sábado, 18 de setembro de 2010

Até depois

Vou pensar na vida.
Já fiz o chá.
Já vesti um casaco e calcei umas meias.
Não é sexy.
Vou para a varanda.
Está frio.
Mas vê-se a lua.
E eu preciso de ficar a sós com ela.

Sem pedir...


Como é que se sugere um momento sem tempo? Como é que se justifica a aparente negligência com a liberdade? Como é que se começa? Como é que se pede um abraço... sem pedir? Como é que se diz para ficar... sem dizer? Como é que se responde... ao silêncio de uma pergunta? Como é que...

Duas regras básicas da minha existência

1. Os pais não tratam os filhos por você, assim como, preferencialmente, os filhos também não tratam os pais por você, pelo menos se os pais tiverem a minha idade.

2. Os namorados, casados, amantes, amigados, as metades de um flirt, de um caso, and so on, não se tratam por você. É quase tão mau como o inenarrável "môr".

Sou só eu

que não consigo manter as boas maneiras a comer esparguete?!

Gosto tanto...

Amo-te como a planta que não floriu e tem
dentro de si, escondida, a luz das flores,
e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
o denso aroma que subiu da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te directamente, sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono.

Pablo Neruda

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

*

Smiles are golden :)

Coisas que me passam pela cabeça*

Eu: Mas o meu blog não sou eu.
Ela: Pois não.
Eu: Lá está. Podem estar a achar piada ao blog e depois vai-se a ver e... tcharam... eu não sou o meu blog!
Ela: Não estou a perceber.
Eu: Então... é aquela coisa.... Tenho sempre um bocadinho de medo que as pessoas do blog, quando me conheçam, se desiludam, pior, se sintam engrupidas...
Ela: Ora bem: mas tu és muito do que está no blog...
Eu: Espera aí. Tem lá paciência. Sistematizemos: eu sou mais que o blog, mas... podemos dizer que quem me conhece pelo blog e depois me quer conhecer não vem totalmente ao engano?!
Ela: Siiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm.
Eu: Ah... tá!
Ela: Era o que eu estava a tentar dizer.
Eu: Então... se gostam de mim no blog, em princípio, não me hão-de achar insuportável quando me encontram a mim mesmo mim, mimzinha.
Ela: Não. Pareces tola.
Eu: Pois é.

* Ou... "Não gostava mesmo de vos estar a enganar (assim muito)!"

Sentimentês

Se sou fraquinha a línguas em geral, não causará grande mossa nas vossas mais remotas expectativas de que ainda se aproveite alguma coisa no convívio comigo descobrirem que estou muito longe de ser brilhante também nessa magna língua que é o sentimentês. O sentimentês, vocábulo à pressa inventado por moi même, à falta de outro melhor e imaginação para mais, é a língua dos sentimentos, aquela com que devemos expressar os batimentos cardíacos, a velocidade a que as borboletas voam na nossa barriga e a temperatura macabra a que correm suores pela nossa testa abaixo. Pois bem... fique assente que sou um bocado limitada em sentimentês. Digo-o com um desgosto quase tão grande como o que ponho nas declarações de "Eu já nem durmo, só de pensar que tenho esse congresso... Permita o Sócrates que não haja financiamento para tanto.". Mas a verdade, verdadinha, que não estou aqui para enganar ninguém, é que, como nas outras línguas em que temos a mania que até mandamos uns bitaites, também em sentimentês eu sistematizo tudo na minha cabeça, organizo as ideias, encadeio os raciocínios, escolho as melhores palavras, treino a dicção enquanto me penteio e até faço jeitinhos com os lábios a ver se devo abrir ou fechar mais as vogais... para depois... parecer uma recém chegada de Marte a tentar perceber qual a senha que me compete tirar na Secretaria Geral. É que, chega a hora da verdade e nada de mais oportuno que o tempo me ocorre comentar. Como quando nos perguntam como é que se vai para a Sé Velha e só nos sai downstairs, tal qual não houvesse toda uma alta da cidade com ruas e cruzamentos e encruzilhadas... Sentimentês, minha gente, é língua tramada de aprender. Não tem declinações, mas facilmente nos faz cair em tentação. Pode viver muito bem sem verbos, mas parece que nos obriga a calar o presente, angustiados pelo passado e crentes que o futuro, sozinho, há-de encontrar o caminho, que não é burro nenhum. Sentimentês nem deve viver de grandes figuras de estilo e, ainda assim, não passa sem nos fazer sentir, com eufemismos, a caganeta do cão zarolho e coxo. Sentimentês não é para todos. Embora, lá está, linguagem gestual, tenho para mim, seja cadeira de precedência. Sentimentês, se calhar, nem é língua que se diga, mas só emoção que se sinta. É tramado, sentimentês. Digo-vos eu. E mais não sei.

