segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Gosto tanto, tanto, tanto... mas tanto, tanto...

Gosto de

magnólias de folha caduca. Brancas.

Minha música essencial #22

*

Então, bom dia, sim?!

Verdades e assim assim

Hoje pendurei corações no meu candeeiro da sala.

De que cor é o teu coração?!

Minha música essencial #21

O meu irmão

é um ser humano maravilhoso. É isso. Este fim de semana, mais uma vez. Sempre.

Meio tempo

Não se mente aos diários.
E... no entanto.
Não pode dizer-se tudo quando o diário é público.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Gosto tanto, tanto, tanto... mas tanto, tanto...

Direito à solidão


O direito à solidão está na fila de espera para o catálogo dos direitos humanos de quarta (quinta?) geração. O direito... a ser sozinho. Quando soube, achei mesmo bem. Continuo a achar. Menos em dias assim, em que dou ares de pedra da calçada, gasta e com uma chiclet agarrada. Nem um "és muito gira" me salvou. São dias.

Tenho saudades tuas

A minha saudade tem o mar aprisionado
na sua teia de datas e lugares.
É uma matéria vibrátil e nostálgica
que não consigo tocar sem receio,
porque queima os dedos,
porque fere os lábios,
porque dilacera os olhos.
E não me venham dizer que é inocente,
passiva e benigna porque não posso acreditar.

Pode ser uma casa ou uma rede
das que não prendem pássaros nem peixes,
das que têm malhas largas
para deixar passar o vento e a pressa
das ondas no corpo da areia.

Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão.


José Jorge Letria

Sou muito fã de uma música de arraial...


Tire o pé do chão!
O que eu me ri quando ouvi isto pela primeira vez...

Não é ser má


é sentir que devia ter feito mais, dito mais... e mais cedo.

Há notícias que nunca deviam existir

Devo confessar,

embora acredite que já tenham percebido, que sou um vidrinho em matéria auto-estima académica. Tenho melhorado, fruto de algumas conquistas a muito pulso e um ou outro elogio inesperado e dos que são mesmo sérios, sem mãozinhas pelo pêlo. Enfim... coisas. Não é sequer uma falsa modéstia ao género oh que não sou um pequeno génio de caracóis, é, isso sim, uma consciência muito honesta de finitude, de limitação, de não brilhantismo. E isso não é mau. Dá-nos o conforto da normalidade. Sim, a grande maioria de nós não é brilhante neste particular. É só normal. Por isso, há coisas que me deixam com um quente de alma difícil de interpretar por quem chega, vê e vence, sem mais. E é assim que explico que hoje, enquanto me dirigia para a oficina que amanhã há-de pôr-me o carro como novo (ou não... mas aquilo já são barulhos a mais), tenha olhado para a nova sede da minha Editora e rasgado um sorriso, acompanhado de um suspiro fundo. Porque sim...

Da falta de opção

Escolham... Um, sexo explícito. O outro, escalpes cortados à vista, algures no maior conflito da história da humanidade. Eles: sexo explícito. Bem... espera-se que o meu papel seja um pouco regulador também nestas matérias. Há uma cônjuge a acompanhar as sessões pelo skype e que deposita em pequena R. várias doses de confiança: da cor das unhas da mais velha, aos enredos cinematográficos que servem de boa desculpa para o serão. Portanto, e porque já tinha divagado sobre o verbo furar em latim, achei prudente optar pela guerra. O amor não devia ficar no ar, vá. Que sim. Arrependi-me nos primeiros dez minutos. Muito tiro, mas isso é o menos. Muita cabeça cortada, muita paulada, muita mutilação, muita piadinha de mau gosto dos nazis e dos outros e uma puta de uma confusão com o filme falado em francês e as únicas legendas disponíveis em inglês. Agora... olha... aguenta. Vou dormir. Que não, que não, que não. Bem à vontade 70% do filme vergada sobre mim, com a cabeça nos joelhos e as mãos nos ouvidos. Descalço-me. Estamos em casa, bolas. Nem me atrevo a pôr-lhes as pernas para cima. Não dá tempo. Passo a vida a tapar a cabeça e a ouvi-los prognosticarem daí a quanto tempo poderei respirar e dar melhor jeito ao pescoço. Enfim. Com isto tudo, enfardo uma chávena de chá e amacio a dor de barriga. Fazem-se apostas. Vai na volta e a gaja tem pena dele, o que lhe vale uma colecção de balázios no peito. Suspiro, que era assim uma pontinha de amor. O colega do lado, aka N. de seu nome, remata com a evidência de que as mulheres são umas falsas. Acalma junto com G. quando não me aquenta ou arrefenta que o Pitt vá de vela. Belezas óbvias nunca foram o meu forte. Mais umas cabeças a rolar. Um nunca mais me apanham noutra. Eu agora vou para casa sozinha. Sonho com isto toda a noite, pá. Não há direito. A conversa descamba, pois, para o torto. Que havia opção. Lembro-me que, na descrição de quatro linhas do filme, cinco palavras eram bed e havia para aí uns três equivalentes de fuck mas em chique. Defendo-me que não, não havia opção. Afinal, também iria para casa sozinha. Uma pessoa não controla os sonhos... enfim... deixo à vossa consideração o resto. Concluem que sou uma tarada com ar de menina. Depois levanto-me e doem-me as cruzes. Era fogo de vista. Estou arrumada. Para a semana vemos a Cinderela.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nós


