terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ser tia do coração

é sair de casa à noite para ir pintar as unhas à Nê (4 anos), porque a mãe está fora em trabalho e o pai, mais conhecido por fiel companheiro, G., ficou aflito com o pedido da pequena acompanhado de beicinho e aposta que não tem jeito para a manicure. Sermos um bocado agarrados uns aos outros e darmos isso que vocês estão a pensar e cinco tostões por um serão a jogar conversa fora, ver pedacitos de um filme, beber um chá quentinho ou um Porto à medida é o tio N. ir comigo porque... sim. Brincar com o fogo está a tornar-se uma especialidade. Esperemos que nunca dê para me queimar.

Dos dias

Litradas de chá. Uma enxovia de asneiras que redundam em chumbos directos. Mau feitio. Gosto tanto de corrigir exames como de ir ao dentista. Também é bom ainda não ter metido o nariz na rua e andar a ressacar pela saia com tachas da Lanidor.

*

Sabes quando cresces?!

Há alguns anos, usava como perfume de Inverno o Chanel n.º 5 e, de Verão, o Laura, da Laura Biagiotti. Hoje, o meu perfume de quase sempre é o Balenciaga Paris, cedendo apenas no estio de Agosto para o Pink Coral, Pure White Linen, da Estée Lauder. Há alguns anos, esticava o cabelo e, quando o apanhava, punha ganchinhos a domar todos os fios mais rebeldes. Hoje, o meu cabelo seca "ao tempo", encaracolando-se cada vez mais, e, às vezes, prendo-o numa trança meio desfeita. Há alguns anos, comprei um fato. Nunca o vesti. Hoje, quando não uso vestido, arejo as saias ou os jeans. Hoje, calço sobretudo sabrinas. Há alguns anos atrás pintava as unhas de branco e rosa pálido. Hoje, pinto-as da cor que me apetecer. Hoje, a minha cor de eleição para vestir é o preto. Sempre com apontamentos de branco, rosa, turquesa ou assim. Cansei-me de tentar parecer o que não sou. Não sei exactamente o que sou... sei apenas que já não sou igual.

Casas - continuação

Gosto de casas com soalho, janelas amplas, vistas largas, sol pela manhã. Gosto de casas de rés do chão ou de apartamentos que não tenham escadas interiores. Gosto de tons neutros. Branco chá, rosa pálido, cinza. Gosto de azul. Gosto de pontos de luz, mais que de candeeiros de tecto muito grandes. Gosto de camas nem muito baixas, nem muito altas. Gosto de mesas de apoio. Gosto de sofás de tecido.

Verdades e assim assim

Sou branquela que mete dó. Tenho as unhas pintadas de roxo muito escuro, quase preto. Percebe-se ainda melhor que um mês de praia não deixa em mim marcas por muito mais que meia dúzia de semanas. Sou branquela, mesmo branquela.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Wishlist masculina em vésperas do dia dos corações que piscam


