sexta-feira, 18 de julho de 2014

É esta, a sonsa!

O drama e o horror

O meu homem tem uma fixação pela Sophie Marceau. A rameirona, ao que parece, divorciou-se, ou o raio. Para o que conta, a gaja está livre. Viseu vai ter aviões a chegar e a sair. A rameirona deve andar de avião como eu bebo água. Eu não ando nos meus melhores dias. Não tenho tempo para nada e passo a vida aqui enfiada, com palitos nos olhos, a ver se despacho os últimos exames. Nos bocaditos em que vou à cama, tenho pesadelos de que o homem me deixa porque vou ao médico e tenho as costas tortas. Definitivamente, preciso de férias, em suma. O rapaz, cheio de piada, acha lindo, no contexto descrito, ir-me informando que a p*ta está vaga. Estou capaz de ir à França...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tufão Manuel e a meia maratona!


Dormi esta noite em casa dos meus pais. Pela manhã, levantei-me para ir ao dentista e brinquei um bocadinho com ele. A nossa F. andava a arranjar canteiros no jardim, o meu pai e o meu tio estavam junto ao portão, o portão estava aberto. E é este o enquadramento. Tufão Manuel já se tinha conformado com o facto de eu ter mesmo de ir para o dentista e então sirigaitava por perto do meu pai, dava uma lambidela na mão da F., tentava arrancar-lhe a luva, quase podia jurar que, se soubesse fazê-lo, Tufão Manuel se preparava para assobiar para o ar o resto da manhã. Nisto, um desgraçado de um cão pequenito decide passar na estrada, em andar de passeio. Tufão Manuel deve-o ter cheirado, ou o raio, e foi vê-lo correr como um foguete. Eu e a F. gritávamos para que voltasse, o meu pai ia de carro atrás dele e o meu tio tinha sido o primeiro a sair disparado, em cima de uma bicicleta, para ver se não perdia o cão de vista. Tufão Manuel perseguiu o cachorrito uns duzentos metros, depois fez uma tangente à bicla e outra ao jipe em que seguia o meu pai e veio sentar-se confortavelmente numa espreguiçadeira lá de casa. Como se não fosse nada com ele.  Do cachorro, não há sinais... Acho que se desintegrou com o susto.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mine, by mum!

É (quase) sempre a minha voz da razão

Adiámos Nova Iorque a custo, a muito custo, deixámos Roma para Dezembro, altura em que a coisa ou se deu, ou já tivemos de lhe perder o sentido, engonhamos de cada vez que alguém fala em férias. Andamos estoirados. Assim mesmo a dar o cu aos cães, como se diz na minha terra, de tão exaustos, de tão cheios de sono e dores de cabeça e costas e pernas e tudo. Apetece-nos é deitar e dormir uns três dias seguidos. Sem comer, sem beber, sem falar, sem nada. Apetece-nos parar e arrumar na cabeça a ideia boa de que as coisas podem (e vão mesmo) ter de esperar que nos sintamos recompostos. Ao fim de semana, planeamos mil e uma coisas e acabamos quase sempre a meter acções (ele) e a corrigir provas ou a escrever arguições de mestrado (eu). Vamos para cama cedo. Abrimos os livros cheios de ganas, mas estamos é apenas a ver quem é que o fecha primeiro para lhe seguir o caminho. Estamos, basicamente, mais para lá do que para cá. Fartinhos de calor e de trabalho ao calor. Por isso, hoje, matreira, sedutora, acenei-lhe com quatro dias em Amesterdão. Sabia que o plano era arriscado, mas não resisti. Ele, certamente numa voz sumida de quem trabalhou a sério muitas horas deste dia que já vai longo, disse-me só "Temos a tese... Tens de acabar a tese...". Até me dói o peito só de pensar na razão toda do lado deste homem, até se me aperta o nó na garganta de ver os prazos minguarem e eu prensada ali no meio a clamar por férias... e a vê-las passar... sem mim. Quando um amigo voz disser que quer ser académico e que não se importa de ter de fazer um doutoramento, mandem-no falar comigo. Eu tiro-lhe essas manias. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

(...)