É como se...

Nem mais, nem menos. É como se tivesse o sonho de ser florista e me dissessem no Centro de Emprego que tinha um POC na minha área, eu aceitasse toda contente e me metessem a embalar montinhos de dez unidades numa fábrica de fazer sacos para bolbos. Não dá... É como se eu começasse a namorar, o que implicava estar crente que era o homem da minha vida, estivessemos a jogar um jogo de definições com um grupo de amigos, calhasse ao meu mais que tudo uma carta que lhe pedisse uma descrição o mais rigorosa possível do que ele gostava em mim e ele dissesse, com ar de quem tinha descoberto a alternativa à roda e de que eu devia, depois disso, beijar o chão que ele pisasse "acho-a querida". Ora, querida é definição que a minha avó pode ter para mim. Dele, lamento, espera-se algo mais, melhor, diferente. É como quando a nossa melhor amiga compra uns sapatos, um vestido, sei lá, nos mostra, orgulhosa, pede opinião, e nós dizemos "É giro, mas eu não usava". O que seria do azul se todos gostássemos só de amarelo. Percebem?! Em suma: está relacionado? Bem... não se pode negar que sim. Isso chega? Lamento... mas não!

Desabafo

Se eu podia ter lá ficado à hora de almoço? Podia. Mas não era a mesma coisa. E precisava de paz de espírito... e silêncio... e fechar os olhos cinco minutos, sentada à chinês aqui no sofá, a pensar que "é preciso é ter calma... respira"...

Já vou. Não me apressem. Já volto.

Sou uma rapariga das pessoas. Muito. Não tenho vocação para a estratosfera...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

:)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aligeiremos*

Parece que a Ministra da Saúde foi ao Programa da Júlia Pinheiro.
Vendo-a como a comprei.
Está tudo tolo, parece-me.

Ah... pelos vistos eram amigas do cabeleireiro!


*Fim de intervalo. Voltemos à questão da revogação das confianças.

Das responsabilidades

Quando ali em baixo me refiro à maior de todas, é nisto que estou a pensar...

Ai meu Deus, meu tudo...

Esta miúda parece eu... Mais uma vez... Outra...

*

Digam-me que é uma brincadeira!!!

A sério... Digam-me que o Paulo Bento NÃO É o novo seleccionador nacional... People... nós precisamos de muita coisa, mesmo muita coisa. Não me parece que a malta chegue aos campeonatos só a viver de tranquilidade!

Pois é...

É por estas e por outras que continuo a achar que uma das maiores obras do ser humano é escolher bem a pessoa com quem quer ter filhos...

Gosto tanto...

E não,

não é porque me tenha dedicado às supostas três línguas do futuro para juristas: mandarim, árabe e o clássico alemão! É mesmo porque sou fraquinha. E quem diz a verdade não merece castigo.