Diz o meu amigo P., primeiríssima aquisição bloguística, que, valha a verdade, se mantém porque não é mau mocinho, muito embora, acho que já vos disse, interrompa as conversas que temos na esplanada do Bar de Arquitectura para me explicar o tamanho das asas dos pássaros que voam ali perto e, pior ainda, perceba de física, com vectores e tudo, que só quer encontrar uma gaja normalzinha, já nem precisa de ser gira, pode até parecer um camafeu e ter bigode, mas normalzinha, pela almas. Ora, esta wishlist é das mais difíceis de realizar. Fossem gajas normaizinhas produto que chegasse aos saldos e eu própria, em pessoínha, me encarregaria de atrelar um sorriso vitalício ao meu amigo P.. Mas não. Gajas normaizinhas são coisa quase tão rara como tipos normais, interessados em ter relações normais, empenhados em flirts normais, perspectivando evoluções normais para os encontros das potenciais almas gémeas normais. Em suma: vimos falando de uma espécie de gente que não abunda, antes pelo contrário, escasseia e faz-se difícil como a famosa demanda das agulhas em palheiros. O meu amigo P. pensa nisto porque anda sem trabalho. Eu, mea culpa, tem dias em que nem me lembro, porque quando paro de dar o uso profissional ao cérebro ele liga as ventoinhas de arrefecimento e entra em modo automático: chichi, dentes lavadinhos, cama. Por isso e porque quando me lembro deito mãos à cabeça e pergunto ao alto "Porquêêêêê... mas porquêêêêê?!". Pessoas, ser normalzinho é, vejam bem se percebem, saber o que querem. Ora, saber o que querem não se compadece com trajectos pautados por caminhadas de caranguejo, vulgo um passo à frente e dois atrás. Não se podem prometer mundos e fundos, ainda que pela via das insinuações, andar ali a matar a cabeça a inventar indirectas, para depois, na hora H, assobiar para o alto e fazer cara de virgem ofendida. Não bate a bota com a perdigota. Das internets, então, saltam perigos diários. São solenes as repetidas promessas do nunca, nunca, nunca mais (ler a cantar). Tudo para quebrar, acrescente-se. Ai que desta vez é diferente, ai que escreve tão bem, ai que tem tanta pinta, ai que parece inteligente, ai que... Xôôô... caluda! Sai desse corpo amorim, que ele não te pertence! Ver, para crer. Falar, tocar, cheirar, falar, falar, falar, falar. Mensagens?! Só de amor e em papel azul vinte e cinco linhas. Telefonemas?! Só para marcar encontros. Dates?! Fora os blind. Visitas blogosféricas em que só falta vermos se estamos penteados antes de comentar o blog da pessoa-que-estamos-crentes-pode-até-ser-Deus-permita-normalzinha?! Nop. Porque, caso contrário, a teia vai-se enredando, cada vez mais, cada vez mais e depois... a nega, o tô nem aí, o oh que imaginação, que não são inócuos na tarefa de nos convencerem que devemos marcar vaga no Sobral Cid. Enfim. Pessoas normaizinhas são as que dizem o que sentem, quando sentem, onde sentem, a quem sentem. São essas. Mas são raras. Todas. Elas... e eles... produto gourmet. P., se encontrar um tipo normalzinho e ele tiver uma irmã normalzinha, eu apresento-te a moça, sim?! É o mais que te posso fazer. Isso e torcer.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pois...

Lembra-te sempre, sempre mesmo, que nem tudo tem de ter A explicação!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Não sou só eu que digo...

Esperar que eu entre em casa é bem. Mas não chega. Sobretudo quando não devia deixar-me e seguir o seu caminho.
Estou a falar de suponhamos. Assim o abstracto todo numa consideração, capito?! Nada de ideias.

Cenas tristes ou do melhor que há!

Já também me aconteceu. Quase. Não era assim o MUNDO, mas já era um mundinho pequenino. Não foi espectacular. Não correu bem.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tenho pena!

Estou absolutamente fã!!!

Se eu podia ser doméstica?!

Podia. Manhãs e inícios de tarde como os de hoje desanuviam a alma. Tratar da casa, lavar roupa, secar roupa, passar roupa a ferro, tirar as folhas secas da plantas, regar tudo, organizar a secretária... No fim, um bom banho, creme hidratante, verniz vermelho nas unhas e estamos prontas para voltar ao activo (ao activo do trabalho que é emprego... bem... vocês percebem!).

Milagre


Estiveram ambas às portas (interiores já) da morte... e agora dão cor à sala desta maneira. É verdade que não tenho filhos e que nunca plantei uma árvore que vingasse, mas também é verdade que não sou especialmente má naquela coisa de andar com a terra das flores às voltas. A prova, provadinha, é o que se vê!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Então, minhas pessoas, a novidade é que...

