quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Agora é esta... em loop


Ai... é a malta a inspirar-se!!!

Vizinhos

O meu vizinho de cima está a ouvir, aos berros, música de intervenção... Será o primeiro sinal de uma nova revolução?! Primeiro, segura-te à cadeira que começa a haver planos para te arrancar daí!

Opções

1) O nosso "nós" é fixe e o resto que se lixe.

2) Deixa-te estar mas é sossegada.


Vá, tudo a votar, minha gente!

Missing you

Não resisto

Os U2 deram muitas alegrias a muita gente. Sei de quem, desde sábado, se assuma até como um homem mais galvanizado e tudo. À custa da banda. Vá, e de uma figura pública nacional. É que na casa de banho dos meninos, ao que parece, medem-se pilinhas enquanto se faz chichi. E nem todo o galã de TV mantém a promessa na hora H. Dizem. Que eu não vi.

Dúvida

Acham assim tãããooo picuinhas eu não admitir que um aluno me faça perguntas a mascar chiclet?!

Faz-me espécie. Não gosto. E, até ver, ainda sou eu que dito as regras, bolas. Qualquer dia temos juízes a ler a sentença de boné, advogadas com cintos, perna cruzada e a toga desapertada, testemunhas a fazer bolas enquanto pensam se o crime se deu mesmo por volta das 17h... Please. A bem dizer, acho que nem devia ser preciso dizer nada. Isto devia vir de casa. Mas... se não vem... embarcamos todos na onda?! É o regabofe?! Para mim sempre foi claro que uma aula era um espaço de informação, mas também de formação. E que há uma solenidade que não pode perder-se. E que isso não contende nadinha com a dedicação, o a-vontade, a certeza de que estou ali, a torcer por eles. Não é ser cabra. É tentar passar a mensagem de que nos distinguimos, sobretudo, pelas atitudes que assumimos. Mas desde ontem que me pergunto se estarei errada. Se não me ando a armar em mete nojo. Se não me devia deixar levar pela enxorrada. Porque há quem ache que as regras sufocam. Não dão liberdade. E eu... eu sempre achei que a discussão não podia ir por aí... Escrever todos os a sem h também pode ser sinal de liberdade e... a mim continua só a fazer-me lamentar os maus tratos à língua portuguesa... Mas isto sou eu...

Chá

Gosto tanto de chá. Ultimamente, de manhã, tenho-me rendido ao verde da nacional Gorreana. Hoje lembrei-me das plantações e da fábrica dela em São Miguel, nos Açores. Gostei muito. E... ou não andasse eu na fase do "eu quero voltar a...", estou para aqui a morrer de saudades dos Açores. Por comparação, sendo incomparáveis, gosto mais de lá que do Arquipélago da Madeira. Não é que não goste da Madeira. Gosto... Mas sinto-me mais em paz e parte de um cenário natural por perturbar nas ilhas dos Açores. Amo São Miguel. Tenho uma vontade enorme de voltar ao Pico. Idealizo muitas vezes um mês de férias a saltar de ilha em ilha, sem pretensões. Só para ver, reconhecer, fotografar, respirar, caminhar, dormir sob céus ilhéus... O céu lá parece-me maior. E, ao mesmo tempo, mais perto. E gosto do cheiro. O cheiro a mar e a terra. Gosto tanto dos Açores.

Vicky Cristina Barcelona

Tanto de Vicky, uma pitada de Cristina. Saudades mais que muitas de uma cidade onde se fez luz para uma nova história. Sonho pouco secreto de que seja verdade que não há como fazer não acontecer o que se pediu em Barcelona. O pânico de uma qualquer Maria Elena desta vida. Porque, no fim, o Juan lhe chama amor. Para sempre. Abalroada? Pelo acerto da frase repetida: "nem sei o que esperava que acontecesse". É que, mesmo, é tão diferente love someone de be in love with someone. E o último, não se explica. E eu, não me entendo. Nem te.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

*

É só para dizer que

a Maria Barroso passou pelas brasas durante o discurso do Cavaco Silva sobre a República.

