Às vezes, sinto um eco quando me falo ao coração...
Tão pacífico. Tão ansioso.
Mostrar mensagens com a etiqueta De como o meu romantismo já teve dias bem menos pragmáticos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta De como o meu romantismo já teve dias bem menos pragmáticos. Mostrar todas as mensagens
sábado, 12 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Heroínas de carne e osso
Também deve haver heróis destes, mas, até agora, só conheci heroínas. Duas. Idades diferentes, vidas diferentes. Uma história comum. Um encontro com um homem apaixonante, daqueles que dizemos poder ser o homem da vida de qualquer mulher, apaixonado, dedicado, sem hesitações entregue à mulher que amam. E, um dia, a dúvida, o desconforto. E, no outro, a certeza: é o meu amigo, o meu companheiro, mas não é o homem da minha vida. E elas dizem-lhes. E eles sofrem horrores. E, postos os horrores do sofrimento nos pratos de uma balança, tanto que esta penderia para o lado delas. Incompreensível, dirá a maioria. Coragem, fibra, lealdade a si mesmas, diria eu. Não sei se seria uma destas mulheres, postas as coisas nestes termos. Prefiro nunca descobrir o que faria. Na verdade, sempre que me lembro do que me disseram, não tenho espaço para muito mais que a admiração profunda por estas heroínas. Pelos vistos, ao dizerem a palavra fim, começou a doer-lhes uma dor aguda e, ao virarem a costas a quem reclamava que ficassem, enformou-se-lhes a saudade maior humanamente sentida. É preciso acreditar muito na história da felicidade.
Das saudades
Às vezes batem-me aqui à porta. Deixo-as entrar. Sou uma pessoa simpática. Não sei do que são. Mas isso é só quando penso. Quando não penso, parecem-me óbvias. Ou então é precisamente ao contrário e é quando não penso que não sei do que são e quando penso que me parecem óbvias. São tão parvas.
São as mesmas que devem bater à porta das alminhas que critico do alto da minha cátedra. Essas mesmo a quem, sem hesitações de maior, aponto o indicador. Vê-se bem que não se trata de arrependimento ou querer, afirmo, mas de se ser humano e se ter ego... E toda a gente sabe que, se há personificação do pecado da gula... ela é o ego das pessoas. As saudades e o ego, juntos, são insuperáveis a construir equívocos. E nem sempre estamos com cabeça para lhes estragar o esquema... também é verdade. Dá trabalho e mói. E de coisas que dão trabalho e moem andamos já nós todos mais que estafados.
Impossível - dos posts com alma
Da última vez que estive nos Açores, ouvi uma frase que nunca mais deixou de me acompanhar "O impossível é a medida do Homem.". Há dias, encontrei, já não sei onde, a frase "Por não saber que era impossível, foi lá e fez.". E a intermitência nas minhas convicções não dava tréguas. Ora me rendia à força ingénua das minhas frases, ora recolhia ao conforto da inevitabilidade. Não me entendia, nem ao resto. E teimava que talvez, lá bem no fundo, soubesse as respostas para as perguntas, mas, preocupada comigo, me fosse, apoucadamente, protegendo de as trazer à superfície de mim. Não tenho muitas dúvidas que vamos sabendo, intuindo, sentindo... que raramente as surpresas são isso mesmo... uma surpresa. Cuidamos muito de saltar barreiras, amarfanhar embotados, mas nós sabemos. Quase sempre, acho mesmo, nós sabemos bem mais do que cuidamos aceitar que sabemos. É difícil ser tão esperto. Ser gente dá uma trabalheira. E isto baralhava-me ainda mais e, confesso, assentava numa insuportável sensação de fingido, de fraude, de ser uma treta a história do coitadinha de mim que não imaginava. Insuportável. Suportamos pior as mazelas que reconhecemos ter ajudado a fazer. Até que encontrei uma tentativa de resposta que, apesar tudo, de não estar testada cientificamente e o raio, parece-me, vai conseguindo apaziguar-me a má experiência de ignorar que bem podia ter-me avisado. Não é só... ou tanto... por uma pressa inconsequente. Não. Afinal, é porque a minha medida não é o impossível... mas o coração. E toda a gente sabe que se há coisa sem limites não é o impossível... é mesmo o coração. Porque o impossível, o impossível é nada. Hoje vou fazer puré de batata para acompanhar o salmão no forno. O impossível é só o poema. O coração, o coração é que é o poeta.
domingo, 29 de abril de 2012
Dos casamentos
Não me perguntem porquê, porque, a bem dizer, já não me lembro da razão, mas ontem, a dada altura, estávamos a pensar em quais seriam as piores calinadas musicais num casamento.
