pão quente com manteiga, de malmequeres, de muros que se ultrapassam levantando uma perna e depois outra, de pó de arroz, do aroma de todas as maquilhagens da Guerlain, de toalhas de mesa de renda, de algodão, da broa da minha avó, de ramos de papoilas, de água castelo com uma rodela de limão, de leite creme, de cantarias, de gaivotas, de números de porta às cores, de caixas do correio de lata, de labradores, de quem sorri com o corpo todo, adoro quem sorri com o corpo todo, de nuvens brancas, do som das mensagens enviadas pelos amigos, de viajar, de escrever, de ler, de chão de madeira, de tapetes pesados, de cadeiras confortáveis, de bancos pequeninos, das portas das bocas de forno, do cheiro das festas, da primeira chuva de outono, de pestanas longas, de camas de ferro, de jarros de água de vidro, de doces com amêndoa, de carros velhos mas estimados, de bicicletas com cestinho em verga, de panos de linho para o cesto do pão ou para os tabuleiros, de cevada, de fotografias com gente e sem gente, de ouvir uma música de que gosto até à exaustão, de filmes com histórias de encantar, de leques, adoro leques, de objectos com anjos, de fitas a fazerem laços, de tranças no cabelo, de sabrinas, de andar a pé, de interpretar mapas, de gelados, de abraços, de marcadores de livros personalizados, de bules de chá, do som do piano e do violino, do número 5, de ser sagitário, de olhos castanhos, de entrar em igrejas, de vestidos, da calçada portuguesa, de cintos fininhos, de carteiras à tiracolo, de tarefas cumpridas, de peónias, adoro peónias cor de rosa, de calendários com frases, de estrelas, de velas acesas, de clips revestidos de plástico de cores, de finais felizes, de mel, de unhas curtinhas e pintadas de cores garridas, de caderninhos de apontamentos, dos lápis pretos e amarelos n.º2, de brincos espalhafatosos, de anéis quase invisíveis, do cheiro da pele depois de lhe pormos creme hidratante, de corações e de boa gente.