Berro

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Estou mais aliviada.

Sometimes...


Porque, às vezes, o silêncio só diz... nada!

O mais próximo de um banho de mangueira

Pijama, torneira da varanda aberta no máximo, vassoura na mão e limpeza de chão com água corrente e pés na havaiana. Foi agorinha mesmo.

São factos

1) Sempre que ponho creme na cara, antes de o espalhar, distribuo-o por sete pontos: dois em cada face, um na testa, um no nariz e um no queixo.

2) Quando era miúda sonhava um dia viver numa carrinha hiace, com cortinas nas janelas. Era fácil de arrumar, ia para todo lado e podia dizer-se mais open space que as roulotes.

3) Nunca pintei os lábios de vermelho.

...

Pois!

Minha música essencial #12

5 de Outubro de 1910

Contraria a natureza

Nem sempre seres tu é a decisão mais sensata para ti. Às vezes, seres tu magoa. Portanto, para o caso de seres como eu, não digas sempre que te apetece esse "gosto de ti" que te balança na garganta mal acordas. Não verbalizes as saudades que te apertam o peito como uma mão gigante nas horas do fim do dia. Trabalha como se não houvesse amanhã e esquece os intervalos em que podes dedicar-te a essa arte de perdição que é sonhar. Coa a luz que pões em tudo com o filtro da sábia pergunta "E depois?". Não te aborreças pelo que fica por dizer, instruindo-te diariamente para as meias palavras, as meias frases. Um dia, saberás só meio sentir. Evita, mesmo, acreditar só porque sim. Deixa de lado as imagens do coração e toma partido, só, pelo que os olhos veem. Não escrevas posts à uma da manhã sobre as formas de contrariar a natureza.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cá dentro

de mim mora uma cantora esquizofrénica. Depois de me preparar para falar uma hora e meia do estabelecimento da paternidade fora do casamento, fiz a viagem de ida para as aulas aos berros "Rapaziada, vamos dançar/ e encostar, encostar devagarinho/ porque a dançar ninguém nos leva a mal/ e é tudo normal se for com juizinho". No fim, já mais serena, deu-me para o romantismo e, com uma voz quase afinada, entoava dentro do carro um "O mar enrola na areia/ ninguém sabe o que ele diz/ bate na areia e desmaia/ porque se sente feliz".

Um dia destes misturo a picada de enfermeiro com o chapéu dos três bicos!

A sério... isto só pode ser do stress...

Collants

Estreia absoluta para esta temporada! O êxtase!

Pessoa


Falar contigo sem se me acelerar o ritmo cardíaco é, muito a sério, das minhas maiores conquistas dos últimos tempos.

Dizeres-me que não é bom estares sozinho... isso, já era escusado. Não tenho muita vocação para má. Assim má de mesmo má. Menos ainda com os amigos. E nós seremos sempre amigos. Mas é que o que uma fala dessas merecia era um "tarde piaste".

Até dói!

Estou a estudar um caso que dá vontade de perguntar se não devia ser preciso tirar uma licença para ser mãe. E pai.

Verdades e assim assim

Na dúvida, compro sempre preto.

As compras na calha para o Inverno:

Uma capa preta, curta, básica, quentinha, que dê com vestidos, saias e calças: o must have da estação, pelo menos, para mim!
Umas pretty ballerinas pretas.
Um vestido (aqui, todos sabemos, vou descontrolar-me... mas pronto... dois ou três no máximo... ou quatro... ou, se for muuuiiito irresistível, cinco...)
Uma saia evasé.
Uma carteira. Ainda não sei como... ainda não me deu o clic por nenhuma.
Umas botas baixinhas (aaahhh... nem eu acredito que só incluí umas sabrinas e uma botas... mas estamos em crise, sim?! e eu sou uma pessoa conscienciosa... e... se cair em tentação, olhem... paciência... afinal... não será nada de que não estivessem já à espera... aqui nem imponho limites... porque o limite costuma ser o saldo da minha conta...)
Acessórios... muitos, variados, giros e baratinhos.
Muitos collants... (sou perita em gastar quase uns por dia)

