sexta-feira, 15 de abril de 2011

Será?!


Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela!

Verdades e assim assim

Cansei-me!

Eu não quero...

Finalmente, acertei

no açúcar. Se os anfitriões faziam a gentileza de não hipotecar as minhas tentativas de fazer coisas doces sem açúcar, havia quem espalhasse aos quatro ventos que, entre outras habilidades, sou muito boa a cortar no doce. As queixas foram tantas e tão divulgadas que hoje cumpri a receita da minha mãe sem roubar nem uma colher de chá do dito. Rendição. Elogios sem ser preciso pedir nem nada. E repetidos. Já no regresso, já depois do beijinho, já a virar costas, ainda repetiu "o bolo de hoje estava mesmo muito bom". Só por causa das coisas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A vida

Não é preta. Não é branca. Não é cinzenta. Não é amarela. Não é vermelha. Não é azul. Não é verde. Não é cor de rosa. Não é um arco íris. A vida é da cor que lhe apetece e cada vida sabe da sua.

Love, love, love it

Intimidade.

A intimidade entre as pessoas é o que lhes permite serem elas e ponto. Sem máscaras. Sem make-ups. A intimidade com o outro faz-nos sentir em casa quando nos olha nos olhos. É na intimidade que recolhemos as respostas que a boca cala. A intimidade não passa só, aliás, não passa tanto, pelo toque. Passa pelo aroma. Pelo reconhecimento do aroma. A intimidade de que falo aqui não é a intimidade das cenas íntimas, não. É uma intimidade mais difícil de alcançar. É a intimidade do silêncio, da contemplação. A intimidade de que falo aqui não tem definição. Ou existe... ou não. E não há nada melhor que essa intimidade. Essa, exactamente essa. Essa intimidade que nos adivinha as mágoas num sorriso.

Uou...

Está um help ali em baixo...

Grata!

Contem-me o que encerra uma frase assim #1

Gosto de ti daqui até à Sibéria e voltar, tantas vezes!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Verdades e assim assim

Às vezes, gostava de ter um blog em que ninguém, mesmo ninguém que me lesse, me conhecesse. Só porque há coisas que só assim poderia verbalizar. Assinale-se. Há dias em que preciso do conforto de bons sinais. E há dias em que esses sinais acontecem.

Eu já!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Saudadinhas da Delichá

Tisana biológica com visco, bagas brancas de espinheiro, cascas de feijão, urtiga, folhas de bétola, planta da groselha, erva príncipe, sabor natural biológico de laranja.

Era a minha preferida!

Há coisas que deviam ser proibidas com este calor

Passar a ferro é uma delas!

Vou lanchar e já volto ao relatório.

Verdades e assim assim


Não amo praia. Ou melhor, não amo fazer praia. Gosto mais de praia no Inverno, é o que é. Há dias em que olhar o mar me acalma, relativiza os dramas do quotidiano em que me vou afundando. Mas depois, depois, quando viro costas e volto para o interior, o do espaço e o meu, percebo que muito mar me assusta. Que a noção de perder de vista me angustia. Se, por um lado, a ausência de limites, a falta de amarras, o horizonte do impossível conseguem motivar-me, por outro, o descontrolo, o infinito, o longe apequenam a minha coragem. Não sei explicar. Não consigo. Sei que há sonhos em que incluo uma casa na praia, mas há realidades em que casas na praia me parecem boas oportunidades para passar só algum tempo. No fundo, sinto um conforto maior na concha da terra. Poucas coisas me angustiam como água sem conta. O fogo, só, talvez, se lhe assemelhe em efeitos. Por isso também me fere pensar na inevitabilidade de uma casa no meio da floresta. Procuro a paz dos meios termos, da normalidade, do assim assim. Não sei explicar. Não consigo. Talvez percebam se acrescentar que gosto muito desta imagem para umas férias, mas que não viveria bem a minha vida toda num lugar assim. Sou estranha, parece-me. Mas enfim...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Verdades e assim assim


4 anos depois...
Tenho vivido tantas coisas que queria tanto viver...

...

domingo, 10 de abril de 2011

Não sei se isto é amor


Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do Cântico dos cânticos.
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro a olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo...
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.

Camilo Pessanha

Mudando de assunto...

Verdades e assim assim

Ser má deve dar más noites.

Gosto de sonhar. Em tons pastel, muito rosa e algum azul. Gosto de sonhar a dormir. E acordada. Prezo a serenidade das noites amenas, em lençóis a cheirar a lavado e coração e mente em sossego.

sábado, 9 de abril de 2011

50 minutos

É oficial.
Andar liberta a cabeça.

Vou voltar ao relatório!

Pick me, oh please pick me...

Naúsea

Estava a trabalhar com a televisão ligada, baixinho, no congresso do dia. Desliguei. Concentro-me mais. Além disso, a cada novo minuto lá se vai mais um pouco da convicção de nos esclarecerem quanto ao que importa. Enfim...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sou uma fácil...


Está no congelador!