Um contribuiu com a hilariante história do casamento em que o noivo estava pouco convicto do acto e se cortou o bolo ao som de Someone like you, da Adele.
Outra disputou o pódio, invocando um outro casório em que o baile foi aberto ao som daquela música que diz "Estou fazendo amor com outra pessoa".
Há quem ache que nada mais apropriado que entrar na igreja ao som do inolvidável "Qual é o melhor dia para casar, sem sofrer nenhum desgosto, o 31 de Julho, porque a seguir... (vocês sabem)".
Eu, pela minha parte, acho que, em romântico e simultaneamente em mau, poucas cenas serão mais impressivas que uma canção dele para ela em que o moço, já tocado pelo álcool, se lhe declare com o clássico "Eu sei, eu sei, és a linda portuguesa com quem eu quero casaaar, já corri mundo e não encontro outra igual com quem eu queira ficaaar, a mais gostosa, mais formosa das mulheres que Deus pôde criaaar...".
E é isto...
O que é que me dizem?!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Marido ao domicílio
Hoje cruzei-me com esta empresa. Antes de perceber o que eles se propunham fazer, pensei "O descaramento não tem limites!!! Até já fazem publicidade a isto nos carros!!!". Depois lá vi que vão a casa das pessoas arranjar-lhes as canalizações e a instalação eléctrica, fazer biscates (tenho uma luz fundida no hall, uma luz a piscar na cozinha e a porta de um armário que cai de cada vez que é aberta e me obriga a uma grande ginástica para a encaixar diariamente) e dar-lhes luzes sobre cenas (não confundir com dar-lhes cenas que as façam dar à luz!). E lá me rendi. Acho piada. E mais piada ainda tem o site e os nomes que eles dão aos tipos de serviços prestados. Ainda há gente com humor e eu cá sou uma pessoa que aprecia gente com humor. Do bom. Bom humor. Só não sei é se, ainda assim, esta será uma solução para todos os problemas que se espera que os maridos resolvam (e não estou a pensar em cenas de dar à luz... insisto). É que lembro-me da vez em que mais senti falta de um homem cá em casa... e desconfio que eles não me resolveriam o caso como deve ser e àquela hora.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Ingredientes para duas horas que regeneram as pessoas
Uma voltinha pela cidade num carro muito louco, um almocinho no restaurante mais italiano da beira rio, um tiramissú a partilhar, uma caminhada, um cházinho e mais dois dedos de conversa no sofá cá de casa. Tudo, com o melhor melhor amigo. O que esperou sete meses para perceber que hoje já me podia dizer, sem medos, "Ele perguntava por ti todos os dias... Agora ainda pergunta, mas no princípio, quando lhe sumiste, até dava dó!"*.
* Podem chamar-me cabra egoísta, mas não consegui evitar sentir-me um bocadinho vingada. Afinal...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Muito bom!
E quando uma mulher se habitua de tal maneira a estar sozinha que quando ao fim de uns tempos dorme com um homem e lhe perguntamos "então e depois?", ela responde "já tinha havido tanta actividade e ele continuava a falar e eu estava tão morta que só pensava "Eh pá já te calavas, não?!"?! Ahahahahahahahahahah :) Eu, que sou uma romântica incorrigível, embora disfarçada, desanquei-a, com pena do mocinho. Mas agora, que me ponho a pensar na cena, só me dá vontade de rir. De facto, o nosso modo "tanto mel que até escorre" já teve melhores dias, cachopa :)
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)