Tão fofiii #2

Minha música essencial #11

Recado

Senhores fãs dos U2, NÃO SE APITA À NOITE! Há pessoas a dormir. E o Código diz que está mal (cfr. art. 23.º/2 CE). Estavam contentes? Ora, ainda bem para vocês. Tinham uma buzina nova? Parabéns à prima. Estavam com pressa? Azar. AGORA, NÃO SE APITA À NOITE!

domingo, 3 de outubro de 2010

E...

... está ouvisto!

Tenho um casal prestes a fazer o amor na rua aqui em frente à minha janela. No estádio deve estar tudo de isqueiro porque aquilo parece uma bola de estrelas. Não vale a pena matar mais a minha pobre cabeça. Estou há pelo menos dez minutos com teorias de "e se..." e todos sabemos que esse não é caminho bom de andar, não é?! Finalmente, bem a Maya prometeu, bem o Bono faltou.

Até logo!

Vou ouvir os U2!

Estou

de pantufas.
Chegou o frio.
Sou uma gaja feliz.

:)

Recebi a colecção de postais de natal dos artistas com a boca e o pé...

Começa a cheirar-me a fogueiras, presentes, bolo rei, xis quentinhos, música jingle bells, barretes vermelhos, ho-ho-ho, estrelinhas, luzinhas... aiii... tão bom...

Pronto

Falhou a luz. Pensei eu.

Afinal não. Era só género.

Flashes

Estava ali a estender roupa e dou por mim debaixo de flashes. A sério... não fotografem mais. Não estou com trajes adequados e juro... mesmo... que o Bono ainda não se declarou. A Maya anda para aí a mandar bocas... mas, até ver, nada de concreto, sim?! Além disso, prometi exclusivo à Caras. Escusam de me atormentar.

Verdades e assim assim

Ando a morrer de saudades de Itália. De Veneza, então, chega a doer-me o coração de tantas saudades...

Maya


Ficas a saber que é feio mentir às pessoas, sim?!

Ou então... o Bono vai cantar só para mim. Está visto.

U2





Uma hora para chegar da Mealhada a Coimbra. Carro na garagem por não haver lugar na rua nem para um triciclo. Fui levar o lixo e tive uma prova à elegância para conseguir passar no passeio, cheio de carros, até chegar ao caixote.

Ah..., a quem interessar, voltou a chover!

Aaahhh...

Afinal, dedicaram-se SÓ a falar dos riscos das relações com pessoas que se conhecem pela internet!

sábado, 2 de outubro de 2010

E se

hoje lhes dá para mais uma noite de vira o disco e toca o mesmo: "Quem é ele?!"

Inspira, expira... huuummm... respira...

Nem tudo o que parece é...

Confissão de Cabôco

Seu duotô, sou criminoso.
Sou criminoso de morte.
Tou aqui pra mim intregá.
Voimicê fique sabendo:
– Quando a muié traz a sorte
De atraiçoá o isposo
Só presta para se matá.

Nunca pensei, seu doutô
Qui a mão nêga do distino,
Merguiasse as minhas mão
No sangue dos assarcino!

Vô li pidí um favô
Ante de vossamercê
Mim butá daqui pra fora:
– É a licença do doutô
Pr’eu li contá minha histora.

Sinhô dotô delegado,
Digo a vossa sinhuria
Qui inté onte fui casado
Cum a muié qui im vida
Se chamô ROSA MARIA.

Faz dez mês qui se gostemo,
Faz oito qui fumo noivo
Faz sete qui nós casêmo.

Nós casêmo e nós vivia
Cuma pobre, é verdade,
Mas a gente se sentia
Rico de filicidade!

Pras banda qui nós morava,
No lugá Chã da Cutia,
Morava tombém um cabra
Chamado Chico Faria.

