segunda-feira, 4 de abril de 2011

Em Abril... páginas mil!

Até dia 30:
- um artigo para acabar;
- um artigo para começar e acabar;
- um relatório de um ano de trabalho para começar e acabar;
- um relatório de um ano de trabalho para ler e comentar;
- uma tese de doutoramento para acabar de ler;
- uma tese de mestrado para começar e acabar de ler;
- uma assembleia-geral e um jantar formal para organizar;
- uma newsletter para encaminhar;
- muitas aulas para dar;
- tanta bibliografia para fotocopiar.

Curiosamente, acho que vai correr tudo bem. Haja paz e sossego. E saúde. E boas caminhadas. E gargalhadas de vez em quando. E mimos sempre. E flores frescas para cheirar. É isso.

...

domingo, 3 de abril de 2011

Tão foffiii...

Minha música essencial #25

E levava-me ao altar #16


Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.

Pablo Neruda, in Cem Sonetos de Amor

sábado, 2 de abril de 2011

Gourmet*

Infusão de menta e hortelã e biscoitos de amendoim.

*Ou: Uma no cravo e outra na ferradura. Ora anda em passo apressado como se não houvesse amanhã, ora, depois de um banho quentinho, põe um instrumental baixinho, pega num livro e beberica infusões enquanto aprecia os biscoitos novos da loja gourmet da Baixa.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ouvida há pedacito... Love it!


Diz-se que o amor é cego
Deforma tudo a seu jeito
Mas eu acho que o amor descobre
o lado melhor do que parece defeito

Rapariga simples do campo

Desde que comecei as minhas caminhadas... cada vez me apercebo mais de como a vida nas cidades, mesmo nas mais pequenas, é tão diferente da vida nas aldeias. Vario o trajecto. Ainda assim, sabendo que ando cerca de uma hora e a minha casa não muda de sítio, há ruas pelas quais, invariavelmente, passo. Saio entre as 21h e as 21h30, sempre. Encontro, por isso, algumas pessoas. Outros "caminhantes", com trajectos diferentes, mas que cruzam o meu. Deixei de dizer boa noite a toda a gente quando, em 1999, nunca me respondiam. Além disso, vou de phones. Mas quando passo por alguém que costumo encontrar nas caminhadas, tiro os phones e digo "Boa caminhada!", sorrindo. Quase todos me dão tampa. Do lado de lá, o silêncio, o olhar no chão, o passo a apressar-se mais ainda. Não percebo. Custava alguma coisa? Até podíamos caminhar juntos... Gente mais estranha, pá!

Depois das túlipas brancas...




amo as peónias cor de rosa.

Wishlist

Montes deles pendurados pela casa.
Não tenho jeito nenhum para trabalhos manuais... e tenho muita pena.

Arrependimentos

Arrependo-me das vezes em que falei de mais, das vezes em que me expus de mais. Sei agora que também me arrependo daquela vez em que não lhe dei a mão. Equilíbrio difícil, este, entre o demais e a míngua.

quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

Verdades e assim assim

Ambos sabemos que, numa centena delas, haveria 99 razões para termos ficado juntos. Seja lá qual for a razão que o impediu, a verdade é que a contornámos suficientemente bem para continuarmos, para sempre, a ter-nos um ao outro. E há uma paz imensa que resulta disso.

Quando menos esperares,


pode também surgir a oportunidade para estares com as mulheres da sua vida. O convite, feito às claras, não chega para adivinhares como, na hora do "Já sabem quem é a R.", vais sentir o coração confortável. Tenho-me perguntado para onde vamos. Deixei de me martirizar com o onde estivemos. Porque não sei se, quando menos esperar, não descubro o sentido disto tudo. E porque já percebi que não vale a pena pensar muito nas coisas... Se há palavras portuguesas que me fazem sentir em casa elas são serenidade, tempo, doce e acreditar.

Dúvida pertinente (acho eu)

São só os brasileiros que dizem Presidenta, não são?! Digam-me que sim... Por favor!!!

:)

Mail do mano:

A mãe pede para veres tal e tal e mimimi...

Adeus, Feia!


Eu:

Diz à mãe que é assim e tal e tal e mimimi...

Fica bem, pessoa preferida.


Mail do mano:

Não consegues entrar na brincadeira?! Tens logo de vir falar sério?! Pronto... gosto de ti, garota!

E levava-me ao altar #15

Estou profundamente apaixonada por este anel.
Mas continuo a achar ainda mais bonita a palavra amor, assim, em português.


G.,

pára de vir ao blog. Ainda não passaram dois anos. Escusas de te esconder. Até esta semana não tinha leitores de Andorra, ok?! Obrigadinha!












