pau, para andar a mandar recado a tudo quanto é instituição com a qual colabora para lhe mudarem o NIB para as transferências. E também sou uma pessoa que gosta que lhe paguem... Aquela velha história de ser uma gaja que teima em não se desabituar do luxo que é viver condignamente, lembram-se?! Só por isso, esclareci, é que ainda lhes assiste ligarem-me. Mas que um dia, quando nada mais me apoquentar e não souber o que hei-de fazer ao ócio, hei-de pespegar-me num telefone e mandar o BPI às urtigas. O Ulrich dá-me urticária. Uma urticária daquelas que não passam com fenistil, nem com antihistamínicos. O Ulrich é mau. E feio. E eu não gosto dele. É isso. 

Ah...

E também ainda falta isto... Não hei-de habituar-me nunca a esta tortura...

Wishlist

Ainda faltam uns dias e muito que fazer, um exame final de alemão (blhacc), inventar dois exames e recordar o que acontece às heranças de quem quina. Ainda faltam aulas e, como diria a C., quaaarrrtaaa, quiiinnntaaa e seeexxxtaaa. Ainda falta marcar consultas, ter reuniões, inserir bibliografia numa base de dados, escrever cartas, fazer a composição de uma Newsletter, telefonar a montes de gente e ler alguma coisa que jeitos tenha para Aquilo. Mas sábado, ahhhhh, sábado hei-de trabalhar sentada no sofá, fazer scones para o lanche, dar beijinhos e ser ainda mais feliz. Venha a chuva, venha o vento, venha o que vier, desde que venhas tu também.

Também há coisas que podem salvar uma relação #2

Eu: Não pintei as unhas. Está o verniz a dar as últimas. Ontem estava muito triste, não tive cabeça para isso.

Ele, entre dizer-me que devia ter mais cuidado com isso ou ignorar o meu lamento... preferiu pegar-me na mão, olhá-la com atenção e dar-lhe um beijinho. 

Ódio de estimação XXIV

A anarquia reinante em matéria de género das palavras em alemão.

Amo-te!

Sempre disse que era esta a palavra em que pensava o Eugénio de Andrade (meu poeta de tanta eleição), ao escrever: 

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.

Hoje, tenho a certeza que estava certa.

Desgracei-me!

A Carriça & Co. tira-me do sério... Aaaaaiiiii... é tão difícil ser uma pessoa de bom gosto, pá!

Há coisas que podem condenar uma relação #5

Eu: E levas-me o pequeno almoço à cama?!
Ele: Claro! E tu, também és pessoa para me levar o pequeno almoço à cama?!
Eu: Sou. Se estiveres doente.

Pequena R. mariquinhas pé de salsa

Com o verão... chegam as melgas. Para além da triste figura de passar a vida de chinelo em riste, sou, neste momento, um lindo mostruário da utilidade do fenistil... Já disse que faço alergia a quase tudo, não já?!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O mano, os irfilhos e a SMS

Este post da SMS deixou-me tão comovida, tão comovida, que não pude deixar de vir cá falar dele. O conceito de irfilhos, que ela inventou e eu subscrevo, permite-me, apesar de ainda não ser mãe, comover-me com este texto. O facto de o mano ser mais novo que eu onze anos fez de mim uma mana muito galinha, um sucedâneo de mãe muitas vezes. Não posso esquecer-me que a minha mãe sempre trabalhou fora de casa, nos primeiros anos de vida do mano, muito longe, que saía cedo e chegava tarde, que o pai passou a vida a levantar-se quando ainda dormíamos e a deitar-se quando já dormíamos. Não posso esquecer-me que esta diferença de idades me fez assumir muitas responsabilidades que os irmãos mais próximos desconhecem. Fui muitas vezes levar e buscar o mano à escola, à música, à natação, ao inglês, aos aniversários dos amigos, à explicação de físico-química, enfim. Estudei muitas vezes história com ele, ajudei-o em muitos trabalhos de ciências, corrigi-lhe muitas composições para português, respondi-lhe muitas vezes "Vai ver ao dicionário" à pergunta "O que é isto ou aquilo?", tal como a minha mãe sempre fez comigo - "Vai ver ao dicionário. Só assim nunca mais te esquecerás.". Por isso é que a fase da gaveta, a adolescência da parvalheira, em que lhe deu para sujar o cabelo com gel mal acabava de tomar banho (eu tenho uma má relação com o gel...), em que inventou que queria usar as calças ao fundo do rabo, conhecendo como único calçado apetecível os ténis, inclusive no Verão, dizia, por isso é que esta fase também não me é desconhecida. Aquelas ganas que sobem por uma pessoa acima, em que só nos apetece virá-los do avesso, deitá-los no colo e desfazer-lhes o rabo com palmadas, em que temos de morder a língua para não sermos mal educados, porque nos tira do sério aquele ar de que, não fosse o facto de eles existirem, todo o mundo seria composto, em exclusivo, por atrasados mentais, bulia-me muito com os nervos. Tive discussões de meia noite com o caramelo quando chegou o dia em que se lembrou que não nos dava beijos à porta da escola. Queria sair do carro e ala que se faz tarde. Não saía dali, fazia-lhe autênticas lavagens cerebrais, dizia-lhe que os meninos que gozavam com o mimo que nos unia o faziam por pena de não conhecerem mimo igual. Acho que, a dada altura, o fiz perceber. Ainda hoje, coisa de que tanto me orgulho, o meu irmão dá beijos na careca do meu pai, onde estiver, com quem estiver. Acho que o engrandece, que faz dele o homem que sonhei que um dia viesse a ser. Por isso é que este texto da SMS me tilintou cá dentro, me chocalhou nos arrumos do coração e me fez marejar os olhos de lágrimas. Tive muito medo de perder o mano, tive muito medo que a estupidez nunca lhe passasse, tive muito medo que o vínculo mágico que faz de mim a irmã rendida que sou... um dia sumisse. Não o suportaria. Amo o mano com todas as minhas forças. Não quero imaginar o difícil que me vai ser, um dia, Deus permita assim aconteça, em que um filho se virar para mim ou para o pai e desatar a armar-se em parvo. Fica escrito. Hei-de voltar aqui ao blog, ler novamente o texto da SMS e, inspirando a vagar, convencer-me, cheia de amor, que a adolescência não há-de matar-nos.