Esse cabra, antigamente,
Tinha gostado de Rosa,
Chegaro, inté a sê noivo,
Mas num fizero a “introza”
Do casamento, prumode
Mané Uréia de bode,
Qui era padrim de Maria
Tê dismanchado essa prosa.

Entoce, o Chico Faria,
Adispois qui nós casêmo,
In cunversa, as vez dizia,
Qui ainda mi dava fim
Pra se casá cum Maria.

Dessa coisa eu sabia,
Mas nunca dei importança.

Tinha toda cunfiança
Na muié qui eu tanto amava,
Ou mais mió, adorava...
Cum toda a minha sustança!

Dispois disso, o meu custume
Era vivê trabaiando
Sem da muié tê ciume.

A muié pru sua vez
Nunca me deu cabimento
Deu pensá qui ela fizesse
Um dia um farcejamento.

Mas, seu doutô, tome tento
No resto da minha histora,
Qui o ruim chegô agora:

Se não me farta a mimora,
Já faz assim uns três mêis,
Qui o cabra, Chico Faria,
Todo prosa, todo ancho,
Quage sempre, mais das vêz,
Avistava o meu rancho.

Puralí, discunfiado
Como quem qué e não qué,
Eu fui vendo qui o marvado
Tentava a minha muié.

Ou tentação ou engano,
Eu fui vendo a coisa feia!
Pru derradêro eu já tava
C’a mosca detrás da uréia.

Os tempo foi se passando
E o meu arriceiamento
Cada vez ia omentano.

Seu dotô, vá iscutano:

Onte, já de tardezinha
O meu cumpade, Quinca Arruda,
Mi chamô pra nós dança
Num samba – lá na Varginha,
Na casa do mestre Duda.

Mestre Duda é um cabôco,
Um tocado de premêra.
É o imboladô de côco
Mió daquela rebêra.

Entonce Rosa Maria,
Sempre gostou de samba,
Mas, porém, de tardezinha
Me disse discunfiada,
Qui pru samba ela não ia,
Qui tava munto infadada,
Percisava se deita...

Eu fiquei discunfiado
Cum a preposta da muié!

Dispois qui tomei café,
Cuage puro sem mistura,
Cum a faca na cintura
Fui pru samba, fui sambá.

Cheguei no samba, dotô.
Repare agora, o sinhô,
Quem era qui tava lá?

O cabra Chico Faria.
Qui quano foi me avistando,
Foi logo mi preguntando:
– Cadê siá dona Maria,
Num veio não, pra dançá?

– Não sinhô. Ficô im casa.
Pru cabôco arrispondí.

Senti, entonce uma brasa
Queimano meu coração,
Nunca mais pude tirá
As palavra desse cabra
Da minha maginação.

Perdí o gosto da festa
E dançá num pude não.

O cabra, pru sua vez
Num dançava, seu doutô.
De vez im quando me oiva
Cum um oiá de traidô.

Meia noite, mais ou meno,
Se dispidino do povo
Disse: – Adeus, qui eu já vô.

Quando ele se arritirô,
Eu tombem me arritirei
Atraiz dele, sim sinhô.
Ele na frente, eu atrais.
Se o cabra andava ligêro,
Eu andava munto mais!

Noite iscura qui nem breu!

Nem eu avistava o cabra,
Nem o cabra via eu!

Sempre andando, sempre andando.
Ele na frente, eu atrais.

Já nem se iscutava mais
A voz do fole tocando
Na casa do mestre Duda!

A noite tava mais preta
Qui a cunciênça de Judá!

Sempre andando, sempre andando.
Eu fui vendo, seu doutô,
Qui o marvado ia tumando
Direção da minha casa!

Minha casa!... Sim sinhô!

Já pertinho, no terrero
Eu mim iscundí pru detraiz
De um pé de trapiazêro.

Abaixadim, iscundido,
Prendi a suspiração,
Abri os óio, os ouvido,
Pra mió vê e ouvi
Qua era a sua intenção.

Seu doutô, repare bem:

O cabra oiando pra traiz,
Do mermo jeito, qui faiz
Um ladrão pra vê arguém,
Num tendo visto ninguém,
Na minha porta bateu!