Já estamos com saudades vossas :)

Minha música essencial #24

terça-feira, 29 de março de 2011

Do que não tem preço


Hoje escreveram-me. E começaram com um "Meu amor" e terminaram com um "together forever". Pelo meio, só me disseram coisas bonitas. Nem tudo se conta num blog. Mas a verdade é que, como poucos momentos na minha vida, este 2011 tem sido muito difícil. Há quem saiba. E há quem esteja sempre lá.

Quem me escreveu foi a minha tia mais nova. E cada vez gosto mais dela. E da minha segunda tia mais nova. E da minha avó. E do meu avô. São pessoas muito essenciais. E tudo seria bem pior se não soubesse isto: together forever.

segunda-feira, 28 de março de 2011

São Pedro


Tu sabes que amo o Inverno... mas esta chuva?! Esta chuva, pá... esta chuva miúda ninguém a merece. Os meus sapatos de hoje são clarinhos, tão jolies... E não me apetece mudar. São rasteiros e de uma pele macia, que não magoa nadinha. Tenho mais seis horas de aula à tarde... De pé... A sirigaitar pela sala... Vim almoçar a casa e só me dá vontade de dormir a sesta, comer pipocas e ver filmes no sofá. Esta chuva pede... e a malta não pode dar. Depois, São Pedro, até quinta tenho mesmo de acabar o artigo. E aquilo dá para moer a cabeça. Por isso, comecei com as caminhadas de por a cabeça em ordem. E hoje era dia para uma dessas me fazer bem. Uma hora à chuva há-de deixar-me doente. E isso não é bom. Vá lá... não sejas cortes. Manda lá tempo fresco mas sem chuva. Ainda por cima deixa-me os caracóis que parecem carapinha. E embacia-me os óculos. Vá lá... sou eu que te estou a pedir!

Grata, tua R.

Verdades e assim assim

Não existe nenhum disfarce que possa esconder o amor durante muito tempo onde ele existe, ou simulá-lo onde ele não existe.
La Rochefoucauld

...

sábado, 26 de março de 2011

E levava-me ao altar #14


Quem pacientemente acalenta, entre outros, o sonho de ver uma árvore a florir.

Vamos chamar as coisas pelos nomes?!

Gosto tanto...


Eu sei a palavra que tu desejas escutar

Tu és o segredo que eu vou desvendar

Acertaste no dia em que me encontraste

Gosto de tudo quando eu estou contigo

Da conversa e do perfume

E aí então abri o coração porque nada é em vão

Sinceramente tu podes abrir-te comigo

Honestamente eu só te quero dizer

Acertei no dia em que eu te encontrei

sexta-feira, 25 de março de 2011

Estamos melhor!

Uma hora. Phones nos ouvidos. Passo apressado. Na Elísio de Moura há uma casa com magnólias abertas e cheira bem a quem passa na estrada. Alongamentos. Pareço saudável. Esta cabeça... estava mesmo a precisar. De muitas horas disto. Sem destino.

Wishlist

quinta-feira, 24 de março de 2011

Bolo

Desmanchou-se todo. Está feito puzzle. Não volto à velhinha forma de buraco no meio que trouxe de casa da mamã. Vivósilicone. Por falar nisso, comprei doze formas individuais, cor de rosa. Ah... e um conjunto de 6 para irem ao congelador com os gelados caseiros. É isso. Mais dia, menos dia, fico uma ás da cozinha!

Inspira, expira, relaxa!

Obrigada, Universidade,

por decidires que não estou mesmo isenta de propinas. Adorei. Só me contratas a 50% enquanto não tiver doutoramento, pagas-me metade do que pagas aos que entraram meia dúzia de meses antes de mim e fazem o mesmo, não me dás direito a dispensa de serviço para a tese e... ainda te lembras que, para continuares na senda da justiça já enunciada e há muito anunciada, eles estão isentos mas eu não. Comunicaste-me hoje e só me apetece emoldurar as cartas onde te justificas. De uma imaginação, tu, rara de encontrar. Um talento perdido para o cinema. Adoro sintetizar a novidade com um simples: faço o mesmo, ganho metade e pago o dobro! Já tenho tema para a tese, porque, se não tivesse, podes crer, dedicar-me-ia a qualquer coisa à volta dos direitos adquiridos. Mas já tenho. E descansa... não tenho bem tempo para grandes indecisões. Tenho um prazo, lembras-te?! A correr! A correr e a sair bem caro, já agora!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vamos tentar fazer de conta que não estamos à beira da bancarrota, sim?!


Gostooooo tantooooo!

Saiu Sócrates

Agora... vamos ver. E esperar dias melhores.

