Voltei. E não vim sozinha. É a notícia do ano, a maravilha da vida a acontecer e a apaziguar as outras coisas que às vezes nos obrigam a pôr em perspectiva o que é isso da vida. Soube que estava grávida no dia 31 de Agosto. Confirmei com três testes. Pus o meu marido louco. De lá para cá, o pequeno F. tem apanhado valentes sustos e eu não tenho conseguido organizar suficientemente a cabeça para escrever seja o que for. Passo por aqui. Tenho uma vontade grande de transformar isto novamente em diário, mas ainda não tinha conseguido. Ontem, foi o B. que me perguntou se não estaria na altura de voltar. E talvez esteja. Porque sobrou vida, apesar dos sustos por que passámos, e isso é o mais importante. Desde a última vez que por aqui passei, despedi-me de um emprego, tive o meu pai internado em estado grave (não está bom, mas está melhor), vi o meu melhor amigo perder tudo, excepto a vida (a dele, a da mulher e a dos filhos) à conta de um filho da puta de um incêndio que abriu telejornais, deixei de comprar uma casa, redefini uma série de prioridades e tomei, com o B., decisões que mudam o nosso futuro mais próximo. Soube sempre, apesar de tudo, em todas as tardes passadas no hospital, em todas as noites de insónia, em todos os serões em busca de soluções, que havia um bebé a caminho e que isso, desse por onde desse, era o mais importante. O pequeno F. está bem e recomenda-se. É um matulão e ainda hoje lhe ouvi o "trote" do coração. Posso quase jurar que se mexeu no sábado, mas dizem que ainda é cedo e pode ser impressão. Visto as mesmas roupas de antes, excepto uma coisa milagrosa que se chama cinta de grávida e que nos dá um conforto danado debaixo da barriguinha. Ainda não engordei, mas temo que esse feito não dure muito mais tempo. Tive quase quatro meses de sono incontrolável e há dias em que tenho tanta moleza que só consigo dar aulas sentada. De enjoos, conto apenas três semanas, mas já me deram bem para o gasto. Tenho uns pais agarrados à ideia do primeiro neto e embevecidos pela nova fase desta vida em família, um irmão mais mimento que nunca e um marido que, nestes meses de tantos trovões, tem sabido, como mais ninguém, transformar os momentos em que estamos juntos em arco-íris de esperança. É o melhor pai que se pode dar a um filho por nascer e o companheiro que a vida, tão cheia de si, me trouxe a tempo de ser feliz assim. Aconteceram muitas coisas, mas, sobre todas elas, há a vida a crescer aqui dentro e isso, aconteça o que acontecer, há-de ser sempre o que fica, no fim dos dias, para sempre.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Casámos há um mês
(Arroz, pétalas e papelinhos de cores... Coimbra, 12 de Dezembro de 2015)
domingo, 3 de janeiro de 2016
Ainda de 2015, com amor, as coisas boas
- namorei muito;
- fui pedida em casamento;
- dei aulas noutra casa que não a minha;
- vi a Bethânia ao vivo;
- passei alguns fins de semana fora;
- vi uma raposa do Ártico;
- voltei a Itália;
- voltei a São Miguel;
- participei novamente num congresso mundial;
- botei muita faladura;
- fui convidada para escrever um artigo importante;
- fiz 34 anos;
- recebi uns brincos maravilhosos, que usei para me casar;
- fui muito ao sushi;
- vi o Pai Natal no dia do meu aniversário;
- li muito;
- andei mais do que de costume;
- passei a noite de Natal com o B.;
- estive no Círculo Polar Ártico;
- celebrei os 95 anos do meu avô;
- conheci Estocolmo, a Lapónia Finlandesa e Helsínquia;
- voltei ao yoga;
- revi a minha Gio;
- vi um urso polar;
- casei;
- vi uma coruja das neves;
- encontrei a mantilha com que sonhava;
- aprendi a conduzir carros automáticos;
- tive uma entrevista de emprego que correu mesmo muito, muito bem;
- usei lentes de contacto;
- recebi uma Bimba e Lola e uma Carolina Herrera linda de morrer;
- comprei carradas de sabrinas;
- ganhei a minha primeira Victorinox;
- vi renas;
- mandei fazer uns sapatos de sonho para casar;
- jantei muito com os amigos;
- tive os meus por pertinho;
- ouvi a médica dizer que o B. estava fora de perigo.