Eu choro muito. Choro muito de tristeza e choro muito de alegria. Expulso as mágoas e espalho as alegrias com a água a sair-me pelos olhos. Choro de alegria lágrimas miúdas, que se formam nos cantinhos dos olhos e não chegam a escorrer. Não fico de nariz vermelho, mas encho-me de calor. Transpiro e é só alegria a sair-me pela pele. Pela pele toda, poro a poro, a alegria a multiplicar-se, a perfumar-me o ar à volta, a contagiar. Mas choro de tristeza lágrimas gordas e que se escusam a viajar sozinhas. Formam rios inteiros a desaguar-me no pescoço e no peito. Vêm com funguices de nariz e um frio muito frio, um desconforto muito desconfortável e um negrume que se abate sobre o meu peito e me mina o momento, o dia e a vida. Naquele parêntesis em que é tudo breu em mim, choro umas lágrimas profundas de uma dor que nunca desferra. Nem sempre choro essas lágrimas maiores, como regatos de água, mas maiores, nas perdas. Às vezes, aí, calo-me fundo e choro para dentro, como a ver se o barulho da água a correr-me em direcção ao coração o desperta do sono mudo em que mergulha nas dores irrecuperáveis. Não é tanto nessas que as lágrimas se atropelam nos meus olhos. É nas dores dos dias, nos episódios espinhosos do quotidiano, nas falhas da vida normal, nos engodos brutais das irreflexões. O que me faz cair em desgosto frio é o drama que passa, que vai passar, mas magoa e perturba, vira a mesa e fala mais alto. É aí, aí mesmo que os meus olhos viram nascente e o frio me entra todo cá dentro e eu passo a dar o meu reino e mais um doce por um abraço. Caladinho.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

É oficial!

O hotsushi do Estado Líquido, em Santos, é o melhor do mundo e arredores!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Há dias em que...

uma pessoa parece mil...
Acabei de corrigir uns exames, lendo ininterruptamente entre as 9h00m e as 15h30m, sem me levantar da cadeira (mesmo!), lancei notas a 134 almas, conferi os nomes um a um (e as notas), marquei orais, respondi a uns vinte mails, fiz uns dez telefonemas de trabalho, corrigi um texto de dez páginas, actualizei o currículo, fiz uns critérios de correcção, fiz quatro mini pizzas (amassei a massa, pus lá a tralha toda e mimimi), fiz um bolo de cenoura, aspirei o chão da casa toda, varri a varanda, reguei as plantas e mudei as toalhas da casa de banho. Lembrei-me eram 5 da tarde que não comia desde as 9 da manhã, mas isso são pormenores. Agora vou tomar um banho, besuntar-me de hidratante, vestir uma roupa cheirosa e preparar-me para jantar na melhor das companhias. Ufa. Amanhã começo a corrigir os outros exames. E a ler a tese que tenho de arguir. E a preparar as orais da próxima semana. E a ler o Manual que ali tenho para ver se está operacional e que devia ter seguido viagem para o computador do chefe hoje, mas... não deu.

Tive de roubar... É demasiado bom, pessoas!!!

Manos felizes

O mano anda feliz... Deve andar moura na costa, ou o raio, mas anda. Hoje, chegou cá a casa, aviou o recado que tinha a aviar e à despedida deu-me um xi quebra costelas, enquanto me sussurrava ao ouvido: "Gosto tanto de ti, mana, tanto, tanto, garota!"

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Estou tão ranhosa

tão ranhosa, tão ranhosa... 
Estou naquele ponto em que já desisti dos lenços de papel e corrijo exames com um rolo de papel higiénico ao lado...

Uma casa de luxaria

Agora que o homem me apresentou o maravilhoso mundo do meo go, descobri o bom que é ver televisão na cama, a olhar para o ecrã do ipad ou do mac. Pois bem... não sou propriamente uma alma que se dedique a ver televisão todo o dia, mas há coisas a que gosto de tentar não faltar - e os jogos da selecção são uma delas. Ontem, pelo adiantado da hora para que o jogo estava marcado, tinha antecipado que a malta me encontraria era já em vale de mantas, a ver se recuperava do cansaço mais que acumulado um dia após o outro e a que, estou convencida, só um mês inteiro de férias agora daria tréguas. Mas não. A diversidade cultural desta casa permitiu que ele estivesse a ver, deitado do seu lado, muito solene, um programa do Canal História, enquanto eu, a básica de serviço, me degladiava com os auscultadores e berrava ao Ronaldo que chutasse na bola. Às duas por três, sensato, o meu homem apagou a luz do lado dele e abeirou-se de mim com calma. Pedi-lhe mais dez minutos de paciência e continuei o meu monólogo praguejante contra a triste sina do Nani, coitadinho, que se tinha esforçado tanto para nada, rien de rien. Dava já a tarefa por mal empregue, quando o homem me  diz, meio ensonado, que é golo. Atrevi-me a desgostar do pouco que fazia do meu sofrimento e adiantei-lhe que vínhamos para casa mais cedo. Dez segundos depois, em atrapalhada comemoração, saltaram-me os óculos, caiu-me o ipad, abanou-se o candeeiro, fez-se a festa. Estava capaz de o pôr a render, agora que o polvo Paul cedeu, e felicitei-o pelos seus poderes adivinhatórios. Não podia, mesmo, acreditar, quando, sempre deitado de lado e com um ar de quem quer mais é dormir, me diz que o vizinho de cima tinha gritado golo um tudo nada antes e que o meu ipad é que estava atrasado dez segundos... 