Dois singulares. Cada um para seu lado.

E levava-me ao altar #13

Devo dizer-te

São horas de voltar. Tu já não vens, e a espera
gastou a luz de mais um dia. Agora, quem passar
trará um corpo incerto dentro do nevoeiro,
mas terá outro nome e outro perfume. Eu volto

à casa onde contigo se demorou o verão e arrumo
os livros, escondo as cartas, viro os retratos
para a mesa. Sei que o tempo se magoou de nós,
sei que não voltas, e ouço dizer que as aves
partem sempre assim, subitamente. Outras virão

em março, apago as luzes do quarto, nunca as mesmas.


Maria do Rosário Pedreira

Gosto de

decorações com alma!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

I.

A I. voltou. E bebemos chá e conversámos um bocadinho, raptada que fui desta montanha de folhas com coisas escritas e por ler. Está tão sábia. Do casamento, dos 30, da vida... não sei. Mas a minha I. está uma senhora. O que distingue os amigos de todos os outros personagens da nossa vida é esta capacidade de retomar as conversas do ponto onde elas ficaram, às vezes, um ano depois. Soube muito bem... embora me tenha dado na cabeça com alguma força.

Verdades e assim assim

Às vezes... é raro... mas acontece... conseguem MESMO irritar-me!

Ficção


Tinha acabado de escrever o tracinho depois do amo quando leu que os frutos verdes não são saborosos. Engoliu o te e foi à sua vida. Outra vez.

A menina quer... muito!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mentiras e assim assim

Já tinha tantas saudades de resmas de exames para corrigir. Oh saudades...

Minha música essencial #20

Verdades e assim assim

Amei, mas assim de me emocionar de cada vez que a vejo, uma fotografia. Calei-me, caladinha. Paciência.

Cor

Apaixonei-me por um príncipe

que é chá.
Da nova loja de aromas da Baixa. Rendida. Com baunilhas de chocolate preto. Sem palavras.

*

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Verdades e assim assim

Hoje vi um mar mau e isso fez do meu dia logo um dia bem bom.

Gosto de

ir à minha praia no Inverno, sentar-me no bar onde me sento no Verão, de meias opacas, vestido de lã, botas, cachecol, chapéu e casaco comprido. Gosto de os ouvir tratar-me como se fosse da família, jurarem que Agosto vai ser mesmo bom, prometerem-me o último chapéu, junto ao mar, da primeira fila. Gosto que me contem de quando não tinha dentes à frente, usava uma trança clarinha quase sempre a desfazer-se, chorava se perdia uma forma e teimava que um dia comeria a sopa de pá. Gosto que se lembrem que pedia os epás pela cor da chiclet. Gosto de os ter visto novitos e de me parecer que o tempo não passa por eles. Gosto que me façam sentir que o tempo também não passou por mim. E que, por isso, ainda se despeçam com um "Boa semana, R.tita!".

Cartas de Amor


Fim de semana em casa dos papás. Um postal de Natal tardio ainda por arrumar. Voltei à minha caixa de postais e cartas. Sim, também tenho uma. É cor de rosa e branca, de cartão, nem grande, nem pequena. Cabe nela uma parte da minha vida. Uma parte da minha vida escrita. E... então... uma letra já esquecida, ali a saltar à vista. Pego na ponta do envelope e vem um maço de cartas, juntas por uma fita de cetim azul turquesa. Datam todas de 1999. Começo a lê-las. Percebo. Chamava-me A.. Começava, invariavelmente, as cartas por "Olá" e nunca as acabou sem ser com "Beijos". Não assinava. Punha uma rúbrica. Não tinha por onde ter acontecido. Já nem me lembrava. Era Pedro. E não sei o que será feito dele.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Segredos milagreiros*

Isto...



e, depois, isto...
Agradeço-lhes sempre que, em dias de cadela, alguma alminha verbaliza um "Estás com bom ar!". Lamento as vezes todas em que me vence o "meia bola e força" pela manhã!