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Traduza-se.,
Verdades e assim-assim,
Wedding day
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Em 2015
casei-me e fui de lua de mel para a Lapónia.
Conto-vos tudo em breve.
Por agora, desejo-vos só o melhor do mundo para 2016: muita saúde, muita paz e muito amor.
Até para o ano, mais presente. É uma intenção. Bem boa.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Querido Pai Natal,
faltam treze dias para visitar a tua Aldeia. Pensei escrever-te uma carta e pedir-te um sem fim de coisas pelo Natal. Afinal, talvez não volte a ter-te assim tão por perto, à mão dos mais que muitos pedidos que seriam normais nos meus Dezembros. Acontece, Pai Natal, que não tenho lista. Levo os recados no peito, guardados no mais fundo do meu coração. Quero saúde. Quero amor. Quero paz. Quero alegria. Quero tolerância, paciência e serenidade para ver o copo meio cheio. Todos os dias, ou, pelo menos, muitos, muitos dias, a maior parte deles, aquela que faz a balança das pessoas pender para um dos lados. Quero um casamento para toda a vida. E gente a vê-lo. E a vivê-lo connosco, a participar na construção diária da família de que queremos ser os pais. Quero isso. Gente. Boa. E corações com calma, a bater sem sobressaltos grandes. Quero manhãs de mimo e noites de sono descansado. Também quero uma casa, mas, mais que isso, muito antes, quero manter o lar para que trabalhamos vai para muitos meses. Quero isso. Para mim. Mas... acima de qualquer outra coisa, para os meus. São quatro. E mais uns poucos. Os melhores. Quero muito. Com muita força. Determinada a merecer e conservar o que me deres. Quero. E espero. Obrigada. Tua. R.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Imitação
Veio ontem. Volta hoje. Estamos a ver se imitamos a vida lá para diante e nos olhamos nos olhos todas as manhãs.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
A sessão de noivado, esse momento tão importante quanto assustador
Quem pretender casar nos próximos tempos, pode pedir-me ajuda. Basicamente, tenho tabelas para tudo e já vou no 21.º ensaio de combinações de gente nas mesas... Se calha a chegar ao dia e ficar tudo com cara de quem comeu e não gostou da companhia, corto os pulsos. Ora bem... uma das minha famosas tabelas, geradora de grande controvérsia cá em casa, é a dos fotógrafos. Tem preços e depois todos os prós e contras. Há coisas muito baratas, mas que não incluem filme e têm um ridículo limite de 5 horas de serviço; há coisas estupidamente caras que até incluem drones (é Dezembro... o mais certo é estar a chover a cântaros, gente), e há muita coisa entre os mil e quinhentos e os dois mil euros em que temos de ver o que diferencia cada proposta: o estilo do fotógrafo (para mim, factor mais importante de todos), a duração do serviço, a possibilidade de vídeo, a presença de mais do que uma pessoa no dia do casamento, a oferta de álbum, os prazos de disponibilização de link de fotos, a previsão de uma sessão de noivado,.... Confesso que nunca tinha pensado nisto da sessão de noivado, mas atendendo a que até hoje fui sempre fotografada por gente que conhecia e no dia do casamento o fotógrafo oficial era um perfeito desconhecido, achei que fazia sentido. Convenci o meu homem a custo, agendámos a coisa para o passado sábado e saímos debaixo de um dilúvio em direcção a Lisboa. Tinha pensado numa coisa descontraída, serena, num bairro típico, com um passeio de eléctrico pelo meio, uma ida a uma livraria ou a um museu, enfim. Podia ser que ainda desse para avisar algum amigo e juntar o útil ao agradável. Acontece que a capital nos recebeu em lágrimas. O céu todo a deixá-las cair, gordas e pesadas, inchadas de tanta alegria por nos verem prestes a casar. Vai daí, toda a sessão se resumiu a mil voltas pela Graça, nós e os guarda chuvas, mais a gabardina e o medo de escorregar e cair. O querido Miguel garante que se safa meia dúzia... Eu acho que devem ser aquelas em que nos mandou conversar descontraidamente para fotos mais casuais e acabou a repreender-nos porque acelerámos a fundo em considerações sobre as alterações à prescrição penal, gesticulando, encostados ao Miradouro, como dois tolos. Segundo o Miguel, não somos normais. Já desconfiávamos.