a partir de Setembro sou de penal.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quando menos esperares,

acontece!
Ouvi e continuo a ouvir muitas vezes esta frase mágica, carregadinha de esperança. Quando menos esperares, tens um irmão. Quando menos esperares, o teu pai melhora. Quando menos esperares, a tua mãe fica bem. Quando menos esperares, a tua avó sai do hospital. Quando menos esperares, fica tudo bem. Quando menos esperares, és assistente. Quando menos esperares, encontras o homem da tua vida. Quando menos esperares, já tens a tese pronta. Quando menos esperares, estás a dar penal. Quando menos esperares, apareço à tua porta e rapto-te para a borga. Quando menos esperares, já não o amas assim, mas de outra maneira. Quando menos esperares, ganhas mais um afilhado. Quando menos esperares, dizem-te que és especial. Quando menos esperares, isto muda. Quando menos esperares... Quando menos esperares... Nunca ninguém disse: quando menos esperares, ele leva-te a casa dele. Não leva ninguém. Nunca leva. Portanto, essa era aventura que não fazia parte dos planos de vivalma. Um "quando menos esperares", apesar da indeterminação, contém um mínimo de probabilidade, de segurança. E ninguém arriscaria uma coisa assim neste caso. Os amigos de décadas fizeram questão sempre de sublinhar que, enfim, nem valia a pena esperar, porque não ia acontecer. Uma dimensão demasiado íntima em que não são admitidas interferências de pessoa nenhuma. Ninguém. Houve, ainda assim, um tempo da minha vida em que isso era um sonho imenso por concretizar, bússola da conquista diária que apostavam que nos unia. Porque o improvável da nossa afinidade sem tamanho era já suficientemente difícil de explicar, não havia atrevimentos que a projectassem muito para diante. Um dia, cansam-se. Um dia, bem, um dia ela desiste e ele perde o encanto. Nesse dia, também ele seguirá, sem medos , um rumo que já não a inclua. Ingenuidade grande a de quem não se rendeu, desde os primeiros tempos, ao que nascia sem pressa, contestado muitas vezes ao limite. Sem os repentes próprios das paixões que podem sumir-se sem grandes dramas, o que nos unia, cada vez mais juntinhos, era uma coisa feita de muito mais que desejo, paixão ou gostares. Passou as fases todas dos amores que inundam o coração e pintam de cores a vida das almas, suportou as dores indescritíveis do infortúnio dos sonhos de um, desencontrados do cansaço de sonhar do outro. E resistiu, sempre. Sem beliscões no essencial. Pelo contrário. Crescendo nessa incontornável marca das pessoas da nossa vida que é a confiança, a confiança para pedir soluções, chorar no ombro ou mandar o mundo inteiro à fava. Aquela confiança que vê a sensatez do conselho mais maduro escondido numa ironia quantas vezes mal julgada de bobo da corte. Foi isso que nos permitiu ir à bica depois de uma conversa tão difícil que houve meses inteiros depois dela em que nada fez sentido. Só isso justifica que há quase um ano tenhamos estado juntos antes de ser preciso tomar uma decisão que podia ter mudado a minha vida para sempre. É isso que torna compreensíveis as saudades que ficam sempre, mesmo quando aquele amor já se foi. Lentamente. Muito lentamente. Um dia, quando menos se esperava, o que estava no lugar dele não era ele, nem um vazio, mas uma imensidão de paz por ter sido capaz de o ter mantido na minha vida contra todos os prognósticos. Sem mágoa, sem trauma, absolutamente convicta de ter deixado intacta a minha capacidade de amar, apenas mais experimentada na arte de só fazer os caminhos que valham a pena, com as pessoas que mereçam muito, aquelas que não estejam para ver se dá, mas que se empenhem em que dê. E, quando menos esperamos, há naturalidade em tudo o que se faz. Os convites, as piadas, os mimos, os toques, a alegria pelo encontro, a arreliação pelo que corre menos bem ao outro. Um dia, um dia ganha sentido o tempo que se investiu a entender o que, para quem apenas vê com os olhos, não tem entendimento possível. E, depois, quando menos esperava, levou-me a casa. Sem refúgios, sem perguntas, sem medo, sem pressa... E contou-me a história de cada objecto. E traçou destinos a cada vontade por concretizar. E levou-me a ver outras paragens. E mostrou-me cada peça mais especial. E ofereceu-me uma delas. Assim, sem razão. Porque sim. Então sentou-me e sentou-se e percorreu comigo os caminhos do passado em que não sonhávamos que um dia nos encontraríamos. Abriu-me a janela da memória das pessoas mais importantes da sua vida. Comoveu-se. Sem pressa. Foi sem pressa nenhuma que me escancarou as portas de casa e da parte da vida em que não se entra. Tudo... tudinho... quando eu menos esperava.