* Com possibilidade de acrescento de: um blush tom terra discreto, uma sombra de brilho à noite ou opaca nude de dia e um juicy tube da Lancôme no Verão ou o imprescindível baton de cieiro no Inverno (às carradas). Caso deva comparecer a uma festa, assim mesmo de arromba, posso perder a cabeça e aceitar um rímelzinho, desde que não me esqueça de, acto contínuo, repetir pelo menos 50 vezes de mim para mim "Não posso esfregar os olhos.". Vá... e não digam que vão daqui!

Não se esqueçam

Gosto de

lavadouros públicos e roupa a corar.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

:)

Pequena R.: Tenho tantas saudades de estar sozinha contigo a contarmos as pequenas grandes coisas da nossa vida, pá! Ando tão carecida de uma conversinha dessas, tu ao volante, eu de pendura...
G.: És tão tónhó!

46 minutos de telefonema depois, com ambas as orelhas a doer

Pequena R.: Pronto, tá. Beijinho. Passo aí domingo. Xiii à mais que tudo e às crias.
G.: Tenho tantas saudades de estar sozinho contigo a falar de cenas... Ainda bem que vamos quase uma semana para a capital...
Pequena R.: Não sejas tónhó!

Basicamente: Somos uns tónhós. Ah... e somos comó Roque e a Amiga.

Wishlist

Sete Cidades, Março de 2008


Uns dias nos Açores. Estou a ficar viciada naquela terra. Há quase um ano que lá não vou. Quero... quero... quero tanto...

Facebook - sim... ainda!

Ela: Ainda não somos amigas no facebook!
Eu: (Nós somos colegas... eu sou uma rapariga que separa os amigos dos colegas, mas tá bem!) Eu não tenho facebook!
Ela: (Queixo suspenso) Como?
Eu: Não tenho!
Ela: Mas toda a gente tem.
Eu: (Arre... eu lá tenho ar de quem faz alguma coisa só porque toda a gente faz?!) Mas eu não tenho.
Ela: Porquê?
Eu: (Duuuuuuuuhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh) Bem... podia dar-te montes de razões, mas confesso que a mais forte e verdadeira é: porque não!
Ela: (Insistente) Mas agora até temos uma parte em que trocamos vigilâncias.
Eu: (Ai, pequena R., há horas em que tenho tanto orgulho de ti!) Pois... boa!

Ó vamos lá fazer pela vida...


É uma resolução de Fevereiro, tão linda. Antes de cair de cabeça para cima do computador, dos exames, dos arrazoados de artigos ou apresentações em power point, dos apontamentos manuscritos para as aulas ou dos inestimáveis calhamaços de doutrina onde, crente, julgo um dia encontrar a salutar inspiração para me pôr a escrever uma tese de doutoramento com cabecinha, tronco e membros, passarei a dedicar nunca menos de dez minutos a uma chávena de chá quentinho, sem ser aos goles com as pernas à chinês e qualquer um dos elementos acima no colo. Além disso, mas só se não me for pedir muito, fazia gosto em conseguir ler ao menos uma página de um livro que não fosse de direito por dia. Não quero Caras, Vogues ou outras que tais que me façam puxar pela moleirinha, reorganizando-me milimetricamente em termos de tempo e pecúlio para rodar a bolsinha nas compras. Não. Fico a modos que já bem contente se conseguir acabar o Saramago que vai a meio há um mês e enfim puder pegar no Nobel actual, coisa mais adequada chamar-se das Travessuras e tratar de uma tipa que, ao que parece, era má. Com paciência, dar-vos-ei, assim a determinação permita, conta dos desenvolvimentos. Amen.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E esta, hein?!

Fiquei hoje a saber que quem não me conhece, lendo o blog, fica a pensar que sou: workaholic, sempre disponível para toda a gente, querida e um bocadinho fútil. Diz quem me conheceu depois de me "conhecer" pelo blog. Eu cá acho que andam longe da verdade. Não sou workaholic, não sou sempre disponível, só sou querida com as minhas pessoas e há dias em que sou tão fútil que nem eu me aturo. Ora, recupero para aqui, porque tenho novas visitas e porque sim, estes dois desafios: 1) um defeito e uma qualidade de pequena R.; e 2) uma palavrinha que a defina.