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It's a bridal report #5
Já tenho brincos e sapatos. Provavelmente, as duas coisas mais importantes (a seguir a ter noivo) para que um casamento se faça.
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
It's a bridal report #4
E parece que já temos bolo. Lindo. Mesmo especial, pá!
No entretantos, temos 1/10 dos convites entregues, mais ou menos dois meses até à boda e uma sensação até agora desconhecida de que o tempo, caracinhas, começa a apertar.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
It's a bridal report #1
Já temos data.
Já temos padrinhos.
Já temos igreja.
Já temos coro da igreja.
Já temos sítio.
Já temos animação para o "noite dentro".
Já temos destino de lua de mel.
\
Ainda não temos mais nada... nem os meus sapatos...
Começámos por tratar da companhia. Portanto, também já nos temos um ao outro. Até porque, sem isso, era difícil arranjar o resto.
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quarta-feira, 10 de junho de 2015
terça-feira, 2 de junho de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
A rica vida
Amigos pertinho, o homem no paraíso dos queijos, enchidos na brasa e um terraço inteiro de gargalhadas ao cair da tarde morna de um Maio a chegar ao fim. É a vida a ser solidária com quem merece tréguas. O nosso tempo a voltar à doçura de quando passa lentamente porque saboreado a preceito. É o coração a reencontrar a paz às apalpadelas. O caminho a fazer-se rumo ao que nos faz bem. E o som do riso a embalar a hora de descansarmos baixinho nos braços da rica vida, enternecidos pela esperança que se renova e inchados de orgulho da perseverança na busca do melhor lugar para se estar. Junto.
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sexta-feira, 22 de maio de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Tempo
É o tempo que mais amansa. Só o tempo põe as coisas no sítio, resgata os melhores momentos e relativiza os piores. É o tempo, com os dias a passarem, uns a seguir aos outros, todos com manhãs e tardes e noites apesar de em nós o tempo estar parado, que nos devolve a paz ao peito. Com o tempo, amaciamos a voz, serenamos os gestos e voltamos a confiar. Só com o tempo. A confiar que as manhãs e as tardes e as noites lá fora são manhãs e tardes e noites em nós e que não há amanhecer sem anoitecer nem vice versa. É o tempo que nos mostra que as curvas são parte do caminho. E que seguir em frente é o destino.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Continuo com coisas para dizer
Continuo com muitas coisas para dizer. Umas mais pequeninas e outras maiores, todos os dias tenho tido coisas, muitas, para dizer. Não tenho sequer escolhido não as dizer, tem acontecido de não saber bem como dizê-las e de, na dúvida, estar a preferir manter-me calada. Tenho tido o coração dividido por muitos sentimentos diferentes e viajado, sentada no meu sofá de casa, ao melhor lugar de mim. Depois, como se o tempo ainda não tivesse todo passado, nem levado a dor fininha de há uns tempos, mergulho numa melancolia que me tolhe o riso. Vou caminhando, devagar, para não o fazer sem os pés firmes, em direcção ao que tenho acreditado desde há muito que é o meu lugar feliz - um coração em paz, a certeza de não estar sozinha, a incontornável evidência de que não me transformo em nada que seja um dia uma sombra de mim. Vou caminhando devagar, para não cair. Vou caminhando rodeada dos pais e do mano, sempre lá, dos amigos que não desarmam, do futuro a nascer todos os dias pela manhã e a prometer-me mais, sempre que recolho ao sono. Vou caminhando devagar, com o B. pela mão.
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