Quando menos esperares!

Ainda hoje, hei-de escrever um texto a propósito das coisas que nos acontecem... quando menos esperamos. Vai falar de um almoço e de uma casa em que entrei e que conheci, assim de conhecer mesmo, 4 anos depois do momento em que esperei que acontecesse. Tudo, quando menos esperava.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cada cavadela, cada minhoca!

Tudo tão bem encaminhadinho...

e ele...

decide agradecer-me os CONCELHOS.


Não dá! É que fez goleada num dos maiores clic-offs... Oh valha-me o Criador... Não há paciência! Malta, e colaborarem, não?! A sério... Fogo... Concelhos, pá?! Concelhos?!

Verdades e assim assim

Não dava um 1 há muito tempo. Já não me lembrava de como é que isto pode acontecer. Esta última leva de exames da série deste mês veio reavivar a minha memória. E... não estou a gostar.

Ele vem aí...

Vale (muito) a pena recordar!

domingo, 23 de janeiro de 2011

De pernas para o ar

Em Montréal andei numa coisa parecida com esta. E depois, quando saí, logo a seguir, meti-me num helicóptero. Quando aterrei, ganhei juízo.

Desabafos

Olho o circo (mediático) e fico mal disposta.
Mais do mesmo... era a opção que tínhamos, muitas opções de mais do mesmo. Ganha a de mais do mesmo. Perderam as de mais do mesmo.
Olho o circo (mediático) e faço contas de cabeça aos gastos em bandeiras e afins.
Olho o circo (mediático) e dou por mim a apostar que metade daquela gente é figurante nos programas do Goucha ou da Julinha e foi ali ganhar mais algum.
Olho o circo (mediático) e fico tão mal disposta... tão mal disposta, minha gente...

Urbanismo

É isto, mais ou menos, a edificação, o ordenamento do território, seja lá o que for, o novo bem jurídico, a nova mascote do direito penal, que vou estudar nos próximos dias... Gosto quando há coisas novas em que pensar... Sobretudo quando o que está em causa é esse menino dos meus olhos: o bem jurídico, o que justifica a existência do crime, o que nos permite saber do que estamos a falar, o que separa as águas entre o papel do direito de ultima ratio e a perseguição desenfreada a tudo o que mexa, salvo seja. Quando surgiu o convite, pensei "Bolas... não percebo nada disso. Sou muito das pessoínhas, pouco dos interesses colectivos. Por que ponta pego nisto?!" mas depois achei piada. O factor novidade, a mania de apreciar as maisons mais amigas da natureza e enquadradas na paisagem e de quase me virem as lágrimas aos olhos com os mamarrachos determinaram a investida. Here i go!

Verdades e assim assim

A parte boa de ainda ter uns exames para acabar de corrigir é que escuso de os alsarvar* na televisão.

*Observar, em tiês.

Done!

Não resisti a postar novamente esta tirinha da Mafalda!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Verdades e assim assim

Sei que a minha capacidade de trabalho anda a dar as últimas quando, ao preparar uma apresentação, começo por escolher a imagem do primeiro diapositivo!

Perguntas pertinentes #2

Tirando quem espera um lugar ao sol, algum português decente está verdadeiramente motivado para o acto eleitoral do próximo domingo?!

Preciso de arrumar com esta dúvida...

Ainda agora!

São opções... #2

Além disso, pode acontecer que em Novembro de 2014 o mundo continue de braços abertos para me deixar fazer o que nestes quase quatro anos vou ter de deixar crescer só em ideia...

São opções...

Ou: de como um doutoramento pode obrigar-nos a deixar de fazer coisas de que gostamos muito... Excepto para quem adora fazer teses (blhac), o cenário acima é uma mera constatação do óbvio. Por isso, acrescento que as coisas de que estava a falar não eram essas, mas trabalhos que enchem a alma...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

*

Legislar à la carte!


Se souberem ler a lei... concordam com o senhor!

Gosto deste tipo, o que é que se há-de fazer?!

Os looks da festa de que se falou há dias...

Amei... O meu muito preferido entre todos...