É que eu tinha de experimentar as minhas novas formas de gelado... com os paus cor de rosa e em forma de estrela. Sim, sim... logo à noite vou andar... Mas... não deu... Primeiro, a Miss Glitering apareceu com a fórmula (light, diz ela), depois, ontem, o G. aparece com a nova aventura culinária, um gelado caseiro de baunilha, e, por último, já no fim da noite, o N. irrita-me com uma descrição detalhada de como lhe tinha sabido tão bem, à tarde, parar na Farggi. Uma mulher não é de ferro!

Imaginário...




Há um livro de decoração de interiores que povoa o meu imaginário infantil. Estava guardado junto dos livros de culinária e das revistas de ponto cruz. Agora, acho que está na meia dúzia que mora em cima da mesinha da sala. Foi lá que, pela primeira vez, vi soluções de quartos para vários irmãos e que fugiam aos beliches. Não gosto de beliches. Acho importante que se tenha um quarto individual. É O espaço. Amua-se, corre-se e fecha-se a porta do quarto. Tem-se um desgosto, muda-se o quarto de alto a baixo. Chega a amiga com quem queremos ter a conversa mais íntima, saímos do convívio da sala e vamos até ao quarto. Mas nem sempre se pode garantir um quarto por cada filho. Eu tive essa sorte, como filha. Mas os meus pais moram numa vivenda... e onde quartos não faltam, porque o espaço é enorme. Quem vive num apartamento, ou bem que desembolsa quantias com tantos 0 que nem dão para contar ou bem que adopta a política do espaço partilhado. Terá outras vantagens, estou certa. Nesses casos, não sei porquê, mas acho piada a isto.

Verdades e assim assim

Tratam-me pelo diminutivo, com voz de mel e os olhos rasos de mimo... conquistam-me para a vida!

Bilhete


Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda.

Mário Quintana

Adoooro!

Gostei tanto...

Pequena R. pergunta ao leitor

Gostamos mais dos homens com ou sem pêlos? Na votação presencial tentámos convencê-los que sim, sim, oh sim, um ar selvagem... Indiscutivelmente mais, mais, mais... que até ficamos sem palavras. Eles... que não, que não, que suam, que oh... vocês também fazem... oh... não... Nós... que fazemos, pois, mas porque os opostos se atraem e uma menina se quer suave como uma flor. Não ficaram convencidos. É uma luta.

Verdades e assim assim

Snifar pessoas não é um disparate. Pessoas assim vivas, agarradinhas, com cheirinho de gente que se ama. Aaaaahhhhh. Ok... Acham um disparate?! Ninguém me entende!

Love it

Vidas


Devagarinho, foi mesmo devagarinho, a ternura em cada gesto, que lhe afastou a mecha de cabelo. Via agora melhor o contorno do nariz, dos lábios, a espessura das pestanas. Não lhe tocou. Calou-se por dentro, à espera de ouvir o som de quem descansa. Quente, lento, suave. E ficou assim, até vir o sono.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Verdades e assim assim


A leitura da tese da R. (outra R.) ficará para sempre associada à Adele. É p'raí a quinta vez que, hoje à tarde, ouço "Turning tables", a terceira do 21. Se não acabar este capítulo até às 20h, mudo de Cd. Só não mudo o chá. Menta e hortelã, again... segundo bule. E lá se vai o jantar completo. Insisto na sopa singela. Tudo para que, às 21h30m, sem (muitos) remorsos, vá andar... de companhia. Depois... voltamos às quintas de cineminha... em casa.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Seguimos em frente...

Não é ainda a pele, apenas
um rumor de lã nas camisolas, um recado
a lembrar tardes no feno, linho lavado, o sol
mordendo um rio pela manhã ―
assim a distância entre a minha mão e o pessegueiro.

Na estrada
as flores demoram-se até às laranjas,
mas o aroma do pomar faz sede e os olhos cegam
na promessa de gomos novos e doces, os mais doces. Talvez

por isso se continue a viagem sem olhar para trás.


Maria do Rosário Pedreira, Não é ainda a pele, apenas

E agora?!

Terei escolhido sempre mal o caminho?!

Vou ali


experimentar isto e já volto!

terça-feira, 5 de abril de 2011

:)

Já disse

que é raro, mas que, às vezes, o meu país consegue, mesmo, envergonhar-me?!

Pois.

A é casado e tem 3 filhos. A irmã de A tem dois filhos, um de cada pai. Ambos os pais deram ao slide antes de nascerem as respectivas crias. A irmã de A é toxicodependente, prostituta, alcoólica e incapaz para o exercício das responsabilidades parentais. O irmão de A e a mulher oferecem-se como resposta aos sobrinhos. Pedem o apoio para as medidas em meio natural de vida. Por cada puto, 150 euros. A Segurança Social, zelosa, pede prova de rendimentos. A aufere 1300 euros. A mulher de A é doméstica. A Segurança Social acha que A e a mulher vivem "muito bem, pelo que não se vislumbra qualquer justificação para a atribuição de verba por inserção de dois novos elementos no agregado". Os filhos de A estudam. Os sobrinhos também. A tem uma renda de casa para pagar, no valor de 400 euros. 900 euros a dividir por 7 pessoas, dá cerca de 128 euros para cada uma, por mês. Ah... lá em casa há água, luz, gás e... olhem o luxo, telefone. Eles gostam de andar vestidos e calçados e, uma vez por outra, perdem a cabeça e almoçam e jantam. A Segurança Social acha que está tudo bem. Os filhos de A andam um bocado revoltados. Perguntam aos pais se não podem mandar os primos para um "colégio". É capaz de ser o próximo passo. É preciso justificar ordenados. Ai, não, esperem... não há vagas... Bolas... É que com os 150 euros por cada um a coisa aliviava um bocadinho. Mas não... não vamos andar a dar dinheiro a estes chulos... ricos... gente que, a sério, vê-se mesmo... vive bem, vive meeeeeeeeeesssssssmmmmoooooo bem!