De lá de dentro uma voiz
Bem baixim arrispondeu...

Ele entonce, cá de fora:

– Quem ta bateno sou eu!

De repente abriu-se a porta!

Aí seu doutô, nessa hora
A isperança tava morta,
Tava morto o meu amô...

No iscuro uma voiz falô:

– Taqui, seu Chico, essa carta,
Qui a tempo tinha iscrivido
Pra mandá pra voismicê.
Pru favô num leia agora,
Vá simbora, vá simbora,
Qui quando chegá im casa
Tem munto tempo pra lê.

Quando minhas oiça ouviu,
As palavra qui Maria
Dizia pru disgraçado,
Eu fiquei amalucado,
Fiquei quage cuma loco,
Ou mio, cumo um cabôco
Quando ta chêi de isprito!

Dum sarto, cumo um cabrito,
Eu tava nos pés do cabra
E sem querer dei um grito:

– Miserave! E arrastei
Minha faca da cintura.

Naquela hora dotô,
Eu vi o Chico Faria,
Na bêra da sipurtura!

Mas o cabra têve sorte.

Sempre nessas circunstança
Os home foge da morte.

Correu o cabra, dotô
Tão vexado, qui dêxou
A carta caí no chão!

Dei de garra do papé,
O portadô da traição!

Machuquei nas minha mão,
A honra, douto, a honra
Daquela farsa muié!

Dispois oiando pra carta
Tive pena, pode crer,
De num tê prindido a lê.
Nas letra alí iscrivida
O qui dizia Maria
Pru marvado traidô.

Tive pena, sim sinhô.
Mas, qui haverá de fazê
Se eu nunca prindí a lê?

Maria mi atraiçuô!

Essa muié qui um dia,
Juêiada nos pé do artá
Jurou im nome de Deus
Qui inquanto tivesse vida,
Haverá de mim honrá
E mim amá cum todo amo.

Cum perdão do seu doutô.

Quando eu vi a miserave
Na iscurideza da noite
Dos meu oio se iscondê
Sem dêxá nem sombra inté
Entrei pra dentro de casa
Pra mi vingá da muié.

Douto, qui hora minguada!
Maria tava ajuêiada,
Chorando, cum as mão posta
Cumo quem faz oração.
Oiando pra eu pedia,
Pelo cali, pela osta,
Pru Jesus crucificado,
Pelo amo qui eu li amava
Qui num fizesse isso não.

Eu tava, doutô, eu tava
Cego de raiva e paixão.

Sem dizê uma palavra,
Agarrei nas suas mão,
Levantei ela pra riba
E interrei inté o cabo,
O ferro da parnaíba
Pru riba do coração!

Sarvei a honra, doutô,
Sarvei a honra, apois não!

Dispois qui vi a Maria
Caí sem vida no chão,
Vim fala cum vosmicê,
Vim cunfessá o meu crime
E mim intregá as prisão.

Se o sinhô num acredita
Se eu sô criminoso ou não,
Tá aqui a faca assarcina
E o sangue nas minhas mão.

Cumo prova da traição,
Tá aqui a carta, doutô.

Li peço um grande favô:

Ante de vossa-sinhuria
Mi mandá lá para prisão
Me lêia aqui essa carta
Pr’eu sabê cumo Maria
Perparava essa trição!

A CARTA

“Seu Chico:

Chã da Cutia.

Digo a vossa senhoria
Que só lhe escrevo essa carta
Pru senhor ficar sabendo
Que eu não sou a mulher
Que o senhor tá entendendo.

Se o senhor continuar
Com os seus disbiques atrevidos
O jeito que tem é contar
Tudo, tudo a meu marido.

O senhor fique sabendo
Que com seu discaramento,
Não faz nunca eu quebrar
O sagrado juramento
Que eu jurei nos pés do altar,
No dia do casamento.

Se o senhor é inxirido,
Encontrou u’a mulher forte,
O nome do meu marido
Eu honro até minha morte!