Gosto dela e este talvez seja o meu segundo look preferido da noite...

Dos péssimos, o pior de todos. Sim, pior que o da senhora que ia com a toalha de pic-nic enrolada, que o da maluca dos sapatos descombinados, que o da outra que só tinha umas tiras aqui e ali a tapar o mais óbvio... o pior, o mesmo mau... o parolo , o piroso mesmo é este! E até gosto da miúda... mas isto... Se tirasse o véu, lenço... eu sei lá... o mosquiteiro, ficava aceitável.

O nome da criança

Um tema mais levezinho (menos para a triste recém nascida) para desanuviar um tudo-nada e não ficarmos com a versão R. de mal com o Mundo logo que se abre o blog. Se um dia for mãe, não tenho grandes dúvidas. Maria. Só. Ou, no máximo, seguido de Isabel ou o nome da mãe. E, sujeitos a ponderação, António, Francisco ou, em caso de tradição familiar ou gosto grande, o nome do pai. Mais ou menos como em tudo na vida, menos é mais. A beleza das coisas está quase sempre na sua simplicidade. Só por isso é que isto não é um nome, é uma piada.

Apetece-me mandar pauladas na televisão

de cada vez que vejo um candidato presidencial, ou candidato autárquico, ou candidato das legislativas, ou candidato... Tenho uma profunda descrença em todo o bicho careta que dá as caras nos dias que correm. Não voto em branco porque nunca se sabe quando não se aproveitam boletins... Voto, porque quero que percebam que lá fui, que lá irei sempre, que não me estou a borrifar para isto, só para eles. Dá-me dó que se continue a favorecer o compadrio, o chico-espertismo, a estupidez, a malandrice, a inércia, a ignorância, o popularucho, o facilitismo, o lirismo balofo. É tudo contra e só vejo bandeiras a abanar. Pergunta: Esta gente não tem de trabalhar?! Resposta: Não... Nós trabalhamos por eles. Lamento, profundamente, a descrença em que assenta a política nacional neste momento. O mérito, o trabalho, o esforço, a dedicação são características de meia dúzia de tolos, que dificilmente chegam a algum lado. Corjas de válidos dão-me vómitos. Fundos. Olhamos com a superioridade dos tristes para países que, bem vistas as coisas, não são muito diferentes de nós. O formal só não se cola ao material para sermos, de uma vez por todas, um exemplo de terceiro-mundismo degradante porque, olhem a sorte, estamos do lado de cá do Mediterrâneo. Só isso justifica que se comprem submarinos feitos de casca de ovo e que não suportam as águas do Atlântico que, só por acaso, é o Oceano com que metade do nosso país faz fronteira. Só isso justifica que sucessivamente se acredite na história do "coitadinho do vítima" que o manda chuva regurgita. Só isso justifica esta aberração (assumo o que digo!) das novas oportunidades. Só isso justifica esta pequenez de espírito que tem cócegas no ego por laurear anéis de curso e ouvir chamar dr. na fila do correio. É tão triste que chega a ter piada. Quase 10 milhões de laparotos armados em gente, que parecem burros atrás de cenouras quando dá bola, chega Agosto ou nos entopem as vistas com dejectos televisivos horas a fio. Tenho pena deste país. Porque gosto dele. Se não gostássemos, punhamo-nos na alheta. Mas eu gosto. Eu fico. E não peço grande coisa. Peço paz e sossego. Pouco mais. Competência, seriedade, trabalho, espírito de sacrifício, palavras de honra, compromissos por apertos de mão. Homens e mulheres de bem, sem esta pindérica mania de que são os melhores do Mundo e arredores.

Momento "Eu não acredito!"

"Antes de mais, não posso deixar de a felicitar pois confesso que foi a melhor conferência ali proferida desde o início do curso, opinião que é unânime entre os colegas! Além da clareza e do ritmo gostei bastante dos "parêntesis" nos assuntos!"