Já disse

que sou má a inglês? Má, não é o termo! Sou péssima! Em geral... sou péssima a línguas... Era jeitosa a francês na escolinha, mas a falta de treino leva-me a acreditar que hoje sei perguntar o nome aos tipos e pouco mais. Não me safei mal em Itália... mas parece que só quando lá estou é que destravo a língua... Inglês, lamento... nunca me deu para gostar... e nunca me deu para saber assim por aí além. Ora, e acabo de descobrir que espanhol também é um problema. Leio tudo, ouço e percebo tudo, há até a famosa tradução pela qual recebi os mais valiosos elogios, mas eu é que sei... Estou há meia hora no tradutor do google para decifrar como é que hei-de escrever

"Exmos. Senhores,
segue, em anexo, abstract e biografia resumida da autora para o Congresso XYZ.
Com os melhores cumprimentos,
R. Maria"

Já seguiu. Posso bem não ser seleccionada por ter escolhido mal alguma opção da tradução...

E pensar que um terço da produção do people devia começar a ser em estrangeiro... Valha-me o Criador!!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

...

Dói-me a cabeça.
Não é totalmente mau.
Tenho cabeça.

Minha música essencial #9

Embora, essencial, mesmo, seja a versão da Anabela e do Carlos Guilherme...

Talvez seja mesmo isso...

Imprescindível Icanread.

A sério...

E não se lembrarem de uma coisa destas para quem usa mini saia no traje. Ou argolas. Ou ténis. Ou óculos de sol nos jantares, a servirem de painel solar. A sério... isto é que era financiamento garantido para as Universidades...


Ah... Está a chegar aquela altura em que quase verto uma lágrima por me ter rasgado... Aquelas caloiras de saltos... ai... os tratos judeus que eu lhes dava...

Verdades e assim assim

Mudei o fundo do ambiente de trabalho e desde então que passo a vida a minimizar as janelas...

Sabem quando

algo aparentemente banal acontece na vossa vida e de repente isso vos parece o melhor do Mundo e arredores?!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

:)

Ódio de estimação XVI

Especialistas feitos à pressa.
É isso e mestres do novo regime "Ai vai ser tão bom. Não foi?".

*


A Sara foi-me apresentada pela Rosa...
Estou um bocadinho fã...

Paps

Eu: Então tu ficas doente e não me dizes nada?!
Ele: Mas eu disse mais ou menos...
Eu: Quando?
Ele: Na terça feira, quando ligaste, perguntaste se estava tudo bem e eu disse "Cinco estrelas"... Era para ver se tu desconfiavas... Não viste logo que eram estrelas a mais?!
Eu: Só tu! Não voltes a repetir a gracinha, sim?!

10 minutos depois

Ele: Eu queria dizer... mas sabes como é...
Eu: Como?
Ele: A mãe disse que ias ficar aflita.
Eu: E ia...
Ele: Pronto... lá está...

Compal


Já passou tanto tempo desde o início... e eu ainda continuo a rir-me quando ela diz que "aquilo parecia um ovo estrelado de ferro"!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

Wishlist

Simpatias

G: Sabes qual é o teu problema?! És muito querida para toda a gente. Depois, olha... abusam.
Eu: Ohhh... Não sou nada! Às vezes sou tinhosa e má!
G: Ai sim... imenso... muito tinhosa e muito má... Então como é que explicas que até a minha sogra goste de ti?!

Tic tac



O mais recente mimo do meu afilhado caçula!

sábado, 11 de setembro de 2010

Digamos que... já terá prescrito!

R. Mãe, podemos um dia marcar para fazer geleia?
Mãe: Sim. Pode ser...
R. Espera... gosto mais quando vem mais frio... Aquela coisa dos doces a fumegar e a chuva a cair lá fora...
Mãe: Assim que chova um sábado que cá estejas, fazemos.
R. Mas antes precisamos de ir roubar marmelos...
Mãe: Oh, não! Eu compro no Senhor Manuel.
R. Mas não é a mesma coisa... (Ar de cadela abandonada...)
Mãe: Mas não vamos agora roubar marmelos... Isso era dantes, por brincadeira, nos quintais dos amigos... Lembras-te daquela vez em que íamos todos no mesmo carro, nós os quatro, a C., a A. e o Z.? E de quando eras mais pequena e íamos com a L. e o O. e tu ias na parte de trás da carrinha com o M.?
R. Sim... e tenho saudades.
Mãe: Já viste se nos apanham?! E ninguém vai alinhar...
R. Eu tratava de angariar pessoal. Além disso, se comemorei a minha última oral de melhoria a roubar marmelos... porque não comemorar a minha recente contratação da mesma forma...
Mãe: Tu és...
R. Eu sei... Mas tenho saudades...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Verdades e assim assim

Hoje disseram-me "Eu bem tinha reparado que andavas meio levantada!"...