domingo, 22 de junho de 2014

Mine, by him!



Nota: Por vontade do homem, o título seria "Roam-se de inveja!!!"

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Gosto muito!


Carminho gold, da novíssima Ros Lisbon, a marca que é da maçã mas não é apple :)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

M-E-D-O

Tenho medo do poder nas mãos erradas. Tenho medo dos medíocres com títulos. Tenho medo dos Dr.s aldrabados e feitos à pressa. Tenho medo dos chicos espertos pouco sensatos. Tenho medo dos maus. Tenho medo dos lobos em pele de cordeiro. E tenho muito, muito, muito medo dos vaidosos. É gente que mete os pés pelas mãos com convicção. É malta que não pode por nada ser posta em causa. Gente desta com poder nas mãos é arma mortífera. Tenho pânico de incompetentes a mandar, credo!

Eu avalio, tu avalias, eles nem avaliam

Pois é. Eles nem avaliam a responsabilidade que isto é. Não é por ter de fazer perguntas como as que faço sempre aos meus alunos, nem por ter de lidar com gente mais velha que eu, ou do meu ano, que também não seria novidade, nem por ter de pegar decentemente no processo, que me anda a falhar há muito, nem por ter de ir para fora de casa numa altura em que a minha secretária está transformada numa pilha imensa de provas para corrigir e teses para avaliar... Não... É mesmo porque não consigo evitar pensar que se um dia me dá na cabeça mudar de vida e voltar ao sonho antigo de andar de martelo na mão a decidir a vida das pessoas, não posso, MESMO, permitir-me fazer uma linda cagada em três actos nas provas. Seria imperdível: a tipa que já os andou a avaliar, depois chumbar. E com isto, se calhar, dedico-me mesmo ao ensino até ser velhinha.  Se fizer uma tese de doutoramento. Aaaaahhh, ca nervos... As portas todas a fecharem-se, porra. Vou fazer bolos para fora. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O burro a olhar para a cenoura


Acabamos de marcar uns dias em Roma. Agora só preciso trabalhar muito para aproveitar decentemente. E esperar que chegue Dezembro.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

De grátes

Uma pilha de nervos.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Estou rendida!


É tão boa fresquinha... É tão Verão...

Não sei se é uma regra para ser um casal feliz

mas a verdade é que é muito importante não ir dormir zangado, ou sequer aborrecido. Podemos ainda estar a lamber uma feridita (há quem demore mais tempo a seguir em frente) mas é bom perceber as virtudes de um "Eu amo-te!" antes de dormir. Sempre, sempre, sempre, seguido de um "Eu também!". Quando falhar isto... estará a coisa mal parada... acho eu. É como deixar secar a flor no vaso ali diante dos nossos olhos. Ou permitir que se apague a vela que podia resguardar-se do vento. Ou morrer de sede com uma garrafa de água ao lado. É preguiça. E toda a gente sabe que se há coisa que não se compadece com a preguiça é o amor. Preguiça de amar é veneno para a alma. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Sinais

Cavaco desmaiou durante o discurso do Dia de Portugal.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Pessoas amigas de complicar