E desato a chorar em frente ao computador...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sei que a vida anda amarga

quando vejo uma lua como a de hoje, suspiro e continuo a rodar a chave de casa porque o telemóvel não pára, no e-mail há pastas que se acumulam, no sofá só sobra o espaço para eu me sentar, entre papeis e livros e separatas e mais o raio que parta isto tudo. Não gostava de ser desempregada. Não estou a cuspir para o ar. Mas estou exausta e sinto-me engolida por papéis e, mais que isso, por orientações, recomendações e cenas dessas que só disfarçam ordens de "ou faz, ou faz". Dói-me a voz, percebem?! A voz. Custa-me falar. Dói-me a cabeça. Manter a vista atenta sem arder é um suplício. As costas pedem descanso. Os ombros carregam nós como pedras. Os pulsos dão aqueles sinais de "pára lá com os movimentos rotineiros. Pára. Pára." No limite, em busca de alento, olho a minha agenda. Pior que perceber que, se desde Agosto não pego na tese, até Agosto continuará a ser praticamente impossível, é constatar que não é humanamente exigível prever dois dias seguidos em que possa simplesmente sumir.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Verdades e assim assim

Aconteceu mesmo!

Despedimo-nos. Houve lágrimas.
Para o ano há mais... ou não!

Conclusão

Correu bem. Enjoo no alfa.

Era uma cama, por favor!

Acabei de preparar a aula de amanhã. Aquela. A A-U-L-A!!! Passa das duas da manhã. Amanhã levanto-me, leio tudo com o coração em prantos para que não surja nenhuma gralha impossível de disfarçar, ponho um ar decente e vou à Invicta. Boto faladura. Tremo, que já me conheço, que nem varas verdes. Depois volto e pego nos 56 exames que tenho de ter corrigidos quarta feira às 11h. Está-me a dar uma ceninha má. Vou ali dormir, que parece que também dá jeito.

P.S. Eu também tenho uma opinião sobre os vestidos dos Globos de Ouro... mas não tenho tempo de vos dizer qual é. Sorry, pessoas!
P.P.S. Dou por mim com esta vida e depois bate-me a lembradura da minha mãe a pedir-me netos... Ando a falhar em alguma das prioridades, só pode!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É o meu lado assistente social

que responde a emails cujo assunto dá pela expressão "Desespero total". Definitivamente, não sou talhada para assistir caloiros. Faço o que posso... mas... não devo estar a fazer o que devo. Recomendei-lhe respirar fundo, um chá e uma conversa com as amigas sobre os vernizes da moda antes de mergulhar novamente na matéria. Não devia ser suposto ter dito isto. Azar. Eu disse que não tinha jeito para lidar com estas idades, mantendo o rigor profissional que a posição impõe. Dane-se. Tive pena da garota.

Ódio de estimação XX

Sobrancelhas muito fininhas. Lembrei-me disso ao ler este post da Rita. Não podia concordar mais com ela. Em tudinho.

Ide lá, à confiança!

Sei que resulta. Os preços podem assustar um bocadinho ao princípio, mas têm justificação: até hoje, em todas as sessões que fiz, independentemente da zona, sempre combinaram o laser com a luz pulsada. Não optam por um em detrimento do outro. De facto... cada um tem a sua função. Conhecida por Pequena R., a pele sensível, foi a medo que cedi. Depois... foi um vício. Fora os constrangimentos de algumas avaliações, que me escuso a relatar por já suficientemente escrutinados noutros blogs... a verdade é que... enfim... vergonha de quê?! Somos todos maiores e vacinados. Vá... ide lá, à confiança. Não me arrependo da escolha.

E levava-me ao altar #12

Verdades e assim assim

Corrigir exames é o trabalho mais odioso do assistente. Solitário, a avaliar pessoas, decifrando letras indecifráveis e pondo as mãos à cabeça com os disparates, esboçando sorrisos com as boas notas, refazendo 10 vezes as contas, porque, de facto, por uma décima se passa, por uma décima se chumba. Detesto. Fico doente. São dois meses disto. Esta primeiríssima leva está a acabar. Logo à tarde começa outra. E quarta, outra. E depois sábado, outra. E depois na outra quarta. E depois na segunda seguinte... Buhhh. Detesto.

Podem ficar preocupados comigo...



Emocionei-me a ouvir isto!

Aliás... dei por mim a divagar, até...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Wishlist

São Miguel, Abril de 2010