E eu, olhem, calei-me!!!

Vontade grande de distribuir lambada

A minha cidade foi abalada, como é raro na memória, por um crime brutal, esta semana. Houve sangue, a jorrar da jugular, tentativas várias de simulação, armas do crime guardadas em casa porque ninguém quer ficar com o faqueiro incompleto, confissões e a habitual demanda pela desejada inimputabilidade. Tudo certo. Ou melhor, nada certo. Mas é a vida. E a vida passa a vida a mostrar coisas que não estão certas. E tenho pena. Muita. Mas... enfim... Os códigos existem para ser aplicados e há que dar serventia ao de penal, que até é um semi-novo e tudo. Agora... e o que é que se faz a quem dá a notícia, falada, escrita, tudo, com a preciosa e indispensável indicação de que o principal suspeito é o filho ADOPTIVO da vítima?! Hã?! O que é que se faz?! Liga-se para as televisões e jornais e dá-se uma aula de adopção, com especial ênfase nos efeitos da adopção plena?! Tira-se o dia para explicar a toda a gente que também há filhos biológicos que matam os pais, mulheres que matam maridos, maridos que matam mulheres, irmãos que se dão tiros, enteados que se põem a degolar gente da nova família?! Não... a sério... expliquem-me o que é que se faz?! Porque eu não sei!!! Juro! Imprimem-se flyers com a menção "O adoptado é teu filho!" e afixam-se nos postes da EDP?! Expliquem-me! É que a mim só me apetece mandar um berro e distribuir lambada!!!

Do chic e do choque

Ou melhor, no caso, só do choque!

Ao que parece, o acórdão mais mediático dos últimos tempos não pôde ser entregue por uma incapacidade do sistema para eliminar as alterações e comentários sucessivamente introduzidos no documento. Aqui há meses, tive a ingrata tarefa de partilhar a correcção de um texto com alguém que nunca ouvira falar na função "introduzir alterações" e que, à custa disso, me enviava intermináveis e-mails onde podia ler-se:

na pág. x, parágrafo y, linha z, penso que seria melhor trocar instaura por propõe;
na pág. m, parágrafo s, linha p, falta um acento;
na pág. h, parágrafo k, linha b, eu tirava a terceira vírgula;
and so on...

Ora, pessoas, foram noitadas a introduzir as preciosas dicas. E sim, da primeira vez que me chegou um e-mail à conta, eu telefonei e expliquei... Mas não resolveu. Argumento: questão de hábito!!! E, portanto, desde esse dia que eu tenho pavor de gente que imprime os documentos para os corrigir e faz listas de tarefas dirigidas a terceiros em vez de introduzir cada proposta directamente no sítio. Mas agora, com isto do acórdão de que se fala, já nem sei o que diga... E se, às vezes, não era melhor a máquina de escrever e a letra branca que apagava o erro. Ou as letras decalcáveis. Ou as daquelas réguas amarelas que tinham furos com os desenhos das letras, dos números e dos símbolos. Ou, simplesmente, o belo de um manuscrito. Mas não... nem isso. Não sou uma fanática da informática. Aliás, sou uma infoexcluída quase integral. Ainda assim, quanto a este episódio particular, nada de mais certeiro me ocorre ventilar que o famoso ditado de que "pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita"! Tenho dito. E sou livre.