Sabem aquelas pessoas que complicam tudo, que fazem de tudo um bicho de sete cabeças, que precisam de pedir autorização a meio mundo para se sentirem habilitadas a mexer um pé e depois o outro? Sabem aquelas pessoas a quem pedem um papel e que vos pedem dez papeis de autorização a dez entidades diferentes para vos darem o primeiro papel, que tinham ali ao lado e que SABEM que podem dar-vos, mas gostam de complicar? Sabem aquelas pessoas que vos ligam a pedir o mail de um colega e levam à vontade meia hora a dizer ao que vêm? Sabem aquelas pessoas que vos param no corredor e tudo o que dizem tem mais palavras que as necessárias para fazer passar a mensagem? Sabem aquelas pessoas que a dada altura já nem conseguem ver bem de tão enervados que estão de as ouvir, porque dissertam longamente sobre tudo, desde a política na Coreia do Norte à utilização do toalhete de papel no tabuleiro do almoço? Sabem? Cansam-me a beleza.

terça-feira, 3 de junho de 2014

CEJ


E lá vou, fazer perguntas aos grandes. Eu, tão pequenita. É um misto de pânico e outra coisa. Às vezes, quase me parece ser vontade. Depois pestanejo com força e percebo o disparate. Ahhh... insegurança... mãe dos meus defeitos... Zazus, pequena R.... no que tu te metes!

TC

Tanto assessor, tanto adjunto, tanto colaborador, tanto secretário, tanto tudo e precisam de uma aclaração do óbvio?! Adoro este estado das coisas... 

E tal...

Namoramos há um ano e tal... Não é uma vida, mas é o princípio da nossa, a dois, assim como a conhecemos agora. Um ano... e tal. Quem diria?! Quem diria, naquele comecinho das coisas?! 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Do amor


Eu e o meu homem, pela talentosa Milla Camilla :)

Pequena R. pede ajuda ao leitor

Preciso de uma boa receita de tarte merengada de limão. Aliás, do que preciso mesmo é de uma boa receita de custard de limão, que é a parte que menos bem me sai... Grata, sim?! São uns queridos, vocês :)

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O meu sogro


vai fazer-me uma pulseira destas. Sim. O meu sogro. É o que dá ser um avô babado de uma neta pequenita e dada a modas... Está sempre actualizado, em cima do acontecimento :)

Quando tiverem um sogro disposto a fazer-vos mimos destes, venham cá falar comigo!

A-d-o-r-o!!!

Foi de ir às lágrimas...


Se algum dia na vida imaginei que, naquela casa, uma turma se juntasse para dar flores a uma professora... Anda o mundo do avesso... E eu estou tão babada que nem vos conto...

Farewell day

É outra vez dia da última aula. É tempo novamente de dizer adeus à malta. Chegou mais uma hora de avaliar o trabalho feito. Custa-me sempre. Apego-me a eles...

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Abertos e fechados

Vou voltar à modista


Em miúda, e porque sou muito filhinha de mãe, ia à modista. Normalmente, a minha mãe desenhava os modelitos ou escolhia-os nas revistas da Cadena, vínhamos ambas ao Manequim ou à Casa Coelho comprar os tecidos e a modista dava corpo à coisa. Não havia tanta fartura de pronto a vestir, as coisas nem sempre eram bem acabadas, e salvo honrosas excepções à Loja das Meias e à Benetton, a roupa era de modista. Fui aos Bailes de Gala com vestidos da modista e quando acabei o curso usei um vestido com pedras vermelhas cosidas à mão por ela. Depois veio a febre das lojas com toda a raça de coisas giras, os preços baixíssimos de roupa quase descartável, a moda dos básicos, os tamanhos todos à escolha, os ajustes à medida e rendi-me a fazer compras de coisas que podem sair da loja à tarde para eu vestir à noite - os vestidos das Lanidor, da Nice Things, da Globe, da Massimo Dutti, da Sisley, da Caroll, da Tintoretto, da Alan Manoukian, os básicos da Zara, da Mango, as calças direitas da Ana Sousa, as saias da Sacoor, as camisas da Gant, os pijamas da Women Secret. A onda das leggins da Calzedónia. E foi-se tudo multiplicando. Mantive porém a certeza de que, quando quisesse uma coisa muito inesquecível, podia, por isso, gastar já sem tantos remorsos um ordenado num Malene Birger, que me faz um série de casamentos, ou conter-me mais, mas, ainda assim, optar por um Javier Simorra de festa. Da última vez que perdi mesmo a cabeça, fi-lo porque encontrei uma renda que tinha, porque tinha, de ser minha. Gastei uma fortuna (Para mim, foi! Gastei tudo o que tinha e andei uns três meses a pagar às pinguinhas o empréstimo que a mãe ainda teve de me fazer...) mas levei-a para casa. Esteve uns três anos à espera de destino, até que me decidi a entregá-la a uma daquelas modistas das revistas, que fazem desfiles e mimimi. Quase me pôs a pedir, mas valeu a pena, só pelo sorriso do meu rapaz quando em Setembro me viu com um vestido que espero repetir muitas vezes. Hoje, não sei... encontrei um básico mais básico não há, pus-me a magicar na vida e a imaginar-lhe uns detalhes e decidi-me. Para a semana vou aos tecidos e... um dia destes, volto à modista. Para os básicos, para o dia a dia. Só para variar, para ser diferente. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Está decidido! A partir de agora, antes faça mal que se estrague!