Vivendo e aprendendo


Aprendi à minha custa, minha, minha, minha, que o primeiro efeito imediato do abandono do comprimidinho dos 21 dias pausa 21 dias pausa 21 dias é... tcharam... uma saga depilatória sofredora. Não é assim uma dorzita, um incómodozinho, uma intrigante sensação de repuxado. Não. É... ora bem... tipo... arrancarem-nos a pele à dentada. Pensando bem... nunca me arrancaram a pele à dentada. Mas deve ser tipo isso. E sim... é o que custa mais. Porque uma pessoa viver os primeiros meses sem saber a quantas anda, eh pá... é mau, é arreliador, mas não dói. Uma pessoa nos primeiros meses ter dores de barriga que só lhe apetece deitar com uma botija de água quente, no escurinho, a ouvir pan pipe?! Eu sei... é complicado... mas supera-se. Com trifen e a desculpa de que se anda sensível... supera-se. Agora isto?! Imaginar, mês após mês, que vamos passar pela tortura com a léria do "sofrer para bela ser"?! Isto, meus amigos, é de ir às lágrimas. Mais. É que não dá para mandar berros e chamar nomes à pequena J., que se aflige só de ver a minha cara de pânico. Hoje, meus amores, doeu tudo. O laser, a cera, tudo. Acho que se me fizerem festas desato à pancada. Estou traumatizada. E para o mês que vem há mais. E depois. E depois. E depois. E depois. E depois. E... não... não é opção aquela coisa do "facilita que não é verão e andas de meias"! Plamordasanta. Uma pessoa permite-se reincidir no tormento em nome de um bem maior que esse de "não se ver". É mesmo porque... faz parte. É como tomar banho todos os dias. Lavar os dentes. Cortar as pontas espigadas de três em três meses. Pôr creme nos cotovelos. Pintar as unhas dos pés mesmo que seja para andar de botas. Sei lá. Faz parte. Mas vai doer. Oh se vai. Portanto... a grande meta de pequena R. é controlar de vez a intratável diastólica para ver se, de uma vez por todas, param com a triste ideia de lhe dizer que não pode fazer amizade com o comprimidinho dos 21 dias pausa 21 dias pausa 21 dias. É isto. Foi sofrido. Bolas... Em Março há mais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Verdades e assim assim

Humor

Hoje encontrei a R.. Foi minha colega de curso. Era minha companhia em todas as orais. Aliás, ainda hoje, no meu telemóvel, consta como R. das orais. É juíza. Então e tal e coisa e converseta. No fim: "Tu, ao que sei, continuas lá na escola, não é?! Tens de acabar isso, miúda. Vá lá... esforça-te!".

Do que me derrete

Ao telefone com o mano... ouvi-lo no fim dizer "Olha... mana... esqueci-me de uma coisa... Tu sabes que eu te adoro, não sabes?!"

...

Às vezes, quando a noite vem caindo,
Tranquilamente, sossegadamente,
Encosto-me à janela e vou seguindo
A curva melancólica do Poente.

Fernanda de Castro, Meditação

Estou a ler,

desalmadamente, a produção de uma pessoa que escreve em série. O que, acrescente-se, não significa que o faça muito bem. Dividi a tarefa com o G.. Já cuspimos letras pelos olhos. Ossos do ofício. Isso e aquela coisa do "não podes criticar o que não conheces".

Nota mental: detesto textos em que 90% do que está escrito são citações. Sempre achei o trabalho dos monges copistas muito válido, mas lá nos séculos da Idade Média.

O género

Agora que acabei de corrigir o último exame, posso acrescentar apenas que eles eram três homens de barba rija e eu uma menina dada aos romantismos. Vimos todos o mesmo filme. O personagem principal traiu a mulher com a ex futura cunhada. Quando esta engravidou e lhe cobrou as promessas de deixar a família e viver com ela o amor do êxtase, ele... dá-lhe um tiro. Nessa noite, o homem teve insónias. Ah... e verteu duas lagrimitas. Os meus amigos acabaram solidários com a dor do patife, que, afinal, só estava dividido e em stress com tantas cobranças... Eu... torci até ao fim para que a desgraçada da mulher ficasse com outro e, no máximo, lhe mandasse fotos dos filhos para a prisão. O gajo safou-se. Amuei. Gozaram comigo. Pois. Afinal... a tipa tinha sido uma fácil. Homens, pá! Se os mandarmos para um poço eles saltarão?!

Para que conste

O verniz foi rosa. O chá foi de jasmim. O filme foi bom. A companhia foi, como sempre, do melhor que há. A caminhada até lá foi revigorante. A boleia até casa foi previsível. Tudo dentro da normalidade. E a normalidade sabe bem.