Sou de vossa senhoria,

Sua criada.

MARIA.”

– Doutô! Doutô mi arresponda
O qui é qui eu tô ouvindo?
Vosmicê leu a carta,
Ou num leu, ta mi inludindo?

– Doutô! Meu Deus! Seu doutô,
Maria tava inucente?
Me arresponda pru favo!

Inocente! Sim, senhor!

Matei Maria inucente!

Pru que, seu doutô, pru que?

Matei Maria somente
Pruque num aprendi a lê!

Infiliz de quem num leu
Uma carta de ABC.

Magine agora o doutô,
Quanto é grande o meu sofrê!

Sou duas veiz criminoso,
Qui castigo, seu doutô!

Qui mizera! Qui horrô!
Qui crime num sabê lê!


Do insuperável Zé da Luz

A menina quer... tanto...

Um post que parece sobre futilidades e que é sobre tudo menos isso

Comadre: Caí, torci um pé, não posso conduzir. Vens buscar-me para o jantar?
Eu: Claro. Às tantas horas estou aí.
Comadre: Sabes... gostava de ir assim bonita.
Eu. Mas tu és bonita. Nem que quisesses nunca ias conseguir não ir bonita.
Comadre: Mais bonita.
Eu: Ok. Estou aí uma hora antes e levo-te à cabeleireira.
Comadre: Mas tu vais?
Eu: Não. Mas levo qualquer coisa para ler e espero por ti.
Comadre: Sabes...
Eu: Diz.
Comadre: Estou um bocadinho preocupada. Sábado tenho um casamento.
Eu: Então, e vais ao casamento. Vestes um vestido lindo, pedes ao J. que te leve outra vez à cabeleireira, pões um verniz tcharam e aí vais tu.
Comadre: Mas não posso levar saltos altos.
Eu: E isso é drama?
Comadre: Para ti não, porque tu nunca usas. É de ti. És tu. Fica-te bem. Tens sapatos de toda a raça e feitio baixinhos. Podes ir mais elegante de sabrinas que muita gente com salto agulha.
Eu: Pronto, lá está. No máximo, esta semana vamos escolher uns sapatos giros baixinhos, sim?!
Comadre: Gosto de ti.
Eu: Não sejas piegas. Não fiques triste.


E pronto!

E tudo começou por um :)

Concertos

Assim o maior de todos a que assisti remonta ao ano da graça de 1999, a um dia perdido de Setembro. Tinha 17 anos, estava a dias de entrar na faculdade e passava um mês de férias no Canadá. Depois de uma viagem às mil ilhas (dos cenários mais bonitos que vi na vida) e de volta a Montreal, vejo um placard com o anúncio de um mega concerto de fecho de uma digressão importante da senhora. Quem, sendo menina, menina romântica e um tanto lamechas, vá, nunca ouviu a Celine para ajudar a justificar uma barrela geral à cara com lágrimas em torrente, que atire a primeira pedra. Fez-se o clic. Queria ir. O espectáculo seria em poucos dias, em recinto fechado. Os bilhetes, esgotados há meses. Segui a minha vida. Até que no dia do espectáculo, por volta do meio dia, enquanto lia deitada numa espreguiçadeira a aproveitar o sol da manhã, recebo um telefonema a comunicar que à noite... tinha de estar pronta para o evento. E fui. E, sinceramente, naquela altura fez muito sentido. Hoje, provavelmente, não me abalaria para vê-la ao vivo, deixei até de a eleger como companhia para os momentos de auto-flagelação, mas ninguém vive sem passado. Cada vez me convenço mais. E reconhecê-lo não significa continuar agarrado a ele.

Pois, parece que...

Já há umas pessoítas à beira do estádio. Hoje não vou estar cá. Entretanto, pelos ensaios durante a noite, posso prever que o espectáculo de luzes será... uau. Amanhã, se tudo correr bem, sento-me ali na varanda com um chá quentinho e assisto ao concerto.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Verdades e assim assim

Por mim, hoje, chega de facebook!