Tinha aqui duas destas maravilhas, resistentes últimos de um momento de delírio do meu homem, que investiu nesta guloseima dos Deuses. Fomos deixando passar o tempo, sei lá se por cerimónia ou outra coisa. Hoje deu-me uma vontade louca de comer uma coisa doce e atraquei-me a um. Tinha bolor por dentro. Ainda em ânsias, abri o outro, e a mesma coisa. Os rebuçados de Portalegre são, pois, para comer, e não para guardar. Antes façam mal que se estraguem. São tão bons. E tão caros. E tiveram de ir para o lixo.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sábados


Este sábado foi passado a trabalhar. Trabalhámos muito. Fartámo-nos de puxar pela cabeça e de escrever coisas espertas. Houve tempo para tudo, apesar disso. Para dormir um bocadinho até mais tarde, para tomar o pequeno almoço a dois, com a nossa musiquinha bem boa, para tomar um café com umas pessoas queridas e para namorar. Quando acabámos o nosso trabalho, ainda vimos, tarde e a más horas, o delicioso "7 pecados rurais", já disponível no MEO. Foi um sábado mesmo, mesmo, mesmo bom. Daqueles em que se chega ao fim cansado, mas de coração em paz. Com a sensação de dever cumprido emoldurada por uma certeza genuína de que a felicidade é estarmos juntos. Este sábado foi assim. O anterior, mais corrido e desorganizado, valeu a pena por esta peça. Se ainda não viram, vão ver. Está garantida uma barrigada de riso. E isso, pensando que não, faz um bem danado à saúde.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Diz-me que namorada és e eu dir-te-ei quanta paciência tem o teu rapaz...


Eu sou a namorada que pode vê-lo chegar com tudo isto a casa, de sorriso rasgado e a fazer-me uma declaração de amor que, ainda assim, daí a nada já lhe ando a pedir "uma coisa mimenta"! Não há grandes dúvidas que sou ruim de aturar nessas horas e que se de quando em vez até lhe digo que o vou deixar só soltar o verbo quando lhe apetecer... isto é mais forte que eu. Canso-lhe a beleza. E depois disso, quando decide, por sua autorecriação, mandar-me um coração estrelado num sms a desoras, penso mesmo "Isto é amor". O meu pior defeito é ser mimenta. Quase tão grande como o defeito dele de amuar. Mas isto é amor. Eu espero que ele desamue. Ele vai repetindo ad nauseam que sim, gosta mesmo bués de mim.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tudo para vos ver felizes #8

Tinha almoçado uma saladinha gostosa com uma amiga e sirigaitava à pressa para ver se numa hora dava conta dos quinhentos recados que tinha para aviar. Entre eles, tinha de comprar dois presentes de aniversário, um para uma primeira comunhão e um de casamento. Já que estava embalada, ainda perdi a cabeça e cometi uma pequena loucura consumista tão perfeita que não fazem ideia. Só não vos conto, porque não é para mim. (Mas o meu homem merece!) Estou nesta roda viva e ao telefone quando uma mulher que eu nunca vira mas com a qual me identifiquei de imediato por parecer, tal como eu pareço frequentemente, uma despenteada mental, me toca no ombro e diz que quer falar-me, mas que aguarda. E põe-se especada a olhar para mim, inibindo-me de responder coisas mimentas ao rapaz, como amo-te muito e assim. Desligo e ela pega-me no braço. E eis o diálogo que se segue.