Buuuuu


Escrevo, apago, escrevo, apago, escrevo, apago. É só um artigo de um tema que nunca vi. Quando for uma tese de um tema que nunca vi... vai ser lindo, vai, vai... ai vai...

Conclusão brevíssima e desde já seguramente acertada: estive muito tempo sem pegar a sério em penal; perdi a mão.

Dia D. De rabinho entre as pernas.

Eu não quero eleições antecipadas. Não acho que vá ser bom. Só por isso. Isto está péssimo. Até aqui, não há novidades. Mas não me parece que possa melhorar por se levar o país a eleições. Bem pelo contrário. Despesas acrescidas, atenções desviadas, alternativas nada inspiradas. Sou contra o remedeia, o dá para agora. Fico em pânico com as políticas do curtíssimo prazo. Como com as leis. Quase tudo o que é bom leva tempo: a conquistar, a preservar, a consolidar. Não digo não às eleições antecipadas só porque sim. Nem porque tenha qualquer preferência partidária de momento (desacreditei de todos, já sabem). Medi apenas os prós e os contras e, sendo o óptimo inimigo do aceitável, manter a rota, sem grandes voltefaces mais engenhocas que engenhosos, isto parece-me aceitável. Junto com a consciência que não é um problema para os outros resolverem, mas em que todos temos de nos empenhar. Como quando se começa a sonhar amealhar para deixar à descendência algum conforto. Porque sou desta opinião, assim às claras, é que me sinto legitimada a dizer ao Primeiro que lhe ficou mal não ficar para o debate de hoje. Muito mal.

In love


Foi um presente da C. e é a coisa mais kika de todos os tempos!

Love it

Não esquecer... MESMO!

Quando o tempo entre cada vez que abres a boca passar a ser inferior a 1 minuto, pára lá de insistir, levanta-te e vai para a cama. Não, não, não... acordar às três da manhã toda torta no sofá não é sinal de resistência, só de estupidez. Pode ser que, da próxima, não tenhas de passar o dia seguinte com tantas dores de costas que até respirar te custa.

terça-feira, 22 de março de 2011

Então, é assim...

Tenho as unhas pintadas de um coral quase laranja.
Vou ver uma comédia romântica.
Vi hoje uma rede que assenta na minha varanda como uma luva e que vai ser minha no mês que vem, ólarilolela.
Comprei o presente de aniversário mais louco que alguma vez me passou pela cabeça (se o homem não gosta, tenho um desgosto de morte).
Abri a janela (embora isso me obrigue a estar de roupão por cima do pijama) e já se sente o cheirinho das flores que me adenairam as vistas.
Tenho uma chávena de chá bem cheia aqui à beirinha.
Amanhã volto ao artigo e isto há-de acabar em qualquer coisa que jeito tenha.
O resto, pelo menos por hoje, fica na gaveta do cérebro que dedico a pendentes adiados por incapacidade de boa resposta.

Maybe

Minha música essencial #23


You're my happy ending
So I will hold you closer
With all the love in me
And wish we had forever

Wishlist

As empreitadas

Há algumas de que gosto muito. Como esta, de ler criticamente e propor correcções à tese de doutoramento de uma pessoa querida. Começar a vislumbrar a silhueta do trabalho final, repor as energias e convicção tantas vezes abaladas ao ponto de quase se desistir. Não é o melhor do mundo e arredores, no meio de tudo o que há para fazer, encontrar tempo de qualidade e disponibilidade intelectual sóbria para dar início a uma empreitada assim. Só o facto de ser o futuro de um grande amigo a marca de água que se desenha nas centenas de páginas escritas, que hão-de inevitavelmente sair-nos das mãos todas cortadas e cosidas a vermelho com as correcções do word, é que pode transformar a tarefa numa coisa boa de se viver. Há coisas que, em regra, não se pedem, porque não se fazem. São precisamente as mesmas que nunca se negam às pessoas mais importantes. Vamos na primeira centena de páginas e já posso sentir o aperto do xii quentinho que os Capelos lá para Setembro acolherão. Só porque sim. E porque me dá para acreditar mais um pedacito que um dia destes também consigo parir um filho deste tamanho.

Verdades e assim assim


Ando sem grande vontade de escrever aqui. Às vezes, acontece.
Ando a pensar na vida. Às vezes, também acontece.

Artur Agostinho

1921 - 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Springtime

Jesus (ler com sotaque britânico)

Chega de adiar, Pipoca. Contamos com o artigo até ao fim do mês.
Tem sido duro... É que não encontro nadinha escrito do tema.
Pois. Não há. Vá, até ao fim do mês.
Ah... tá...

Penso nisto e vem-me à ideia a senhora que grita "Fui a primeira a panicar! O meu marido também panicou bem... mas eu paniquei primeiro!" :)

Ah... pois é!