Gosto de


Markus Krauss

domingo, 2 de junho de 2013

Verdades e assim assim

Ontem vi gente a fazer praia. Hoje a minha mãe disse-me que já andou de sandálias. Eu?! Eu continuo a dormir com um pijama de calças e camisola de manga comprida e com umas meias de lã, com dois cobertores e uma colcha na cama. Costumo estender mais uma mantinha na zona das pernas. A bem dizer, já só não durmo com lençóis polares. É o que distingue este Junho dos meses que ficaram lá mais para trás. 

Estado das coisas

Já aqui, pelo menos uma vez, falei sobre esta minha dificuldade em lidar com os atropelos à dignidade da pessoa humana, no caso, quase sempre das mulheres. Quando hoje, na ronda pelos jornais, me deparei com esta notícia, revoltaram-se-me novamente as entranhas. Não sei como, tinha-me escapado. Além disso, não tenho visto televisão e tenho ouvido pouco rádio. Pareço uma desnorteada do mundo, cansada de ouvir falar em crise, em défice, em troika, em desemprego, em fome, em doenças. De tempos a tempos acontece-me preferir uma cómoda ignorância de toda a sorte de acontecimentos reais. Tenho andado assim. Por isso é que só hoje é que perdi a fome para o pequeno almoço ao ler esta notícia. Venho-me perguntando, desde há bocado, que sentido pode ter uma coisa destas. Que estado do desenvolvimento civilizacional de um povo pode justificar que um dos mandamentos de auto ajuda seja manter reclusas as mulheres e castigá-las com violência sexual se optarem por portar-se mal, saindo à rua. E não encontro resposta. No exercício de resistência jurídica que faço muitas vezes ao pensar nestas coisas, acabo quase sempre por dar de barato que ainda haja que defenda a pena de morte em casos de homicídio, crimes sexuais ou outros violentos. E fico-me por aí. Concedo à pena um carácter de retribuição temperado por uma certa matriz de vingança... e consigo encontrar alguma racionalidade na transferência dessa demanda dos privados para as mãos do estado. Seja. Agora, se já me transcendem os casos de apedrejamento por adultério, ainda que se trate de regras onde a moral assume relações promíscuas com o direito, esta sugestão de violência sexual no caso de alguém pretender sair de casa é algo que me obriga a vergar perante o que milito pela tolerância e a perguntar se não é chegada a hora de, em vez de invadirmos países porque têm ditaduras políticas, os invadirmos quando vivem a tirania do masculino. Não sou nada feminista. Nada. Sou pouco de rótulos, valha a verdade. Acho muito que há papéis, não me diminui em nada assumir que convivo bem com isso. Mas há limites. E acho difícil que estes se ultrapassem de forma mais vil e grosseira do que por coisas como esta. Desaponto-me sempre com o mundo onde isto ainda é possível. 

Há coisas que podem condenar uma relação #4

Servir-lhe chá numa chávena com pó.

sábado, 1 de junho de 2013

Podia vir cá falar-vos do amor

mas cheguei a um momento da minha vida em que, deliciosamente, venho descobrindo que, afinal, se calhar sabia ainda muito pouco disto...