Senhora (S): Preciso mesmo de lhe falar.
Eu (R): Desculpe, mas nós conhecemo-nos?
S: Não, mas vamos conhecer e vamos ficar amigas?
R: (oi?!) Desculpe?! Como assim?!
S: Não pude deixar de reparar que tem um saco muito fora do vulgar. Eu também faço sacos fora do vulgar. Tenho três colecções esgotadas e apresentei hoje a linha de praia e só cá tenho um e ele é para si.
R: (oi?!) Como assim?! A senhora desculpe, mas eu não estou a perceber...
S: Vamos para ali e já lhe mostro.
R: (oi?!... seguindo a mulher... vá-se lá saber porquê...) 
S: Sou professora. De história. E você?
R: Também?
S: Também é professora de história?
R: Não. Também sou professora.
S: De quê?
R: Penal.
S: Huuummm. Isso é dos técnico profissionais?!
R: (oi?!) Bem, mostre-me lá o saco, que estou mesmo com pressa.
S: Tcharam (com o som de um rufo a seguir...)
R: (what a fuck?! Só a mim e a mais ninguém!) Olhe, não é mesmo o meu estilo. Desculpe.
S: É exclusivo. Só há seis.
R: Bem, mesmo que fosse de facto exclusivo e, portanto, só houvesse este, não seria o meu estilo. Não insista, por favor. Bom trabalho.
S: (agarrando-me novamente no braço) Tem a certeza?!
R: Tenho. Olhe, se quiser, diga-me qual a sua página e se eu depois vir alguma coisa de que goste, eu entro em contacto consigo, está bem?
S: Não tenho tempo para páginas. Estou sempre a coser sacos.
R: Pronto, então, olhe, bom trabalho. (Enquanto me vou afastando com medo...)
S: Tem a certeza?! Tem a certeza?! Tem a certeza?! (num som cada vez mais sumido... por ficar lá longe...)

Agora a explicação do dito saco exclusivo de que havia afinal seis:

Dois rectângulos disto


cosidos muito mal amanhadamente com isto, que, entrançado, fazia as alças


e, la pièce de résistence, ilustrações de ambos os lados com palmeiras, feitas a marcador, por quem tem tanto jeito para desenho como eu para dissertar sobre matemática aplicada.

Um must, portanto!

Ai oh pá...

 Dear bague diamante - €200,00
 Dear bague esmeralda - €85,00 
 Dear bague safira - €85,00 
 Bague pebble diamante - €150,00

Bague pebble esmeralda - €150,00

 
Bague pebble safira - €150,00


Como é que eu vivi tantos anos sem conhecer isto?! É tudo tãããooo R., valha-me Deus...

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Tanto estudo...

Há 27 (vinte e sete) anos que não faço outra vida senão estudar, estudar, estudar. Ler, escrever, ouvir, falar, pensar, argumentar. Vinte e sete anos. 

E, com isto tudo, percebo que:

dobro cartas muito bem.


Só a mim... Só a mim e a mais ninguém... 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A conchinha é uma instituição

Não há nada melhor...



E-n-f-i-m!

As peneiras são uma coisa que me abala os fígados. Muito. Quanto mais a malta é peneirenta, menos vontade tenho de a ouvir. Ou, no caso, de a ler. E-N-F-I-M!

Brincar aos descobrimentos


Numa terra de descobridores marinheiros, de ousados navegadores dos mares longínquos, é preciso chegar ao ano de 2014 para se substituir a verdade pela farsa, a garra pela miaúfa e os grandes por... isto. A malta dos descobrimentos deve andar à cabeçada aos túmulos.

Campos do Mondego

Hoje trabalha-se com vista para os campos do Mondego e espera-se, ansiosamente, que a corrente sólida do rio nos inunde de inspiração... Assim seja.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Coisinhas chatas, daquelas incomodativas... a que o RAP chamaria mini terrorismo, vá!

Uma manhã para trás e para diante a bufar que nem uma doida, a aviar recados, sem me alapar dois minutos numa cadeira a trabalhar coisas que se vejam. Uma tarde cheia de promessas e o tempo pendurado à espera de quem me arranje uma janela, de quem me atenda um telefonema e de quem me responda a um mail. Há dias em que uma pessoa podia bem era ficar na cama, que governava a mesma vida. Raios.

domingo, 4 de maio de 2014

Mummy day!

sábado, 3 de maio de 2014

Serviço público

A palavra "caiem" não existe! O que querem escrever é "caem", sem "i". 

Plasalmas...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Verdades e assim assim


Mesmo que sejam duas e meia da manhã e estejamos ambos a trabalhar... continuamos a dizer muitas vezes palavrinhas mágicas que consertam qualquer coração... É o que importa! É mesmo muito importante!