Facebook

Se eu podia ter um facebook? Podia, mas não era a mesma coisa!

Ainda recupero, a muito custo, dos três breves contactos que tive com o animal. Primeiro, não me enviaram as fotos de um casamento, que eu pedira desesperadamente (levei um vestido tão bonito, que merecia ter uma foto) porque... estavam no facebook. Pois... é como não me levarem ao Concerto de Natal do CAE porque há um, espectacular, na Broadway. É para o lado que eu durmo melhor. Depois, em reuniões em que me consumia para não chorar do princípio ao fim, tinha ao lado uma alminha cujas preocupações de maior incidiam em alimentar ovelhas e plantar nabos. E eu passava as viagens de volta a casa a fazer-lhe resumos do que se tinha tratado na reunião, porque o nosso companheiro entendia que era melhor ficar calado ou a qualquer momento podia sair-lhe um berro, virado para trás, a dizer "Estudasses!". Por fim, o indispensável convite de alguém que eu nunca na vida vi. No hi5 já havia disto, mas eu achei que a prática só era bem vista por adolescentes em fase de clearasil. Afinal... olha... parece que não! A lógica de convidar para amigo do facebook uma pessoa que nunca se viu assemelha-se, na minha hierarquia de fracassos emocionais, a tropeçar só para ver se o gajo mais que bom que vai à nossa frente nos ampara e... dar com a nariz no chão! Ou seja... está votada ao fracasso... salvo raríssimas excepções. No caso dos gajos bons porque, via de regra, vão ao telefone com alguma esperta que os viu antes de nós, não lhes dando a abébia de andarem a fazer caridade com quem cai porque não sabe pôr um pé à frente do outro. No caso do facebook porque, coisa cada vez mais rara, há gente que só aceita ser amigo virtual de quem... já é amigo real. E é chegada a hora de tentar desmontar esse grande argumento de quem, perante o supra exposto, remata o assunto com um "mas tu tens um blog". Pois. Contra factos, não há argumentos. Embora, lá está, este facto não tenha nada a ver com os argumentos que hei-de elencar de seguida. É que, neste blog, sabe quem eu sou exactamente quem eu quis que soubesse. Ou seja, aqueles a quem eu disse que ele existia ou aqueles que, a determinada altura, e porque o contacto virtual já me permitia conhecer um bocadinho, mereceram o benefício da dúvida de me virem a conhecer a mimzinha em pessoa. E nesses, meus amores, não estão todos os bichos caretas desta vida que, vá-se lá perceber onde é que foram buscar essa ideia, se podem julgar meus amigos. Simplesmente porque não passam de meus colegas, meus conhecidos ou meus "olá, bom dia" desta vida. É que esses, lamento, não quero que saibam quando vou de férias. Menos ainda para onde. Não quero que topem quando o trabalho me corre tão mal que atirar-me ao Mondego ganha contornos de catarse apetecível. Não quero que leiam se estou apaixonada que até me falta o ar ou tão deprimida que sou capaz de ser subjugada pela caganeta do cão zarolho e coxo. Mais. Um blog é feito de insinuações quando não queremos dizer tudo. E, via de regra, não andamos a toque de caixa a responder a quem acha que o melhor exercício de combate ao alzheimer é decifrar as vidas alheias. Além disto tudo, há aquilo que mais me irrita: as teorias, as fábulas, as manigâncias facebookianas. São elas que me dão pele de galinha. E eu detesto galinhas. As interpretações mais balofas às fotos dos amigos, os comentários mais insinuantes, as conversas de chacha em que mais valia meterem no estado "a tentar engatar a primeira coisa que mexa". E ainda... as fotos com poses próprias de placards numa fraca imitação do Moulin Rouge. Algumas, tão, mas tão explícitas que, no meu caso, se justificariam apenas em revelações feitas em casa e para deixar ao mais que tudo numa fase em que lhe andasse a faltar a... digamos... vocação para as actividades lúdicas. Ora uma pessoa, nestas redes sociais, está de mãos e pés atados (nada de teorias sadomaso, ok?!), mais ou menos como nos trabalhos de grupo. Não pode responder só por si. Jurar que não tem nada a ver com aquilo. Porque... já dizia o meu professor de latim "o que está escrito, lê-se". Se nunca terei um facebook? Não sei. Pode acontecer que até venha a apetecer-me. Mas, por enquanto, só de pensar que certas e determinadas pessoas podiam, só porque sim, dirigir-me a palavra e conceber opiniões sobre o meu dia depois do outro... já perco a vontade.