Sugestão: Programa da Júlia. Ouvi dizer que agora lá cai tudo. E que tudo se resolve.

Isto não vos dá vontade de mandar pedras à cabeça de quem decide?! A mim, dá, sinceramente. Por falar nisso, em cela individual era capaz de ter sossego para fazer a tese...

P.S. Manter uma pessoínha em instituição anda à volta dos 1000 euros por mês... Já dizia o Guterres... "É fazer as contas!".

Verdades e assim assim

Estava mesmo para escrever que há gente muito ranhosa neste mundo de Cristo, que há tipas que são cabras todos os dias, que há gajos com pós doc em estupidez e que ser cruel deve estar na moda, porque veem-se tantos que só pode, que os válidos voltaram à carga e cada vez tenho menos pachorra para os aturar, mas prometi há bocadinho não me enervar, engolir em seco e fazer cara alegre e passei a tarde a ouvir desgraças... por isso escrevo só que sou uma sortuda com saúde, gente querida à volta e um trabalho que lhe dá prazer, mais uma permanente sensação de que amanhã tem, forçosamente, de ser melhor. Está-se bem. Vou só ali mandar um berro à varanda. Ficar-se-á ainda melhor. Já dizia a minha rica bisavózinha "muito ajuda quem não atrapalha!".

segunda-feira, 4 de abril de 2011

... fall in love...

Podia tanto, tanto, tanto, tanto, tanto ter sido eu a escrever isto! Ou, então, a ler isto, escrito assim a pensar em mim...

Em Abril... páginas mil!

Até dia 30:
- um artigo para acabar;
- um artigo para começar e acabar;
- um relatório de um ano de trabalho para começar e acabar;
- um relatório de um ano de trabalho para ler e comentar;
- uma tese de doutoramento para acabar de ler;
- uma tese de mestrado para começar e acabar de ler;
- uma assembleia-geral e um jantar formal para organizar;
- uma newsletter para encaminhar;
- muitas aulas para dar;
- tanta bibliografia para fotocopiar.

Curiosamente, acho que vai correr tudo bem. Haja paz e sossego. E saúde. E boas caminhadas. E gargalhadas de vez em quando. E mimos sempre. E flores frescas para cheirar. É isso.

...

domingo, 3 de abril de 2011

Tão foffiii...

Minha música essencial #25

E levava-me ao altar #16


Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.

Pablo Neruda, in Cem Sonetos de Amor

sábado, 2 de abril de 2011

Gourmet*

Infusão de menta e hortelã e biscoitos de amendoim.

*Ou: Uma no cravo e outra na ferradura. Ora anda em passo apressado como se não houvesse amanhã, ora, depois de um banho quentinho, põe um instrumental baixinho, pega num livro e beberica infusões enquanto aprecia os biscoitos novos da loja gourmet da Baixa.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ouvida há pedacito... Love it!


Diz-se que o amor é cego
Deforma tudo a seu jeito
Mas eu acho que o amor descobre
o lado melhor do que parece defeito

Rapariga simples do campo

Desde que comecei as minhas caminhadas... cada vez me apercebo mais de como a vida nas cidades, mesmo nas mais pequenas, é tão diferente da vida nas aldeias. Vario o trajecto. Ainda assim, sabendo que ando cerca de uma hora e a minha casa não muda de sítio, há ruas pelas quais, invariavelmente, passo. Saio entre as 21h e as 21h30, sempre. Encontro, por isso, algumas pessoas. Outros "caminhantes", com trajectos diferentes, mas que cruzam o meu. Deixei de dizer boa noite a toda a gente quando, em 1999, nunca me respondiam. Além disso, vou de phones. Mas quando passo por alguém que costumo encontrar nas caminhadas, tiro os phones e digo "Boa caminhada!", sorrindo. Quase todos me dão tampa. Do lado de lá, o silêncio, o olhar no chão, o passo a apressar-se mais ainda. Não percebo. Custava alguma coisa? Até podíamos caminhar juntos... Gente mais estranha, pá!

Depois das túlipas brancas...




amo as peónias cor de rosa.

Wishlist

Montes deles pendurados pela casa.
Não tenho jeito nenhum para trabalhos manuais... e tenho muita pena.

Arrependimentos

Arrependo-me das vezes em que falei de mais, das vezes em que me expus de mais. Sei agora que também me arrependo daquela vez em que não lhe dei a mão. Equilíbrio difícil, este, entre o demais e a míngua.