E, neste momento, para ti, pequena R., apenas duas palavras

ESTÚ

PIDA

Minha música essencial #8

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Verdades e assim assim

Apetecia-me ver um filme dos que lavam a alma... Ou dos outros... Ver um filme! Mas tenho mesmo de trabalhar... Portanto... azarucho!

...



Incoerência

Às vezes, contamos quase a nossa vida toda no blog. Às vezes, o melhor da nossa vida não cabe noutro lugar que não seja só em nós. Shiiiuuu. Ou então não. Só nem se sabe bem o que é que se há-de dizer. Pois. Acontece.

***

Adorei! Icanread, pois então!

Não dá mesmo mais...

Adormeço a pensar numa... sonho com uma... acordo a suspirar por uma, só uma... vá lá... Só uma não faz mal a ninguém... Mas depois a voz da razão... Que não, que é cedo por causa da operação, que não, que andas nas lonas, que não, que aquilo é bom é feito sem pressa e tu andas a mil... E, nisto, o apelo do coração... Sóóó umaaa... Vááááá lááááá... Que és boa miúda e não prevaricas assim por aí além... As multas que apanhas são sempre de velocidade, mas isso é porque gostas de dormir até à última, ou de telemóvel, mas isso é porque és uma tipa porreira e sociável... Então... tu mereces. Ao menos uma... Para bem ser, uma por dia... Uma por semana já não era mal pensado... Mas nem isso... Sempre te contentaste com uma por mês... Não reclamavas... Vinhas com a pele melhor, sumiam-se-te as dores de costas, toda tu eras sorrisos e bom astral mal chegava o dia dela... E é em memória desses velhos tempos e consciente que até me hei-de tornar uma pessoa melhor por isto... que eu não vou resistir mais... e vou voltar a marcar pelo menos uma por mês... Ah... massagenzinha do meu coração!

Cá está!

Isto podia ter sido escrito por mim!

É certo que não tenho de parir a minha este ano. Pari uma há menos de dois anos, foi uma cesariana difícil e dizem que é preciso cautela nesta coisa de parir de empreitada. De qualquer modo, convém que comece a ir aos treinos, a experimentar posições, respirações e outras coisas mais terminadas em ões e assim... Portanto, não tencionando pari-la, se a quero ver nascer perfeitinha, orgulho de pais, avós, resto da família e amigos dos que nos visitam na maternidade, tenho mesmo de pensar em começar a fazê-la... E diz que, neste caso, fazê-las não é tão agradável como noutros casos de parimento!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tomara

Tomara

Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...


Vinícius de Moraes


P.S. Adoro este poema!

Tão kiko...

Oh ironia...

Estou a mandar bitaites sobre a vida amorosa de uma amiga. E acabo de lhe dar conselhos com mensagens com minutas de declarações e tudo. Pequena R. no seu melhor, ao estilo Frei Tomás... "Olha para o que ele diz, não olhes para o que ele faz"!!!

Intervalo

Não há lados especialmente maus no facto de começar a ir todos os meses, pelo menos dois dias e duas noites, para a capital. O projecto foi muito pensadinho e mais ainda desejado. Demos pulos de alegria quando disseram que estavamos por nossa conta e, para tudo, carta branca. É uma responsabilidade... mas as responsabilidades assim sabem muito bem. Além disso, e agora vem o outro lado da questão, a capital tem teatros abertos à noite e concertos e restaurantes e bares giros. Na capital moram uma série de amigos a quem devo visitas que já vão para lá das mil. Na capital... pessoas... há mais lojas. E uma pessoa não pode viver só de trabalho. Portanto... pode até acontecer que, de vez em quando, a pessoa consiga arrastá-lo para uma hora de compras. Estamos em negociações. Comprometo-me a ser eu a chamá-lo de manhã se não deixar acumular prazos que nos impeçam de laurear a pevide à noite. A bem dizer... se juntos trabalhamos bem, certo é que coboiamos muito melhor! Ah... e estão prometidas conversas e conselhos e coisas dessas que fazem tão bem quando se tem um amigo gajo.