Em loop

Da austeridade - a educação

Mais um ano. Mais uma conta absolutamente surreal para pagar. A propina para fazer um doutoramento em Portugal permite-me questionar se se pretende formar os bons... ou os ricos. Sim... é muito. Custa muito a dar. Para terem uma pequena ideia, eu tenho de trabalhar três meses na faculdade para pagar o montante deste ano. São cinco anos.

Café

O meu preferido é aquele em que pomos, no fundo de uma caneca bem grande, um bocadinho de café em pó e um bocadinho de açúcar, mais umas três ou quatro gotinhas de água quente. E que depois se mexe muito bem até ficar cor de caramelo. E que, no fim, continuando a mexer-se muito bem enquanto se acrescenta água a gosto, ganha uma espuminha que faz bigodes a beber. É esse. Não é o de máquina, nem o de cápsulas, nem o de sabores. É esse. E, mesmo assim, é uma imitação do que ela fazia nas brasas...

A lata

A lata é uma coisa que, com conta, peso e medida, até pode ser gira de se ver e boa de aturar. Acontece, porém, que a lata nunca vem em dose certa. Normalmente, vem em força. Não gostas? Então levas com mais, que é para aprenderes a gostar! Quem me conhece sabe, no entanto, que esta estratégia comigo não vinga. Se não gosto, insistirem só vai acelerar o processo até que eu odeie. Pois bem, a lata que para o caso interessa personifica esse grande ditado de que "muito ajuda quem não atrapalha"! Valorizo todas as ajudas. Todas. Desde que se traduzam em ganho ou, pelo menos, em tentativa séria de ser útil. Quando, para aí com 5 anos, decidi que havia de começar a aprender a fazer a cama, ouvi a minha mãe dizer que "o trabalho dos meninos é pouco, mas quem o despreza é louco" e, portanto, sempre valorizei quem se atravessou para me tornar os trabalhos mais leves, mesmo que só com um sorriso e um "tu consegues, eu sei"! Ora bem... se há uma equipa que funciona mal porque só é uma equipa no papel e dois mouros trabalham e o outro elemento se dedica a jogar farmville (ai, como eu abomino este jogo mesmo sem nunca o ter jogado) e se os dois mouros matam a cabeça por, com a diplomacia possível, verem o outro elemento a ir, com as perninhas a bulir, o que é que é preciso dizer mais?! Que não, não temos saudades?! Que, pois, queremos trabalhar sozinhos porque ao menos sabemos com o que contamos?! Que teorias da conspiração não são o nosso forte porque... tcharam... nós trabalhamos?! Que não é um bate pé por protagonismo porque, por nós, até pode virar ministra, desde que nos desampare a loja?! Que ainda não mandámos ninguém à merda porque todos os dias dizemos um ao outro "vamos ter só mais um bocadinho de paciência"?! Não sabemos. Mas pronto... do que nós não estávamos à espera era de mais uma manifestação de latose em dose máxima. Que, vejam bem, nos deixa a nós, os mouros, com problemas de consciência do tipo "será que estamos a ser maus?". Cansa-me, a lata. Cansa-me tanto. Tira-me força e energia. Consome-me brilho. E não, não me digam que é para cagar no assunto e deixar andar para o lado que soprar o vento. Porque já não tenho pachorra para engolir sapos desse tamanho.

Estamos em Outubro

E eu agradecia que chovesse. E que fizesse frio. E, se não fosse abusar, que nevasse.
Grata.